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Quinta-feira, 21 de Maio de 2020
ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - ASPECTOS POSITIVOS DO FILME " A EDUCAÇÂO PROIBIDA "

 

 

 

 

 

 

 

 

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No fecho da nossa última coluna, recordamos o conselho sábio do Apóstolo São Paulo, em 1Tessalonicenses, 5, 21: “Experimentai de tudo, retende o que é bom”. É o que devemos fazer com o filme “A Educação Proibida”, que critiquei severamente nas duas semanas anteriores. Nem tudo nesse filme é negativo. Vamos, pois, aos pontos positivos.

 Concordo inteiramente com a crítica que o filme faz à fragmentação dos saberes, à excessiva compartimentalização dos conhecimentos em ciências e subciências cada vez mais especializadas, com perda da visão universal das coisas. Essa crítica é muito pertinente. Não concordo com a solução proposta pelo filme, mas concordo inteiramente com a denúncia que faz do problema.

Também concordo com a crítica feita a um modelo único de escola, e com a ingerência do Estado na educação, em detrimento da família e dos grupos sociais menores, e com a necessidade de os alunos especiais (tanto aqueles que por alguma razão são carentes ou apresentam algum tipo de insuficiência, quanto os chamados superdotados ou de habilidades especiais) receberem uma educação diferenciada. Sou favorável a uma liberdade muito grande de modelos escolares, sem as ingerências estatais a propósito de tudo.

O excessivo rigor, à maneira quase de um campo de concentração, que vigia em certas escolas do passado, também me parece censurável. Que os alunos tenham voz para exprimir suas ideias, suas dificuldades, suas sugestões, nada mais natural. Mas uma escola sem direção definida, autogestionária, em que os alunos opinam e mandam em pé de igualdade com professores e diretores, isso é pura utopia.

Pessoalmente, sou muito crítico da cultura norte-americana e do "american way of life", mas reconheço que seu sistema educativo - ao mesmo tempo extremamente liberal, extremamente meritocrático e extremamente competitivo - produz excelentes resultados.

Nos Estados Unidos, o ensino em todos os níveis, o fundamental, o médio e o superior, é absolutamente livre. Não há entraves nem controles de espécie alguma. Somente no fim da década de 1970 foi criado, no governo Carter, um órgão federal que supervisiona (muito por alto) o ensino de todo o país, mesmo assim com poderes limitadíssimos; antes disso, nem existia controle de espécie alguma; ainda hoje, os estados e os condados variam no sistema de supervisionar o ensino das suas áreas, mas na maior parte são extremamente liberais. Os pais educam os filhos como bem entendem, colocam-nos nas escolas que escolhem, contratam os professores que querem ou os educam em casa, mesmo, no sistema de "home schooling". É comum famílias amigas se reunirem e os próprios pais, cada qual na sua respectiva área de formação, ministrarem o ensino a todos os educandos daquelas famílias. Nem titulatura acadêmica é exigida de professores, já que o autodidatismo é uma realidade muito respeitada nos Estados Unidos.

Em alguns estados, no fim do ciclo médio, quando o adolescente está com seus 16 ou 17 anos, ele presta um exame unificado naquele estado, para habilitar-se ao ensino superior. Mas mesmo esse exame inexiste na maior parte dos estados. Cada universidade tem seus critérios próprios de admissão de candidatos aos cursos de graduação; algumas realizam exames vestibulares, outras apenas analisam os currículos dos candidatos; o governo não interfere na autonomia universitária, de modo que algumas universidades prestigiosas são extremamente rígidas e severas no processo admissional, enquanto outras, menos exigentes, são mais liberais. O número de cursos universitários é enorme, mas há uma diferença sensível entre ter feito uma universidade prestigiosa e exigente, e ter feito uma "universidadezinha" qualquer...

Falei há pouco do autodidatismo, que é muito respeitado nos Estados Unidos. É o equivalente, no sistema brasileiro ao "notório saber". Existem casos, nos Estados Unidos, de pessoas que, por notório saber, se inscrevem em cursos de mestrado ou doutorado, sem apresentarem NENHUM diploma de cursos anteriores, de qualquer nível. Se provarem que sabem, são aceitas. Até o prestigiosíssimo MIT (Massachusetts Institute of Technology) já conferiu títulos doutorais plenos a pessoas que nunca tinham, antes, se sentado em um banco escolar ou universitário. E há professores universitários em cursos de graduação ou de pós-graduação que nunca estudaram em escola alguma, apenas provaram que sabem e podem ensinar.

O sistema de ensino norte-americano é completado por uma imensa rede de cursos formadores de "paras": paramédicos, para-engenheiros, para-advogados etc. São cursos técnicos, livres, que habilitam a uma variedade muito grande de profissões e atividades. E também as escolas militares são muito numerosas nos Estados Unidos; elas dão formação fundamental e média aos estudantes, alguns dos quais depois seguirão academias militares e ingressarão nas Forças Armadas; mas a maior parte deles irá para as universidades comuns e seguirão suas vidas como civis.

Esse sistema norte-americano é eficientíssimo. Sou insuspeito para dizê-lo, porque sou crítico muito severo da cultura norte-americana, globalmente considerada. Sei que esse sistema de ensino pode parecer monstruoso para quem é "meritofóbico" e é "politicamente incorretíssimo"... mas que ele funciona, ninguém pode negar. Basta ver o número de Prêmios Nobel que produziu e continua produzindo...

 

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:23
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CINTHYA NUNES - MASCARADOS

 

 

 

 

 

 

 

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            Que o vírus mudou e continuará mudando para sempre a vida da quase totalidade das pessoas, penso eu, é inegável. Somente para ficarmos em alguns aspectos menos sombrios, pensemos no uso das máscaras. Obrigatórias para todos, caseiras, profissionais ou descartáveis, esse nada desejado acessório faz parte agora da rotina daqueles que precisam sair de casa, seja a que pretexto for.

            Anteriormente restrita aos profissionais ligados à saúde ou à estética, pouco usada, infelizmente, por muitos que trabalhavam com alimentação, o uso das máscaras se faz imprescindível na busca da contenção dos casos da Covid-19. Como leiga no assunto, procurei me informar e, ao que me consta, usar a máscara, em princípio, não protege diretamente a quem a usa, mas sem aos demais e, se todos usarem, a proteção se faz efetiva.

            Particularmente eu me sinto mal usando a máscara, eis que sou ligeiramente claustrofóbica e parece que vou sufocar. Contudo, por um dever até cívico, não me furto da companhia dela. No início da pandemia ganhei várias descartáveis de alguns amigos, já que naquele momento elas sumiram das prateleiras, chegando a faltar para quem mais precisava, como médicos e enfermeiros, por exemplo.

            Algum tempo depois, formou-se o consenso (ou quase) de que o uso de máscaras caseiras, feitas de tecido, também era eficiente. Desencavei minha já esquecida máquina de costura e posse de tutoriais de internet e da orientação de uma amiga, confeccionei várias, destinadas a vizinhos e ao nosso uso em casa. Nesse meio tempo muita gente também viu nisso um negócio e tratou de fazê-las comercialmente. A preço justo, tornaram-se fonte de renda para muita gente que se viu em situação financeira difícil.

            Por outro lado, lamentavelmente, também vi nos noticiários que algumas grandes marcas de grife lançaram máscaras customizadas a preços obscenos. Pura e ridícula ostentação em um momento mundial tão triste. Uma das empresas, ainda, justificou que o valor seria doado para caridade. A lorota não colou e, talvez com vergonha ou medo da repercussão, tiraram a dita máscara do mercado. Literalmente, a máscara caiu.

            Máscaras bem engraçadas também apareceram por aí, além de outras bem bonitas. Não vejo pecado algum nisso, a propósito. Não se está zombando, com isso, da situação, mas, apesar dela, buscando-se alguma alegria. Eu mesma usaria sem nenhum problema uma máscara de gato ou outro tema alegre. As que confeccionei, em sua maior parte, além de pretas, são floridas.

            Fico eu aqui pensando que as máscaras, em parte, são democráticas, eis que igualam praticamente todo mundo na aparência do rosto. O que está ali detrás, buscando sobreviver e respirar, é somente um ser humano. As máscaras nos privam em parte da vaidade e nos permitem reflexões que ultrapassam nossas faces. O que iremos tirar disso, de fato, ainda não estou certa, mas de todas as máscaras possíveis, essa é a única que faz bem.

 

 

 

 

CINTHYA  NUNES    -   é jornalista, advogada e, ultimamente, mascarada cinthyanvs@gmail.com



publicado por Luso-brasileiro às 13:22
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - CRIANÇAS MACHUCADAS

 

 

 

 

 

 

 

 

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As meninas e os meninos machucados por adultos deformados – alguns feridos igualmente pelo próprio círculo de morte dos abusos -, que conheci desde a minha adolescência me vêm ao pensamento e ao coração e se encontram em minhas preces todos os dias, não apenas em 18 de maio, que é o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.
Era jovenzinha ainda ao me deparar com crianças de olhos assustados, que viviam em uma instituição para menores. Ninguém havia lhes falado sobre o lobo mau da história do Chapeuzinho Vermelho e nem sobre o Bicho- Papão ou Papa-Gente. Apresentaram-se a elas em carne e osso, mexendo e invadindo o seu corpo.  Os fatos eram sussurrados atrás das portas por pessoas que poderiam defendê-las, mas não o faziam, porque quem as transformava em brinquedos sexuais era “gente de bem” na sociedade e não “merecia” ter o nome enlameado. Era gente da “Casa Grande” e não da senzala. Questionava-se que, se acontecera, a culpada era a criança que assediara o adulto em troca de balas.
Mais tarde, me deparei com fortes raízes da prostituição no abuso sexual de crianças e adolescentes, sem escolha, filhas dos diferentes tipos de miséria, empurradas para o comércio do sexo.
A mãe falecera e o pai não poderia se conter sexualmente. A filha mais velha, de nove anos, além dos serviços domésticos, deveria também servi-lo na cama. 
A mãe trabalhava como ambulante. A filha de sete anos permanecia ao lado dela. O cidadão, que era doutor não importa de que especialidade, trabalhava nas proximidades. Observou-a em suas taras afloradas, chamou-a e lhe ofereceu chocolate. A mãe viu e ficou encantada com a “benemerência” do indivíduo que passou a levá-la a um cômodo isolado e trocava carícias impudicas com doces. A mãe jamais perguntou aquilo que acontecia dentro do prédio, contudo, quando a menina se tornou mulher, de formas que chamavam a atenção, nos seus 12 anos, e demonstrava malícia em determinadas atitudes, colocou-a para fora de casa por ciúme do padrasto.
A dona do bordel, cujo amante era autoridade no pequeno município, ficou de olho na filha do “trottoir” que a avó criava. Estava com seis anos na época. A mãe e a avó aceitaram os valores, que seriam atualizados, aos dez anos da menina, para ir à leilão no local.
Mais tarde e normalmente não tão tarde, ao corpo se transformar em trapo, restam o álcool, as drogas ilícitas, o suicídio...
Que tristeza, meu Deus!
Insista na proteção de crianças e adolescentes expostos, como marionetes, nos atalhos do mundo e, tantas vezes, dentro da própria casa.
 

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.


 
 
 



publicado por Luso-brasileiro às 12:32
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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - AS VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI - 1ª Série - 2º. A IGUALDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

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AS D0ZE  VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI

 

1ª. Série

 

                                                   2ª.  A  IGUALDADE                                           (2A)

 

 

 

Igualdade é  a ausência de diferença. A igualdade ocorre quando todas as partes estão nas mesmas condições, possuem o mesmo valor ou são interpretadas a partir do mesmo ponto de vista, seja na comparação entre coisas ou pessoas.

A palavra igualdade está relacionada com o conceito de uniformidade, de continuidade, ou seja, quando há um padrão entre todos os sujeitos ou objectos envolvidos.

A igualdade na justiça parte da premissa que todos os indivíduos, de uma determinada nação, por exemplo, estão sujeitos às mesmas leis que regem o país, devendo obedecer

Aos mesmos direitos e deveres.

Etimologicamente, a palavra igualdade tem origem do latim”aequalitas”, que quer dizer “aquilo que  é igual”, “semelhante”.

Liberdade, Igualdade e Fraternidade, são  os direitos que foram exigidos pela população da França durante a Revolução Francesa. Esta viria a sintetizar toda a natureza da revolução e do espírito do novo cidadão francês. Este grito  de ordem passaria a ser modelo para muitas outras revoluções em várias partes da Europa incluindo Portugal.

Três conceitos de igualdade.

1.Um tipo de igualdade é a chamada igualdade formal, diante da lei. Esse tipo de igualdade pressupõe que a  lei (e, consequentemente, o governo) deve tratar todos de forma igual, sem qualquer discriminação, simplesmente em função do facto de serem humanos – mesmo que sejam totalmente desiguais em quase todos os aspectos particulares da sua vida, sejam eles naturais(biológicos e psicológicos) ou desenvolvidos  na vida em sociedade.

2. Outro tipo de igualdade é a chamada igualdade de resultados. Aqui não se espera simplesmente que a lei(e, consequentemente o governo) trate de forma igual, mas  que todos, a despeito de suas diferenças(genéticas ou desenvolvidas na vida em sociedade), alcancem resultados iguais, do ponto de vista social e económico, com o  que  resolverem fazer com a sua vida.

3.Igualdae de oportunidades. A igualdade de oportunidades é um meio termo. O que se espera é que as pessoas tenham todas as oportunidades iguais na vida – o que fazem dessas oportunidades, através de suas escolhas e decisões, é um problema delas. O que é preciso é que as “condições iniciais” da “ corrida pela vida” sejam idênticas. O que cada um faz na corrida é problema seu.

Parece bonito, quando dito assim. Mas como é que se consegue igualizar as condições  iniciais de quem nasce em São Paulo, no Brasil, de quem nasce na Madeira, e quem nasce  na África? Ou de quem nasce numa família de milionários na Suiça e quem nasce  uma pobre mãe solteira? Ou de quem nasce com o talento  e oportunidades de um Cristiano Ronaldo e quem nasce  onde não consegue chutar uma bola? Ou  de quem consegue estudar competentemente os grandes  mistérios da vida, da mente ou do universo, como Darwin, Freud e Einstein,  e digamos, alguém que não consegue sequer aprender a ler, escrever e contar na escola, depois de anos de tentativa?

 

 

                                                                                  (continua no próximo número)

 

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt



publicado por Luso-brasileiro às 12:16
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JOSÉ RENATO NALINI - MUSA CÁUSTICA NA ARCADAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Faculdade de Direito do Largo de São Francisco foi celeiro de singularíssimas personalidades. Sua vinculação com a poesia é tradicional. Ali estudaram Fagundes Varela, Álvares de Azevedo e Castro Alves. Ali também foi aluno intermitente o notável Paulo Bomfim, o Príncipe dos Poetas Brasileiros, que perdemos no mês de julho de 2019.

Seus nomes estão eternizados nas colunas de sustentação daquele templo do direito, repositório de glórias e fornecedor dos melhores quadros aos dois Impérios e à República brasileira.

Mas não é apenas o lirismo de Álvares de Azevedo, que morreu sem completar o curso e a candência do “Navio Negreiro” de Castro Alves que ocupam espaço na memória poética das Arcadas. Ali também se praticava o esporte favorito dos alunos: brincar com os professores. Principalmente com aqueles que davam ensejo à recepção de apelidos ou que se notabilizassem por alguma bizarrice.

O famoso professor Pedro Lessa, que o meu orientador Manoel Gonçalves Ferreira Filho afirma ter escrito o melhor tratado sobre o Poder Judiciário brasileiro, foi alvo dessa musa brincalhona e irreverente dos acadêmicos. Ele era um daqueles mestres que aplicava piparotes na cabeça dos alunos desatentos ou indisciplinados.

Foi Agenor Silveira quem produziu o soneto que tenta descrever o professor e que os contemporâneos dizem ter sido fiel. Aí vai:

 

            Bate o quarto, depois do meio dia;

            A grita infrene dos calouros cessa.

            Pesado e gordo, surge Doutor Lessa,

            o nosso lente de Filosofia.

 

            Esbaforido e suado, entrou. Sombria,

            no grave rosto traz a raiva impressa. 

            Sentou-se. E agora a preleção começa

            E começa também nossa agonia…

 

            Um silêncio tristíssimo enche a sala;

            E fala o mestre – coisas graves fala,

            Num discurso pesado, extenso, informe.

 

            Agora, as próprias moscas adormecem…

 

            E dorme a classe – e os gestos se amortecem.

            E a sintaxe do mestre também dorme…

 

Havia humor inteligente no século XIX, em pleno auge de funcionamento da primeira Faculdade de Direito do Brasil, criada em 1827, juntamente com a escola de Olinda, depois transferida para o Recife.

E hoje? Qual é a poesia produzida pelos milhares de acadêmicos de direito de nossa terra? Ainda há Academias dentro das faculdades, Grêmios Estudantis, entidades associativas. Fazer poesia é parte integrante dessa fase juvenil. É bom lembrar que “não fazem mal as musas aos juristas”.

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-Graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020. 7

 

 

 

Sessão Solene do Conselho Univesitário



publicado por Luso-brasileiro às 12:09
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - FUGAZ

 

 

 

 

 

 

 

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Sim, um poema

O! poema

Haverá de nascer.

Desses como este:

De se jogar fora

Dignos.

Indigno

De olhar que demora.

 

E depois

O! poema

Meio feijão-com-arroz

De rude gramática

Feito anátema

O! poema

Sem pompa ou glória

Terá ido embora.

 

Nisso então dirão:

– E agora?

– Cadê o poema?

– Era tão bom!!!

 

 

 

 

Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 11:49
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FELIPE AQUINO - 12 REGRAS DE OURO PARA PORTAR-SE BEM DURANTE A MISSA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fim de aproveitar, ao máximo, os grandes frutos espirituais que se recebe na Missa, é necessário participar da celebração com reverência

 

A seguir, confira 12 regras de ouro ou conselhos práticos que servem para aproveitar a Missa e participar, ativa e reverentemente, da Eucaristia.

  1. Não usar o celular: você não precisa dele para falar com DeusOs celulares nunca devem ser usados na Missa para fazer ligações ou enviar mensagens de texto. É possível atender um telefonema de emergência, mas do lado de fora do templo. Por outro lado, é possível usar o telefone para leituras espirituais ou orações, embora seja necessário ser discreto.
  2. Fazer jejum antes da Celebração Eucarística

Consiste em deixar de comer qualquer alimento ou tomar algo, pelo menos, uma hora antes da Sagrada Comunhão, com exceção da água e dos remédios.

Os doentes podem comungar, embora tenham tomado algo neste período antes da Missa. O objetivo do jejum é ajudar na preparação para receber Jesus na Eucaristia.

 

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Leia também:
 Viver os quatro fins da Missa
5 razões para se animar a ir à Missa todos os dias
8 dicas para aproveitar melhor a missa
A Missa na História do Mundo
A Celebração da Santa Missa
A missa como sacrifício

 

 

  1. Não comer nem beber na Igreja

As exceções seriam: uma bebida para crianças pequenas ou leite para os bebês, água para o sacerdote ou para as pessoas do coral (com discrição) e para os doentes.

Levar um aperitivo à igreja não é apropriado, porque o templo é um lugar de oração e reflexão.

 

 

  1. Não mascar chiclete

 

 

  1. Não usar chapéu

É falta de educação usar um chapéu dentro de uma igreja. Embora esta seja uma norma cultural, deve ser cumprida. Assim como tiramos o chapéu quando se faz um juramento, assim se deve fazer, na igreja, como sinal de respeito.

 

 

  1. Fazer o sinal da cruz com água benta ao entrar e sair do templo

Esta é uma forma de recordar o batismo, sacramento pelo qual renascemos para a vida divina e nos tornamos filhos de Deus e membros da Igreja. É necessário estar plenamente consciente do que acontece ao fazer o sinal da cruz e se deve fazer pronunciando alguma oração.

 

 

  1. Vestir-se com modéstia

Os católicos são convidados a participar da Eucaristia vestidos adequadamente, pois se, normalmente, as pessoas se vestem bem para ir a uma festa ou a algum outro tipo de compromisso, não há razão para não fazer a mesma coisa na Missa.

 

 

  1. Chegar alguns minutos antes do início da Missa

Se, por algum motivo, não consegue chegar a tempo, é recomendável sentar-se na parte de trás para não incomodar as outras pessoas. Chegar à Missa cedo permite rezar e se preparar melhor para receber Cristo.

 

 

  1. Ajoelhar-se diante do Sacrário ao entrar e sair do templo

Ao permitir que o nosso joelho toque o chão, reconhecemos que Cristo é Deus. Se alguém é fisicamente incapaz de se ajoelhar, então, fazer um gesto de reverência é suficiente. Durante a Missa, se passamos diante do altar ou do tabernáculo, devemos inclinar a cabeça com reverência.

 

 

 

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  1. Permanecer em silêncio durante a celebração

Ao ingressar no templo, deve-se guardar silêncio. Se tiver algo para falar, faça de forma silenciosa e breve. Lembre-se de que manter uma conversa pode incomodar alguém que está rezando.

Se tiver uma criança ou um bebê, pode se sentar perto de uma saída para qualquer contratempo.

Recorde que não há razão para sentir vergonha por ter que acalmar ou controlar seu filho dentro ou fora da igreja. Ensine-os a se comportar, especialmente com seu próprio exemplo.

 

 

  1. Inclinar-se ao receber a comunhãoSe diante de você está Deus, então pode mostrar respeito inclinando a cabeça como reverência. Se desejar, pode fazer uma genuflexão. Esta é uma prática antiga que continua até os dias de hoje.

 

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  1. Espere que a Missa termine

Devemos permanecer na Missa até a bênção final. Lembre-se de que um dos mandamentos da Igreja é participar da Missa nos domingos e festa de guarda.

É um bom hábito, embora não seja obrigatório, oferecer uma oração de ação de graças depois da celebração.

Finalmente, a saída deve ser em silêncio para não incomodar as outras pessoas que desejam permanecer no templo rezando.

 

 

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/12-regras-de-ouro-para-portar-se-bem-durante-a-missa-10199/

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:32
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PAULO R. LABEGALINI - PARA QUE SERVEM OS ESPELHOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Um homem entrou na igreja e começou a dizer: ‘Deus eu vim aqui porque não tem espelhos. Sou muito feio, nada dá certo na minha vida por causa da minha aparência e gostaria que o Senhor melhorasse isso em mim, por favor!’.

No mesmo instante, um sacerdote que ouviu suas palavras, disse-lhe: ‘Não se julga alguém pela aparência, meu filho; o corpo é apenas o templo do espírito! Não importa se suas pernas são tortas, desde que guiem você rumo ao amor; não importa se suas mãos são calejadas, desde que deem e recebam honestamente; não importa a cor de seus olhos, desde que enxerguem o bem; não importa quão danificados são seus cabelos, porque só servem para lhe cobrir a cabeça; não importa o tamanho de seu nariz, desde que inspire e expire a fé; não importam as rachaduras de sua boca, desde que proclame a vida!’.

Rumo à saída da igreja, já quase convencido de que o padre estava certo, o homem chegou diante de uma porta de vidro e ouviu uma voz do alto: ‘Agora, filho, levante a cabeça, olhe com alegria para este espelho e lembre-se que, em minhas Escrituras, não há uma só frase dizendo que sou bonito’.

Pois é, os espelhos possuem muito mais utilidades do que simplesmente alimentarem o nosso ego, não? Eu me lembro que quando fiquei dois meses de cama em 1992, por muitos dias não coloquei as lentes de contato – pouco enxergo sem elas. Graças à quantidade de orações que recebi, melhorei e voltei a usar lentes para ler no leito. Naquele dia, veio um barbeiro em meu quarto de hospital, fez em mim a barba, cortou meu cabelo e deu-me um espelho para olhar o novo visual. Naquele instante, o que menos importava era a minha aparência; e pensei mais ou menos assim: “Este sou eu! Estou vivo!” – e sorri de felicidade.

Não podemos nos esquecer que Deus nos fez à Sua imagem e semelhança. Se à imagem do Amor fomos criados, o importante é aquilo que carregamos dentro de nós, concorda? Todo espelho que colocarem à nossa frente deve refletir amor! É a nossa ‘imagem do avesso’ que conta pontos para a santificação e não a beleza ou feiura externa – como muitos vivem pregando no Big Brother e coisas do gênero. A imagem interior é capaz de grandes obras ‘em parceria com o Espírito Santo’, como: ser exemplo aos jovens na conduta de vida regada com oração; ser espelho aos pecadores na caminhada cristã perseverante; ser esperança aos pobres no socorro de suas dificuldades etc.

Se Jesus me ama como eu sou e deseja me levar para desfrutar de Sua morada no Céu, tenho que anunciar isso a todos com muita alegria no coração e me tornar espelho da Sua misericórdia! Quem age assim, nada deve temer, pois São Paulo disse aos Romanos: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?... Os que Ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho... e também os glorificou”.

Neste ano de provações, mais do que antes, temos que ter consciência de que o nosso Batismo foi o princípio da nossa missão evangelizadora de também refletir a esperança de salvação a todos os povos. Mas, como muitos ‘espelhos’ refletem somente o que está à frente, vejamos mais esta história:

Tempos atrás, num distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos mil espelhos. Lá chegando, um pequeno e feliz cãozinho olhou através da porta, mas, para sua grande surpresa, deparou-se com outros tantos pequenos e felizes cãezinhos – todos com os rabinhos balançando tão rapidamente quanto ao dele. Logo abriu um enorme sorriso e foi correspondido com mil enormes sorrisos! Quando saiu, pensou: ‘Que lugar maravilhoso! Voltarei um montão de vezes’.

Neste mesmo vilarejo, um outro cãozinho não tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Também olhou através da porta e, quando viu dezenas de olhares hostis de cães que lhe fitavam, rosnou e mostrou os dentes. Ficou horrorizado ao ver tantos cães mostrando-lhe os dentes lá dentro. Saiu correndo e pensou: ‘Que lugar horrível! Nunca mais volto aqui’.

Bem, os rostos que conhecemos têm um pouco de ‘espelho’ e podemos considerar que fazemos parte de uma casa de quase mil espelhos diariamente! Quando conversamos com alguém que transmite paz e fé, não desejamos que o mundo seja assim um dia e não ficamos mais aliviados dos problemas que nos afligem? O mesmo ocorre com aquelas pessoas que interagem conosco; portanto, repare bem na imagem que você vê nos rostos que encontra em seu caminho, pois podem ser o reflexo do seu próprio rosto! E lembre-se sempre:

Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar. Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte. Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude a vencer a vergonha. Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão. Há pessoas fortes que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usarem a energia que possuem. Há pessoas que julgam que não sabem fazer nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir o quanto podem fazer pelo irmão. Há pessoas apressadas que precisam de alguém para lhes mostrar tudo o que não tem tempo para ver. Há pessoas impulsivas que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros. Há pessoas que se sentem fora da Igreja e precisam de alguém que lhes mostre o caminho de entrada.

Todas essas pessoas precisam de um espelho... que pode ser você!

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:25
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - NO TEMPO DA PANDEMIA

 

 

 

 

 

 

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Nesta época de quarentena, assisti, pela rádio, à transmissão de cerimónia religiosa: missa.

O sacerdote, na homilia, após explicar o Evangelho, acrescentou: “Ter que ficar retido em casa, nesta época de quarentena, apesar dos inconvenientes, tem a vantagem de conhecer quem são os nossos amigos.”

E concluiu, esclarecendo o que acabara de asseverar:

- “Apesar da maioria passar horas de grande aborrecimento, e desesperante ócio, “continuam” a não ter tempo, a não se lembrar de telefonar a familiares e amigos! …”

Em conversa telefónica com velho companheiro, este, num desabafo, declarou-me:

Passo semanas sem saber notícias dos amigos!…”

- “ O curioso – disse-me, – é que quando lhes ligo, todos me dizem: “Estava agora mesmo a pensar em  telefonar-te! …”

Lembrava na interessante prática, o sacerdote, que era obra de caridade, nestes dias tristes e sombrios, telefonar aos amigos, para não se sentirem abandonados.

Tão habituado estou, a não receber essas atenções, que já não reparo quando não me telefonam ou respondem prontamente a cartas e emails.

Não têm tempo…Só encontram minutinho para me ligarem, se necessitam de favorzinho…Rima e é verdade.

Nesta época de tecnologia, que dispomos meios simples e rápidos de comunicar, parece, que cada vez mais, nos isolamos.

É egoísmo, desinteresse, ou indiferença? Para além do formalismo: Como está?; Bom dia!; Passe bem; quem se preocupa, quem se importa, realmente, se os outros, se encontram bem ou mal? Se eu e os meus, estamos bem: temos a dispensa cheia, dinheiro no banco e saúde, que importa os demais?! …

 

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 

 



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EUCLIDES CAVACO - PERFUME DE MULHER - Poema e voz de Euclides Cavaco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Dedicatória aos predicados da Mulher que mesmo em casa sem poder mostrar a sua elegância lá fora, continuam sempre a ter o seu admirável perfume.
Videografia da talentosa amiga Gracinda Coelho.

 



https://www.youtube.com/watch?v=bWxK7CkKvN0&feature=youtu.be

 

 

 

Desejos duma magnífica semana.
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

 

***

 

Concurso MUSEU DA PANDEMIA 2020

 

 

REGULAMENTO

Que ninguém sairá disso como entrou é fato.
O que você quer eternizar deste episódio?
Sua crença na humanidade?
Sua descrença nela?
O quê?
A palavra – conforme sua arte a expressa – está com vocês.
Mais do que “boa sorte” desejamos a todos “boas reflexões”.

 

Categoria POESIA

I - Inscrição

 A inscrição é gratuita.

 Basta enviar seu poema (somente um e com, no máximo, vinte linhas), em formato .doc ou .docx (fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12); sem assinatura nem pseudônimo para concursomuseudapandemia@gmail.com

 O prazo para inscrição é de 01 até 31 de maio de 2020.

 Poderão participar quaisquer interessados em versar, em língua portuguesa, sobre o tema proposto, com exceção apenas dos promotores, bem como dos membros da Comissão Julgadora.

 A Comissão Julgadora será composta por dois poetas convidados.

 

II - Premiação

 O poema premiado será editado e entregue sob o formato de videopoema com até dois minutos de duração.

 O resultado será divulgado, através do site, até 30 de junho de 2020.

 A obra vencedora – já editada – será publicada, até 31 de julho de 2020, no canal no YouTube e, a partir daí, pelo próprio autor nos meios que lhe aprouver.

 

III - Disposições Gerais

 A Comissão Julgadora é soberana e não caberá recurso de suas decisões.

 Cada autor responderá perante a lei por plágio, cópia indevida ou outro crime relacionado ao direito autoral.

 As inscrições implicam em plena concordância com os termos deste regulamento.

 Jundiaí/SP, 01 de maio de 2020.

 

Categoria ARTES VISUAIS

I - Inscrição

 A inscrição é gratuita.

 Basta enviar, num arquivo em formato .jpg, com resolução 1920x1080, uma obra de sua autoria (pintura, desenho ou fotografia) sem assinatura ou identificação para concursomuseudapandemia@gmail.com

 O prazo para inscrição é de 01 até 31 de maio de 2020.

 Poderão participar quaisquer interessados, com exceção apenas dos promotores, bem como dos membros da Comissão Julgadora.

 A Comissão Julgadora será composta por dois artistas convidados.

 

II - Premiação

 O vencedor receberá um clipe de três minutos com uma compilação de obras de sua autoria, incluindo a premiada no presente certame.

 O resultado será divulgado, através do site, até 30 de junho de 2020.

 O clipe será publicad0, até 30 de setembro de 2020, no canal no YouTube e, a partir daí, pelo próprio artista nos meios que lhe aprouver.

 

III - Disposições Gerais

 A Comissão Julgadora é soberana e não caberá recurso de suas decisões.

 Cada autor responderá perante a lei por plágio, cópia indevida ou outro crime relacionado ao direito autoral.

 As inscrições implicam em plena concordância com os termos deste regulamento.

 

 Jundiaí/SP, 01 de maio de 2020.

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

***



publicado por Luso-brasileiro às 11:08
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2020
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - SANTO IVO, PATRONO DOS ADVOGADOS - E MENTOR DA " JUSTIÇA GRATUITA"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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         Santo  Ivo, francês, empregou a sua mocidade no estudo das letras. Dedicou-se com particular desvelo (sem  esperança alguma de interesse humano) no seu ofício de advogado à proteção dos miseráveis, órfãos e viúvos, por onde veio a merecer o título de "Advogado dos Pobres”, sendo posteriormente considerado o PADROEIRO DOS PROFISSIONAIS DO DIREITO. A dezenove de maio, celebra-se o DIA DE SANTO IVO, que faleceu nesta data,  a mesma  em que também foi canonizado em 1390. Trata-se de um momento manifestamente oportuno para se meditar sobre os seus ensinamentos e sua obra, voltados ao desempenho no amor ao próximo e no cumprimento de sua missão de fé.

          "Ó Deus de Misericórdia, dignai-vos a conceder-me a graça de desejar com ardor o que é de Vosso agrado, procurá-lo com prudência, reconhecê-lo com sinceridade e cumpri-lo com perfeita fidelidade para honra e glória de Vosso Nome. Amém". Assim rezava, no início de cada estudo ou trabalho, o santo padroeiro que hoje reverenciamos, recordando no aniversário de sua morte, há setecentos e um anos, o seu insuperável ensinamento duma vida inteira dedicada a fazer  o bem  e amar ao próximo.

         Nascido na Bretanha América em 1253, pertencente à alta pobreza da França, ele foi advogado, juiz e sacerdote da ordem franciscana. Durante toda a sua vida, lutou pelos direitos dos pobres, principalmente contra os senhores feudais e demais poderosos da época, tendo como magistrado, criado a isenção de custas para os necessitados, razão pela qual muitos o indicam como criador da JUSTIÇA GRATUITA.

            O seu juramento, prestado na Catedral de Tregular, aos quatorze anos de idade, quando sagrado Cavaleiro do Santo Sepulcro, constitui-se num verdadeiro símbolo do Cristianismo:- "Juro pela pureza das minhas intenções. Quero ser a fortaleza dos fracos, dos humildes dos pobres e dos necessitados."

            Sua atuação se pautou no entendimento de que as virtudes do homem de Justiça são a probidade e a competência, comuns e naturais à atividade honesta e, principalmente, o amor à verdade, que desvenda e impõe a causa justa. Por isso, o seu primeiro mandamento recomenda aos advogados que recusem o patrocínio de causas contrárias à Justiça, ao decoro ou a própria consciência.

         Homenageando o patrono dos advogados, invocamos Dr. Ruy Homem de Melo Lacerda, ex-presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Brasil:.

                            "Nesta época de transformações sociais em todo o mundo, quando se procura assegurar, também nas nações menos desenvolvidas, o desfrute pleno da vivência democrática, valorizando o ser humano, mais se acentua em nós, homens dedicados à defesa do Direito e à  realização da Justiça, o dever de contribuir, na luta cotidiana, como Santo Ivo, para a elevação dos costumes e a garantia de vida digna, notadamente aos mais humildes e desassistidos, que hoje abrangem   grande porção da coletividade brasileira.

                            Que o seu exemplo nos inspire, na certeza de atender com essa conduta, ao mandamento maior da nossa fé, deixado pelo Divino Mestre. E que saibamos, como nos orienta o Decálogo herdado de Santo Ivo, pedir ajuda de Deus nas nossas demandas, pois Ele é o primeiro protetor da Justiça."  (ASSP nº 1692 - Suplemento)

 

 

                          ADVOCACIA

 

                        Um povo só pode ser tido como civilizado quando crê na Justiça e quando ela efetivamente se realiza. A cidadania só se exerce por meio da certeza  do respeito que cada um tem do direito alheio. Violado esse direito, a sua reparação deve se tornar efetiva, perante um Judiciário célere, imparcial e eficiente. Nesse sentido, há muito a comemorar no Dia de Santo Ivo, considerado até o ano de 2000 no Brasil, o Dia do Advogado, quando o Conselho Federal da OAB, transferiu esta data comemorativa para 11 de agosto, dia da criação dos Cursos Jurídicos no país. Enquanto instituição, a advocacia tem sido líder da cidadania. Através dela, os princípios fundamentais insculpidos na Carta Magna são cumpridos e respeitados. O advogado, no seu ministério privado, presta um serviço público essencial e as entidades representativas dos profissionais do Direito não se omitem nas questões institucionais. Sempre estarão presentes, onde houver ofensa à dignidade e aos direitos humanos.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito no Centro Universitário Padre Anchieta no Brasil. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)

 

                           



publicado por Luso-brasileiro às 13:35
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - AUTENCIDADE DA CULTURA POPULAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A maior parte das melhores criações de comidas, em todo o mundo, se deve a simples donas de casa, modestas, anônimas, esquecidas, empenhadas em fazer, com muito amor e dedicação, menos sacrificadas as vidas dos maridos e dos filhos. E, com recursos limitados, conseguiram, de geração em geração, forjar essa maravilha que é a culinária popular típica.

O que é a pizza, senão pão e queijo, a mais simples e barata das combinações alimentares da velha Itália? A esfiha, que é senão a mistura de pão e restos de carne de carneiros? E a feijoada, verdadeira maravilha feita da mais barata das leguminosas e das menos nobres partes do menos limpo dos animais domésticos?

Lembro que certa vez estava em Madri, numa Semana Santa, hospedado num hotel baratinho. Como nessa época do ano a cidade fica vazia, pois todos os turistas acorrem a Sevilha, um grande hotel de 5 estrelas fez uma promoção incrível. As diárias ficaram mais baratas do que o meu modesto hoteleco... Fui, então, passar uns dias no Five Stars... Tinham um restaurante internacional, com cozinheiros super-premiados. Fui comer um cozido à madrilenha, o prato mais típico da capital espanhola. Não tinha gosto de nada, parecia comida de hospital, sem tempero, sem cheiro, sem graça.

Na semana seguinte, estava de novo no meu hotelzinho e fui a um botequim ordinário, desses bem baratinhos. Atendeu-me a dona, uma espanhola baixinha, gordíssima, parecia uma barrica... Perguntei qual era o prato do dia. Ela respondeu que tinha feito cozido à madrilenha. Perguntei, para provocá-la, se estava bom, porque na semana anterior tinha comido um que era uma droga. A espanhola ficou meio ofendida e me respondeu em tom de desafio: “Pués, cómalo, señor, y si no le gusta no hay que pagarlo!”.

Comi o prato e nunca mais esqueci dele. Estava maravilhoso, cheiroso, saboroso, charmoso, delicioso, fabuloso. Ela serviu com uma garrafinha de vinho barato, da casa, igualmente sublime e com aquele pão típico de Madri, que lembra o pão italiano, com casca muito grossa e dura e um sabor incomparável, e bastante azeite...

Em outras partes do mundo, considera-se falta de educação limpar o prato, no fim da refeição, com pão molhado no molho ou azeite que sobrou. Na Espanha, não. Lá é até sinal de que gostou da comida. Pois foi o que fiz com aquele cozido sublime, comi-o inteiro e, no final, limpei cuidadosamente o prato com aquele pão não menos sublime.

A mulher me observava enquanto eu comia. Vendo que eu tinha feito as honras do prato, veio me dizer em tom de desafio que, se eu não tivesse gostado, não precisaria pagar e podia ir embora, mas nunca mais voltasse. Respondi a ela que estava ótima a comida e só não pagava duas vezes porque estava com meu dinheiro muito contado, mas que ela bem mereceria. E prometi voltar outras vezes...

Outra vez, em São Francisco da Barra, às margens do rio São Francisco, estava com um amigo num restaurantezinho muito simples. Pedimos um prato local, moqueca de surubim. Estava deliciosa, realmente era um prato inesquecível. Comentamos, meu amigo e eu, que se a rainha da Inglaterra comesse aquele prato, por certo lamberia os beiços e repetiria... No fim, elogiamos o prato ao garçom, um meninote de seus 17 anos, e dissemos a ele que o cozinheiro estava de parabéns.  Ele se afastou e retornou, após alguns instantes, com a irmãzinha dele, menina de 14 para 15 anos. Ela é quem tinha feito aquela maravilha! Nós, evidentemente, elogiamos e incentivamos a menina, deixamos uma boa gorjeta para ela. Isso é cultura popular, da autêntica!

 

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:25
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