PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 7 de Maio de 2020
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - BANCOS VAZIOS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Em uma conversa com o Padre Dr. Jean-Marie Laurier do Instituto Nossa Senhora da Vida, que no momento se encontra no México, ao lhe dizer como sinto falta da participar da Missa presencial, comentou sobre a dor dos Sacerdotes, que foram ordenados para estar com o povo, celebrar, através da TV ou das redes sociais, em uma Igreja com os bancos vazios.
Na Celebração da Eucaristia, na Catedral NSD, nos dois últimos sábados, o pároco, Padre Márcio Felipe, invocando Nossa Senhora Aparecida, abençoou quem participava, via internet, e percorreu o corredor, chegando à porta principal, para abençoar a cidade. Porta aberta, luzes artificiais da praça vazia e os fantasmas, de cada um, que se elevam nos temores e na solidão. De imediato, no entanto, a sua prece afastou as assombrações individuais.
Sentimos falta sim da Igreja em ação com o povo presente, contudo vivemos uma época,que jamais atravessamos, em que se agiganta o Covid-19, um organismo acelular, invisível a olhos nus, que passa de uma pessoa para outra, muitas vezes deixa sequelas e pode ser letal. Quanto sofrimento espalhado pelo mundo a partir desse organismo que invade o ser humano e faz morada nele para amaldiçoá-lo.
O Decreto, portanto, de nosso Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa, suspendendo as Missas e Celebrações com a presença dos fiéis, sem dúvida foi amor por sua gente, cuidado com o povo, em consonância com as autoridades sanitárias, a fim de dificultar, ao Covid-19,habitação feita em vias respiratórias e pulmões, que o sustente e o multiplique. Dessa forma, sua morte acontece. E as casas se tornaram Santuário doméstico para os que saem da autossuficiência e entram na obediência que salva.
Em momento algum a Igreja se distanciou. É preciso estar atento, pois o mal deturpa o raciocínio. Como escreveu em uma de suas cartas, em 1896, Santa Teresinha do Menino Jesus, o demônio é um “miserável privado de amor”.
Li uma reflexão do Frei Saverio Cannistrà, Padre Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços, sobre esse tempo de tribulação.  Afirma ele: “... Tribulação, de fato, é sempre para o cristão o lugar pelo qual Cristo passou, ou melhor, pelo qual Cristo continua a passar e nos leva à luz da Páscoa.(...) Somos chamados a dar um passo atrás e abrir espaço para médicos, enfermeiros e voluntários que são os verdadeiros heróis desta pandemia do Terceiro Milênio”.
É tempo de espera com os olhos fixos no Céu.

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 11:06
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PÉRICLES CAPANEMA - DESASSOMBRO

 

 

 

 

 

 

 

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De há muito noto entristecido (e inconformado), a palavra Cristandade de tantas fulgurações vem sendo empurrada de lado. No amplo palacete das ideias, está jogada para desvão pouco iluminado, quase nunca visto e visitado. Palavra, sim, isto é, o conceito; de outro modo, a realidade que expressa.

 

Trágico, Cristandade não pode ser escorraçada do debate público. Nada apresenta ou fez de infamante; a mais, tem frescor, fulgura de luz dourada. Subo, tem justificação doutrinária sólida e enormes realizações históricas. Contudo, essa é a verdade, hoje causa constrangimentos e assim, parece, seria melhor que não frequentasse a sala, permanecesse discreta na cozinha, meio escondida, junto com vassouras e rodos. Sua presença brilhante em locais de destaque atrapalharia a fluidez normal das conversas, dificultaria aproximações entre os convivas habituais.

 

Ali na sala e nas partes principais da residência conversam entre si palavras [conceitos] como conservadorismo, valores cristãos, raízes cristãs, valores nacionais, integridade, bons costumes, herança judaico-cristã, filosofia perene, preservação da família. Gente do bem, como se vê. Cristandade, não. O máximo que vi a de regra naquele olimpo se admitiria seria a sociedade laica, vitalmente cristã, para lembrar a famosa formulação maritainista.

 

Platonicamente, Cristandade ainda pode se considerar amiga de todos os convivas mencionados, tem com eles relações antigas, parentesco. Por isso, por enquanto, fica na área de serviço, esperando a hora de sair sem ruído pela porta da cozinha. Se resistir, é congruente, seria expulsa, a coligação dos incomodados já não mais a toleraria.

 

Cristandade antes era recusada em particular pelos bad boys. Mas agora vem sendo empurrada de lado por pessoas respeitáveis, com serviços prestados, que têm um ponto em comum: não querem ouvir falar de Cristandade, nem estar em sua companhia, o silêncio a circunda. Quem já padeceu o ostracismo, sabe que é impiedoso, minucioso e feroz.

 

Corta. Folheava o mensário “Catolicismo” (nº 831), quando dei de cara com: “Cristandade – solução para o vazio da nossa sociedade niilista”. Li de novo. Era aquilo mesmo, a Cristandade apresentada como solução social para nossos dias. Li de novo. Não havia dúvida. Fui para o autor, John Horvat II. Lembrei-me, já havia lido livro dele “Return to Order” e publicado comentário a respeito sob o cabeçalho: “A coragem das definições” (está desde 26.8.2017 em meu blog periclescapanema.blogspot.com).

 

“Return to Order” provocou-me de imediato uma exclamação: “Meu Deus, que coragem!”. Daí o título do comentário: “A coragem das definições”, de onde recolho: “Existe também a fortaleza do intelectual, dela se trata aqui — o amor à objetividade o obriga por vezes a gravar no papel, conscientemente, palavras que destruirão o êxito profissional e até a nomeada social. Acontece então, a escravidão à verdade o atira sem volta no ostracismo. O pior dos erros é acertar sozinho contra muita gente, constatava amargo e risonho Agripino Grieco. Desbravador arrojado, chegou ao topo do morro, de lá descreveu panoramas novos. Horvat correu riscos — o primeiro, a incompreensão; o segundo, o isolamento. Quis assim. Assoma nítido o desassombro, em especial quando demole barreiras fincadas pelas batidas tiranias das modas do pensamento”.

 

John Horvat veio ao encontro de minhas angústias. Repetindo em “Cristandade – solução para o vazio da nossa sociedade niilista” a coragem intelectual já evidenciada em “Return to Order”, tratou com desassombro a situação que descrevi acima de forma sobretudo metafórica. Criou até um ferrete, um slogan para indicar a exclusão de Cristandade do debate público: o Anything But Christendom Syndrome, a síndrome do ABC – a síndrome do “Qualquer coisa vale, menos a Cristandade”, doença composta de várias manifestações associadas a uma condição mórbida critica. Tal enfermidade afunda suas raízes em velhos preconceitos liberais, que distorcem a natureza da sociedade cristã, observa ele.

 

Horvat desafia, desbrava e encurrala. Cordial, seguro, traz de volta para o centro do debate o que a patrulha havia expulsado. Ele, um norte-americano, começa sua justa assim (vou utilizar o original inglês, está na rede): “Graves problemas morais estão destruindo nosso país”. Continua, muitos descrevem bem os problemas, erram nas soluções. Outros, sem analisar causas, propõem soluções inócuas. Outros ainda sugerem saídas de mínimo esforço. A única solução real é o retorno à Cristandade, diz [vai explicar depois].

 

Observa, todos no debate, na esquerda, no centro e na direita, só não admitem debater uma solução: a Cristandade. É o debate inquinado pela síndrome “Qualquer coisa vale, menos a Cristandade”. Contaminou tanto o campo temporal como o religioso.

 

Explica como conservadores e direitistas estão com medo de tocar no assunto: “Existem cristãos que de fato desejam a moral com base no Decálogo. Mas não a ousam propor porque parecem esmagadoramente numerosos as pessoas e meios de divulgação contrários. A Cristandade está muito distante da sociedade presente; não é prático propô-la. Para eles, não há chance de vencer. E assim se tornam pacientes da síndrome do ‘Qualquer Coisa vale, menos a Cristandade’. Os cristãos volteiam em torno de todos os assuntos ligados a Cristandade, mas ninguém ousa pronunciar a palavra”.

 

Por falta de espaço, não vou tratar aqui da refutação que faz aos que chama de “liberais radicais” e “moderados radicais”. A recusa de todos eles em admitir sequer a ideia de Cristandade denota, escreve Horvat, “uma rigidez tirânica, enraizada no materialismo”.

 

Chega à parte final do artigo: “Como nossos problemas são morais, nossas soluções devem ser morais”. Mostra que a Cristandade é solução natural, postos o Direito Natural e a moral da Igreja, que estão conformes à natureza humana. E daí a maior felicidade e harmonia social, para cristãos e não-cristãos, encontram-se numa atmosfera de civilização cristã. Refuta falsidades, entre as quais a da imposição da Fé ▬ a Fé é um dom sobrenatural, não pode ser imposto. E pontua, tais falsidades estão sendo vociferadas em ambiente convulsionado em que uma coligação anti-Cristandade vem impondo a pauta de que tudo vale, menos a Cristandade. E nas forças da investida estão satanismo, promotores agenda LGBT+, defensores da pauta transgênero, incentivadores das blasfêmias, tudo

 

Em resumo, os tempos estão maduros para debater a Cristandade. Sua defesa precisa ser feita abertamente, sem desculpas e com entusiasmo.  Trabalho de esclarecimento, em primeiro lugar, a maioria nem sabe o que é a Cristandade. Sem tal debate, a sociedade continuará a afundar na anarquia e no libertarianismo. “Como nossos problemas são morais, as soluções devem ser morais”. E finaliza: “Precisamos urgentemente de uma civilização cristã. Essa é uma proposta [a Cristandade] que deve, pelo menos, ser tomada em consideração”. De novo, felicitações.

 

 

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



publicado por Luso-brasileiro às 10:56
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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - AS VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI - 1ª Série - 1ª. A LIBERDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a  sensação de estar livre e não depender de ninguém.

Liberdade é também um conjunto de ideias liberais e dos  direitos  de cada cidadão.

 

Liberdade é classificada pela filosofia, como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia  E  espontaneidade. A liberdade é um conceito utópico, uma vez que é questionável se realmente os  indivíduos têm   liberdade  que dizem ter.  Diversos pensadores dissertaram sobre a liberdade, como Sartre, Descartes, Kant, Marx e outros.

 

No meio jurídico existe a Liberdade condicional, que é quando um indivíduo que foi condenado por algo que cometeu, recebe o direito  de cumprir toda ou parte de sua pena em liberdade, ou seja, com o direito de fazer o  que tiver interesse, mas de acordo com as ordens da justiça.

Existe também a liberdade provisória, que é atribuída a um indivíduo com cunho temporário. Pode ser obrigatória, permitida (com ou sem confiança) e vedada(em certos casos como o alegado envolvimento em crime organizado).  

 

A liberdade de expressão  é  a garantia e a capacidade dada a uma indivíduo que lhe permite expressar as suas opiniões e crenças sem ser censurado. Apesar disso, estão previstos alguns casos em que se verifica a restrição legítima da liberdade de expressão, quando a opinião ou crença tem o objectivo de discriminar uma pessoa ou grupo específico através de declarações injuriosas  e difamatórias.

 

Com origem no termo  em latim, “ libertas”,  a palavra liberdade também pode ser usada em sentido figurado, podendo ser sinónimo de ousadia, franqueza ou familiaridade. Por exemplo: “como você chegou tarde, eu tomei a liberdade de  pedir o almoço para você”.

 

A liberdade pode  consistir na personificação de ideologias liberais. Faz parte  do lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, criado em 1793 para expressar valores defendidos pela  Revolução Francesa, uma revolta que teve um impacto enorme nas sociedades contemporâneas e nos sistemas políticos da actualidade.

 

No âmbito da música, várias obras foram dedicadas ou inspiradas pelo conceito de liberdade. Um exemplo  é o Hino da Proclamação da República do Brasil, escrito por Medeiros de Albuquerque: “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós!.

        

                                                                                                                                                                         

Liberdade e Ética – De acordo com a ética, a liberdade está relacionada com responsabilidade, uma vez que um indivíduo tem todo o direito de ter liberdade, desde que essa atitude não desrespeite ninguém, não passe por cima de princípios éticos e legais    

 

 

                                                            (continua no próximo número)

 

 

 

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt

 

                              



publicado por Luso-brasileiro às 10:13
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FELIPE AQUINO - POR QUE FOI NECESSÁRIO O SACRIFÍCIO DE CRISTO ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diante do sacrifício de Cristo, não devemos olhar o Pai como um carrasco a exigir a morte do Filho amado, não. De um modo misterioso para nós, o Sacrifício de Jesus satisfez a Justiça de Deus Pai, porque por seu sacrifício o plano original para a humanidade foi restaurado; a Justiça de Deus foi satisfeita; Alguém pagou o preço das nossas faltas, e agora podemos nos apresentar diante de Deus, reconciliados. Deus é Pai, mas não é paternalista, como um pai que não faz conta dos erros dos seus filhos, burlando a justiça, não. A Justiça perfeita de Deus exige que o mal seja reparado, da mesma forma que nós fazemos com os que cometem crimes.

Para entender o sacrifício de Jesus para a remissão dos pecados da humanidade, é preciso entender que uma ofensa tem a sua gravidade de acordo com a honra da pessoa ofendida; assim, um tapa dado no rosto de um irmão é menos grave do que o mesmo tapa dado no pai ou na mãe, porque a honra desses é maior. Agora, imagine se esse tapa for dado no rosto de Deus; a sua gravidade torna-se Infinita, porque a honra e a majestade de Deus são infinitas. Dessa forma, quando o homem pecou contra Deus, ele não pôde mais resgatar a sua culpa diante da Justiça de Deus, porque a sua culpa se tornou infinita. O Catecismo da Igreja diz que: “nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de oferecer-se em sacrifício por todos” (§ 616).

Como, então, nenhum homem poderia oferecer a Deus um sacrifício (Infinito) que fosse suficiente para pagar pelos pecados dos homens, então, Jesus, no seu amor, assumiu esta missão. O Verbo de Deus bendito apresentou-se para assumir a nossa natureza e nos salvar, pois, Ele sendo Deus poderia, como homem, oferecer a Deus um sacrifício de valor Infinito, e restaurar a ofensa infinita que nossos pecados provocaram contra Deus:

“Eis porque, ao entrar no mundo, Cristo diz: Não quiseste nem sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não te agradam. Então, eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro) venho, ó Deus, para fazer a tua vontade (Sl 39,7s)” (Hb 10, 7). O nosso Catecismo explica, então:

“A existência em Cristo da Pessoa Divina do Filho, que supera e, ao mesmo tempo, abraça todas as pessoas humanas, e que o constitui Cabeça de toda a humanidade, torna possível o seu sacrifício redentor por todos” (§ 617).

É exatamente esse Sacrifício de Cristo, que não envelhece e não caduca, que é oferecido na Santa Missa, repito, não multiplicado ou repetido, mas atualizado; tornado presente; não é uma nova paixão do Senhor, é a mesma e única.

A Igreja explica que a morte violenta de Cristo não foi o resultado do acaso num conjunto infeliz de circunstâncias. Ela faz parte do mistério do projeto de Deus, como explicou São Pedro no dia de Pentecostes: “Ele foi entregue segundo o desígnio determinado e a presciência de Deus” (At 2,23). Mas isto não significa que “os que tinham entregues Jesus a morte tenham sido apenas executores passivos de um roteiro escrito de antemão por Deus” (Cat. §599). Cada um que cooperou para a morte de Cristo, agiu com toda liberdade e responsabilidade, e ninguém foi obrigado a participar disso.

 

 

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Leia também: A História do Sacrifício

Por que Cristo quis permanecer presente na Eucaristia?

“Teus pecados estão perdoados!”

Jesus Cristo, o único Salvador!

O sentido da Santa Missa

A missa como sacrifício

 

 

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O Catecismo explica que: “Para Deus, todos os momentos do tempo estão presentes em sua atualidade. Ele estabelece, portanto, seu projeto eterno de “predestinação” incluindo nele a resposta livre de cada homem à sua graça” (§600). Isto deixa claro que não existe “o destino” do qual nós seríamos escravos.

O Senhor Jesus se ofereceu em nosso lugar. Assim como aquele cordeiro substituiu Isaac no sacrifício de Abraão, da mesma forma Cristo, o Cordeiro de Deus, nos substituiu na cruz. O profeta Isaías soube exprimir isto muito bem:

“Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagados por nossas iniquidades; o castigo que nos salva estava sobre ele; fomos curados graças às suas chagas” (Is 53,4-5).

O sacrifício de Jesus Cristo foi único e suficiente. “Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício (…). Por uma só oblação Ele realizou a perfeição definitiva daqueles que recebem a santificação” (Hb 10,12-14). Já não é mais necessário novos sacrifícios. Cristo morreu uma só vez, e ressuscitou ao terceiro dia, e hoje no céu, intercede por nós diante de Deus.

O Papa João Paulo II disse: “Ao celebrarmos o sacrifício do Cordeiro unimo-nos à liturgia celeste, associando-nos àquela multidão imensa que grita: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro” (Ap 7,10). A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do Céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho” (EE,19).

Não se trata da mera comemoração de um passado já extinto, mas sim de um “zikkarôn”, isto é, de um “memorial”. E Jesus Cristo ordenou aos Apóstolos, que fizessem isso em memória dele. O termo utilizado pelos evangelistas, e que traduzimos por “memória” é “anamnese”. Esta palavra não quer dizer uma simples memória (mnemone), mas um recordar, tornando presente o mesmo acontecimento. Então, a santa Missa, faz memória do sacrifício de Cristo, tornando-o presente. Na Santa Ceia Cristo fez uma antecipação do seu sacrifício, na santa Missa Ele o perpetua.

O Papa João Paulo II explica o sentido da santa Missa com precisão: “A Missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica. O que se repete é a celebração memorial, a “exposição memorial” (memorialis demonstratio), de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrificial do mistério eucarístico não pode ser entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas indireta ao sacrifício do Calvário” (EE, 12).

 

 

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O Catecismo da Igreja resume tudo dizendo:

Na Missa “é Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico” (§1410).

“A Missa é ao mesmo tempo e inseparavelmente o memorial sacrificial no qual se perpetua o sacrifício da Cruz, e o banquete sagrado da comunhão ao Corpo e ao Sangue do Senhor” (Cat. §1382).

Quem de nós não desejaria poder estar lá em Jerusalém, no Calvário, aos pés da cruz do Senhor que morria para nos salvar! Ora, em cada Missa temos esta oportunidade; se não vemos a cena com os olhos da carne, o vemos com os olhos da fé. Torna-se presente o mesmo e único Sacrifício do Senhor, de maneira incruenta, Ele não sofre mais, mas está ali em estado de eterna Vítima que se oferece por nós. O que foi a Cruz no Calvário, é o altar na Santa Missa.

O sacerdote atua “in persona Christi”, instituído pelo Sacramento da Ordem, que o faz participar do poder e da dignidade do único e eterno Sacerdote, Jesus Cristo.

“O sacrifício redentor de Cristo é único, realizado uma vez por todas. Não obstante, tornou-se presente no sacrifício eucarístico da Igreja. O mesmo acontece com o único sacerdócio de Cristo: tornou-se presente pelo sacerdócio ministerial, sem diminuir em nada a unicidade do sacerdócio de Cristo” (Cat. §1545).

Qualquer que seja o celebrante, se ele for legítimo sacerdote da Igreja, a santa Missa tem o mesmo valor. Não importa a cultura ou o grau de santidade do sacerdote, importa apenas a sua intenção e legitimidade.

Sobre isto dizia o grande doutor da Igreja, São João Crisóstomo:

“Quero acrescentar uma coisa verdadeiramente estupenda, mas não vos espanteis nem vos perturbeis. Que coisa é? A oblação é a mesma, seja quem for o oferente, chame-se ele Pedro ou Paulo; é a mesma que Jesus Cristo confiou aos discípulos e agora realizam os sacerdotes: esta última não é menor que a primeira, porque não são os homens que a tornam santa, mas Aquele que a santificou. Como as palavras pronunciadas por Deus são exatamente as mesmas que agora diz o sacerdote, assim a oblação é também a mesma” (In Epist. 2. ad Tim., hom. 2,4).

 

Retirado do livro: “O Segredo da Sagrada Eucaristia”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 09:59
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JORGE VICENTE - MÃE!...

 

 

 

 

 

 

 

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JORGE VICENTE    -   Fribourgo, Suiça

 


publicado por Luso-brasileiro às 09:45
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PAULO R. LABEGALINI - QUANDO A FÉ PREVALECE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O Antigo Testamento diz que a fidelidade a Deus dá vida ao homem: "... porque eu sou o Senhor que te cura" (Ex 15, 26). Também nos Evangelhos, apesar dos muitos milagres de cura citados, Jesus deixou bem claro: “Quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27). Portanto, quem não colocar em prática o dom da fé que recebeu no batismo, corre o risco de desanimar e deixar de receber a graça.

Até Madre Teresa de Calcutá acreditou que Deus a havia abandonado, chegando a duvidar de Sua existência. Em 1959, fazendo referência a um estado de trevas interiores, a missionária escreveu a seu diretor espiritual: "Na minha alma, sinto uma terrível sensação de perda. Deus não me quer, Deus poderia não ser Deus, poderia não existir".

Mas, perseverando com fé nas suas provações, na década de 70 também escreveu isto: "Sem sofrimento, o nosso trabalho poderia ser apenas um serviço social. Toda a desolação dos pobres deve ser resgatada e nós devemos tomá-la um pouco sobre os nossos ombros".

Pois é, sabemos que a graça de Deus está em toda parte, mas Ele quer a nossa colaboração para concedê-la. Muitas vezes, quem menos espera alcançá-la, fica completamente estarrecido com tamanha maravilha, como ocorreu nesta história real – divulgada no site da Canção Nova:

Um sacerdote de Nova Iorque se dispôs a rezar numa das paróquias de Roma quando, ao entrar, encontrou um mendigo e percebeu que era um companheiro de seminário – ordenado padre no mesmo dia que ele. Depois de identificar-se, escutou do mendigo como havia perdido a fé e a vocação. Ficou profundamente chocado.

No dia seguinte, o sacerdote americano teve a oportunidade de assistir a missa privada do Papa. Ajoelhou-se diante dele, pediu que rezasse por seu companheiro de seminário e descreveu brevemente a situação. Um dia depois, recebeu o convite para almoçar com o Santo Padre e levar o referido homem.

Após o almoço, o Pontífice solicitou ao sacerdote que os deixasse a sós e pediu ao mendigo que escutasse sua confissão. O homem, impressionado, respondeu que já não era sacerdote, mas o Papa disse-lhe: "Uma vez sacerdote, sacerdote sempre". Insistiu o mendigo: "Porém, estou fora de minhas faculdades de presbítero!". Explicou-lhe, então, o Papa: "Eu sou o bispo de Roma e posso encarregar-me disso".

O homem escutou a confissão do Santo Padre e lhe pediu que também escutasse a sua. Depois disso, chorou amargamente. Ao final, João Paulo II lhe perguntou em que paróquia estava mendigando, o designou assistente do pároco e encarregado da atenção aos mendigos.

Alguém imaginaria isto? Portanto, para evitarmos descrenças malignas, não podemos deixar de praticar a fé em todas as oportunidades que Deus nos permitir. Assim seja!

 

 

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 09:33
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - " BOM DIA BRASIL"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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     Tenho o costume de escutar, diariamente, a TV Globo. Gosto de estar atualizado. Embora português, estou ligado, a esse País, pelo coração, onde casei na Bela Vista – já lá vão muitas décadas, – na cidade de São Paulo.

      Quase todos os dias assisto aos noticiários da Globo, mormente, o: “ Bom Dia Brasil”, transmitido no horário, que melhor me convém.

                        Ouço os pareceres do simpático “ Chico”, que aprecio, e os comentários oportunos da Ana, e colaboradores, para que o noticiário, seja informativo, sem ser maçador.

                        Em nações, como no reino de Espanha, ao comprar uma publicação, facilmente se descobre as tendências ,do jornal. Alguns mantêm junto ao cabeçalho, a ideologia seguida; mas noutros países, as tendências são camufladas, tendo articulistas de diferentes ideologias.

                       Desconheço, para julgar com retidão, se no “ Bom Dia Brasil”, as noticias são “cozinhadas”, e apresentadas de forma a agradar, a “ este” ou “àquele”. Penso que não. Desgosta-me, porém, verificar que, para eles, Portugal quase não existe.

Falam da Europa, da Ásia, da América, mencionam países…mas de Portugal? …

Eu sei: há muitos brasileiros que caçoavam dos portugueses. Alguns chegam ou chegavam a zombar os meus compatriotas, que eram amesquinhados, no local de trabalho e na mass-media.

Escrevi “ chegavam” e “eram”, porque descobriram que Portugal servia de trampolim para a Europa. Os que troçavam outrora dos que vinham “ nos tamancos aéreos portugueses”, apressaram-se, agora, afadigadamente, a buscar antepassado, que lhes permita adquirir a cidadania europeia

Voltando à Globo. Gostaria de saber porque tratam assim o pobre Portugal, que recebe de braços abertos, tantos trabalhadores, empresários e artistas brasileiros, receosos da violência?

Será que descobriram o nosso país, como os portugueses encontraram, no século XIX e mesmo XX, a árvore das patacas?

Partiam ainda em criança…Acreditando em Silva Pinto, autor do livro: “No Brasil”, tão mal eram recebidos! … e tão mal eram tratados”…

Conheço o bom povo brasileiro, aquele que é temente a Deus e guarda os nobres valores de seus avós. Esse, merece meu respeito e admiração. E ainda é, felizmente, a maioria.

Este desabafo não é dirigido a eles, mas sim, àqueles que “confundem” amizade com cifrões…e depois de servidos,” mordem” nos que lhes deram o pão…

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 09:18
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EUCLIDES CAVACO - DOCE MÃE - Feito canção . Intérpretes : Amor de Artista - HINO À MÃE - Feito canção , Intérprete : John Pimentel.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Dos meus muitos poemas dedicados à MÃE, seleccionei estes 2:

Para o dia da MÃE, , embora ele seja diferente

noutros paises.Videografia dos talentosos amigos:

Cesar Pedro e Afonso Brandão.
 
 


DOCE MÃE:

https://www.youtube.com/watch?v=W9gCzgkW0Tw


HINO À MÃE:

https://www.youtube.com/watch?v=HoZFyq5werY
 
 
 
 
 
 
 
Desejos duma magnífica semana.
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

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