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Sexta-feira, 5 de Junho de 2020
MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - COISAS DO CORAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Acabo de ler “Kafka e a Boneca Viajante” de Jordi Sierra i Fabra. Um ano antes de morrer, o escritor alemão Kafka (1883-1924) viveu uma grande experiência de pulsar do coração. Em passeio pelo parque de Steglitz em Berlim, comoveu-se com uma menina, Elsi, que chorava pela perda de sua boneca, Brígida. Para assoprar as dores dela, inventou uma história de que a boneca viajara. A partir disso, intitulou-se “carteiro de bonecas” e, durante três semanas, entregou-lhe as cartas de Brígida contando sobre suas aventuras.
As cartas a Elsi não foram encontradas, mas Dora Dymant, companheira do escritor na época, contou esse acontecimento que Jordi Sierra i Fabra recriou em seu livro.
Lindo demais esse episódio da vida de um intelectual, um escritor complexo que não se perdeu da valorização da inocência e se dedicou a escrever cartas de uma boneca para sua dona. Para ele, salvar aquela menina da angústia era salvar o mundo.  Não queria que ela crescesse magoada por ter perdido sua boneca.
Remeti-me para os carteiros de Deus Amor. Santa Teresa D’Ávila aconselhava sobre como viver a caridade: o amor das obras nas coisas pequenas e nos fatos concretos; a capacidade de identificação com as pessoas e de misericórdia para com elas e o saber alegrar-se pelas vitórias alheias, renunciando aos próprios gostos.
Carteiros de Deus. Repito a oração da Novena de Pentecostes, no quarto dia, dos Frades Carmelitas Descalços: “Convertei nosso coração de pedra, retirai de nós toda insensibilidade às dores dos outros e a todos os sofrimentos, quebrai em nós nosso coração duro, empoderado pela mágoa, endurecido pelo orgulho, pela vaidade, pelo ciúme, pela inveja...
Recordo-me também da colocação do Padre Júlio Lancelotti sobre um menino, soropositivo, falecido com 11 anos, que ele levara à igreja. O menino viu a imagem em que Jesus estava mostrando o coração e lhe perguntou: “Por que o coração de Jesus está para fora?” Padre Júlio respondeu: “Porque Ele ama muito. Quando a gente ama muito é isso que acontece.” Aí ele completou: “E dói”.
Mês de junho. Mês do Coração de Jesus. Diz a música: Coração Santo, Tu reinarás(...) Jesus amável, Jesus piedoso (...). Divino Peito, que amor inflama...”
O Coração de Jesus foi a primeira Carta de Amor que recebi. É nEle que desejo estar, apesar de minhas fraquezas, mesmo que doa, para ser mensageira da compaixão que pode salvar a humanidade.

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.



publicado por Luso-brasileiro às 11:29
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FELIPE AQUINO - SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS: FONTE DE TODA CONSOLAÇÃO e o VÍDIO Dom Henrique responde: Como entender o item 305 da Amoris Laetitia?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Junho é o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, tempo forte de oração e devoção. É um tempo favorável para aprofundarmos nossa espiritualidade e aumentar o nosso amor por Jesus.

Leia atentamente este artigo e deixe-se envolver por esta meditação:

Fonte de toda a Consolação

Neste mês de junho, dedicado ao divino Coração, convido-o, caro leitor, a tomar algumas dessas invocações, procurando penetrar a mensagem de amor contida nelas.

“Eis o Coração que tanto amou os homens”

Numa de suas aparições a Santa Margarida Maria, Nosso Senhor mostrava- se transbordante de luz e com uma expressão repleta de bondade e misericórdia. Apontando seu próprio Coração, Ele transmitiu-lhe esta queixa afetuosa: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até Se esgotar e consumir para lhes testemunhar seu amor, e que, como retribuição, da maior parte só recebe ingratidões”.

Como essa revelação deveria deixar- nos consternados! É verdade que Ele nos ama acima de toda medida e que é impossível a cada um de nós, simples criatura, retribuir com igual intensidade. Entretanto, a questão é saber se nós O amamos tanto quanto nos permite nossa capacidade de amar. Certamente, se nos entregássemos por inteiro a seu amor, ajudados por sua graça, nosso coração palpitaria em uníssono com o d’Ele, nós nos enterneceríamos com Ele, sentiríamos como Ele e – por que não? – sofreríamos por Ele.

Esse deve ser o anelo da alma católica.

Façamos, pois, da leitura destas palavras algo mais que um puro exercício intelectual. Transformemo-la em um ato de amor.

 

 

 

 

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Leia também: Meditando sobre o Sagrado Coração de Jesus

As revelações do Coração de Jesus encorajam o pecador à confiança

Qual a origem da devoção ao Sagrado Coração de Jesus?

A grande promessa do Coração de Jesus

 

“Coração de Jesus, fornalha ardente de Caridade”

Esta belíssima jaculatória não se contenta de comparar esse amor – caritas, caridade – tão intenso com uma fornalha, mas acentua ser uma fornalha ardente. Esplêndida imagem de sua divina Paixão, não só pela humanidade em seu conjunto, mas também por todos os seus filhos e filhas, individualmente considerados.

Assim relata Santa Margarida Maria como lhe foi revelado esse amor: “Uma vez, estando exposto o Santíssimo Sacramento, apareceu Jesus Cristo todo resplandecente de glória, com suas cinco chagas brilhando como sóis, e sua sagrada humanidade lançando labaredas de todos os lados, mas sobretudo de seu adorável peito, que parecia uma fornalha.

Abrindo-o, Ele descobriu-me seu amabilíssimo e amantíssimo Coração, que era a fonte viva das chamas. Mostrou- me então as inexplicáveis maravilhas de seu puro amor e o excesso a que tinha chegado no amor aos homens, dos quais só recebia ingratidões e friezas”.

“Foi isso”, disse Ele a Santa Margarida, “o que mais Me doeu de todos os sofrimentos que tive em minha Paixão, ao passo que, se Me retribuíssem com algum amor, consideraria pouco tudo o que fiz por eles. Se fosse possível, quereria ainda ter feito mais. Mas os homens têm apenas frieza e recusa para com todas as minhas solicitudes de lhes fazer bem. Dá-Me tu, pelo menos, esse prazer de suprir-lhes as ingratidões, conforme tuas possibilidades”.

Oxalá esse apelo de Jesus encontre excelente acolhida, não apenas na alma das pessoas especialmente devotas do Sagrado Coração, mas também na de todos os católicos, despertando em cada um o desejo de oferecer a nosso amoroso Redentor digna reparação por tanta frieza. Que cada um, a exemplo de Simão Cireneu, ajude-O a carregar a cruz dos esquecimentos e das ingratidões. Será esta a melhor maneira de combater a tibieza que, às vezes, torna moroso nosso progresso espiritual, ou, pior ainda, nos paralisa num estado de torpor e de enfastiamento em relação às coisas de Deus.

Para avançarmos nesse luminoso caminho, contamos com um auxílio certo e preciosíssimo: a devoção ao Imaculado Coração de Maria, no qual Jesus é incomparavelmente mais amado do que em qualquer outra criatura, humana ou angélica. “Foi vontade de Deus que, na obra da redenção humana, a Santíssima Virgem Maria estivesse inseparavelmente unida a Jesus Cristo” – escrevia o Papa Pio XII. Por isso convém que cada cristão, “depois de prestar ao Sagrado Coração o devido culto, renda também ao amantíssimo Coração de sua Mãe celestial os correspondentes obséquios de piedade, de amor, de agradecimento e de reparação” (Encíclica Haurietis acquas, n. 74).

Ajudados pela poderosa mediação dessa terna Mãe, penetraremos com maior facilidade no mistério do divino amor, que Ela portou em seu puríssimo seio e alimentou, ao qual contemplou de perto com incêndios de adoração e enlevo.

“Coração de Jesus, paciente e misericordioso”

Este título traz-nos à mente uma exclamação de Santa Margarida Maria: “Esse divino Coração é todo doçura, humildade e paciência”.

“Paciente” (do latim, patiens, “aquele que sofre”) é um qualificativo muito adequado ao Coração misericordioso de Jesus, disposto a todos os sofrimentos pela nossa salvação. Contemplamos aqui um Coração cujo afeto se mede pela sua disposição de sofrer.

Não seria demasiado afirmar que o valor de um homem, ou de uma mulher, é proporcional à sua capacidade de superar, com ânimo e resignação, os insucessos e dificuldades que a Providência permite em seu caminho – especialmente quando se vê alvo de incompreensões da parte das pessoas que lhe são mais próximas.

Temos, então, ante nosso olhar o Divino Mestre como modelo de paciência.

Ser paciente significa, por exemplo, saber suportar os defeitos do próximo, responder com amabilidade às suas manifestações de mau gênio, e tantos outros atos de virtude do mesmo tipo.

Se imitarmos, neste ponto, nosso Salvador, faremos jus à sua amizade, conforme escreveu Santa Margarida Maria: “Tereis de vos mostrar mansos, suportando com paciência as grosserias, manias e amolações do próximo, sem vos deixar inquietar pelas contrariedades que ocasionem. Pelo contrário, fazei de boa vontade os serviços que puderdes, porque este é o modo de ganhar a amizade e a graça do Sagrado Coração de Jesus”.

Exatamente assim procede Nosso Senhor com cada um de nós. Se agirmos do mesmo modo para com os outros, crescerá em nós a confiança em sua predisposição de nos perdoar sempre, não só uma vez, mas todas as vezes que d’Ele nos aproximarmos arrependidos.

Sim, precisamos nos convencer dessa maravilhosa verdade: o Divino Redentor suportou meus pecados e por eles sofreu; por minha salvação imolou-Se, derramando todo o seu Preciosíssimo Sangue. Devo, pois, considerar minha maldade com grande contrição, é verdade, mas ao mesmo tempo com inabalável confiança.

Não nos deixemos nunca desanimar!

“Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados”

Esta é a jaculatória que então aflora em nossos lábios.

Propiciar (do latim, propitiare) é tornar propício, tornar favorável por meio de um sacrifício, oferecer um sacrifício expiatório. Isso é o que fez Jesus, oferecendo-Se ao Pai como “expiação pelos nossos pecados” (1Jo 2,2).

E o Apóstolo do amor empenha-se em acentuar: “Nisso se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo seu Filho único, para que vivamos por Ele (…) para expiar nossos pecados” (1Jo 4, 9-10).

Nosso Papa Bento XVI também se refere de modo ardoroso ao sacrifício do Salvador: “Em sua morte na Cruz realiza-se esse voltar-Se de Deus contra Si mesmo, entregando-Se para dar vida nova ao homem e salvá-lo: isso é o amor em sua forma mais radical” (Deus caritas est, n. 12).

Já morto em “propiciação por nossos pecados”, quis Jesus dar-nos uma demonstração do extremo limite aonde chegou seu amor por nós: de seu divino Coração brutalmente transpassado pela lança do soldado, manaram as últimas gotas de sangue, misturadas com água.

Por aí podemos avaliar quanto é censurável nossa frieza em relação a Ele, sobretudo nossa falta de confiança!

 

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Assista também: A grande mensagem do Coração de Jesus

 

“Coração de Jesus, fonte de toda consolação”

Tal doação generosa até o ponto de dar-Se a Si mesmo perpassa nossas almas de alegria. Como não experimentarmos grandíssimo consolo ao vernos objeto de tão dadivoso amor? Na verdade, a palavra consolação encerra dois sentidos: por um lado, significa fortalecimento, novo vigor, novo alento; por outro, uma sensação de alegria, de suavidade, de unção do Divino Espírito Santo.

Em ambos os sentidos, o Sagrado Coração de Jesus é fonte de toda consolação, pois enche de júbilo e satisfação espiritual aqueles que se abrem para sua infinita bondade. Mas Ele é também nossa fortaleza. Assim, quando nos sentirmos débeis ou cansados, quando nos faltar coragem para praticar algum ato de virtude que o dever de católicos nos impõe, lembremo-nos: não estamos sozinhos, Jesus está a nosso lado! N’Ele encontraremos as forças necessárias para amar a Deus e ao próximo, cumprindo fielmente os divinos preceitos de sua Lei.

Sobretudo nessas horas, precisamos lançar-nos nos braços do Divino Mestre… Ah! se soubéssemos como Ele suspira por nos ajudar! Eis como Ele revela a Santa Margarida Maria essa sua predisposição: “Meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo, que, não podendo conter em Si as chamas de sua ardente caridade, precisa derramá-las por teu meio, e manifestar-Se a eles para os enriquecer com os preciosos dons que te mostro, os quais contêm as graças santificantes e salutares necessárias para os afastar do abismo da perdição”.

Querido leitor, esperamos que esta curta meditação tenha servido para fazê-lo sentir-se mais próximo do Coração de Jesus, e mais confiante na sua bondade sem limites. E que também lhe seja de algum proveito quando tiver a graça de se aproximar do altar para receber o divino Alimento.

Lembre-se, então, de que recebemos na alma, realmente presente, esse Coração no qual adoramos todas as perfeições expressas tão belamente em sua ladainha.

 

Padre Carlos Werner Benjumea, EP.

Fonte: http://www.gaudiumpress.org/content/37870-Fonte-de-toda-a-Consolacao

 

 

Vídeo

 

 

Dom Henrique responde: Como entender o item 305 da Amoris Laetitia?

 

 

 

Neste vídeo, o Prof. Felipe Aquino conversa com Dom Henrique Soares da Costa sobre a Exortação Amoris Laetitia, e como entender o item 305: O Papa liberou a comunhão para casais de 2° união? Que orientação o sr. costuma dar para os sacerdotes em sua diocese?

 

Confira:

 

https://youtu.be/qhoaVj-jUps

 

Leia também:
:: Orientações da Igreja aos casais de segunda união
:: Casais em Segunda União
:: O que um casal de segunda união pode fazer na Igreja?
:: A importância do Católico estar bem informado

 

 

 

Professor FELIPE AQUINO é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino



publicado por Luso-brasileiro às 10:56
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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - AS VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI - 1ª Série - 3ª FRATERNIDADE (3A)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ao lançarmos um primeiro  olhar sobre o significado da palavra “fraternidade”, deparamo-nos com um conceito do qual ressalta  imediatamente a ideia de  consanguinidade, laços entre parentes,  designando a qualidade que liga membros de uma mesma família.

Apresentado como um conceito filosófico, religioso, ético, político, psicológico ou  social e, ao mesmo tempo, como valor aceite pela cultura mundial, acaba por ser um étimo quase ausente dos dicionários das ciências sociopolíticas e filosóficas. Etimologicamente, é comum aos  dicionários e enciclopédias considerarem este termo como tendo origem no radical latino “frater” com o significado de  irmão. A  palavra latina “fraternitate” é traduzida como “parentesco entre irmãos, fraternidade ou confraternidade entre povos”.  

Na sua acepção mais comum, fraternidade designa o laço que une os membros de uma
família e que deveria unir os membros da família humana, Aparece com o significado
de “parentesco entre irmãos”, “solidariedade de irmãos”;”união ou convivência como
irmãos”, afecto ou carinho entre irmãos”,”amor ao próximo”, “harmonia entre os homens e as mulheres”, relações harmoniosas entre pessoas da mesma profissão,

ocupação ou classe”.

A Academia da Língua  Espanhola aceita, desde 1999. como definição do termo fraternidade”Amizade ou afecto entre irmãos ou entre quem se trata como tal”.

Tendo como referencial os textos bíblicos do Antigo e Novo Testamento, damo-nos conta que o termo irmãos era utilizado para indicar os membros da mesma família, da mesma tribo – opondo-se à ideia de estrangeiros – ou para designar os originários de um mesmo tronco familiar.

E assim se explica aquela frase da  Bíblia  S. Mateus 13, 53-57: “Tendo Jesus chegado à sua terra , ensinava os habitantes na sinagoga deles, de modo que todos se enchiam de assombro e diziam: De onde lhe esta sabedoria e o poder de fazer milagres? Não é ele o Filho do carpinteiro? Não se chama a sua  mãe Maria e  seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Suas irmãs não estão todas entre nós? De onde  lhe vem, pois, tudo isto?”.

 

Na Roma  antiga, este termo era utilizado para significar as relações entre indivíduos dos mesmos pais, sem qualquer outro tipo de conotação. Sobre essa base se modelou o conceito de sociedade particular na qual se colocavam os bens em comum. Apenas com o aparecimento do cristianismo se desenvolve a ideia de que todos somos filhos de um mesmo Deus, rompendo o conceito de fraternidade as fronteiras da relação familiar, e  estendendo-se ao próximo  como uma categoria relacional da humanidade, superando mesmo o conceito aristotélico de amizade política, através do qual o filósofo grego defendia que os cidadãos se unem, em consenso, para instituir uma determinada comunidade política.

 

Perante estes dados podemos extrair alguns elementos comuns que permitem uma aproximação a uma definição de  fraternidade.

Estes aspectos comuns são: a união entre irmãos ou entre aqueles que se tratam como tal, a reciprocidade nas suas relações, o amor ou amizade ao outro, a harmonia e a paz resultante de um relacionamento fraternal.

 

(continua no próximo número)

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt



publicado por Luso-brasileiro às 10:47
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PÉRICLES CAPANEMA - CONSAGRAÇÕES ACTUAIS

 

 

 

 

 

 

 

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Em 15 de abril último o padre José Alves de Amorim, reitor do Santuário de Nossa Senhora da Lapa consagrou  os países de língua portuguesa e mais de 60 santuários no mundo inteiro a Nossa Senhora da Lapa no santuário-mãe de Nossa Senhora da Lapa na diocese lusitana de Lamego, o mais antigo santuário dedicado a Nossa Senhora sob tal invocação.

 

 

Declarou a respeito o padre Amorim em 14 de abril: “Porque este santuário divulgou-se precisamente por esses povos e chegou a ter presença no Brasil, em África, na Índia e a devoção à Senhora da Lapa permanece ainda hoje em mais de 60 lugares, de uma maneira viva. Por isso amanhã todos esses povos e santuários derivados deste são convidados para se associarem a esta consagração. Convidamos toda a gente para se associar a esta oração, para que Nossa Senhora da Lapa nos proteja”.

 

Lê-se no alvissareiro comunicado do Santuário: “Atendendo ao momento de dor e sofrimento que a pandemia, provocada pela Covid-19, está a provocar em todo o mundo, o Santuário de Nossa Senhora da Lapa tomou a iniciativa de invocar a proteção maternal da Mãe de Deus, de forma muito especial para todos os povos de língua portuguesa e, mais concretamente, para as comunidades onde o culto secular à Senhora da Lapa continua presente. Na impossibilidade de nos reunirmos fisicamente no Santuário-mãe, na diocese de Lamego, vimos por este meio convidar os devotos da Senhora da Lapa, espalhados pelos quatro cantos do mundo, a associarem-se a nós e a acompanharem-nos espiritualmente, através das redes sociais e outros meios de comunicação”.

 

O convite. São solicitados à consagração os devotos de Nossa Senhora da Lapa e os povos de língua portuguesa. Eu, aqui no Brasil, fui convidado (o leitor também), fiquei sabendo por amigo e pela imprensa, aceitei agradecido o apelo. Convido a quem me leia que o aceite ▬ a fórmula da consagração está na rede, é fácil encontrá-la. São graças de Nossa Senhora da Lapa. E o padre reitor do santuário mais antigo de Nossa Senhora da Lapa tem títulos diante de Nossa Senhora para fazer tal súplica.

 

A prática piedosa das consagrações, em especial ao Sagrado Coração de Jesus, ganhou enorme presença na Igreja a partir do apostolado da santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), freira reclusa no convento das visitandinas de Paray-le-Monial. Ali teve, entre seus confessores, a são Cláudio La Colombière (1641-1682), jesuíta, também considerado dos grandes difusores da devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

 

Consagração, reparação, esperança de triunfo. Três características marcaram especialmente tal prática na Igreja: consagração, reparação, esperança de triunfo. A consagração não pode ser ato meramente formal; supõe propósito sério de reforma de vida, é renovação das promessas do batismo.

 

Antes das aparições de Paray-le-Monial a devoção ao Sagrado Coração de Jesus não era muito difundida, não exista ainda o conjunto das práticas ascéticas que hoje a acompanham e não era inequívoco seu caráter reparador. Reparação pelos pecados próprios, reparação pelos pecados familiares, reparação pelos pecados sociais. Os últimos séculos foram de descristianização e o abandono dos preceitos de Cristo tornam congruente, até mesmo inelutável, a atitude de reparação. Aceitar o peso da responsabilidade prepara a leveza do perdão.

 

A última característica é a esperança de triunfo. Triunfo sobre os vícios pessoais, mas também sobre a indiferença e os pecados sociais, trazendo à terra o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, a ordem temporal cristã. Nosso Senhor é rei dos corações. rei da sociedade e do Estado.

 

Texto expressivo. Estão nele presentes as mencionadas três características na fórmula de consagração lida pelo reitor do Santuário de Nossa Senhora da Lapa, o que a coloca em longa esteira histórica. Reata com o passado piedoso, hoje tão atual; o texto não está contaminado pela atmosfera intoxicada de relativismo e laicismo, muito disseminada nos anos pós-conciliares que tendiam a ver tais movimentos de piedade como anacrônicos.

 

Respigo alguns trechos da consagração do último 15 de abril. Ela é pródiga em afirmações de contrição, humildade e reparação, faz bem repisá-las: “a prece ardente que hoje contritos vos dirigimos”; “embora réus da excelsa justiça de Deus e quão merecidos são os castigos que sobre o mundo ingrato e impenitente se possam abater”; “nos deis um coração e vida penitentes”. E que o Coração Imaculado de Maria se apiede de nossos corações e nos inspire a penitência que almejamos.

 

O texto também é copioso nas manifestações de consagração: “consagrar os nossos povos e Vos pedir que deles afasteis a atual pandemia”; “ó dulcíssimo Jesus, Vos pedimos por intercessão da Senhora da Lapa, a Quem hoje nos consagramos”.

 

Finalmente, rico de passagens denotando a esperança do triunfo e afirmação do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo: “que sejais a Rainha daqueles que vivem obscurecidos pelos erros”; “obtenhais para todos as nações tranquilidade e ordem, em tudo submetidas à beleza da Fé”.

 

Trouxe excertos, a consagração é muito maior. E começa com frase conhecida de grande densidade teológica: “Se foi por Vós que Jesus Cristo, Senhor Nosso, veio ao mundo, é também por Vós que nele deve reinar”. A consagração se coloca especialmente oportuna, lembra o Santuário e repito “atendendo ao momento de dor e sofrimento que a pandemia, provocada pela covid-19, está a provocar em todo o mundo”.

 

Colômbia. Este mesmo momento foi invocado por iniciativa semelhante, rumo idêntico, encabeçada pela Sociedad Colombiana Tradición e Acción, que pede ao presidente da República e à Conferência Episcopal que consagrem a Colômbia ao Sagrado Coração de Jesus e à Nossa Senhora de Chiquinquirá, padroeira do País. O texto do importante documento, assinado por seu diretor, Eugenio Trujillo Villegas, suplica e lembra: “Queremos lhe pedir com veemência, que diante da incerteza pela qual passamos, junto com as autoridades da Igreja Católica, renove a consagração ao Sagrado Coração de Jesus, que se fez ininterruptamente de 1902 a 1992. E também que consagre o País a Nossa Senhora de Chiquinquirá, padroeira da Colômbia”.

 

Faróis. Duas iniciativas atuais e exemplares. Empreendimentos assim, acompanhados da contrição congruente, infelizmente muito raras, atrairiam a misericórdia divina nos presentes dias duros trilhados por todos nós. Sua ausência, é incoercível, a lógica nos arrasta até lá, pressagia maiores sofrimentos e tragédias. A elas nossa adesão e aplauso. São faróis, iluminam e indicam rumos.

 

 

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:29
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JORGE VICENTE - MÂE !

 

 

 

 

 

 

 

 

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JORGE VICENTE    -   Fribourgo, Suiça



publicado por Luso-brasileiro às 10:24
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PAULO R. LABEGALINI - RICO ENTRA NO CÉU ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Numa das edições da revista ‘Catolicismo’, o Cônego José Luiz Villac respondeu a um leitor que perguntou se um rico pode passar pelo buraco da agulha e ir para o céu. Eis a resposta:

“Havia em Jerusalém uma porta tão estreita e tão baixa, que os camelos não podiam passar por ela sem que lhes fosse retirada toda a carga e, ainda assim, lhes era preciso abaixar-se e passar quase de rastos. Chamavam-na ‘Porta da Agulha’, daí vem o provérbio de que se serve Jesus: ‘Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. Digo-vos mais: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino dos Céus.’ (Mt 19, 23-24).

É certo, pois, que os ricos que empreguem bem suas riquezas, conformando-se aos Mandamentos e à vontade de Deus, podem perfeitamente salvar-se. É o caso de lembrar que Nosso Senhor frequentava a casa de Lázaro, que era rico, e o considerava como amigo. E uma das figuras exponenciais em santidade do Antigo Testamento, o Patriarca Abraão, era não só rico, mas riquíssimo.

Tal é porém o apego dos homens aos bens desta terra – não só dos ricos, mas muitas vezes dos que pouco possuem – que desapegarmo-nos deles é um verdadeiro prodígio da graça, que só Deus pode operar.”

Na resposta do cônego, acho que ficou claro que as riquezas não são um mal em si, mas possuem o perigo de prender os corações dos ricos demasiadamente a elas. Quando isso ocorre – e, infelizmente, normalmente ocorre! – os afortunados deixam de salvar as próprias almas porque se fazem de surdos ao serem chamados para a construção do Reino de Deus. Portanto, todo aquele que não se despoja das afeições desregradas neste mundo e não busca um espírito de pobreza – o desapego de bens materiais –, dificilmente ganhará o céu.

Agora, você talvez reflita assim: ‘Eu conheço uma pessoa que só pensa em luxo e dinheiro. Essa, quando morrer, coitada!’ Mas, antes de julgar alguém, lembre-se que faz parte da sua missão cristã alertar as ‘ovelhas desgarradas’ do mal que lhes espera se continuarem fora dos caminhos do bem, da verdade e do amor. E não pense que isso é impossível, porque muitos ‘poderosos’ se converteram e perseveraram na fé até ganharem o céu.

De nada adianta ficarmos olhando as pessoas ostentarem o falso poder que julgam ter sobre os pobres e, ainda, sentirmos pena do castigo que lhes espera após a morte; é preciso acreditarmos que podemos influir nas mudanças que Deus quer operar em suas vidas. Quando os discípulos perguntaram: “Quem, pois, pode salvar-se? Então, Jesus, olhando para eles, disse: ‘Para os homens isto é impossível, porém não para Deus, porque a Deus todas as coisas são possíveis.’ (Mc 10, 26-27).”

Sabemos que a fé e a caridade nos encaminham para a salvação, mantendo acesa a chama da esperança em nossos corações – que nos leva a buscar as graças necessárias para perseverarmos no amor de Deus. Como ninguém já nasce com fé, é preciso continuarmos crescendo espiritualmente através da oração e da caridade para honrarmos o sacramento que recebemos no batismo – fomos abençoados como: filhos de Deus, filhos da Virgem Maria e irmãos em Cristo.

“Sem a fé é impossível agradar a Deus”, disse São Paulo (Heb 11,6). Consciente disso, hoje recordo que meus avós paternos passaram a ser pessoas de muito mais fé cristã alguns anos após terem perdido toda a fortuna que possuíam! Eu acredito que ganharam o céu devido a essa providência de Deus em suas vidas, embora na época tenham sofrido bastante. Contudo, tendo crescido na fé, valorizaram mais os bens espirituais e passaram pelo fundo da agulha. Por isso é que peço ajuda ao Pai e à Mãe Santíssima para eu sempre saber repartir o pão e nunca me arrepender de ter tido alguns bens materiais nesta vida.

Contam que uma pobre senhora entrou num rico armazém e pediu que lhe pesassem cinquenta centavos de feijão para levar de almoço aos filhos. Vendo que a mulher não tinha mais dinheiro, o comerciante ainda brincou na frente de todos: ‘Tem certeza que é só isso o que deseja?’ Apesar da humilhação, ela educadamente respondeu: ‘Sim, senhor, vou comprar o que Deus permitir que eu leve.’

Ao pesar o feijão, o proprietário percebeu que o saco ficou quase cheio, mas, conferindo o marcador da balança, entregou-lhe o pacote. Somente algum tempo depois que a senhora saiu é que o comerciante constatou que a sua balança havia quebrado, ficando furioso por perder parte do seu precioso feijão. Certamente, se lhe tivesse dado de coração um pouco mais além do peso, não lhe faria falta e o ajudaria a entrar no céu.

Não há loucura maior do que trocar a salvação da alma pelas coisas deste mundo. Pena que muitos ricos não enxerguem isso!

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.



publicado por Luso-brasileiro às 10:15
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - DIZER O QUE NÃO SE DISSE

 

 

 

 

 

 

 

Humberto Pinho da Silva.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A 3 de Janeiro de 1998, Fernando Gomes, então Presidente da Câmara Municipal do Porto, apresentou o livro de Carlos Magno: “ O Poder Visto do Porto - e o Porto Visto do Poder”. Nessa ocasião, afirmou:” É um grande gozo ler crónicas sobre frases que não proferi e conceitos que não defendi.”

Cai aqui bem, o que escreveu Padre António Vieira: “ Ah, Senhor, quantos falsos testemunhos vos levantaram! Quantas vezes ouço dizer que são palavras Vossas o que são imaginações minhas, que me não quero excluir deste número.”

O cristianismo anda tão infestado de leigos ignorantes, e falsos pregadores, que muito que se diz, não passam de pura caricatura.

Numa recente sondagem, realizada em Portugal, muitos “crentes“, declararam-se católicos…mas não acreditavam em Deus!…

São crentes, em quê?!

Sacerdotes há (católicos e evangélicos) que não pregam a Palavra, mas suas palavras, com roupagens convenientes…

Também há, quem acredite em Deus e na Bíblia, mas adaptam a Palavra, consoante os interesses: “ Dizem o que Ele nunca disse”.

Até há, quem pregue o que querem ouvir, e afirmam, a pés juntos, que é preciso retirar versículos, porque se encontram desatualizados!…

Pastor evangélico, chegou-me a dizer: que devia ignorar Epistola, porque ensinava doutrina diferente ao que ensina sua denominação!

Outros, alteram a pontuação, de certas passagens bíblicas, para alterarem o sentido do texto sagrado.

É como disse o Padre António Vieira: “ Quantas vezes ouço dizer que são palavras Vossas, o que são imaginações minhas”.

Quem quer conhecer a doutrina de Jesus, pegue no Novo Testamento e leia-O. Lá encontrará a verdadeira doutrina de Cristo.

O Evangelho, é a única fonte, onde se pode beber a água cristalina, límpida e desincrustada de preconceitos e subtis infiltrações.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 10:06
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EUCLIDES CAVACO - AZINHAGADA SAUDADE - Fado Interpretado por João Balças.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Autor: Euclides Cavaco -Videografia da talentosa amiga Gracinda Coelho.

Para descontrair tentemos hoje recuar no tempo e recordar um recanto que nos toque na alma como esta minha Azinhaga da Saudade.
 
 
 
 


https://www.youtube.com/watch?v=EXvzsZQiTWc&feature=youtu.be
 
 
 
 
 
 
 
 
Desejos duma magnífica semana.
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

 

***

 

 

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

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Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

***

 
 
 
 
 


publicado por Luso-brasileiro às 09:55
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