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Sábado, 29 de Agosto de 2020
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - PANDEMIA. SOLIDARIEDADE, FRATERNIDADE E PARTILHA VÃO NASCER AS PALAVRAS- CHAVES DO FUTURO !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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                Infelizmente, muitas pessoas em todo o mundo, principalmente brasileiros, alguns por suas precárias formações, desde pequenos se acostumam a bajular pessoas que estão no poder ou que desfrutam de condições financeiras bem satisfatórias. Essa badalação chega às raias da submissão, sendo uma constante, trazendo muitas vezes uma sensação de total impotência, acreditando que é necessário supervalorizar tais indivíduos, independentemente de quais sejam as suas intenções e objetivos ou de como alcançaram determinadas posições de destaque.

         E ao contrário, não dão mérito aos que realmente deveriam ser reconhecidos, como cientistas, pesquisadores, educadores e muitos que se dedicam a melhorar a qualidade de vida dos outros, por vocação, caráter e principalmente por solidariedade e participação ativa na sociedade, como atualmente observamos inúmeros profissionais da Saúde e de serviços essenciais se entregando com determinação aos seus ofícios, sem contar os inúmeros voluntários que se arriscam em plena pandemia do corona vírus para se dedicarem ao próximo.

           A inversão de valores não é só provocada pela ignorância, mas às vezes também por egoísmo, interesses pessoais e exibicionismo barato.

         Por outro lado, as que estão no outro lado e que ostentam determinados “status” em sua  grande maioria adora ser paparicada por esses indivíduos, alienados ou que buscam alguns ganhos, sentindo-se como se fossem  os maiorais. No entanto, tanto uns, como outros revelam uma sociedade onde a tônica é o resultado (e não os meios para atingi-lo), o que não deixa tempo para o próximo. Tal quadro reduz a sensibilidade, passando muitos a menosprezarem os sentimentos alheios, a não considerarem as opiniões do outros e a relegarem a um segundo plano as noções mais básicas de cortesia e bom relacionamento. Só agem harmoniosamente se tratarem com seres ou assuntos convenientes às suas ambições.

         O bem comum, que deveria ser buscado permanentemente, identifica-se como a associação de circunstâncias que permitam as pessoas alcançarem seus anseios. Deveríamos, portanto, resgatar os princípios autênticos como o da fraternidade para reduzirmos as diferenças entre os indivíduos, eliminarmos a violência e buscarmos uma convivência pacífica em comunidade. O descompromisso com terceiros e a indiferença com a situação destes, revela uma individualidade extrema que só prejudica o desenvolvimento moral e ético da coletividade em geral.

         A cidadania é sempre uma conquista coletiva que depende do nosso corajoso empenho pessoal e operacionalmente, revela-se em qualquer atitude cotidiana que implique a manifestação de um atributo de pertinência e de responsabilidade conjunta. Assim, se não executarmos a nossa parte ou não termos a ciência de pertencer a um grupo, continuaremos condescendentes com as irregularidades que acabam prejudicando a todos e àqueles que só pensam no luxo, na prepotência, no individualismo, realizando-se com tais aspectos, certamente encontrarão no futuro, total desamparo espiritual.

         Está na hora de deixarmos de lado muitas circunstâncias banais para assumirmos propósitos autênticos no sentido de quitarmos as imensas dívidas sociais criadas pelo Estado e alimentadas pela elite que o sustenta e controla. Com isso, crescem os índices de miserabilidade e indigência, ainda mais com a pandemia. E a maioria dos brasileiros ainda não tinha percebido, mas o país já vivia um momento de concordata silenciosa, em que fomos conduzidos a uma armadilha que nos deixou em grande vulnerabilidade por culpa das más administrações.

         Se persistirmos no manifesto marasmo e no descaso que nos te-m  caracterizado, o que esperar no futuro?  A partir dessa situação que paira sobre o mundo, não há mais que se falar no individual, temos que pensar  e agir  em termos de coletividade. Solidariedade, fraternidade e partilha vão ser as palavras-chaves do futuro. Egoísmo, exibicionismo e enganação deverão ser lembranças dos atributos a serem superados de muitas pessoas.

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - A INGLATERRA FOI UM CASO INTEIRAMENTE À PARTE...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Na  Inglaterra, a centralização do Estado se processou de modo inteiramente diverso da Península Ibérica. Nunca houve (com exceção, talvez, de dois reis medievais, Santo Eduardo e Ricardo-Coração-de-Leão, e bem mais recentemente com alguns monarcas e príncipes da Dinastia Stuart) um relacionamento de tipo afetivo, da população britânica com seus reis. Se em Portugal e mesmo na Espanha, os reis sempre foram considerados os protetores natos do povo, contra possíveis abusos da nobreza (há inúmeros episódios na história dos povos ibéricos nessa linha), já na Inglaterra os reis e os nobres quase sempre tendiam a ser vistos, pela população, como de uma mesma classe que, em última análise, provinha dos invasores saxões ou normandos e continuava as pilhagens dos seus antepassados.

Sempre houve conflitos intestinos muito profundos na tessitura social, cultural e política da Grã-Bretanha. Ocorreram problemas étnicos (anglos X saxões, anglo-saxões X irlandeses, ingleses X escoceses, escoceses das Highlands X escoceses das terras baixas, clãs célticos entre si, por exemplo, Drummonds X MacGregors, Campbells X MacDonalds etc.), problemas culturais (a velha e proverbial inimizade Dr.Saxon X Mr.Celtic), problemas linguísticos (o gaélico até hoje é falado na Escócia e no País de Gales, como também nas Irlandas) e, sobretudo, problemas religiosos. No que diz respeito aos conflitos religiosos, considere-se que, somente no reinado de Isabel I, que durou 44 anos, foram executadas dez vezes mais pessoas, por motivos religiosos, do que em quase 400 anos de Inquisição espanhola; e, note-se, não foram apenas os católicos romanos que foram mortos, mas também numerosos protestantes presbiterianos não episcopalianos, que não alinhavam com a religião oficial da monarquia isabelina.

 Dentro desse conjunto extremamente confuso e ainda hoje um tanto artificial, firmou-se, de um lado, uma autoridade dos reis mais simbólica que efetiva, mas sem dúvida de grandíssimo prestígio moral, que foi e continua sendo capaz de sustentar a monarquia britânica solidamente estabelecida ainda em nossos dias. De outro lado, firmou-se uma burguesia forte e poderosa, inescrupulosa, interesseira, imbuída da famosa ética do calvinismo, estudada por Max Weber, a qual produziu o chamado "capitalismo selvagem" inglês, com abusos realmente espantosos cometidos no contexto da Revolução Industrial. Nas críticas a esse capitalismo selvagem, deve-se reconhecer que não pequena margem de razão teve Marx. Toda a expansão ultramarina inglesa foi marcada, bem mais do que a espanhola ou a portuguesa, por episódios realmente cruéis de exploração, pirataria e rapina.

Outra característica da expansão britânica é que nos seus padrões sócio-culturais as atividades de comércio não eram incompatíveis com a nobreza - como o eram geralmente no resto da Europa. De onde se viam, com absoluta naturalidade, nobres titulados não só à testa de indústrias ou casas comerciais, mas até praticando atos de pirataria e pilhagem pelos oceanos de todo o mundo - coisa que não era concebível em outras nações europeias.

Assim, a burguesia inglesa sempre viveu mesclada com sua nobreza. Talvez a Inglaterra tenha sido o único local do mundo em que existiam títulos e foros de nobreza comerciáveis, podendo ser vendidos e comprados livremente ao sabor das leis de oferta e procura. Tudo isso conferiu ao conjunto burguesia-nobreza da Inglaterra um caráter único, muito diferente do modelo ibérico, do francês, do germânico ou do italiano. A realeza inglesa sempre foi a suprema mantenedora dessa situação um tanto anômala, do ponto de vista social, e ao mesmo tempo sempre se apoiou nela.

O mais curioso é que, dada a "mística" própria das instituições monárquicas in genere, e da britânica em especial, o povo inglês se identifica com seus monarcas, entranhada e seriamente. Uma pesquisa realizada há cerca de 20 anos revelou que, dos britânicos, mais da metade sonha frequentemente com a Rainha. Nesses sonhos, a Rainha raramente fala ou toma uma atitude, mas geralmente aparece imóvel, como uma figura hierática presente num canto da cena, vendo a tudo, assistindo a tudo, como espécie de anjo tutelar do Reino Unido. Alguns dos entrevistados diziam que seus sonhos eram como os selos de correio, em que a efígie da soberana sempre aparecia no cantinho superior direito. Nas famílias inglesas de todos os níveis, há sempre um retrato da Rainha e as crianças são habituadas, desde muito pequenas, a irem todas as noites se perfilarem e se despedirem da soberana.

Povo singular, realmente, o inglês! Tem muito de incompreensível para nós, latinos. Recomendo que leiam, se ainda não o fizeram, o livro “Os ingleses”, escrito a quatro mãos por Peter Burke (inglês, filho de pai irlandês católico e de mãe polonesa judia) e sua esposa, a brasileira Maria Lúcia Garcia Pallares Burke. Vale a pena! É obra de referência.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 



publicado por Luso-brasileiro às 13:07
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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - TRAVESSURA E INCENTIVO A DELITOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Não é de agora que meninos e meninas, mais ousados, desafiam muros, cercas, alambrados, para comer frutas no pé. A reação dos proprietários dos espaços e dos pais, comumente, era e/ou são para que não voltem a repetir o que tinham feito. Frutas verdes nas árvores parecem conter um sabor inigualável.Terrenos assim hoje rarearam, pois deram lugar a edificações de cimento.
As intenções, os procedimentos e as reações, no entanto, podem se transformar em lição de ética ou em incentivo à criminalidade.
Quem me lê, conclua. O espaço é particular e possui alambrado. O adolescente – não aconteceu uma única vez -, à luz do dia, abre um buraco na proteção, entra por lá na horta ou no pomar e furta verduras e frutas. Em certas ocasiões, ouve que não é mais para fazer isso. As pessoas da casa, no entanto, saboreiam aquilo que foi furtado. Insisto: aconteceu e acontece diversas vezes.  Travessura ou incentivo à criminalidade, pois o costume com pequenos furtos pode se transformar em grandes assaltos e outros. Depois, não adianta expressão de vitimismo, já que a primeira vítima, ao não ser educada adequadamente para o bem, é o menor de idade.
Semana passada, li um texto enviado por minha querida Maria dos Anjos, professora voluntária do curso de manicure na Casa da Fonte, sobre um jovem que se encontra com o velho professor e questiona se recordava dele. Comenta que se tornara professor também, inspirado por ele. Certa vez, em sala de aula, furtara o relógio de um colega. O professor disse que todos ficassem de olhos fechados, pois ele mesmo procuraria nos bolsos o relógio. Após vasculhar os bolsos, devolveu-o ao proprietário. Jamais disse quem foi que roubara o relógio, salvando a sua dignidade. Isso o fez não se converter em ladrão. O professor respondeu que se lembrava do episódio, no entanto não se lembrara dele, porque também fechou os olhos enquanto buscava. A conclusão do texto: “Esta é a essência do ensino: se para corrigir você precisa humilhar, você não sabe ensinar”.
Acrescento: se os responsáveis não preservarem, com educação adequada, os seus menores, aproveitando-se de seus desvios, os destinarão à desonra futura. Não servem para estar com eles.

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil



publicado por Luso-brasileiro às 13:01
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CINTHYA NUNES - AQUARELA DA VIDA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Durante bastante tempo acalentei o desejo de aprender a pintar com tintas de aquarela. Transparente, fluida, colorida, a aquarela tem uma característica muito única: a maior parte de seus resultados é imprevisível. Solúvel em água, os pigmentos se deitam sobre o papel quase como se tivessem vida própria, seguindo um fluxo que resulta invariavelmente singular.

            Há alguns anos, em férias em Lins, cidade onde moram meus pais, fiz algumas aulas introdutórias com a talentosa professora Lígia Cavalli. No início, para uma pessoa que gostava de planejar e controlar quase tudo, foi bem complicado abrir mão das invisíveis amarras que insistiam em deixar meus traços aprisionados. Aos poucos fui compreendendo que as aquarelas são animais selvagens e indomáveis e, o mais importante, a aceitar isso.

            De lá até hoje fiz alguns outros cursos, presenciais e a distância. Evoluí na técnica, mas nunca deixei de sentir, antes das primeiras pinceladas, uma sensação de estar ingressando em território desconhecido. Aquele friozinho na barriga que se costuma sentir diante do novo é o mais perto de descrever como a aquarela me desafia. Ao começar um novo projeto, por mais simples que seja, sou tomada pela certeza de que não vou conseguir, de que não posso usar uma tinta que cisma em não me obedecer.

            Com a pandemia, no intuito de manter minha sanidade mental, passei a assistir alguns vídeos de artistas executando trabalhos e fazendo análise de materiais artísticos. O desejo de voltar a pegar nos pincéis foi mais forte e logo estava perdida novamente no meio do círculo cromático. Para quem gosta de pintura, a aquarela definitivamente é sedutora, mas sobretudo terapêutica.

                        Tenho tentado transpor algumas das coloridas lições da aquarela para esse momento gris. Assim, busco não prever o que o destino reserva para o restante desse ano ou mesmo para o próximo. A propósito, talvez nem mesmo o porvir esteja com seus planos definidos, à espera, quem sabe, de que a misericórdia lhe faça visita.

            Muitas vezes, quando olho para alguma referência que usarei, como foto ou outro desenho, penso na paleta de cores e, de acordo com meu humor ou inspiração, os matizes variam. E quantas foram as variações tonais desse ano! Se a humanidade pensasse em cores, teríamos refletido quase todas as cores existentes.

Na história recente do mundo poucos anos ou talvez nenhum tenha sido tão inesperado e sem controle, em termos mundiais, como 2020. Assim como na aquarela, ninguém ainda sabe como o curso dessas águas irá se comportar. No Brasil ao menos, há quase seis meses em quarentena, em isolamento social que aos poucos se dissolve – e não sei se corretamente – tudo ainda é incerto e experimental.

Aqui o problema é que as pinceladas não se dão todas com o mesmo propósito e muitas tintas são usadas no desejo de ocultar intenções não honestas. Como na aquarela, por sorte, a água marca como quer e, no fim das contas, o desenho se mostra como deve. Acredito que essa seja sempre a esperança.

            Na aquarela, usamos água para suavizar as cores e as misturamos entre si para que outras surjam. Bem assim temos feito com nossos sentimentos em 2020. Aprendi, contudo, que não adianta nos anteciparmos, já que o resultado será aquele que deve ser. Tenhamos confiança de que, em algum lugar, há um Pintor esparramando as melhores cores para cada um de nós, livrando-nos do fado das certezas previstas.

 

 

 

 

CINTHYA NUNES é jornalista, advogada e acredita que as melhores cores surgem das mais inesperadas misturas – cinthyanvs@gmail.com

           



publicado por Luso-brasileiro às 12:52
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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - AS DOZE VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI 1ª. Série 11ª. A VERDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A verdade é aquilo  que existe, é real, é correcto, o contrário da mentira. A verdade é algo absoluto. É  a realidade  e não muda, nem depende da opinião das pessoas. A verdade continua a  ser verdade, mesmo quando muitos não acreditam que é verdade A verdade é imensa. Ela engloba toda a realidade.

Verdade é também a afirmação do que é correcto, do que é seguramente  certo, e está dentro da realidade apresentada.

A verdade é muitas vezes desacreditada e o cepticismo  é a descrença ou incredulidade da verdade. Aquele que tem predisposição constante para duvidar da verdade é chamado de céptico crónico.

A verdade dos factos exerce grande importância no julgamento das acções humanas. Quando uma verdade deixa dúvidas, é imprescindível verificar a sua veracidade, que podem ou não incriminar um indivíduo.

Uma verdade pode ser demonstrada sem ser reconhecida como verdadeira, por não ser muito clara. Diz-se que é um postulado, pois precisa ainda de  comprovações para se chegar à  real verdade.

Para a corrente filosófica conhecida como relativismo a verdade é relativa, ou seja, não existe uma verdade absoluta que se aplique no plano geral. Assim, a verdade pode se aplicar para  algumas pessoas e para outras não, pois depende da perspectiva e contexto de cada um.

A verdade absoluta é aquela que é verdade todo o tempo e em todos os lugares. O que é verdade para uma pessoa é verdade para todos. Por ex.: “Todos precisam de ar para respirar” ou “as pessoas não podem viver ao mesmo tempo no passado e no futuro”.

 

Verdade e  filosofia. Uma das características do ser humano é a busca permanente pela verdade, é o desejo de comprovar a veracidade dos factos e de distinguir o verdadeiro do  falso e que frequentemente nos coloca dúvidas no que nos foi ensinado. A busca pela verdade surge logo na infância  e ao longo da vida, estamos sempre questionando as verdades estabelecidas pela sociedade, e a filosofia tem na investigação da verdade o seu maior valor.

 

O que a Bíblia diz sobre a verdade. A Bíblia diz que a verdade existe e pode ser conhecida. Não está fora do nosso alcance. Devemos procurar a verdade porque a verdade nos liberta

(S. João 8, 33)

 

De acordo com a Bíblia a verdade está em Deus. Ele sabe todas as coisas e criou tudo o que existe. Deus não mente, tudo o que diz é verdadeiro.(Salmos  119 e 160).

Podemos encontrar a verdade na palavra de Deus.

Deus revelou a verdade na palavra de Deus. Quando Jesus veio ao mundo como homem, ele mostrou-nos a verdade de uma forma que podemos compreender. Jesus é a expressão exacta de Deus na Terra e falou apenas a verdade(João 1.17  e Hebreus 1, 3).

A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade. (Salmos 119 e 142).

“Então a mulher disse a Elias: Nisto conheço que tu és um homem de Deus

“Mas  quando vier aquele Espírito da verdade, ele  vos guiara em toda a verdae; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo, e vos anunciará o que há-de vir” João 16,13

“Quer que todos os homens e mulheres se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” 1 Timóteo 2,14.

“Aquele que é palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória do Unigénito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” João 1,14.

Podemos conhecer a verdade através de Jesus. Jesus é a verdade e revela Deus para todos nós.  Quem aceita a verdade que Jesus morreu por todos nós e decide viver para ele, fica liberto do poder do pecado (Efésios 1,13-14).

 

Cada pessoa deve procurar conhecer cada vez mais a verdade. Para nos ajudar temos:

 

A Bíblia. A Bíblia  é a Palavra de Deus, que Ele inspirou certos homens a escrever. Nela podemos encontrar a verdade e descobrir  como aplicá-la  em nossas vidas, para o bem  (2 Pedro 1,20-21  e (João  17,17).

O Espírito Santo. Cada pessoa que é salva tem o Espírito Santo morando dentro de si; Ele nos dará a entender a Bíblia e a viver na verdade (João, 14,16).

A Igreja. Como Igreja, crescemos todos juntos no  conhecimento da verdade; o convívio com outros crentes ajuda-nos a reconhecer a verdade, rejeitando a mentira

(Efésios 4,16-16).

 

A verdade em S. João(Apóstolo). O conceito de “verdade” em S. João tem sido objecto de estudos especiais porque se distancia substancialmente dos demais textos do Novo Testamento.

 

Como conclusão: Todos nós queremos viver num clima de verdade. Verdade em todos. Só num clima de verdade é que pode haver  justiça, amor, progresso, amor e felicidade.

os sectores da nossa vida.

Por isso, todos nós, homens, mulheres, crianças, jovens de qualquer estrato social, políticos, governantes, militares, sacerdotes, jornalistas, professores, juristas, advogados, juízes, devemos  ter a preocupação de agir em conformidade  com a verdade.

 

Como já foi dito - o ponto de referência da verdade é Jesus Cristo que também é Deus.

Por isso aqueles que têm a função de legislar, como é caso das Assembleias da República ou Regionais, como os governos da República ou RegionaL, como os Comandantes militares, como os Presidentes da República ou os Reis das Nações, antes de  aprovarem uma lei  deviam interrogar-se no seguinte:

 

Será que esta lei  estará em conformidade  com a verdade de Cristo, que é verdade?Só aprovaria a lei se não colidisse com a verdade daquele que é a Verdade – Jesus Cristo. Alguns podem dizer: mas eu não sou  cristão praticante e vou legislar para  crentes e não crentes. O legislador não  deve ter  a principal preocupação de agradar a um grupo de pessoas, mas sim legislar  aquilo que é justo e que não colida com  a verdade essencial. A verdade não deve ter, apenas, uma característica relativa, mas sim uma característica absoluta.

 

 

(continua no próximo número)        

 

      

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 12:45
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JOSÉ RENATO NALINI - O MUNDO SEM FRONTEIRAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Revisitar ideias, reinventar concepções, aceitar a profunda mutação da vida, imposta por inúmeros fatores, mas intensificada pela Quarta Revolução Industrial, é missão de todas as pessoas preocupadas com o amanhã.

Ideias ultrapassadas ainda persistem numa rigidez inflexível nas consciências arteriosclerosadas. Algumas delas fazem semelhantes sofrerem. Supremacia racial, preconceitos – todos eles – e soberania, são três exemplos semi-sepultos mas atuantes.

Falo sobre a soberania, que incita um sentimento xenófobo e agressivo nas mentes simplórias. Isto independe de escolaridade. Adquirir conhecimento não significa, necessariamente, fazer bom uso dele. Importa é ter uma cabeça bem feita, não uma cabeça cheia. Você se lembra quem disse isso?

O núcleo de intolerância alimentado pela ira resiste à racionalidade. Expulsa a sensatez e fortalece os dogmas nutridos por emoção e instintos primitivos. Invoca-se a soberania com todos os seus qualificativos, mantendo-se a formatação hoje ultrapassada de uma ideia-força invencível, onipotente, com a qual não se pode transigir em hipótese alguma.

É bombástico reafirmar que “todo o poder emana do povo”. O povo, essa ficção de tamanha complexidade e exibida ao discernimento que resta, por força da pandemia, é um conjunto heterogêneo de inúmeras tribos. Pouquíssimos os acolhidos pelo sistema, enquanto os invisíveis, os excluídos, os hipossuficientes, os carentes, os párias, formam legião.

Cabe indagar: a ideia de soberania como algo absoluto e inquestionável ainda existe, além de residir nos discursos mais inflamados e fundamentalistas?

Quando se pensa na destruição do ambiente, a gerar fenômenos como o aquecimento global, a desertificação, a extinção da biodiversidade e, portanto, de qualquer condição de vida, onde está a soberania?

A chuva ácida, as nuvens de gafanhotos, as ilhas pet flutuantes por mares tão poluídos, respeitam a soberania? Quedam ante os limites convencionados pelos homens?

O contrabando de armas, de drogas, de pessoas, se submete às fronteiras? O capital se interessa por observar linhas territoriais ou migra continuamente, na busca de maior rentabilidade e segurança, adquirindo feição transnacional ou mesmo apátrida?

Para o bem e, principalmente, para o mal, fronteiras são ficções. Subsistem na retórica inflamada do mais obtuso conservadorismo, no pior sentido desse verbete. A sociedade já não as respeita, assim como as desconhece as novas gerações. Nascidas sob o signo da tecnologia, amplificadora da natureza humana, transitam livremente por todas as redes. Se também aqui proliferam canais de ódio, que caluniam, injuriam, difamam, ofendem e ferem seres humanos, é enorme o risco da coisificação do semelhante. É comum reduzir pessoas a objetos descartáveis. Acessamos e deletamos perfis. Disseminamos o humor cáustico, nos deleitamos com as fake News.

Todavia, é o conduto comunicacional entre avós e netos. Resgate de amigos de infância. Veiculação de mensagens edificantes, de carinho e de ternura. A paisagem digital, como o tecido humano, tem vales profundos e sombrios, onde medra a inveja e prospera a hipocrisia, mas tem picos luminosos, nos quais brotam respeito, compaixão e empatia.

O mundo digital não tem fronteiras geográficas, nem etárias, nem sexuais, nem econômicas. Num Brasil que já possui quase trezentos milhões de mobiles, para uma população de cerca de duzentos e dez milhões de habitantes, fácil concluir que alguns brasileiros manuseiam, simultaneamente, várias dessas bugigangas eletrônicas e que estão permanentemente antenados.

Se há uma rota de fuga à realidade, por sinal tão melancólica e apavorante como a dos últimos meses, há também a busca de novas formas de conexão. Exemplos de ressignificação da confiança, da amizade, da preocupação com o outro, não são raridade.

Como seria bom se os pensadores criativos e de mentalidade aberta a essa profunda mutação da vida, se ocupassem de buscar funcionalidades que permitam a cada pessoa influenciar a condução da coisa pública, para lembrar ao detentor de autoridade – qualquer seja ela – que há uma razão maior a ser observada. A quem mais foi dado, mais será exigido.

Governo é instrumento de facilitação da vida de todos, não ferramenta de consecução de projetos pessoais e de enriquecimento sem mérito. Até para os devotos da soberania, impossível deixar de reconhecer que seu único titular é esse conjunto heterogêneo de humanos angustiados, atormentados e, quantos deles, desesperançados que se convencionou chamar de “povo”.

O mundo sem fronteiras em que a humanidade vivencia sua aventura pelo planeta seria bem melhor se, além das fronteiras físicas, eliminasse as fronteiras psíquicas que separam, uns dos outros, estes seres frágeis e finitos, hoje tão confrontados pela inevitabilidade da morte.

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI  é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.

 

 

 

 

 

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EDUCAÇÃO, UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

 

 

 

Caros amigos, quero compartilhar uma novidade: o título Educação, uma questão de justiça, publicado pela SESI-SP Editora está disponível no formato e-book, disponível na Amazon e nas principais plataformas de venda de livro digital como Google Play Livros, Apple Book e Kobo,  Pela Amazon, acesse: https://amzn.to/2Yxi61s

 

 

Educação, uma questão de justiça por [José Renato Nalini]

 

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:58
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PÉRCLES CAPANEMA - BOFETADA PRENUNCIATIVA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A bofetada humilha, avassala, abate; contudo, pode acender brios. Enfim, o efeito depende em parte de quem a recebe. Nelson Rodrigues achava: “O pior da bofetada é o som. Se fosse possível uma bofetada muda, não haveria ofensa, nem humilhação, nada”. Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia esbofeteou o Ocidente, desdenhou autoridades religiosas e políticas, ao destinar a igreja de Santa Sofia, até então museu, ao culto muçulmano. Estralejou alto o sopapo, ecoou humilhante o som ensurdecedor. A partir de 24 de julho, a antiga catedral bizantina estará aberta ao culto muçulmano. Pelo jeito, foi estudada e prenunciativa bofetada; virão outras, tudo o indica.

 

Declarou o autocrata: “Hoje, a Turquia se livrou de uma vergonha. Santa Sofia vive, de novo, uma de suas ressureições, como já sucedeu várias vezes no passado. A ressureição de Santa Sofia prenuncia a libertação da mesquita Al-Aqsa” em Jerusalém. Continuou: “Significa que o povo turco, os muçulmanos e toda a humanidade têm novas coisas para dizer ao mundo”. Que novas coisas terá a Turquia para dizer ao mundo? Pela voz dos símbolos, já está falando. No anúncio televisionado, o presidente da Turquia citou um intelectual turco, Osman Yüksel Serdengeçti que anunciou a vinda de um segundo conquistador para devolver Santa Sofia ao Islã. “Este dia chegou”, proclamou Erdogan.

 

Como se sabe, a basílica de Santa Sofia foi construída no século VI pelos bizantinos (imperador Justiniano), depois foi catedral cismática. Com a conquista de Constantinopla em 1453 pelo sultão Maomé II, o Conquistador, o primeiro conquistador, foi feita mesquita; a partir de 1934, museu.

 

Borbotaram de todos os quadrantes respostas à insolência do presidente Erdogan, ainda que até agora fracas; de outro modo, palavras desacompanhadas de medidas concretas. Três reações significativas resumem um lado da questão. Na véspera do desplante, Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, tentou evitar a desfeita, solicitando ao líder turco “continuar a conservar Santa Sofia como museu, exemplo de seu compromisso de respeitar as tradições culturais e a rica história que moldaram a república turca”. Jean-Yves Le Drian, ministro do Exterior da França, em comunicado, declarou: “A França deplora a decisão do Conselho de Estado turco de modificar o estatuto de museu de Santa Sofia e o decreto do presidente Erdogan a pondo sob a autoridade da direção turca dos negócios religiosos. Tais decisões colocam em causa um dos mais simbólicos atos da Turquia moderna e laica. A integridade dessa joia religiosa, arquitetural e histórica, símbolo da liberdade de religião, de tolerância e de diversidade, inscrita no patrimônio mundial da UNESCO, deve ser preservada”. Ameaçadas estão a modernidade, laicidade, tolerância, liberdade de religião e diversidade, é a censura do governo francês. Finalmente, o presidente Vladimir Putin expôs a seu colega turco o desagrado causado na Rússia inteira pela decisão do governo turno. Comunicado do Kremlin afirmou que o presidente russo “chamou a atenção de Recep Tayyip Erdogan para a significativa desaprovação causada na Rússia pela decisão de mudar a situação de Santa Sofia”.

 

Ou seja, entendia-se como adesão estável à modernidade o ato do presidente Mustafá Kemal Ataturk, fundador da república turca, que em 24 de novembro de 1934, como foi dito, transformou em museu a até então mesquita. A Turquia deixava para trás a condição de estado muçulmano confessional, com legislação enraizada no Corão e adotava princípios constitutivos vigentes na maioria dos países ocidentais. Caminhava em direção à Europa, à qual já pertence, geograficamente, pela metade. Com efeito, desde décadas ela faz parte da OTAN tem lugar em organismos internacionais e busca fazer parte da União Europeia. Com a bofetada, ela se distanciou da Europa e dos Estados Unidos, aproximando-se de Estados muçulmanos. Potência regional, representa muito na junção da Ásia e da Europa o país de 80 milhões de habitantes (renda per capita em torno do dobro da brasileira), por volta de 800 mil quilômetros quadrados.

 

Fica a questão da Rússia, inimigo histórico, justificativa política importante para a adesão à OTAN e ao Ocidente. Sintomaticamente, no meio da condenação geral, inclusive dos cismáticos russos, Putin teve gesto quase formal. Ele também utiliza a fórmula nacionalismo, patriotismo, religião para se manter no poder. Autoritarismo, nacionalismo, religião, defesa de uma vaga identidade pátria são vias que favorecem uma aliança futura, presumivelmente prejudicial aos Estados Unidos e à Europa.

 

Falava acima, um lado da questão, era o político. O outro é o religioso. Destaco em particular um ponto. O enorme edifício do ecumenismo religioso entre Islã e Cristianismo, construído pacientemente há décadas, mambembe e artificial, é verdade, mas enfim levantado, recebeu trinca de alto a baixo. A afirmação desafiadora das crenças do Islã, a proclamação de que é apenas o primeiro passo em novas conquistas, bem como a inteira desconsideração dos sentimentos dos católicos e dos cismáticos, deixam no ar um cheiro de jihad, uma atmosfera de enfrentamento.

 

O Papa Francisco se declarou “aflitíssimo”. Bartolomeu, patriarca ecumênico de Constantinopla, já havia tomado posição, tendo advertido, Santa Sofia era “um símbolo do encontro, solidariedade, compreensão mútua entre o Cristianismo e o Islã”. Foi adiante “transformá-la em mesquita poderia lançar milhões de cristãos no mundo inteiro contra o Islã”. De novo aparece o clima de enfrentamento, pois estava sendo destruída a atmosfera de encontro, solidariedade e compreensão. A igreja cismática russa lamentou a decisão e afirmou que ela trará “consequências sérias para toda a civilização”. Seu porta-voz observou: “Constatamos que a inquietação de milhões de cristãos não foi levada em consideração”.

 

Resposta de Erdogan, trata-se de exercício de direitos soberanos. Não amolem, em linguagem informal. “Os que não se preocupam com a islamofobia em seus próprios países, atacam a vontade da Turquia de exercitar seus direitos soberanos. Tomamos esta decisão sem levar em conta o que os outros dizem, mas considerando nossos direitos, como fizemos na Síria, Líbia e em outros lugares”.

 

Pelo que representa e prenuncia, a bofetada aprofunda trincas na aliança ocidental, é afirmação desafiante de poder muçulmano, deixa em frangalhos as alegações em que se esteia o diálogo ecumenista entre cristãos e muçulmanos. Virão outros sopapos. Se recebidos com resignação derrotista, representarão recuos. Podem, contudo, acender brios. Aí a história seria outra.

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



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ALEXANDRE ZABOT - MAGIA EM " O SEGREDO "

 

 

 

 

 

 

 

 

Alexandre Zabot

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resposta escrita a uma pessoa que me perguntou por que eu afirmo que "A Lei da Atração" em "O Segredo" é um pensamento mágico, condenado como pecado pela Igreja.

Essa pessoa confidenciou que sofre de um problema muito difícil em sua vida e que "O Segredo" tem lhe ajudado a procurar uma solução.


Boa tarde XXXX

De fato, penso que o filme "O Segredo" (e o livro inspirado nele) inspiram
pensamentos associados a magia. Por que penso assim?

Bem, em primeiro lugar é preciso entender o que é a magia:

Dicionário Michaelis:

"Ciência, arte ou prática baseada na crença de que é possível, por intervenção de entes sobrenaturais e fantásticos, produzir efeitos inexplicáveis, especiais, irracionais e sobrenaturais, através de fórmulas mágicas e rituais ocultos."

No caso, o núcleo lógico de "O Segredo" é (resumo que peguei na Wikipedia):

[Existe uma] "lei da atração (...) que sempre está agindo em todos nós assim como todas as leis naturais, como a lei da gravidade, como a lei da ação e reação, etc. É uma lei que explicaria o porquê de tudo que acontece em nossa volta, dizendo que as nossas emoções, produto de nossos pensamentos, que produzem os acontecimentos do dia-a-dia, se tivermos boas emoções, então teriamos bons acontecimentos na nossa vida, e se tivermos más emoções, então teremos maus acontecimentos na nossa vida. O filme defende que devemos ter um cuidado na hora de pensarmos, para não pensarmos o que não queremos e assim isso não acontecer na nossa vida."


Não está nesse resumo, mas é comum associarem essa "Lei da Atração" à Mecânica Quântica, especialmente ao "Princípio da Indeterminação".
No entanto, essa associação é completamente falsa pois esse princípio só trata
de realidades microscópicas simples e isoladas de outras interferências.
Ela não faz qualquer sentido no mundo macroscópico, para os objetos e os
acontecimentos com os quais lidamos diariamente.
Também não tem relação alguma com "poder da mente".

Assim, como essa conexão é falsa desde o princípio pois parte de uma premissa
errada, esse suposto "poder da mente" não é algo científico. É uma crença!
E mais, como ninguém que propaga essas ideias entende realmente de Mecânica
Quântica, eles propagam uma crença baeada em um ente "sobrenatural e
fantástico", como diz a definição do Dicionário.

As pessoas que são levadas a acreditar nessa suposta "Lei da Atração" são
motivadas por uma pseudo-base científica e também porque ela parece razoável.
Entretanto, no fundo elas são motivadas por um desejo de mudar a realidade
por meio de algo fácil, ao alcance de suas mãos, ainda que não possam
controlar devidamente os princípios.

Veja que normalmente esse desejo nasce, antes de tudo, por um sentimento
de inconformação com a realidade.

Isso tudo que eu descrevi é o que chamo de pensamento mágico, que consiste
em querer mudar a realidade usando algo exótico mas que parece ao meu alcance.
Começa com pequenas simpatias - não passar por baixo de escadas, não
cruzar com gatos pretos, e termina com ações mais sofisticadas - pactos
demoníacos etc.

No meio termo tem todas essas falsas filosofias orientais e um mundo de
misticismos como de "O Segredo".


A postura cristão é totalmente contrária a isso.
Para o cristão:

"Todas as práticas de magia ou de feitiçaria com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo - mesmo que seja para proporcionar a este a saúde - são gravemente contrárias à virtude da religião." (Catecismo da Igreja Católica - CIC - 2117)


Porque a "Virtude da Religião" é:

"A justiça para com Deus chama-se "virtude de religião" (CIC 1807)

"A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto" (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13)." (CIC 2096)


Ou seja, consiste em aceitar a vontade de Deus para nossas vidas e para as
vidas dos outros. Isso pode, em muitos casos, estar disposto a aceitar uma
imensa Cruz, como a de Cristo, que irá nos santificar.

Não há vida cristã sem aceitar, amar, a Cruz:

"Jesus disse a seus discípulos: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Mt 16, 24)

A doutrina cristã a respeito da cruz é muito profunda e, para muitas pessoas,
é o ponto de entrada pela verdadeira vida cristã.

Não significa resignar-se diantes das dificuldades, mas tampouco significa
lançar mão de pensamentos e atos mágicos para mudar as realidades que Deus
quis!

Recomendo o texto do Pe Francisco Faus como ponto de partida para a reflexão
no tema:
https://www.padrefaus.org/2018/03/28/confianca-na-cruz/

E a busca de um Diretor Espiritual.


Espero que você encontre uma solução para o seu problema de XXXXX, mas
também que encontre nessa Cruz uma proximidade maior com Cristo crucificado!

 

 

 

ALEXANDRE ZABOT   -    Fisico. Doutorado em Astrofisica. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina.   www.alexandrezabot.blogspot.com.br

 



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FELIPE AQUINO - LIBERDADE OU LOUCURA ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que é ser livre? É fazer tudo o que quero?

A maior aspiração do ser humano é a felicidade. E isto é consequência natural de termos sido criados à “imagem e semelhança” (Gen 1,26) de Deus, para participar de sua vida bem-aventurada. O Catecismo, no primeiro parágrafo, afirma:

“Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar da sua vida bem-aventurada” (n.1).

“O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar” (n.27).

Já que ele foi feito por Deus, e para Deus, só conseguirá ser feliz em Deus. Todos os outros caminhos de felicidade serão frustrantes, e a fome de ser feliz não será saciada plenamente.

Santo Agostinho (354-430), um dos maiores pensadores de todos os tempos, depois de buscar a felicidade nos prazeres do mundo, na retórica, na oratória, no maniqueísmo e em tantas outras estrepolias, somente saciou o seu coração quando encontrou o Evangelho. Logo no início das suas Confissões, diz:

 “Nos fizestes para Vós e o nosso coração não descansará enquanto não repousar em Vós”.

E adiante, lamenta ter demorado tanto para ter descoberto a verdadeira fonte da felicidade:

“Ó Jesus Cristo, amável Senhor, por que, em toda a minha vida amei, por que desejei outra coisa senão Vós?”

Sem Deus não há autêntica liberdade e felicidade.

O Criador não quis para nós uma felicidade pequena, esta que se encontra entre as coisas do mundo: o prazer dos sentidos, o delírio das riquezas ou o fascínio do poder e do prestígio. Não. Isto é muito pouco para nós. Deus quis que a nossa felicidade fosse muito maior; quis que fosse Ele próprio. E isto é um grande ato de amor do Pai para conosco. O Pai, sempre quer “o melhor” para o filho. Daí se conclui que a fome de felicidade do homem é infinita e não pode ser saciada sem Deus, que é infinito. É fome de Deus.

Sem acolher Deus de coração aberto, que se revela pela criação, pela Bíblia, e por Jesus Cristo, que é a perfeita revelação do Pai (Hb 1,2), o homem jamais experimentará a autêntica felicidade. E isto não é uma mera conclusão religiosa, é um fato de vida. Experimente hoje dar a um jovem tudo o que ele quiser: dinheiro à vontade, prazer até não poder mais, “curtição” de toda natureza, e você verá que a sua “fome” de felicidade continuará insaciada. Não fosse isto verdade, não teríamos muitos jovens de famílias ricas, mas delinquentes, envolvidos com as drogras, crimes, etc. Por outro lado, vá à um mosteiro e pergunte a um monge, que abdicou de todos os prazeres do corpo e do espírito, para abraçar somente a Deus, se lhe falta algo para ele ser feliz. A resposta será não! Nada lhe falta, pois ele tem Tudo. Tem Deus.

 

 

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Leia também: O que é o livre arbítrio?

Por que Deus nos fez livres, mas podendo pecar?

Deus e a liberdade humana

Onde mora a felicidade?

 

 

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A Igreja, de maneira insistente, nos ensina que:

“O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus… Pois se o homem existe, é porque Deus o criou por amor e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar ao seu Criador” (Gaudium et Spes, 19).

Muitos pensam que abraçar a Deus e viver uma vida em obediência às suas leis de amor, significa “perder” a liberdade. Ao contrário, Deus é a verdadeira Liberdade e Verdade.

É preciso distinguir entre liberdade e libertinagem, entre ser livre e ser libertino. Liberdade sem compromisso com a verdade e com a responsabilidade, torna-se libertinagem; e esta, jamais poderá gerar a felicidade, já que vai desembocar no pecado. E “o salário do pecado é a morte” (Rom 6,23).

 

 

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Ser livre não é “fazer tudo o que eu quero”. Não. Muitas vezes isto é loucura. A verdade é o trilho da verdadeira liberdade. Liberdade sem verdade é loucura. Será liberdade assegurar que dois mais dois são cinco? Será liberdade desrespeitar o catálogo do seu aparelho de TV e, ao invés de ligá-lo em uma tomada de 120 volts, como manda, você teimar em ligá-lo em outra de 210 volts? Será liberdade, por exemplo, usar drogas, para sentir-se livre, mesmo destruindo a vida? Será liberdade, usar o sexo sem o compromisso do casamento, apenas por prazer, mesmo sabendo que ele poderá gerar uma gravidez despreparada, um aborto, um adultério? Não. Tudo isto não é liberdade; é loucura!

A liberdade que faz a felicidade, é alicerçada na verdade e na responsabilidade. Fora disso é loucura, libertinagem, irresponsabilidade… pecado, que vai gerar a dor, o sofrimento e as lágrimas. Não queira experimentá-la. É muito melhor aprender com o erro dos outros. Abra os olhos e tenha coragem de ver!

 

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Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo14,6).

Por mais duras que sejam as exigências do Sermão da Montanha (humildade total, mansidão, misericórdia, pureza de coração, castidade, jejum, esmola, oração, etc), é aí que temos o código da liberdade e da felicidade autênticas.

O Catecismo da Igreja garante que:

“As bem-aventuranças respondem ao desejo natural de felicidade” (n° 1718).

Santo Agostinho dizia:

“Meu corpo vive da minha alma e esta vive de Vós”.

São Tomás de Aquino conclui: “Só Deus satisfaz”.

Santa Teresa disse: “Só Deus basta”.

São Luiz de Montfort acrescenta: “Deus só”.

É nas bem-aventuranças que o homem encontra o sentido e o objetivo da vida. A liberdade só atinge sua perfeição quando está ordenada para Deus, seu bem último. Quanto mais praticar o bem e a virtude, mais livre a pessoa será. Enquanto as paixões nos dominarem, não seremos livres e felizes. Enquanto o espírito do homem for escravo da sua carne e da sua sensibilidade, este ainda não será livre. Ainda viverá se arrastando pela vida.

“É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gal 5,1), nos ensina São Paulo; e esta liberdade custou o sangue do Cordeiro de Deus na cruz, para destruir a causa da nossa escravidão; isto é, o pecado. E o apóstolo diz:

“Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gl 5,1-2).

Aceitemos “morrer” para nós mesmos, pela cruz, a fim de que possamos ser livres em Jesus. Quando o Senhor manda tomar a nossa cruz, “a cada dia”, e segui-lo, é sinal inequívoco de que é esta cruz que nos salva. Todos os santos se santificaram pela cruz. Não há como abraçar o Cristo sem abraçar a cruz, mas também não se pode abraçar a cruz sem o Cristo. Se por um lado a cruz de cada dia nos liberta, por outro lado, sem o Cristo, esta cruz nos leva ao desespero. Não se pode separar Cristo da Cruz. Ambos nos são indispensáveis para a salvação.

A cruz de “cada dia” nos liberta de todas as más inclinações, “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1 Jo 2,16), e de todo o mal que há no interior dos corações: “maus pensamentos, devassidões, roubos, assassinatos, adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez” (Mc 7,21-23), e que torna o homem impuro.

Só a cruz e a “morte” do próprio eu, sobre ela, podem nos libertar das garras do pecado. É por isso que, pedagogicamente, o Senhor nos dá a “honra” de carregar, também nós, a sua cruz. E ninguém está dispensado desta missão sobre a terra. É por amor a Cristo que carregamos com Ele a cruz, seguindo-o, a cada dia, sem desespero, tristeza e lamúria.

São João da Cruz afirmava que “quem não busca a cruz de Cristo não busca a sua glória”.

Mas por que temos tanta repugnância da cruz? Porque resistimos à cruz de “cada dia”: as ofensas, as incompreensões, o cansaço, o trabalho, a doença, as contrariedades, os acidentes, a morte…? É porque ainda não experimentamos todo o seu poder salvífico. Aqueles que conheceram esse valor a desejaram como um verdadeiro dom de Deus.

A cruz nos desespera quando ela está sem o Cristo; isto é, sem a sua graça e sem a fé. É Ele que nos dá força, compreensão, alegria, paz, paciência e resignação para levar a cruz, a cada dia. Portanto, a grande lição da Paixão e Morte do Senhor, é a de que devemos amar e abraçar a cruz; mas não apenas a cruz de madeira que se ergue em cada lugar, mas “a minha cruz”, aquela que o Senhor dá “a cada dia”, para a minha santificação (Heb 12,10). O livro dos Provérbios nos ensina:

“Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho” (Prov. 3,11 s).

Dizemos ao Pai, todos os dias, na oração do Pai-Nosso: “Seja feita a Vossa vontade”; e no entanto, muitas vezes, quando Ele nos apresenta a cruz de cada dia, nos rebelamos, revoltamos e perdemos a paz. Esta atitude não está de acordo com nossa fé.

Aceitemos, na fé, toda a vontade de Deus.

 

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:22
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PAULO R. LABEGALINI - SINAIS DE DEUS NA INFÂNCIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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- Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa.

- Igual ao Natal?

- É parecido, só que, no Natal, comemora-se o nascimento de Jesus e, na Páscoa, comemora-se a sua ressurreição.

- Ressurreição?

- É, ressurreição. Marta, vem cá! Explica pra esse menino o que é ressurreição pra eu poder ler o jornal.

- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

- Mais ou menos. Mamãe, Jesus era parente de algum coelho?

- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que você foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo.

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma pessoa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus? E Minas Gerais?

- Que sacrilégio!

- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus! É meio complicado, nem a mamãe entende direito, mas, se você perguntar no catecismo, a professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é parente de nenhum coelho, quem é o coelho da Páscoa?

- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente, ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo?

- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

- Era, era melhor. Ou então, urubu!

- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? E em que dia ele morreu?

- Isso eu sei: na sexta-feira santa.

- Que dia e que mês?

- Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.

- Um dia depois.

- Não, três dias.

- Então ele morreu na quarta-feira.

- Não, morreu na sexta-feira santa.... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!

- Como três dias?

- Ora, pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, e por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é sábado de aleluia e o pessoal vai fazer a malhação do Judas, que foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no sábado?

- Claro que não! Se ele morreu na sexta!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

- Boa pergunta! Filho, atende o telefone pro papai e, se for um tal de Ricardo, diz que eu saí.

- Alô, quem fala? Seu nome é Ricardo Coelho Pascoal? Meu pai foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau... Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas acho que o nome dele era Jesus Cristo Coelho Pascoal. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Coitada da sua futura professora de catecismo!

Bem, além de engraçado, este diálogo serve para refletirmos um pouco sobre a formação cristã dos nossos filhos. Será que nós, pais, deixamos claro a eles a missão que têm aqui na Terra? Você, quando criança, sabia o que significava ser ‘luz do mundo’ ou ‘sal da terra’? Se os pais não participarem da catequese dos filhos, eles conhecerão a Deus pelos caminhos do amor? Infelizmente, quando muitos pais abrem os olhos e procuram levar os jovens à igreja, já é tarde.

Epa! Fazendo o papel do menino deste artigo, eu pergunto: ‘É certo dizermos que é tarde para alguém conhecer Jesus Ressuscitado?’. Se você responder: ‘Não, porque a Misericórdia Divina nos perdoa e abraça em qualquer momento de arrependimento’, eu concordo, mas pra quê esperar a época de sofrimento extremo para se aproximar de Deus? É justo um casal colocar um filho no mundo e deixar ‘os amigos’ levarem-no para caminhos obscuros?

Eu sei que quase nenhum pai pensa assim e nem premedita a perdição do filho, mas quando não o conduz aos caminhos santos de Jesus e Maria, mais cedo ou mais tarde, acabarão arrependendo-se. Portanto, o filho mais amado é o filho abençoado na missão que Deus lhe deu. E nenhuma missão agradará mais a nosso Senhor do que amar a Deus de coração e servir o próximo. Nada disso se aprende na rua, mas dentro da Mãe Igreja.

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:05
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O HÁBITO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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É usual ouvir a cada passo: “ F. teve berço”. Ter berço é ter sido educado nas regras da boa etiqueta e civilidade.

É de criança – o mais jovem possível, – que começa a educação. Ensina-se, não só regras exteriores: como se comportar, agir, e utilizar as palavras-chaves, que oleiam as relações interpessoais; mas, também, educar a alma, como recomendava Barrés.

Educar, é, portanto, incutir bons hábitos.

Somos a sequência de hábitos, que se transformam em costume.

Cria-se o hábito, depois este molda-nos: fisicamente e espiritualmente, esculturando-nos, por dentro, subjugando o pensamento. Ficamos servos do hábito.

Controla-se o hábito no início, mas uma vez, enraizado, libertar-se, é quase humanamente impossível, incrustando-se na personalidade.

Há hábitos bons e hábitos mausões; e os que nem são, uma coisa nem outra.

Aparecem subtilmente, por: imitação de familiares, amigos, e com o convívio na coletividade.

Cortar radicalmente o hábito, requer força titânica. Adiá-lo: é chegar à ideia fixa.

Para se avaliar a força do hábito, vou contar fabula, atribuída a Esopo:

Uma gatinha, por sortilégio, foi transformada em formosa menina.

Estando à mesa – presumivelmente em casa de aristocrata, – deslumbra um rato.

Por hábito (instinto?) saltou da cadeira, e foi em demanda do ratinho.

É que o carácter, é formado por hábitos (costume) adquiridos ao longo da vida.

A “menina” traiu-se, levada pelo hábito, agindo como gatinha que era.

Frei Tomé de Jesus, ao abordar o mal dos vícios, afirma: que são o mal de todos males: “ Porque chamam uns tantos por outros, e abrem tanto caminho uns aos outros, que cada um deles parece que é a fonte de todo o nosso mal.” –  “Trabalhos de Jesus”.

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 10:54
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EUCLIDES CAVACO - ECOS DA POESIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá amigos:
Partilho convosco o video do programa em directo desta tarde através do BF, com a récita de Euclides Cavaco, e video do amigo Afonso Brandão.

 

 


https://www.facebook.com/euclides.cavaco/videos/10157100562286557/

 

 

 

Desejos dum excelente fim de semana.
 
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes



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