PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sexta-feira, 7 de Agosto de 2020
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - NOVA CONCEPÇÃO DE PATERNIDADE: PERTICIPATIVA, PRESENTE E RESPONSÁVEL.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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            O maior patrimônio real que os pais podem deixar aos filhos é o exemplo de dedicação, retidão e amor. Trata-se, sem dúvida, de uma tarefa muito difícil, principalmente numa época em que os desacertos da sociedade muitas vezes premiam pessoas egoístas, corruptas e inescrupulosas, em detrimento de cidadãos íntegros e trabalhadores.

         Efetivamente, é preciso muita coragem, perseverança e confiança nos valores e princípios que realmente atendam aos interesses coletivos e que transmitam às futuras gerações um legado de honra e paz, capaz de combater comportamentos individualistas e superficiais, que só buscam a satisfação das próprias pretensões, deixando de lado quaisquer atos solidários ou fraternos.

            Para alcançarmos uma nova convivência, embasada no Direito e na regular ordem social, necessitamos de pessoas que cultivem preceitos de ordem moral, com consciência crítica, despojados de apegos exclusivamente unilaterais; que conquistem cada vez mais espaços autênticos na educação de seus rebentos; que tenham fé libertadora dos limites materiais e reveladores dos valores espirituais e que sejam dotados de responsabilidade para formarem social e pessoalmente, crianças e jovens, de tal sorte que estes não se abalem com os complexos dilemas que o consumismo desenfreado cria quando confronta com aspectos de amplo e irrestrito respeito à dignidade do ser humano.

             A paternidade atualmente só tem sentido se for entendida como um projeto diário, interminável e constante. É um estar atento a muitos, pequenos e diferentes detalhes; observar cada filho como ele é; perceber suas tendências e necessidades próprias, em cada momento específico da sua vida, e ao mesmo tempo, ser enérgico e compreensivo, enfim, um ponto de apoio seguro e a alavanca que impulsiona o filho para o mundo.

         Sem dúvida alguma, a maioria das pessoas concorda que uma das tarefas mais bonitas  e mais difíceis na vida do é a criação dos descendentes diretos. Há que se ter uma grande dose de fé, amor e esperança, acrescida de muita sabedoria, maturidade e despojamento no desempenho de tal missão. Dar à sociedade um cidadão equilibrado é a maior incumbência de um casal, já que na hipótese contrária, ocorrerão sérios problemas comportamentais nos descendentes, com graves consequências.    

         Homenageamos hoje os pais efetivamente comprometidos com tais posicionamentos, cientes da grandeza e das obrigações lhes são atinentes.  

                                  

 

 

 

                        PERSEVERANÇA EM NOSSOS PROPÓSITOS

 

 

 

Precisamos permanentemente buscar o que desejamos, ainda que passemos por cima da inveja, da ignorância, da arrogância e da torcida contrária de algumas pessoas. O ideal é sempre sublime e as metas que almejamos, são superiores a quaisquer deslizes. Não podemos desistir, pois só os fracos sucumbem. Devemos acreditar em nós mesmos e lutarmos para alcançar nossos objetivos. Não nos esqueçamos que há flores que nascem nos desertos. Os vencedores são sempre obstinados, superam os que pretendem prejudicá-los, com fé em Deus e muita dedicação aos seus propósitos de vida.

 

 

 

                        A GRANDEZA DA ORAÇÃO

 

 


                Já se disse que a oração é a comunicação e o fruto consciente do relacionamento com Deus durante a qual alguém louva, agradece, intercede pela vida de outro, pede bênçãos a ele ou a terceiros. Através dela desfruta-se da presença do Criador, a quem é dirigida, podendo se efetivar de vários modos, em voz alta, falada, em canção ou em silêncio. Por isso que se afirma que orar é um ato ou um gesto de fé, passado de geração a geração.George S. Patton, afirmou: “Aqueles que rezam fazem mais pelo mundo que aqueles que lutam; e se o mundo vai de mal a pior, é porque existem mais batalhas do que orações”. O autor de “O Pequeno Princípe”, Antonie de Saint-Exupéry disse com brilhantismo: “A grandeza da oração reside principalmente no fato de não ter respostas, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio”

 

 

MOMENTO DE POESIA

 

 

         “São três letras apenas desse nome bendito. Também o céu tem três letras e nelas cabe o infinito. Para louvar o nosso pai, todo bem que se disser, nunca há de ser tão grande, como o bem que ele nos quer” (Mário Quintana).

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)

 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - COMO SE FORMARAM OS MODERNOS ESTADOS EUROPEUS - O CASO DE PORTUGAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A fase final da Idade Média e o alvorecer da modernidade foram marcados pela formação e consolidação dos estados nacionais, entendidos no sentido atual, tal como o concebemos hoje.

Esse é um tema que, para ser bem entendido, deve ser estudado numa perspectiva de longo prazo e, ao mesmo tempo, com uma abrangência geográfica bem ampla. Isso exige uma exposição com conteúdo um tanto genérico que ultrapasse, na linha do tempo, os limites do Medievo e chegue até à Revolução Francesa, quando, juntamente com o Ancien Régime, foram sepultados os últimos traços do antigo feudalismo europeu.

À medida que as instituições feudais iam perdendo sua força, em parte superadas pelo processo de deslocamento das comunidades rurais para as vilas e cidades, em parte absorvidas pelo poder real que foi chamando a si uma soberania antes compartilhada por grande número de autoridades menores de diversos níveis, foram sendo criadas condições que tornaram possível, e quase indispensável, o surgimento dos estados nacionais de tipo moderno.

Esse processo não foi uniforme em toda a Europa. O processo de centralização do poder nas mãos do rei foi muito diferente na Península Ibérica em relação ao Norte europeu, ao Império, à França ou à Inglaterra. Mesmo a Península Ibérica, é preciso não considerá-la em bloco, mas respeitar suas especificidades. Vê-la univocamente seria simplificar demasiado a questão. Na realidade, a formação da monarquia lusa, e consequentemente do Estado português, foi muito diferente das monarquias espanholas. A evolução dos dois povos, muitos autores anglo-saxônicos de tradição ou de influência marxista são levados a julgar como sendo uma coisa só, mas as diferenças são numerosas e de grande importância. Ingleses de outra orientação ideológica, como Charles Ralph Boxer, Edgar Prestage e Elaine Sanceau, tiveram, sem dúvida, compreensão bem mais matizada e profunda da realidade ibérica.

Mesmo entre os reinos que constituíram a atual Espanha a evolução foi muito diferenciada. A de Aragão, por exemplo, e de certa forma a do condado de Barcelona, foram muito mais próximas do modelo português do que do modelo castelhano.
O que há de comum entre Portugal e Espanha é que ambos se afirmaram na oposição constante de um inimigo comum, os invasores mouros. Mas a própria forma de combatê-los foi bem diferente. Portugal e Aragão concluíram sua reconquista muito antes de Castela, e deram início à expansão ultramarina (Aragão, com Jaime o Conquistador, no século XIII, e Portugal com D. João I, em princípios do século XV). Portugal e Aragão efetivamente expulsaram os mouros dos seus territórios. Portugal o fez em 1249, com a conquista de Silves; nessa ocasião, os agarenos foram expulsos de Portugal, levando cada qual somente a roupa do corpo vestida "por razão de decência", mas devendo cada um sair com a roupa mais velha e pobre que tivesse, e nenhum outro bem podendo levar consigo.

Castela, contrariamente ao que erradamente dizem muitos manuais escolares, não "expulsou definitivamente os mouros em 1492". Em 1492 caiu o reino mouro de Granada e foi expulso o rei Boabdil-el-Chico, com sua família e com certo número de pessoas da elite moura. Mas os Reis Católicos, Isabel de Castela e Fernando de Aragão, não tiveram força suficiente para expulsar a população moura que continuou viver em territórios da Andaluzia, com liberdade religiosa e tendo seus costumes respeitados. Cerca de 90 anos depois, reinando Felipe II, os mouros remanescentes ainda foram suficientemente fortes para se revoltarem, proclamarem um novo rei e iniciarem uma guerra que custou alguns anos de esforço para ser vencida por D. João d'Áustria, meio-irmão de Felipe II.

A constituição do Estado português unificado, centrado na pessoa do rei, deveu-se, fundamentalmente, ao modo de se constituir o reino, na primeira metade do século XII. Em torno de D. Afonso Henriques, havia cinco grandes potentados que eram os "ricos-homens" leoneses que seguiram o pendão do novo rei: os Castros, os Viegas, os Maias, os Souzões e os Braganções. Todos eles eram poderosos e de família muito mais antigas, na região, que a do jovem D. Afonso Henriques. Mas este, além de neto do Rei de Leão, era filho de um príncipe borguinhão aparentado com São Bernardo de Claraval e com o influentíssimo Santo Hugo, Abade de Cluny, portando consigo todo o prestígio que lhe dava essa origem. Orientado por São Bernardo, com quem se correspondia, D. Afonso Henriques conseguiu colocar o seu reino sob a vassalagem direta da Santa Sé - o que lhe garantiu imunidades e privilégios especialíssimos, de modo que o protegia especialmente contra os perigosos vizinhos leoneses e conferia, à nova dinastia, um prestígio extraordinário. Era esse prestígio que lhe assegurava o reconhecimento da autoridade pelos cinco "senhores feudais" (ponha-se entre aspas a expressão porque, obviamente, não deve ser considerada em sentido estrito). Daí decorreu um país unificado e muito centrado na pessoa do rei. Nunca, em toda a história lusa, houve conflitos entre províncias, nunca houve entrechoques culturais ou linguísticos como os ocorridos ainda hoje com a vizinha Espanha.

 

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 

 



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CINTHYA NUNES - O QUE É UM PAI ?

 

 

 

 

 

 

 

 

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            Não é incomum que um anúncio comercial, uma propaganda, dê causa a polêmicas discussões públicas. Acredito, em verdade, que esse seja, em último caso, um dos objetivos de determinadas campanhas publicitárias, eis que acabam gerando o que se conhece como publicidade espontânea e gratuita, se não me engano quanto ao termo.

            Recentemente a empresa Natura se envolveu em celeuma semelhante ao escolher como símbolo do dia dos pais um homem transexual. Não escrevo para entrar no cerne da questão quanto à pessoa escolhida. Nem sabia que tinha filhos, diga-se de passagem, bem como ignoro o papel que desempenha na criação do filho ou filha.

            Assumo que algumas conformações familiares ainda me são estranhas, mas busco ser uma pessoa sensível à existência daquilo que considero o grande aglutinador, o ingrediente que diferencia família de um simples grupo de pessoas. Assim, ao que me parece e me orienta, onde há amor existe família.

            Desse modo, quem sou eu para julgar se alguém se qualifica como pai ou mãe? Absolutamente ninguém na fila do pão. Em geral, a propósito, as pessoas têm um olhar infinitamente mais crítico para família alheia do que para a própria. Costumo dizer que é muito fácil resolver os problemas dos outros. Difícil é lidar com as próprias falhas e quase impossível mesmo é reconhecê-las.

            Vivemos tempos complexos. Tudo, absolutamente tudo o que se fala ou se escreve é passível de ser interpretado das formas mais radicais e desvairadas. É um paradoxo sem precedentes. Nunca se falou tanto em liberdade, mas, ao mesmo tempo, não me recordo de ser preciso escolher cada vírgula, sob pena de linchamento social.

            O fato é que, aqui com meus botões, fico pensando sobre o que é ser um pai e quais os atributos para que alguém possa estrelar uma campanha publicitária do Dia dos Pais. Inicialmente, como já escrevi outras tantas vezes, essas datas são de fato comerciais e quase tudo que se faz em torno delas tem finalidades bem menores do que exultar, por exemplo, a figura paterna.

            Além do mais, o que define um pai? Além do aspecto puramente biológico, de forma genérica todos nós sabemos que o conceito de bom pai envolve aquele que dá amor e sustento financeiro, mas creio que no meio de tudo isso haja uma série de variantes capazes de permitir tantas combinações de qualidades que se torna praticamente impossível estabelecer uma regra única.

            Tudo o que sei sobre pais, de fato, é que tenho a alegria de ter um. Aprendi com ele, nessas mais de quatro décadas, que ninguém acerta o tempo todo, mesmo quando quer. Ele me ensinou e continua me ensinando que fé é para as horas difíceis e que família é o alicerce profundo que nos mantém em pé em meio às tempestades. Com meu pai aprendi que dizer “Eu te amo” é atitude que não se economiza.

            Acredito, realmente, que cada filho afortunado tenha no seu, o melhor pai do mundo. Do meu mundo, sem dúvida, o meu pai é o cara! Não vou discorrer aqui sobre todos os predicados dele, mas afianço que não poderia ter sonhado um pai melhor. Então, se cada qual tem o pai que a vida destina, quem é que pode desqualificar o pai de outra pessoa?

            Assim como as mães, os pais nascem para os filhos de diferentes formas e a cada dia as relações humanas se alteram. Propagandas e polêmicas à parte, só me cabe desejar que, seja seu pai quem for, que a presença ou a lembrança dele possa ser fortaleza, repositório de paz e de esperança para dias melhores, menos intolerantes.

 

 

 

 

CINTHYA NUNES é jornalista, advogada e quer aproveitar para dizer ao pai dela, o Luizinho, que o ama demais – cinthyanvs@gmail.com

 

 



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - APOIO EM TEMPO DE FRAGILIDADE

 

 

 

 

 

 

 

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Conheci-o assim que cheguei ao Jardim Novo Horizonte. Ao se mudar para as proximidades, às vezes parava no portão da Casa da Fonte. para me contar sobre os móveis e utensílios domésticos que adquirira. Faz-me bem essa alegria dos simples.
Nas manhãs frias de junho, ao observá-lo sentado ao sol na calçada próxima a um serviço, creio que de marmitex, da companheira, considerava, em tempos de pandemia, imprudência a falta de máscara e a exposição na rua para seus quase 80 anos.
Foi numa sexta-feira que uma das pessoas, que estava em sua casa, veio pedir socorro na Casa da Fonte. Contou-nos que ele não passava bem há alguns dias – suspeita da Covid-19 -, e que a falta de ar se agravara. Como não possuíam telefone, a Siomara Pezzato– secretária do projeto -, de pronto ligou ao SAMU. Não havia viatura disponível no momento. A Siomara sugeriu que o melhor seria uma condução por aplicativo. A Jéssica Carolina de Oliveira – professora de dança - na hora foi para a casa dele. O primeiro veículo, ao pedir que aguardasse em frente à viela, para vir o doente, saiu cantando o pneu. Sugeriu, a Jéssica, que ele caminhasse devagarinho para sair da viela e alcançar o banco do ponto de ônibus. Por certo não perderiam a segunda chance de veículo.  Foi de minha mesa que o observei sem cor, caminhando com dificuldade, amparado nos braços da Jéssica. A companheira e a outra senhora iam junto. Não deixou de colocar o chapéu e o paletó de terno. Respeito por si próprio e pela sociedade que reverencia tão pouco os que habitam as distâncias. Não chegaria ao médico de qualquer jeito. A respiração reduzia. Ao observá-lo e por saber de alguns limites físicos dele, imaginei que seria difícil reagir. A pandemia o levou menos de uma semana depois. Entristeci-me com a partida dolorosa dele. Emocionei-me com a imagem da Jéssica, jovem ainda, sustentando o desconhecido para ela, que necessitava de ar e poderia lhe passar o vírus.
O Papa Francisco, em seu “Devocional”, para três de agosto, ensina a estarmos próximos de quem necessita e a não termos medo de apertar a mão de quem está para deixar o mundo, fazendo-nos sentir que Deus é maior do que a morte e que a última separação é apenas um adeus.
Nem tudo é desalento. Ele, sem dúvida, ao chegar ao Céu, tirou o chapéu e disse de sua maneira respeitosa: “Voltei, Senhor!”

 

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil



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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES -AS DOZE VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI -1ª. Série -8. A IGUALDADE (B)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Na maior parte dos casos. Lealdade e fidelidade são vistos como sinónimos. No entanto, alguns autores afirmam que a lealdade e  fidelidade são conceitos distintos, indicando que a fidelidade faz parte da lealdade. Assim como afirmam, também, que é possível ser fiel e não leal.

 

Várias pessoas acreditam que a lealdade corresponde  à maturidade emocional, enquanto a fidelidade é fruto de uma vontade de cumprir tradições e normas estipuladas. A lealdade é uma  questão de moral, e é uma das bases para um relacionamento saudável entre duas ou mais pessoas.

 

Há momentos na vida social em que  diversas pessoas  assumem as suas responsabilidades usando a palavra “lealdade”. Por exemplo, todo o cidadão ao incorporar-se nas fileiras das Forças Armadas, em cerimónia solene perante a bandeira nacional, jura lealdade à pátria, de viva voz, em alto e bom som, prometem defendê-la com o sacrifício da  própria vida.

 

Importância da lealdade. Todos  nós já sentimos como é importante ter pessoas leais ao nosso lado: dentro de casa, entre amigos, no trabalho, na Igreja, na vida militar e no Governo. Certamente cada um já passou por situações em foi decepcionado, pois confiou em alguém e foi traído..

Deus é leal e busca os fieis da Terra  para que estejam com Ele. A lealdade é um princípio essencial para a família e para a Igreja. O nosso amor não pode ser fingido. Ser leal é permanecer juntos mesmo que as circunstâncias sejam difíceis.

 

Passagens da Bíblia que falam da lealdade:

 

-“Mas Pedro declarou: Mesmo que seja preciso que eu morra contigo nunca te negarei. E todos os outros discípulos disseram o mesmo”.  Mat. 26,35.

 

- “Rute, porém, respondeu: Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores eu  irei, onde ficares eu  ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o rigor se outra coisa que não a morte  me separar de ti”.

 Rute 1,16-18.

 

-“Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes. Façam tudo com amor.”   1 Coríntios  16, 13-14,

 

 “Na ordenação dos sacerdotes, dos Bispos e do Papa  é  pedida a lealdade. Quando o Madeirense  Padre José Tolentino Mendonça   se ordenou  há pouco tempo como Arcebispo em  28 de Julho de 2018, disse estas palavras: “Podem esperar trabalho, lealdade para com a Igreja e a maior dedicação de que eu for capaz, dentro dos meus limites”.   Procuremos praticar a lealdade para  contribuirmos por um mundo melhor.

 

(continua no próximo número)        

 

      

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt

 



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JOSÉ RENATO NALINI - AMNÉSIA HISTÓRICA

 

 

 

 

 

 

 

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Jundiaí é um dos municípios mais antigos do Brasil. Já existia no século XVII. Guardei a data de 1615 como referência, embora não desconheça a polêmica travada entre historiadores que conheci bem: Alceu de Toledo Pontes, Inocêncio e Mário Mazzuia, Padre Antonio Maria Stafuzza e, mais recentemente, o nosso saudoso Tomanik.

Hoje parece não existir um interesse especial pela História local, nada obstante a riqueza que ela oculta. Não se celebram os próceres que nestes seis últimos séculos – do XVII ao XXI – contribuíram para que Jundiaí fosse o que é hoje. Cidade pujante, com excelente qualidade de vida, privilegiada com esse tesouro que deveria ser intangível: a Serra do Japi.

Na prospecção arqueológica é que às vezes encontramos jundiaienses ilustres. Como José Maximiano Pereira Bueno, filho de Francisco de Paula Pereira Bueno e D. Ana Joaquina Gonçalves Pereira Bueno, pais de uma prole de oito. Mudaram-se para Campinas em 1880 e José logo se empregou como telegrafista na Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Indignou-se com a venda de escravos que se fazia abertamente em Campinas e se aproximou de um grupo que os libertava. Logo se tornou amigo de Campos Sales, Glicério de Freitas e seu irmão Jorge Miranda, dos Quirinos, José Paulino, Rangel Pestana e Bernardino de Campos.

Quando Campinas enfrentou uma grave epidemia em 1889, ele ficou à frente da administração local, enquanto José Paulino caía enfermo. Escreveu a Francisco Glicério para comunicar que havia mais de 400 doentes, para uma população que não chegava a 3 mil almas.

Tornou-se empresário bem sucedido e quando Campos Salles, seu amigo, se tornou Ministro da Justiça do governo provisório da 1ª República, sugerindo importantes providências para a organização municipal.

Campos Salles não só respondeu, mas prestou contas do que faria para dar vez e voz às cidades. Pelágio Lobo, de quem extraio estas recordações, afirma que esse valoroso jundiaiense, “embora procurando a penumbra das segundas linhas, foi acatado em Campinas e fora dali como modelo de varão de uma probidade pessoal sem decaídas nem colapsos, e de uma bravura cívica que muitas vezes chegava ao destempero de violentas explosões”. Pena que não tenhamos um Panteão dos Jundiaienses Ilustres, para preservar sua memória e mantê-la viva para as futuras gerações.

 

 

 

 

JOSÉ RENATO NALINI  é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.

 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 11:08
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JORGE VICENTE - BONDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A imagem pode conter: texto que diz "Bondade Teus lábios vermelho rubro, a convidar um beija-flor... Com meus beijos eu os cubro, pra sugar seiva do amor! Tod'as mulheres são belas, Todas elas são amorosas. Vamos partilhar com elas, Conviver com estas rosas! Li nos teus olhos, carinho, o que sinto, distribuimos. Você me guiou no caminho E desde então conseguimos! Tantas provas de bondade, Eu de tanto não mereço. Dá-me mais felicidade, Que tua bondade não esqueço! Jorge Vicente"

 

 

 

 

 

 

JORGE VICENTE    -   Fribourgo, Suiça



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FELIPE AQUINO - POR QUE NÃO DISCERNIMOS AS COISAS ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O método para conhecer as coisas como são

A razão pela qual não discernimos as coisas de forma clara é que nos detemos nas aparências exteriores, às quais logo associamos sentimentos de amor ou de ódio que bloqueiam nosso entendimento, impedindo-nos de vê-las como realmente são.

Para não caíres nesse engano, conserva sempre a vontade purificada e livre de qualquer afeto desordenado. Considera com discernimento e maturidade qualquer coisa que se apresente à rejeição (se for algo contrário às inclinações naturais), ou que o amor produza apego indevidos (caso se trata de algo agradável).

 

Leia também: A Voz da Consciência

Os enganos que o demônio usa para que deixemos o caminho da virtude

Como pode uma pessoa distinguir se a sua ação é boa ou má?

Oração para pedir a Deus a luz do entendimento

O que é o livre arbítrio?

 

 

 

 

 

Assim, livre das paixões, o intelecto pode conhecer com clareza a verdade, perceber o mal oculto sob uma falsa aparência de prazer e o bem encoberto por uma aparência de mal.

 

Mas, se a vontade se inclina primeiro a amar ou a odiar as coisas, o intelecto não pode conhecê-las bem, porque as paixões se interpõem e o ofuscam, fazendo-o estimá-las de forma errada, e representá-las dessa forma à vontade, que então se move ainda mais ardentemente a amar ou a odiar as coisas, sem qualquer consideração das leis da razão e da ordem.

 

Assista também: Como saber se nossas ações são boas ou más?

 

 

 

 

Por causa das paixões o intelecto fica cada vez mais obscurecido, e essa obscuridade alimenta o engano da vontade em seus amores e ódios, de tal forma que, se não for observada a regra que vou te dar, essas duas faculdades humanas tão nobres, a inteligência e a vontade, irão tropeçar e cair miseravelmente em trevas cada vez mais profundas e em erros cada vez maiores.

 

Portanto, minha filha, guarda-te cuidadosamente de todo afeto exagerado por qualquer coisa que não tenha sido primeiro examinada e reconhecida pelo que realmente é, à luz da Graça, pela oração, e conforme o parecer do diretor espiritual.

 

Isso dever ser observado de forma especial na prática de algumas obras exteriores, que são boas e santas, mas que, por isso mesmo, acarretam para nós um risco maior de engano ou de indiscrição. Pois pode acontecer que, por alguma circunstância de tempo, de lugar ou de medida, a prática dessas obras santas e louváveis resulte em grande dano, como se sabe de muitos casos.

 

 

Retirado do livro: “O Combate Espiritual”. Lorenzo Scupoli. Ed. Cléofas e Cultor de Livros.

 

 

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:39
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PÉRICLES CAPANEMA - FASCINAÇÃO RECÍPROCA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A França tem nova embaixadora no Brasil, Brigitte Collet; assume o posto em momento de dificuldades nas relações entre os dois países. Passo ao lado dos assuntos espinhosos, não têm relação próxima com o tema de que vou me ocupar. Objeto também espinhoso. As matérias rugosas precisam ser ventiladas.

 

A nova representante gaulesa fez saudação de praxe aos franceses residentes no Brasil. Está na rede (“Premier message à la communauté française de l’ambassadrice, Mme Brigitte Collet”). Nela, a diplomata mencionou realidade cada vez menos lembrada, a “fascinação cultural recíproca” existente entre o Brasil e a França. Vem de longe, está inscrita na história dos dois países. Só vou analisar, na fala da embaixadora, a expressão acima referida, o resto fica para outra hora, se ensejo houver.

 

Nada mais verdadeiro, nada mais justificável que recordar a “fascinação cultural recíproca”, campo com enorme poder evocativo. Contudo, verdade triste, não apenas é expressão cada vez menos lembrada; pior, está se apagando por causas várias o fascínio recíproco, tanto na França, como no Brasil. É tragédia sem nome, estávamos em uma aurora, ainda imersa na neblina, que, afastados os efeitos das tempestades, poderia ter dado origem a progressos autênticos.

 

Espiadela sobre razões do apagamento.  O deslumbramento a que alude a sra. Collet não é (ou era) apenas cultural. Ou era cultural em acepção ampla; como André Malraux via a cultura, “herança da nobreza do mundo”; de outro modo, junção harmoniosa de altas perfeições vicejando nos vários âmbitos da vida humana. O fascínio mútuo, encarando mais fundo era a percepção de traços de personalidade, de valor extraordinário que, pelo enlevo assimilativo, completariam os “role models” predominantes nas duas culturas.

 

De nossa parte, olhos daqui para lá, lembrando a distinção filosófica entre ato e potência, fascinava-nos sobretudo atos, realidades já construídas; uma ou outra vez energias latentes se transformando em atos. Examinando de lá para cá, minha opinião, os franceses eram sobretudo fascinados por potencialidades que avistavam no Brasil (em especial nas pessoas com as quais entravam em contato, para ser mais preciso). Tais pessoas, em geral, ou eram de condição social privilegiada, ou eram de inteligência e cultura privilegiadas. Ou ambas. Constituíam escol, representativo do que de melhor o Brasil, país ainda muito pobre, poderia na época oferecer ao mundo. Por indução, com base em tais amostras, era possível conceber noção real, traços gerais, esboço um tanto brumoso, do que o Brasil um dia poderia chegar a ser, se, entre outros esforços, continuasse aperfeiçoando e tornasse patrimônio comum do povo os valores psicológicos e morais percebidos naqueles encontros, expressos no comportamento.

 

Tal realidade incipiente de enorme riqueza potencial foi destroçada quase por inteiro. Não foi só desleixo. Houve ação contra, por vezes encarniçada. Se, em vez de lançar pedras, impulsionadas por preconceitos obscurantistas, tais grupos sociais ▬ pessoas, também ▬ fossem, com senso das proporções, prestigiados na vida da nação, ao longo das décadas teríamos tido das mais benéficas e produtivas iniciativas de inclusão social. Uma política autenticamente popular, e sem gastar um tostão do erário nisso. Por contato e admiração, círculos cada vez mais amplos, de forma gradual, partilhariam, ainda que de maneira diferenciada, tais maneiras de ver a vida, de grande potencial de ascensão (fonte de fascínio de estrangeiros que viviam no Brasil, em particular de franceses) florescentes então em particular em ambientes pequenos.

 

Nada ou quase nada disso aconteceu. Tais grupos informais ▬ moldados por valores, percepções delicadas, modos de viver próprios ▬, repito, foram sufocados pela desatenção geral, quando não objeto de mofa e desprestígio. Surgiram outros “role models”, ocuparam a cena, relegando os anteriores, como velheiras inúteis, aos desvãos não frequentados das casas.

 

E era em tais grupos, ilhas no interior dos mundos cultural e da sociedade educada, que latejava mais forte o fascínio pela França. Em direção contrária, ali em geral estava mais brilhante a origem do fascínio que o Brasil exercia na França. Fascinação recíproca, lembrou a embaixadora. Restam fiapos.

 

Em vez da subida em número e qualidade de setores autenticamente representativos e da ascensão popular generalizada, disse atrás, novos “role models” dominaram, postiços e caricatos, e com eles se impuseram socialmente em grande número de casos desigualdades desagregadoras e igualitarismos atrofiantes. Primarismos, boçalidades, má educação, incompreensão da vida, quando não a imoralidade solta, em boa parte são marcas distintivas dos primeiros lugares nas cenas pública e social do Brasil de hoje. Basta observar o que vemos e comparar com o que tivemos como figuras de expressão. São marcas da opção preferencial pelo atraso.

 

“Até o século XIX o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar uma cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida.[...] Descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. [...] Houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas. ...] Os idiotas vão tomar conta do mundo [...] O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota” (Nelson Rodrigues). Aconteceu no Brasil, restam fiapos dos ambientes de inundados de simplicidade, finura de percepção e cultivo da educação, onde desabrochavam pessoas com possibilidades de orientar a sociedade e encantar quem nos visitava. Contrastam com tantos homens de relevo do Brasil contemporâneo, figuras grotescas, toscas, contrafações popularescas ou arrogantes do que outrora hove, ainda que em ambientes limitados. Quase diria, uma bênção que evolou deixou no lugar maldição cuja fedentina se entranha em tudo.

 

Vou dar um exemplo notável de traços do Brasil de outrora (já tenho aludido a ele) que hoje impulsionariam avanços civilizatórios, escolhido entre vários, mas já enterrado na história. Postas as condições atuais, não mais acontecerão, desapareceram os ambientes em que nasciam e se firmavam. Vem de Fernand Braudel (1902-1985), muitas vezes considerado o maior historiador francês do século passado. Morou no Brasil entre 1935 e 1937 (ainda em1947), lecionando na então recém-fundada USP. Conheceu e privou com muitos brasileiros, parte deles intelectuais de expressão, estudou autores nacionais, imergiu na vida intelectual do país. Não só isso. Frequentou casas de família, ouviu observações de pessoas de todas as condições; de outro modo, escutou as palavras e delas percebeu o tom e os entretons. Viajou. Sentiu o calor, o perfume e a cor da sociedade brasileira; sua realidade e seu passado profundos. Ao lado da instrução, veio o embebimento, a educação por osmose.

 

Em simpósio sobre sua obra, realizado em Châteauvallon, 1985, ano do falecimento, explicou Fernand Braudel: “Eu me tornei inteligente indo ao Brasil. O espetáculo que tive diante dos olhos era um tal espetáculo de história, um tal espetáculo de gentileza social que eu compreendi a vida de outra maneira. Os mais belos anos de minha vida eu passei no Brasil”. Em outra ocasião, meses antes, na Academia Francesa, afirmou: “O Brasil foi o grande período de nossas vidas”. Ainda, “eu me tornei menos banal [no Brasil]”. Constatou agradecido, “foi no Brasil que me tornei o que sou hoje”. Sua grande obra foi “La Méditerranée et le monde méditerranéen à l’époque de Philippe II”. Dela disse: “Não creia que eu teria escrito sobre o Mediterrâneo um livro diferente dos outros, se eu não tivesse estado antes no Brasil”. Perguntado sobre o significado de se ter tornado inteligente no Brasil, respondeu sorrindo: “Talvez tenha sido porque lá eu aprendi a ser feliz”. Claro, em boa medida, é força de expressão dizer que se tornou inteligente no Brasil, utilizada para ressaltar com mais força a gratidão sentida pelo fato de a frequentação de ambientes nacionais lhe ter aberto horizontes mentais decisivos para sua vida intelectual.

 

Tendo como fundo as palavras de Fernand Braudel, é melancólico constatar, fechou-se um horizonte para nós, perdeu-se inconsideradamente ativo importante. Não haverá um Braudel 2. Por razão simples: mudaram os ambientes de formação, o principal dos quais era o interior das famílias, e com isso o Brasil perdeu uma de suas mais importantes características, digamos assim, nas pegadas do historiador francês, a de fazer os outros mais inteligentes, motor de progresso real. Seria possível recobrá-la? Sem dúvida. Duas palavras a respeito. A primeira coisa, lamentar a perda. Suporia reatar com aspectos do passado, um meia volta volver; quase uma ressureição. Para tal, pedir a Deus, claro. E ainda conhecer direito o que terá encantado tanta gente, pôr de lado contrafações. Daí, ambientes domésticos, comportamentos e “role models” renovados. Outro título para o artigo: brado de afeto e angústia.

 

 

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:35
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PAULO R. LABEGALINI - ATITUDES POSITIVAS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Um executivo contratou um jardineiro de 16 anos para trabalhar em sua casa e, certo dia, o rapaz pediu permissão para utilizar o telefone. O patrão prontamente o atendeu e não pôde deixar de escutar a conversa em viva voz:

- A senhora está precisando de um jardineiro?

- Não, eu já tenho um.

- Mas, além de cortar, eu também retiro o lixo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.

- Isso o meu jardineiro também faz.

- Eu programo o atendimento o mais rápido possível.

- O meu jardineiro também me atende imediatamente.

- Senhora, o meu preço é um dos melhores!

- Não, muito obrigada. O preço do meu jardineiro também é muito bom. Passe bem.

Quando o garoto desligou o telefone, o executivo lhe perguntou:

- Você deixou de conquistar mais uma cliente?

- Não, eu sou o jardineiro dela. Apenas verifiquei o quanto estava satisfeita com o meu atendimento.

Interessante a maneira como o rapaz soube da qualidade do seu serviço, não? E você, como está tratando os seus clientes? Alguma vez já mediu a satisfação dos consumidores dos serviços que presta? Bem, quem faz ‘negócios’, certamente sabe como agir ou está preocupado demais com a concorrência, mas, em primeiro lugar, todos nós temos outros ‘clientes’ muito mais importantes a servir: Jesus Cristo e os pobres.

Com tantas mensagens cristãs e orações na pandemia, acho que crescemos verdadeiramente na fé; portanto, já é mais fácil concluir que Jesus Cristo veio ao mundo para nos trazer vida nova... que os pobres são o nosso caminho mais curto de salvação... que a Mãe de Deus nunca nos deixa órfãos nas aflições... e que a Páscoa celebramos todo dia!

Com fé viva no coração, somos capazes de trabalhar pelo Reino de Deus com a mesma criatividade e atitude positiva que o jovem jardineiro da história. E servir a Cristo e aos pobres significa sempre considerá-los nossos principais clientes na vida; assim, como os clientes geralmente têm razão, precisamos saber se estão satisfeitos com o nosso serviço.

Bem, as expectativas de Jesus para conosco se encontram nos Evangelhos e, as necessidades dos nossos irmãos necessitados, todos nós já sabemos; portanto, só não os serve e os agrada quem não quer. Faça agora uma avaliação da qualidade do serviço que presta a esses clientes especiais e, se estiver pecando por omissão, mude o rumo de sua vida!

Agora, preste atenção nesta nova história e, quem sabe, melhorando suas atitudes, mais bênçãos serão derramadas em você também.

Um jovem empresário dirigia apressado em seu novo Audi quando, de repente, um tijolo espatifou-se na porta lateral do carro. Freou bruscamente, saltou, pegou uma criança pelo braço e gritou:

            - Que besteira pensa que fez? Este é um carro caro e aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro, sabia?

            - Por favor, senhor, me desculpe. Fiquei desesperado porque ninguém estava disposto a parar neste local. Meu irmão desceu sem freio, caiu no barranco com sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo. O senhor poderia me ajudar a colocá-lo de volta na cadeira?

Movido por uma grande compaixão, o motorista dirigiu-se rapidamente ao jovenzinho paralítico. Pegou o lenço, limpou os arranhões e, verificando que tudo estava bem, olhou para o céu e disse:

- Obrigado, meu Deus. Abençoe estes jovens muito mais que a mim.

Em seguida, o empresário trafegou lentamente de Audi para casa, refletindo na vida consumista que levava. Ele nunca consertou a porta amassada, porque queria lembrar-se de não ir tão rápido pela vida e, assim, nenhum outro ‘cliente’ teria que atirar tijolos para obter a sua atenção.

Espero que você também saiba que Deus sempre fala em nossos corações. Algumas vezes, quando não temos tempo para ouvi-lo, Ele tem que jogar tijolos em nós. Faça a sua escolha: escutar o chamado e tomar atitudes positivas em favor dos pobres... ou esperar pelo tijolo.

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:32
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - OS TRÊS "FS" DE D. PEDRO E DE SALAZAR

 

 

 

 

 

 

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Dizem que D. Pedro do Brasil, quando invadiu Portugal, desembarcou em Mindelo, e sentiu fome. Distanciou-se um pouco dos militares e chegou a pequena povoação, onde havia boteco

Entrou, e perguntou ao taberneiro o que havia de comer:

- Fanecas, fritas e frescas! …

Pedro abancou-se e comeu as fanecas com boa broa, regadas com bom vinho verde.

Na hora de pagar, verificou que não trazia dinheiro.

Não se atrapalhou. Dirigiu-se ao tasqueiro, e disse-lhe:

- “Agora as fanecas têm mais um “ F”: fanecas, fritas, frescas e fiadas…”

Desconheço a reação do homem…Nem se o Imperador chegou a pagar a ligeira refeição….

Quando era moço – e mesmo muito mais velho, – havia o hábito de dizer, que Salazar, era o homem dos três “Fs”.

Os detratores do Presidente do Conselho, afirmavam, que o estadista, alienava o povo, com: Fátima. Fado e Futebol.

Como se sabe, a religião, é muitas vezes paliativo para as dores deste mundo. O Fado, convida à resignação, e o Futebol, é o ópio do povo: a arena dos gladiadores da velha Roma.

E se havia exagero, havia, também, fundo de razão.

Ora o tempo passou. Passaram, igualmente, os detratores do Homem, que governou, com mão de ferro, Portugal. Chegou: a liberdade, a democracia, e o direito à indignação. Não passaram, porém, os Fs…

Se a religião perdeu interesse, para os políticos (pelo menos em Portugal,) já o Fado, transformou-se em festivais, onde a juventude dá larga ao entusiasmo; e de Futebol… nem é bom falar…

Se outrora, Eusébio, brilhava, agora é o Cristiano. Só que Salazar (seria por economia?) não colocava ecrãs de TV, na via pública, nem “adormecia” o povo, como agora se faz, com o desporto, em muitos países.

Quem não tinha aparelho de TV, ia à cafetaria ou ao clube, assistir ao jogo. Que era mestre, em dar aquilo que o povo gosta, para esquecer as angústias da vida, é verdade incontestável.

Mas, agora, (talvez aprendessem com ele) os três “Fs” continuam em voga; e continuam com a  força, que não há memória…

E há-de continuar, porque quem governa, desde tempos ancestrais, precisa sempre de: circo e instrumentos, para apaziguar os ânimos exaltado…

Infelizmente ou felizmente, poucos conseguem ver isso; a maioria não atinge o que se esconde por trás das palavras inflamadas, dos gestos teatrais e dos atos conciliadores…

A bacoquice e a pacovice andam de mãos dadas…

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:26
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EUCLIDES CAVACO - RIMAS DO MEU PAÍS - Tema e récita de Euclides Cavaco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Rimas são as palavras que harmonizam a beleza duma língua e lhe dão o encanto e arte que as transforma em poesia.

Veja e ouça neste video do talentoso amigo Afonso Brandão.
 


https://www.youtube.com/watch?v=BZszPYgEurY&feature=youtu.be
 
 
 
 
Desejos duma magnífica semana.
 
 
 
 

EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

***

 

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

 

 

 

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

https://www.jornalaordem.pt/

***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL

 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confisões.



https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 



publicado por Luso-brasileiro às 10:04
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