
Autor do soneto: PINHO DA SILVA

A verticalidade é a virtude daquilo que é vertical.. Num sentido figurado aplica-se a rectidão, integridade, coerência de valores, justiça.
Horizontalidade e verticalidade da vida.. A horizontalidade e a verticalidade podem ser vistas imaginando-se um triângulo equilátero. A base está reservada para a razão, a ciência a técnica; o vértice para a fé, a intuição e a transcendência Há que se ponderar tanto um quanto o outro para não cairmos nem nos desmandos intelectuais e nem na adoração infrutífera. A horizontalidade e a verticalidade podem ser observadas nos diversos actos do nosso dia a dia. Quando pensamos em termos horizontais, estamos na superfície do problema, da questão, da discussão. Não conseguimos abrir a noz e verificar o que tem lá dentro. Descrevemos o facto, fazemos contas e raciocinamos, mas não temos capacidade para interligar o presente com o passado e o futuro. A ênfase, porém, na verticalidade, permite-nos um maior desdobramento no tempo e no espaço.
A verticalidade é um transcender do Espírito, um desdobrar-se, um conhecer-se a si mesmo em que os valores éticos têm maior importância do que os valores materiais. É uma busca incessante da sabedoria universal, a fim de que a nossa jornada terrena seja repleta de compromissos com a verdade e com os aspectos espirituais da evolução humana. É o rompimento com o homem velho para que o o homem novo se desenvolva com todo o seu fulgor.
A horizontalidade é sempre meio, a verticalidade, sempre fim. Se confundirmos os mios com os fins, longe estaremos de alcançar a nossa verticalidade. Observe a aquisição de um bem material : ele não tem um fim em si mesmo: depende do uso que dele fizermos. Lembremo-nos. Por exemplo, da caneta e do papel. Podemos usá-los para propagar a paz e harmonia universais como para gerar o terror, a violência e o medo na população. Por isso, a ponderação e o equilíbrio geram sempre pensamentos de reconforto para toda a população.
É preciso muita perspicácia para não sermos tragados horizontalmente da vida. Os passeios, as diversões, os apelos da “mídia”, convidam-nos ao devaneio do espírito. Se lhe dermos mais atenção do que aos arroubos da virtude, lo estaremos cansados e desconcentrados para o estudo sério e reflexivo . Perderemos um tempo precioso em coisas supérfluas iremos cada vez mais no distanciando da verdadeira vida. A vida do espírito imortal.
A verticalidade e horizontalidade da oração A oração modelo, ensinada por Jesus no Sermão do Monte em Mateus(6.9-13) faz-nos saber que a oração é um exercício espiritual divino humano. Basicamente, a oração se exprime nestas duas coordenadas, que em hipótese alguma podem ser invertidas. Significa que a oração é um exercício primeiramente divino e, acto contínuo, externando -se nos relacionamentos humanos. Vale dizer que a oração nã0 pode ser tão somente de comunhão com Deus e nem tão somente um exercício de relacionamentos humanitários. Impossível é também imaginar que a oração inicie pelos relacionamentos humanitários e produza como consequência a comunhão com Deus.
Em todos os períodos da história da humanidade, sempre houve ascetas que enfatizaram muito a verticalidade da oração, preocupando-se, até mesmo em demasia, nos exercícios espirituais inclusive a verticalidade da oração, preocupando-se, até mesmo em demasia, nos exercícios espirituais inclusive mortificando seus corpos. ascetismo tem sido desenvolvido por religiosos que têm se enclausurado em conventos. Tês se dedicado sobremaneira a orar nos montes, jejuns e mais jejuns, vigílias e mais vigílias de oração, além de todos os métodos que esses religiosos podem encontrar para reuniões secretas e mortificações físicas, em favor dos exercícios espirituais de oração.
Durante os dois mil anos de história da Igreja de Jesus Cristo, sempre tem havido perseguições aos cristãos, inclusive perseguições bem acentuadas em determinadas épocas e regiões da Terra.
Principalmente nesses períodos de perseguições religiosas, sabemos que muitos cristãos e líderes espirituais se viam obrigados a permanecer no anonimato, a fim de que conseguissem sobreviver e testemunham Jesus, evitando ser mortos prematuramente pelos perseguidores. Nestas circunstâncias, a comunhão entre os cristãos tem sido feita por símbolos e sinais, tem-se multiplicado qas igrejas em cavernas e igrejas subterrâneas. Esses cristãos perseguidos têm se preocupado com a verticalidade vida oração, comportando-se como ascetas, proporcionando até mesmo profundas e reconhecidas experiências que têm sido testemunhadas através dos séculos.
É intrínseca e necessária a verticalidade e horizontalidade da oração. Se alguém, experimenta comunhão com Deus, naturalmente adquire comunhão com o próximo. Por outro lado, impossível é exercitar a comunhão com o próximo sem, primariamente, a comunhão com Deus. Rui Barbosa escreveu num livro “Oração e trabalho” dizendo o seguinte: A verticalidade e a horizontalidade são como dois remos de um barco, sendo que se o remador usar apenas um remo( como a oração ou o trabalho isoladamente) o barco vai desenvolvendo um círculo e jamais avançará adiante; obviamente que o barco só progredirá o seu caninho, se o remador usar dois remos, ao mesmo tempo. Não há oração(comunhão vertical com Deus) sem naturalmente aparecer o trabalho; coo não há trabalho(relação vertical com Deus aparecer trabalho; como também não há trabalho (relação vertical com o homem) sem ter originado da comunhão com Deus pela oração.
A verticalidade e a Bíblia.
“Tende entre os gentios um comportamento exemplar, de modo que, ao acusarem-vos de malfeitores, vendo as vossas boas obras, acabem por dar glória a Deus no dia da sua visita.”. 1 Pedo 2,12.
Vertical é aquele que diz e age com firmeza”. :
“Antes vergar do que torcer”.
A verticalidade também se aplica à pessoa que te carácter, que é recta, tem personalidade, que é uma pessoa de uma só palavra.
ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira. - Email goncalves.simoes@sapo.pt

Quantos enigmas moram
Atrás das palavras?
Ah – que monstros! – nos devoram.
Cá eu lavro... aí, tu lavras,
Mas, eis que elas arvoram
E... em silêncios só afloram.
Cada uma é um lado:
O verso e o reverso
Desta lavoura (este fado)
Que sustenta o universo.
São moedas com que nos assalaria
Esta vida. Ei-las... a porção de cada dia!
Quem dera um de nós decifrá-las,
Para, quem sabe, assim,
Com as sobras... depois de gastá-las,
Tu dares de ti, e eu... o melhor de mim.
In Testamento (2005)
Livro disponível para download – gratuito – em www.valquiriamalagoli.com.br
Valquíria Gesqui Malagoli, escritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br

Este é o segundo artigo da série sobre o papel do conceito de Evolução na Ciência moderna. Como eu disse no primeiro artigo, hoje todas as áreas da Ciência estão permeadas pela ideia de evolução. Por que isso acontece? O que é Evolução? Como ela se relaciona com a Criação? São todas perguntas importantes, cujas respostas não são simples mas que de alguma maneira precisamos abordar e compreender.
Acho natural relacionar os conceitos de Evolução e de Conservação. Talvez não seja muito preciso dentro da História da Ciência, pois o surgimento e desenvolvimento de ambos não foi necessariamente simultâneo. Entretanto, hoje essas ideias já estão bem maduras e parece-me que é legítimo fazer uma análise do desenvolvimento da Ciência baseado no desenvolvimento destas duas ideias. Ao menos será um exercício interessante de História da Ciência.
Para a Física ou a Química é muito importante identificar uma grandeza que se conserva. A matemática alemã, Emmy Noether, provou em 1918 que quando uma grandeza física é conservada num sistema mecânico, existe alguma simetria relacionada da natureza. Os físicos adoram simetrias! Por exemplo, ela mostrou que se a equação que rege um movimento não depende do tempo, a energia é conservada naquela situação. A matemática é um pouco intrincada, não precisamos entrar neste nível de detalhes, mas a ideia é importante: encontrar uma grandeza que se conserva significa entender mais profundamente os mistérios da natureza.
O pai da química moderna, Antoine Lavoisier, católico devoto, ficou famoso também por enunciar o príncípio da conservação: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Impossível ser mais sucinto e tão didático! De fato, se você reparar bem, ele não enunciou somente o princípio da conservação – “nada se cria, nada se perde”, mas o ligou diretamente à ideia de evolução – “tudo se transforma”.
Por isso eu gosto de tratar as duas, conservação e evolução, como uma coisa só. De fato, a lógica é cristalina, se nada é criado ou perdido, coisas novas só podem surgir por transformação. Espero que nesse momento você tenha dado uma parada e se perguntado: e a Criação do universo?
Bem, ela não está excluída, não esqueça da primeira parte do enunciado: “na natureza”. A Criação do universo aconteceu “ex nihilo” – do nada. Não acontece a partir da natureza. Deus fez o mundo a partir do nada. Mas há outro modo de Deus construir o mundo, a partir das coisas já criadas. Ele também convida o homem a participar.
Quero dizer, o homem só pode “criar” quando usa algo que já existe. É o que a Engenharia faz, por exemplo. Deus pode criar de duas maneiras: a partir do nada ou então a partir da própria natureza, com as leis da natureza. Eu penso na Evolução das Espécies, na Evolução do Cosmos e em outras formas de Evolução como maneiras de Deus continuar criando, continuar transformando e dirigindo sua Criação para um fim específico.
Com esta última frase entramos na principal seara do embate entre a Fé e a Evolução: o propósito. Não há problema algum em acreditar na criação do universo por Deus e na evolução das espécies como um outro mecanismo que Deus utiliza para fazer sua criação atingir um fim específico. O maior problema está em assumir que há propósito na natureza.
Para um cristão o conceito de propósito na criação é inevitável, ele é o cerne da descrição da criação do mundo no livro do gênesis: Deus quis criar o mundo. Esse querer não foi aleatório, como um balde de tinta jogado a esmo contra uma tela. Desde toda a eternidade nossa existência foi desejada por Deus.
Entretanto, para a Ciência, o conceito de propósito é um corpo estranho. Não faz parte da metodologia científica identificar propósito, ou finalidade, nos fenômenos naturais. Trabalha-se com causa e efeito, que possui uma chave de análise e interpretação completamente diferente. Isso mostra que a Ciência é limitada no seu campo de investigação mas também garante um poder imenso no método, os frutos todos nós já conhecemos, basta olhar para o mundo tecnológico que nos cerca hoje em dia.
Quero finalizar enfatizando esses dois aspectos da evolução: ela não é criação e também não nega que haja propósito na natureza, pois esse conceito não faz parte do método científico. Portanto, não há contradição alguma entre acreditar que Deus criou – e continua sustentando – o universo e defender a evolução. Para mim, a evolução é a ferramenta que Deus usa para lapidar sua criação.
12/2014
ALEXANDRE ZABOT - Fisico. Doutorado em Astrofisica. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina. www.alexandrezabot.blogspot.com.br
Algumas ações e intenções que devem servir de alerta para você reavaliar suas amizades

“Dize-me com quem andas e te direi quem és” é um velho ditado que ressalta a importância de escolher bem seus amigos e parceiros.
As pessoas estão constantemente indo e vindo, esse fluxo pode parecer lento, mas a vida está sempre tirando e introduzindo novas pessoas na sua vida.
Quem você escolhe manter na sua vida é um reflexo direto de quem você realmente é. Suas interações o ajudam a orientar sua evolução, completar lacunas e revelam o quanto você se respeita.
Há uma troca constante acontecendo em vários níveis. Esteja consciente do que você dá e do que você recebe.
Aqui está uma lista com algumas ações e intenções que devem servir de alerta para você reavaliar suas companhias.
Você já é um ser em constante evolução e crescimento. As pessoas que tentam mudar aqueles que estão à sua volta geralmente não conseguem crescer e tentam diminuir ou restringir o desenvolvimento dos outros.
Não mentir não é difícil. Realmente não é, mas ser 100% verdadeiro pode ser muito difícil. A maneira mais saudável e mais simples de se viver é sendo fiel consigo mesmo e com aqueles ao seu redor. Às vezes é difícil de enfrentar nossos medos ou lidar com emoções difíceis (raiva / depressão / amor). Se alguém estiver mentindo para você, então você precisa respeitar a si mesmo e ponderar mais sobre o que ele diz. Se ele não pode ser sincero com você, ele não pode ser sincero consigo mesmo. Além de uma lição sobre o que não fazer, o que mais você pode aprender com ele?
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15 ensinamentos dos santos sobre a amizade
10 santas amizades que vale a pena imitar
O que é mais importante na amizade?
Amizade Verdadeira

Meus amigos tiveram metas que eu não dei muita importância ou não entendi. Apesar disso eu dei minha opinião e os apoiei como podia. Sabia que estes projetos eram importantes para eles. Podemos ter um grande trabalho explicando nossos sonhos, mas o que eles significam para nós não pode ser entendido por alguém que não se importa.
Sonhos são o que as pessoas são e o que dá a elas o combustível diário para continuar. Nenhum sonho é comparável a outro e todos são igualmente importantes. Na correria do dia a dia é muito fácil perder de vista ou deixar que os outros corrompam seus sonhos. Os seus objetivos de vida definem o que é importante para você, mostra a sua progressão ao longo do tempo, acrescenta um propósito aos eventos diários, e motiva as suas ações. NUNCA permita que ninguém tire isso de você.
Se alguém em sua vida está constantemente batendo cabeça com você, economize sua energia, deixe-os lutar contra si mesmos. O grau em que eles discutem ou conflitam pode variar e não é um valor importante. Por que eles fazem isso é o que você precisa se perguntar.
Esquecimento acontece com todos nós, mas uma linha precisa ser desenhada. Não nos esquecemos do que é importante para nós. Não prestar atenção suficiente para se lembrar do que é importante para você mostra que você é uma prioridade baixa.
Assista também: Conselhos para uma amizade em Deus
Ao ler este texto, você provavelmente lembrou de alguns nomes. Mas não desista deles imediatamente! Um fator comum nessas situações é a incapacidade de ser honesto e se respeitar. Com algumas pessoas, você só precisa mostrar o que estava acontecendo. Mas não tome para si a responsabilidade de salvar ninguém. Mostre a água e deixe eles beberem quando estiverem com sede.
É difícil se afastar de pessoas antes de estarmos prontos, mas nenhuma relação vale o preço do constante abuso silencioso.
Fonte: http://pt.aleteia.org/2015/03/07/7-sinais-de-uma-amizade-perigosa/
FELIPE AQUINO - é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

Um dia, o Pe. Zezinho escreveu assim:
“Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal-amada. Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome. Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal-amadas, nem prostitutas. E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio, jamais.
Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seus fetos, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes, nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos. Se amar fosse tão fácil, nem soldados haveria, pois ninguém agrediria e, no máximo, ajudariam no combate ao cão feroz.
Mas o amor é um sentimento que depende de um ‘eu quero’ seguido de um ‘eu espero’; e a vontade é rebelde; o homem, um egoísta que maximiza seu ‘eu’; por isso, o amor é difícil. Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar. E, quando morreu amando, deu a suprema lição. Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!”
É ou não tudo verdade? Enquanto eu não me envolvi em trabalhos de comunidade e não rezei o suficiente para experimentar o amor de Deus, pensava que sabia amar. Talvez até soubesse, mas a poucas pessoas. Hoje, entendo que o verdadeiro amor não exclui ninguém. Entendo que somente quem ama o próximo pode dizer que ama a Cristo e, mais ainda, experimenta um sentimento insuperável!
E se você tiver que convencer alguém a participar de uma comunidade cristã, diga que as graças estarão lhe esperando e conte esta história:
Um jovem empresário, estressado com o desenvolvimento, entrou em colapso nervoso, foi ao médico e relatou o seu caso. O psiquiatra, logo diagnosticou ansiedade, insegurança e disse ao paciente: ‘O senhor precisa se afastar por duas semanas da sua atividade profissional. O conveniente é que vá para o interior e busque algumas atividades que o relaxem’.
Munido de vários livros, CDs, computador, mas sem o celular, partiu para a fazenda de um amigo. Passados os dois primeiros dias, já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs. Pensou, então, que alguma atividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava, chamou o administrador da fazenda e pediu para ajudá-lo.
O homem do campo viu uma montanha de esterco que havia chegado e disse ao executivo: ‘O senhor pode ir espalhando isso em toda aquela área que será preparada para o cultivo’. Enquanto falava, pensou: ‘Ele gastará uma semana com essa tarefa’. Mas, no dia seguinte, o serviço estava pronto!
O administrador, admirado, lhe passou outra tarefa: ‘Estamos iniciando uma nova colheita. Vá ao laranjal levando estes três cestos para distribuir as laranjas por tamanho: pequenas, médias e grandes’. Mas, no final daquele primeiro dia, o executivo não retornou. Preocupado, o homem da fazenda se dirigiu ao laranjal e viu uma cena inédita: o poliglota da cidade com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, falando consigo mesmo: ‘Esta é grande? Não, é média. Ou será pequena? Acho que é pequena. Não, é grande! Ou será média?’
E você sabe qual é a moral da história? ‘Espalhar porcaria é fácil. O difícil é tomar decisões acertadas!’ Por isso, enquanto muita gente estará fazendo besteiras por aí, podemos nos colocar em oração, pedindo pelo final dessa pandemia, por todos os doentes e cuidadores. E peça a Deus também pelas pessoas falecidas e familiares enlutados. Amém!
PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleof

Era mulher simples e profundamente crente. Casou duas vezes. Os maridos eram primos. O primeiro, austero, proibia-a de ler a Bíblia (Novo Testamento,) porque era, na sua opinião, Livro protestante!
Já idosa ficou entrevada, impedida de participar na missa, devido à enfermidade. Assistia, ao culto, na varanda da sua velha casa, virando-se para a igreja de Santa Marinha, lendo o “Ordinário “
Quando tinha saúde, em épocas em que se receava entrar numa igreja, para não se escutar a chacota dos hereges, não faltava à missinha, enfrentando, com ardor, os vitupérios.
Passou anos – cheia de dores, – numa cadeira de rodas, encafuada em sombrio quarto, a rezar e a cantar loas, aos santos e ao Santíssimo Sacramento.
Um dia, quando ainda andava, foi, com amigas, à igreja de S. Francisco, no Porto. Demoraram-se, em recolhimento, após a missa.
Saiu com as amigas, senhoras devotas que frequentavam movimentos católicos, pela porta lateral. Ao passarem pelo corredor, estacaram:
Decorria pequena procissão. Eram entoados cânticos muito antigos, e antigos eram as vestes dos fiéis.
Retrocederam, e saíram por outra porta.
Ficaram, todavia, a pensar na procissão, a horas impróprias, e foram, mais tarde, falar ao sacerdote. Este ficou admirado. Não houvera qualquer cerimónia nesse dia…
Já de avançada idade, cuidou do neto (meu pai,) órfão – o pai falecera de pneumónica, a mãe tuberculosa.
Como o órfão era menor – oito anos, – criou-se Conselho de Família. O presidente era honesto e pessoa de bem; mas outros, aproveitando a ingenuidade da velha avó, conseguiram ludibria-la, prejudicando o menino-órfão.
Certa vez ouvira num sermão, dizer: que as Bíblias protestantes, eram falsas e deviam ser queimadas.
Escrupulosa, pegou na sua Bíblia, ricamente encadernada, ilustrada com preciosas gravuras, em dois volumes, e foi ter com o abade.
Este disse-lhe, que era pena queima-la. Que ficaria para seu uso, já que era bilingue (português e latim),
Bondosa e simples, mas não burra, retorquiu:
- Se é boa para o senhor abade, também é para mim…”
E saiu sobraçando os dois pesados volumes. Educou meu pai com esmero, mas o rapazinho pouco valor dava às recomendações da avó, e menos ainda ao clero.
Por intermédio de sacerdote, da sua idade, congraçou-se com Deus, chegando a levar, ao bom caminho, primo, avesso à Igreja, influenciado pelas ideias de velhos e fanáticos republicanos.
Dizem que era bonita, mas nada vaidosa; cantava divinamente; faleceu nos anos trinta, antes de meu pai casar mas ainda conheceu sua esposa.
Morreu como santa. Após a morte, pediam-lhe intercessão no Céu, porque a julgavam digna.
Durante anos, na Igreja de S. Francisco, foi lembrado a misteriosa procissão, com orações e ligeiras cerimónias litúrgicas.
Tudo caiu no esquecimento, até para os descendentes. Hoje, não passa, como disse Cecília Meireles, de simples antepassada, cujo nome nem sequer recordam…
Tudo passa. Tudo esquece…Todos nós, em escassos anos, passamos a mito ou meros antepassados. Como se nunca tivéssemos existido…
HUMBERTO PINHO DA SILVA - Porto, Portugal
http://www.diariocatolico.com.br/2012/01/o-soneto-que-corre-o-mundo-favor-da.html
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