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Quarta-feira, 28 de Julho de 2021
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - FÓRMULA PARA NÃO SENTIR TÉDIO MESMO EM TEMPO DE PANDEMIA !

 

Por motivo de férias, como tem acontecido nos anos anteriores, não será actualizado o blogue durante o mês de Agosto.

 

 

 

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Muita gente nos últimos tempos, principalmente em tempos de pandemia, costuma reclamar e até informar nas redes sociais que está tediosa ou chateada por motivos os mais frágeis possíveis, alguns até absolutamente injustificados. Faltam talvez algumas reflexões.

 Tanto que vale dizer que não sente tédio quem ama a verdade. Quem gosta de estudar, de ler, de conhecer, de descobrir novos horizontes. Quem sabe admirar as maravilhas da natureza e da arte. Quem tem um pouco de poesia para descobrir o encanto das pequenas coisas. Quem sabe superar o próprio egoísmo para se abrir ao amor de Deus e dos homens. Não sente tédio, enfim, quem possui um ideal de vida.

 

                          VIDA HUMANA, DOM GRATUITO

 

A existência humana é sempre um dom gratuito para quem a possui e cada pessoa é um dom valioso para a humanidade, não obstante a variedade de suas condições sociais, de idade ou de saúde. Ter fé em Deus e aceitar os percalços com os quais deparamos, torna as dificuldades bem mais suportáveis. Ele nos concedeu a oportunidade de nos renovarmos  diariamente para que possamos assim, alcançar a verdadeira felicidade. E mesmo àqueles que perderam um ente próximo ou querido pelo Covid 19, que se apegue na fé, na solidariedade e principalmente, nas orações.

 

                   MILAGRE DA PERFEIÇÃO

E FERNANDO PESSOA

 

É muito difícil, mas precisamos entender que o milagre da perfeição é obra de esforço, conhecimento, disciplina, elevação, serviço e aprimoramento no templo do próprio “eu”, pois a grandeza humana não consiste apenas em ter sabedoria e sim em sabermos usá-la. O consagrado poeta Fernando Pessoa assim se expressou:- "Enquanto não atravessarmos/ a dor de nossa própria solidão,/ continuaremos a nos buscar em outras metades./ Para viver a dois, antes, é necessário ser um".

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)



publicado por Luso-brasileiro às 21:49
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - PUBLIQUE SEUS SEGREDOS MAIS SECRETOS NO DIÁRIO OFICIAL !

 

 

 

 

 

 

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Teoricamente, um Diário Oficial publica o que é essencial para a História, aquilo que é oficializado e tornado público justamente porque não pode ser esquecido. A escola historiográfica positivista, do século XIX, idolatrava os Diários Oficiais. Essa escola desejava aplicar à História, uma ciência humana, a metodologia e o rigor das ciências exatas. Desejava "matematizar" a História, como também o Direito, a Psicologia e todas as demais áreas do conhecimento que hoje designamos como Ciências Humanas... Para os historiadores dessa corrente, somente documentos escritos e oficiais seriam fontes seguras e confiáveis para que uma História verdadeiramente científica pudesse ser escrita. Essa ideia cerebrina, ao longo do século XX, foi não apenas desmentida, mas ridicularizada de todos os modos nos meios acadêmicos. E com toda a razão. Imagine-se alguém que desejasse escrever a História do Brasil no século XX, baseado exclusivamente nos Diários Oficiais!!!

Não nego, obviamente, que devam existir Diários Oficiais. Alguma utilidade é claro que eles têm. Mas poucas coisas são tão representativas do vazio e do oco do sistema administrativo moderno quanto um Diário Oficial. Poucas coisas mostram tanto a decalagem profunda entre o País real e o país fictício da burocracia quanto um Diário Oficial.

No dia 30 de novembro de 2017, pela última vez o Diário Oficial da União foi publicado em papel. Desde 1º. de dezembro daquele ano, a publicação, que já contava com 155 anos de existência ininterrupta, passou a ser apenas eletrônica, sendo acessível aos interessados pelo site www.imprensanacional.gov.br.

"Esta medida é reflexo dos tempos, em que a leitura é um hábito mais forte em dispositivos eletrônicos. É, também, reflexo de compromissos com a sustentabilidade que o Brasil tem que, continuadamente, cumprir", declarou o então ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ao anunciar a medida.

Segundo fontes do Governo Federal, foi muito grande a economia com a supressão do jornal impresso. 720 toneladas de papel eram, anualmente, gastas com a impressão, a um custo de aproximadamente 2,5 milhões de reais por ano. Além dos gastos com a impressão, havia também as despesas de distribuição e estocagem, o que, no total, significa que 12 milhões de reais passaram a ser poupados a cada ano.

O Diário Oficial da União, realmente, consumia muito papel. A histórica (última) edição de 30/11/2017, por exemplo, tinha 240 páginas. Mas já houve edições muito mais volumosas. Ficou famosa a do dia 24 de abril de 1998, que até entrou no Guiness Book of Records, pela sua adiposidade papelística: tinha nada menos que 2.244 páginas e pesava 5 quilos e 550 gramas!

Foi o record mundial, batendo até mesmo o "New York Times", que na edição domingueira de 14 de setembro de 1987 atingira 1.612 páginas, com 5 quilos e 400 gramas de peso. No caso do record brasileiro, o que engrossou a repolhuda edição foi a Seção I do Poder Judiciário, com 1.132 páginas, seguida de algumas centenas de páginas de questões técnicas do mesmo Poder Judiciário.

O espirituoso e implacável jornalista Carlos de Laet dizia que se alguém tem um segredo que seja absolutamente necessário guardar por escrito, mas que seja tão secreto que ninguém possa dele tomar conhecimento, deve publicá-lo no Diário Oficial. Fica escrito e não há perigo de alguém ler...

De fato, achar alguma coisa nessa massa de informações é o mesmo que achar agulha em palheiro.

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História



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CINTHYA NUNES - RETRATOS E CANÇÕES

 

 

 

 

 

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            Quase ninguém mais revela as fotos que tira. Praticamente nem é mais preciso ou útil fazer isso. Câmeras fotográficas viraram equipamentos reservados a profissionais. Os amadores preferem as duplas ou triplas câmeras dos aparelhos de telefone mais modernos. Tem gente, desconfio, que sequer usa telefone para falar com alguém. Hoje em dia, sonho de consumo é ter um celular com memória suficiente para as muitas milhares de fotos que se vai acumulando.

            Houve uma época em que surgiu um porta-retratos dinâmico, no qual as fotos digitais ficavam mudando a cada grupo de segundos. Não vi em muitas casas, contudo. Acho que a moda não pegou. Nem sei direito a razão. Eu achei legal, embora na época do lançamento fosse meio caro para uma coisa que só fazia isso. Em tempos de multimídias, todos querem mais funcionalidades.

            A propósito, conforme o tempo avança é que vamos percebendo o quanto já pertencemos a uma época que se alterou, na qual os costumes mais antigos vão sendo substituídos por outros. No momento em que escrevo esse texto e nunca se sabe o quanto ele mesmo irá sobreviver, pois as crônicas são seres temporais, tudo é fugaz, as mensagens de áudio podem ser ouvidas em dupla velocidade, os textos devem ser curtos e quase ninguém tem paciência para assistir, ler ou ouvir nada por muito tempo.

            Sempre gostei de fotografar e escrevendo acabei me recordando de uma das minhas primeiras máquinas fotográficas. Era uma coisa minúscula e frágil, quase descartável. Usávamos uma espécie de cubo com 4 disparos de flash, substituíveis. O rolo de filme mais barato tinha 15 fotos e era preciso caprichar, pois não havia possibilidade de prévia análise. Somente depois de reveladas é que sabíamos exatamente o quê e como tínhamos fotografado.

            Algumas fotos saiam completamente queimadas, borradas, escuras ou excessivamente claras. Filmes de 48 poses eram pura ostentação, pois significavam 48 chances de se fazer algumas poucas fotos boas. Era emocionante abrir o envelope e conferir quais fotos iriam para o álbum e quais seriam puro descarte, dinheiro jogado fora. É dessa época as famosas fotos sem cabeça, sempre tiradas quando se tinha bebido demais ou por parentes sem muita coordenação ou vista boa.

            Havia também as máquinas de revelação instantânea, mas não tinham custo-benefício muito bom e, ao menos pelo que me consta, nunca chegaram a viralizar, como se se diz hoje. Recentemente foram relançadas, inclusive em outros formatos, algo meio vintage no entanto, sem muita repercussão comercial. Durante a vida tive outras máquinas fotográficas, inclusive uma semiprofissional, ainda guardada, pois nem dei conta de usar todas as funcionalidades, como imaginei que faria.

            Exceto, como disse acima, no que toca aos profissionais, que precisam de equipamento diferenciado e que sabem utiliza-lo, a maioria das pessoas, entre as quais me incluo, prefere as facilidades dos celulares e seu múltiplos programas de edição, gratuitos e simples. A maior parte dos celulares ainda monta, por conta própria, pequenos vídeos com as fotos armazenadas, incluindo trilha sonora.

            O problema todo, no sentir dessa cronista que já é vintage também, por assim dizer, é que as fotos não reveladas ficam habitando locais escuros e solitários em nossos celulares ou computadores, como se guardassem memórias das quais nos esquecemos ou as quais deixamos de lado para liberar espaço para outros pensamentos. Quando, num momento qualquer, acabamos encontrando-as, bate um misto de alegria e tristeza, pois não raro guardam pessoas que não temos mais como abraçar.

            Ao procurar um texto antigo, entre meus arquivos, achei quase uma centena de fotos das quais nem me lembrava. Curioso pensar como podemos ocultar de nós mesmos tantas lembranças e como elas retornam de forma instantânea quando nosso olhar encontra, em uma imagem impressa, o que nosso coração já amou demais. Como se em uma mesma vida, vivêssemos outras tantas, reveladas ou não, ocultas em gavetas ou arquivos digitais.

 

 

CINTHYA NUNES   -    é jornalista, advogada, professora universitária e tem mais de onze mil fotos em seu celular – cinthyanvs@gmail.com/www.escriturices.com.br



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - PRESO À CONSCIÊNCIA

 

 

 

 

 

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Não conhecia esse termo “preso à consciência”. Ouvi do moço há pouco tempo.
Veio para me dar os pêsames. Quando nossa mãe partiu, encontrava-se em tratamento para a dependência química. Ao saber, pela noiva em visita ao local em que se achava, chorou muito. Só de dizer, seus olhos navegaram em lágrimas. Creio que viajou até os portos onde conversavam. Ele lhe contava sobre seus avanços e ela o aplaudia e elogiava. Que bom a idade avançada não lhe tirar a capacidade de incentivo e carinho às pessoas. Há três anos, ao nossa mãe quebrar o braço, fez questão de visitá-la por mais de uma vez. Queriam-se bem.
Conheci-o no cadeião do Anhangabaú. Muito receptivo nas visitas da Pastoral Carcerária. Transferido, não nos vimos mais. Tempos mais tarde, nos reencontramos. Reconstruído, feliz e trabalhando como autônomo. Ofício que aprendeu no sistema carcerário, em penitenciária distante, para poder se manter.
No final de 2020, sem conseguir explicar os motivos, recaiu no crack. Com o crack se foi o que havia amealhado. Suas coisas, conquistadas com muito suor, escorreram pelos bueiros do mundo...
Causou-me espanto. Tão determinado na mudança. Em alguns meses, pediu ajuda à noiva com o propósito de se tratar. Dizem que a dependência do crack é terrível. Os dependentes vivem de compulsão em compulsão. Perguntei-lhe como permaneceu, sem remédio, no tratamento por oito meses (o tratamento é de seis, mas preferiu ficar mais dois meses para se fortalecer), em espaço aberto, do qual poderia se evadir a qualquer hora?
Comentou que ao ser detido, no passado, ordenaram que se deitasse de bruços no chão para algemá-lo. Era manhã de céu aberto e sol a pino. Por uma fresta do olho, observou que, de repente, uma nuvem encobriu o sol. Naquele momento refletiu que acabara, por não procurar auxílio e se considerar autossuficiente, de perder a claridade. Os presídios, mesmo com os pátios para o banho de sol, são de trevas. Dessa vez, concluiu que, se continuasse na pedra, voltaria para o mesmo lugar, do qual saíra desperto sobre a importância da liberdade responsável. Recuou por ele mesmo, se desfez de sua “soberania” e gritou socorro. Concluiu com o comentário de que, embora em um espaço de portas escancaradas, ficara preso à sua consciência.
Tão forte essa colocação! Emocionei-me. Ah, se todas as pessoas se prendessem a uma consciência pelo bem de si mesmo e do próximo!


 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil



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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - 49 - AS VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI 4ª. SÉRIE 11 FECUNDIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fecundidade é o substantivo feminino que deriva  da palavra latina “fecunditas-atis”que designa  a capacidade de fecundar.

 

A fecundidade pode  existir nos seres humanos, nos animais , nas aves, nos peixes e nas plantas

Na figura humana – no homem- temos aquele que é o fecundador, o semeador, o agricultor que germina a terra.

Na figura feminina – na mulher – temos aquela  que é a terra fecunda, o solo propício para a fecundidade, o campo onde são lançadas as sementes.

Na parábola do semeador  é próprio de Deus lançar a semente, a Palavra que tem força para gerar os frutos. Mas é  próprio do casal criar as condições para que isto aconteça. A mulher é a terra fértil e o homem é aquele que cuida, semeia e cultiva.

Diz a parábola do semeador (Mt 13,4):-“Algumas sementes caíram à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram”. Assim são os casais cujas intensões no casamento fogem do plano pensado por Deus. Na  encíclica “Humanae vitae” do Papa Paulo VI é descrito que existem dois aspectos inseparáveis do  acto matrimonial, a união e a procriação. Há casais que desde o início do namoro já excluem a possibilidade de gerar família. O casal, em sua má compreensão do amor fecha-se ao egoísmo e não permite os frutos próprios da maternidade e da paternidade.

 

A  parábola em (Mat 13, 5-6) diz:”Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, mas porque a terra não era profunda, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz”. Assim. são os casais  que casam sem  compreender a responsabilidade que assumem no matrimónio. O Papa Francisco em seu discurso de abertura do Congresso Eclesial de Roma em 2016 disse:” a grande maioria dos nossos matrimónios sacramentais não são  totalmente conscientes porque eles dizem: “sim por toda a vida” mas  não são  coerentes. Nas  primeiras dificuldades abandonam o matrimónio como se fosse uma curta etapa da vida. Quantos  não são os casamentos que duram meses ou mesmo poucos anos? É preciso entender a natureza do matrimónio e não igualá-lo a qualquer simples união.´

 

Mat 13,7 diz:”Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas”. Muitos casais se sufocam e não percebem o mal que fazem a si mesmos:

- a primeira delas é a confiança cega nos bens materiais.    Desde o namoro dizem que não possuem uma casa ou ainda não têm  os meios  para decidirem o casamento.

Mostram uma atitude  de ter muita segurança. Transmitem o receio de construir juntos as coisas. Isso sufoca o matrimónio ao longo do tempo.

-a segunda delas e vida matrimonial que se resume a uma vida d festas, diversões, luxos e viagens. Estes  colocam essas coisas sempre à frente dos deveres para com o próprio matrimónio. Até possuem o desejo de criar família, mas não enquanto não tiverem tudo o que  desejam. O comodismo do prazer não conhece uma vida de sacrifícios.

 

- a terceira delas, não menos comum, é de casais que dedicam a vida inteira às actividades pastorais e passam a maior parte do tempo dedicando-se aos outros, mas esquecem-se de si. Chegam a comemorar 25 anos de casamento mas dizem um ao outro que há coisas que não conhecem entre eles. Isto é uma forma simples de sufocar a comunhão no casamento. A procriação caminha junto com a união e não existe plena comunhão sem que se conheçam, sem que vivam um amor enamorado em cada dia.

 

Mat.13,8 diz: “Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e  produziram à base de cem, sessenta e de trinta por semente” A este respeito ouçamos o que disse o Papa Bento XVI: “Somente a rocha do amor total e irrevogável entre o homem e a mulher é capaz de dar um fundamento para a construção de uma sociedade que se tome para todos os homens”. Vemos que é na estrutura de uma família que deseja para a sua vida os planos de Deus, que observamos os maiores e mais grandiosos frutos.

São quatro os caminhos que o casal deve trilhar:

1.Estarem abertos à vida, para que possam gerar os frutos.

2.Busquem compreender a razão e os desafios da decisão que tomam.

3.Esforcem-se  por conhecerem-se em conhecimento íntimo e constante, para assim

   viverem o amor conjugal.

4.Serem capazes de viverem o amor, sendo submissos ao amor de Deus.

 

O amor deve ser fecundo: Santo Inácio de Loyola diz: “O amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras; assim poderá mostrar toda a sua fecundidade, permitindo-nos experimentar a felicidade de dar, a nobreza e grandeza de  doar-se abundantemente, sem calcular, sem reclamar pagamento, mas apenas  vontade de dar e servir.

 

A fecundidade do amor. O amor é a mais bela expressão  da vida e por  isso comunica espontaneamente a vida. S. Tomás de Aquino afirmou numa homilia o seguinte: “amor est difusivum sui” isto é : ”o amor expende-se a si mesmo”, difunde-se à sua volta. É esta característica di amor que explica o mistério da criação. Deus, o amor absoluto Deus é o  amor que exprime, desde toda a eternidade, a fecundidade desse amor, na vida íntima da Santíssima Trindade, na geração do Filho e na inspiração do Espírito Santo. Deus cria a partir do amor e para o amor; o ser humano foi criado por amor e para o amor.Esta expansividade do amor exprime-se na nossa vida de maneiras muito simples: uma  pessoa feliz  ajuda os outros a serem felizes, alguém que ama traça à sua volta um rasto de luz e de vida. É por esse mesmo dinamismo que a Igreja, amada por Jesus Cristo reflecte no seu rosto a luz e Cristo, O amor gera no coração das pessoas que amam e são amadas, um dinamismo, uma inquietação que as faz sentir-se enviadas a testemunhar o amor..Esta força é a origem. Por exemplo, do dinamismo missionário e apostólico e do ardor de todos os grandes apaixonados pelo serviço dos outros homens e mulheres deste mundo. O fruto espontâneo da fecundidade do amor é semear o amor, amando cada vez mais os que já amamos, descobrindo que amar é anunciar e comunicar a vida Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

 

Procuremos  praticar a fecundidade nos diversos sectores  e estados da nossa vida para que contribuamos por um mundo melhor.

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt



publicado por Luso-brasileiro às 21:31
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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - REGRESSO

 

 

 

 

 

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Perguntaste a mim,

que meus pés molhava

neste mar sem fim,

para o que eu olhava...

 

Eu, ah, olhava ao longe

sem pensar em nada,

imitando um monge

de vista ilibada.

 

(– Que descanso imenso

mora onde eu não penso!)

Só fui retornar

 

porque me chamaste,

e ao que perguntaste,

respondi: “pro mar!”

 

In Testamento (2005)

Livro disponível para download – gratuito – em www.valquiriamalagoli.com.br

 

 

Valquíria Gesqui Malagoliescritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 21:24
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FILIPE AQUINO - ALGO SÉRIO A SE PENSAR: " FALSOS MISSIONÁRIOS"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Eu devo anunciar a Boa Nova do reino de Deus” (Lc 4,46).

“Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho” (1Cor 9,16-17).

Às vezes se confunde missão católica com serviço social e promoção humana. Numa homilia de domingo escutei um missionário dizer que trabalha com os índios, mas que “não está ali para cristianizar e dogmatizar ninguém”; achei muito estranho. Ora, evangelizar é levar a salvação de Jesus Cristo e as verdades (= dogmas da fé). Fiquei escutando o resto da homilia e percebi que o trabalho do missionário não se diferenciava das ONGs que estão entre os índios, ou talvez fosse apenas como o trabalho da FUNAI ; uma preocupação de levar o “bem estar social” aos índios: defesa, vacinas, preservação da cultura indígena, etc. Não ouvi falar de conversão, de batismo e de abraçar a fé católica.

Se não é para cristianizar os índios, então, não é verdadeira evangelização católica. O papel missionário da Igreja é levar a salvação de Jesus Cristo, como fizeram São Pedro, São Paulo e os demais Apóstolos, sem esquecer a caridade é claro, que sempre fizeram e fomentaram. Mas se faltar a catequese católica, não é verdadeira evangelização; é mera assistência social. Isso muitas instituições podem fazer, mas levar Jesus Cristo, o Batismo da salvação, a Confissão, a Eucaristia, o Matrimônio, etc… só a Igreja é capaz de fazer.

São Paulo VI disse na “Evangelli Nuntiandi” que “não há verdadeira evangelização se não se falar do nome de Jesus, de seus milagres, de sua doutrina, de sua paixão, morte e ressurreição redentoras da humanidade”.

 

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Leia também: O grande mês das missões

Dia mundial das missões

 

Parece que há um medo de se falar de cristianismo, catolicismo, Igreja católica, dogmas, com receio de ferir a “liberdade” das pessoas; ora, disse o Papa Bento XVI que “os dogmas não são cadeias, mas janelas abertas para o infinito”. Há uma tendência perigosa e falsa da parte de alguns missionários (penso que fruto da teologia da libertação) de levar apenas aos que não conhecem a Cristo, a promoção social e o bem estar, descurando da salvação da alma, e do combate ao pecado. Deixa que se salvem em suas crenças e mitos. Ora, São Pedro disse que: “Não nos foi dado outro nome sob o Céu no qual tenhamos a salvação”.

Ora, as últimas palavras de Jesus à Igreja foram: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 15-16 ). “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi” (Mt 28.19-20).

A evangelização é para isso, senão não é missão católica evangelizadora. Nota-se que há um esvaziamento da verdadeira missão católica, como o Vaticano alertou em 03/12/2007 pela “Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé”, na importante “Nota Doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização”, chamando a atenção para os desvios. Negar toda a verdade salvífica do Evangelho aos povos não cristãos, trocando isso por promoção social, é traição do missionário a Cristo. Hoje, como mostra a Nota da Santa Sé, há um perigo enorme de se querer deixar os nativos viverem “sua própria vida religiosa”, eivada de erros, maus costumes e superstições; ao invés de pregar-lhes a conversão a Jesus Cristo. O documento da Congregação da Fé diz:

«Com efeito, os Apóstolos, “movidos pelo Espírito, convidavam todos a mudar de vida, a converter-se e a receber o Batismo [Redemptoris Missio, 47], porque a «Igreja peregrinante é necessária à salvação» [Catecismo §846]”. “Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tim 2, 4); e “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15) [10].

 

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Assista também: Outubro, Mês das Missões

Continua a Nota do Vaticano: “Hoje, todavia, o anúncio missionário da Igreja é «posto em causa por teorias de índole relativista, que pretendem justificar o pluralismo religioso, não apenas de fato, mas também de iure (ou de princípio)» [Dominus Iesus, 4]. Há muito que se criou uma situação na qual, para muitos fiéis, não é clara a mesma razão de ser da evangelização [EN, 80]. Afirma-se mesmo que a pretensão de ter recebido em dom a plenitude da Revelação de Deus esconde uma atitude de intolerância e um perigo para a paz”.

São fundamentais essas palavras de Paulo VI, mostrado esse perigo:

“É assim que se ouve dizer, demasiado frequentemente, sob diversas formas: impor uma verdade, ainda que seja a verdade do Evangelho, impor um caminho, ainda que seja o da salvação, não pode ser senão uma violência à liberdade religiosa. De resto, acrescenta-se ainda: Para que anunciar o Evangelho, uma vez que toda a gente é salva pela retidão do coração?… Não será, pois, uma ilusão o pretender levar o Evangelho aonde ele já se encontra, nestas sementes que o próprio Senhor aí lançou? É claro que seria certamente um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará, e isso, sem pressões coercitivas, sem persuasões desonestas e sem aliciá-la com estímulos menos retos, longe de ser um atentado à liberdade religiosa, é uma homenagem a essa liberdade, à qual é proporcionado o escolher uma via que mesmo os não-crentes reputam nobre e exaltante. Será então um crime contra a liberdade de outrem o proclamar com alegria uma Boa Nova que se recebeu primeiro, pela misericórdia do Senhor? Ou por que, então, só a mentira e o erro, a degradação e a pornografia, teriam o direito de serem propostos e com insistência, infelizmente, pela propaganda destrutiva dos “mass media”, pela tolerância das legislações e pelo acanhamento dos bons e pelo atrevimento dos maus? Esta maneira respeitosa de propor Cristo e o seu reino, mais do que um direito, é um dever do evangelizador. E é também um direito dos homens seus irmãos o receber dele o anúncio da Boa Nova da salvação” (EM,80).

Paulo VI disse ainda que: “numerosos cristãos… têm frequentemente a tentação de reduzir a sua missão às dimensões de um projeto simplesmente temporal; os seus objetivos a uma visão antropocêntrica; a salvação, de que ela é mensageira e sacramento, a um bem-estar material; a sua atividade, a iniciativas de ordem política ou social esquecendo todas as preocupações espirituais e religiosas. No entanto, se fosse assim, a Igreja perderia o seu significado próprio. A sua mensagem de libertação já não teria originalidade alguma e ficaria prestes a ser monopolizada e manipulada por sistemas ideológicos e por partidos políticos. Ela já não teria autoridade para anunciar a libertação, como sendo da parte de Deus. Foi por tudo isso que nós quisemos acentuar bem na mesma alocução, quando da abertura da terceira Assembléia Geral do Sínodo, a necessidade de ser reafirmada claramente a finalidade especificamente religiosa da evangelização. Esta última perderia a sua razão de ser se se apartasse do eixo religioso que a rege: o reino de Deus, antes de toda e qualquer outra coisa, no seu sentido plenamente teológico” (62).

Paulo VI ensinou em que consiste a Evangelização: “Como núcleo e centro da sua Boa Nova, Cristo anuncia a salvação, esse grande dom de Deus que é libertação de tudo aquilo que oprime o homem, e que é libertação sobretudo do pecado e do maligno, na alegria de conhecer a Deus e de ser por ele conhecido, de o ver e de se entregar a ele” (EN, 9).

 

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A Nota da Sagrada Congregação da Fé, diz:

“Todavia, hoje verifica-se uma crescente confusão que induz muitos a deixar inaudível e inoperante o mandato missionário do Senhor (cf. Mt 28, 19). Muitas vezes pensa-se que toda a tentativa de convencer os outros em questões religiosas seja um limite posto à liberdade. Seria lícito somente expor as próprias ideias e convidar as pessoas a agir segundo a consciência, sem favorecer uma conversão a Cristo e à fé católica. Diz-se que basta ajudar os homens a serem mais homens ou mais fiéis à própria religião, que basta construir comunidades capazes de trabalhar pela justiça, a liberdade, a paz, a solidariedade. Além disso, alguns defendem que não se deveria anunciar Cristo a quem O não conhece, nem favorecer a adesão à Igreja, pois seria possível ser salvos mesmo sem um conhecimento explícito de Cristo e sem uma incorporação formal à Igreja” (N.3).

“O Reino de Deus não é – como alguns hoje sustentam – uma realidade genérica que domina todas as experiências ou as tradições religiosas, e às quais deveriam tender como que a uma universal e indistinta comunhão todos aqueles que procuram Deus, mas é acima de tudo uma pessoa, que tem o rosto e o nome de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível” [RM, 18].

Infelizmente o relativismo religioso tomou conta da cabeça de muitos “missionários” que fazem da Igreja como se fosse apenas mais uma ONG. Mas, nenhuma ONG pode levar as almas à salvação eterna.

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino



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HUMBERTO PINHO DA SILVA -GUERRA JUNQUEIRO E "A VELHICE DO PADRE ETERNO"

 

 

 

 

 

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Velho amigo, dos bancos colegiais, já falecido, dizia-me, com graça: " A filha de guerra Junqueiro (que ainda conheci,) é o castigo do Padre Eterno..."

Realmente a Senhora primava pela delicadeza, e pela ausência de beleza...

Guerra Junqueiro faleceu em 1923, a 7 de Julho, com 73 anos de idade, na cidade de Lisboa. Foi dos principais responsáveis pela queda da Monarquia, e acérrimo demolidor dos Braganças.Os violentos ataques à Igreja, eram ferozes verrinas à Religião, extremamente arrasadores.

Porém, nos derradeiros anos de vida, arrependeu-se acerbamente do que havia dito e escrito.

Em " Prosa Dispersas", amarguradamente escreveu: " Eu tenho sido, devo declará-lo, muito injusto com a Igreja. A Velhice do Padre Eterno é um livro da mocidade. Não o escreveria já aos quarenta anos. Animou-me e ditou-me o meu espírito cristão, mas cheio ainda de um racionalismo desvairado, um racionalismo de ignorância, estreito e superficial. Contendo belas coisas, é um livro mau, e muitas vezes abominável."

Sobre " A Pátria", considerou que deveriam ser expurgadas ofensas a Oliveira Martins e ao Rei D. Carlos.

Solicitou mesmo, ao amigo Conselheiro Luís Magalhães, que ao readitá-la, retirasse as frases injuriosas. Ele próprio eliminou várias passagens, e deixou declaração escrita, que eram falsas as edições com a versão na integral.

 

Guerra Junqueiro – Wikipédia, a enciclopédia livre

 

 

Nos últimos dias, o poeta, tornou-se católico, pedindo que o funeral fosse cristão, e asseveram que se tornou monárquico...

Guerra Junqueiro, raras vezes escrevia em casa, na secretária, mas na rua passeando. Passava depois, a lápis, num retalho de papel. Era baixinho, tinha enormes e espessas barbas, e vestia-se modestamente.

Certa vez, andava a passear e encontrou pequeno chavelho e levou-o pontapeando, na frente. Ao passar na praça da terra, camponeses, de elevada estatura, ao vê-lo, desataram às gargalhadas, ao poeta, afigurou-se de troça, e deu-lhes o troco:

- " Ah! Ah! Ah! quê?! Tantos e tão grandes a rir à custa dum tão pequeno!"

Os que o ouviram levaram para as estaturas, e não para a imbecilidade (chifre) de quem se ria dele

Foi excelente administrador. Deixou valiosa colecção de Arte e considerável fortuna.

Ao abordar o poeta e seu arrependimento tardio, lembrei-me do ilustre escritor açoriano, Vitorino Nemésio, e sua conversão.

Em 1955, ao conversar com o Bispo Emérito de Aveiro, D. Manuel Almeida Trindade, por longas três horas, o professor, em lágrimas, congraçou-se definitivamente com Deus.

Vitorino Nemésio, além de ser excelente escritor, era professor universitário, director do diário lisboeta: " O Dia", antigo mação, e comentador da RTP.

Segundo Agostinho de Campos, em: " Ler & Tresler", os grandes escritores portugueses do último quartel do século XX, foram vítimas do naturalismo: "Eça de Queirós, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, todos morreram arrependidos, de mal consigo próprios, desejosos de refazerem as suas vidas de outro modo, se isso lhes fosse possível."

 

 

 

Humberto Pinho da Silva -   Porto, Portugal

 

 

Guerra Junqueiro



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PAULO R. LABEGALINI - REFÚGIO NO SAGRADO CORAÇÃO

 

 

 

 

 

 

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Na obra ‘Preparação para a morte’, Santo Afonso Maria de Ligório diz o seguinte: “Pela maneira como o condenado cair no inferno no último dia, dessa maneira viverá ali constrangidamente, sem nunca mudar de situação e sem nunca poder mexer pés nem mãos, enquanto Deus for Deus”. E são informações desta natureza que motivam muita gente a procurar refúgio em tudo o que é sagrado para se livrar de tamanho sofrimento.

Por exemplo, é impressionante como a música católica ‘Cantando as doze promessas’ agrada a todos que a escutam, sem exceção. Toda vez que eu e minha filha a cantamos na missa, vieram pessoas pedindo a letra ou querendo as cifras da melodia. A maravilhosa composição – inspirada nas promessas de Jesus ao aparecer a Santa Margarida Maria (França, 1647-1690) – nos ajuda a propagar a devoção ao Sagrado Coração e a ter certeza de que receberemos as graças necessárias para cumprir fielmente a nossa missão: de pai, de mãe, de filho, de padre, de religiosa, de agente pastoral etc.

Costumo dizer que para herdarmos o céu ou o inferno é só uma questão de opção, mas para não nos arriscarmos ir conhecer a casa do demônio – lugar de tormentos às almas que morrem na inimizade de Deus (Lc,16-28) –, rezemos assim ao Sagrado Coração de Jesus:

‘Senhor, eis-me aqui, remido por Teu precioso Sangue. Deixa-me entrar mais e mais dentro desse Coração misericordioso. Deixa-me perceber os Teus sentimentos, o Teu grande amor ao Pai e à humanidade. Que, do Teu Coração aberto, possa emanar o poder da Divindade que, atingindo o meu coração, renove-o totalmente à semelhança do Teu Coração! Amém!’

E quando falamos dessa devoção maravilhosa, logo lembramos do fundador da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração, Padre Júlio Chevalier. Há 167 anos, a espiritualidade do Coração de Jesus permitiu a ele olhar Cristo nos Evangelhos com as virtudes do coração: constância, generosidade e, sobretudo, a necessidade de manifestar a bondade de Deus. E com seu temperamento forte e sua capacidade de trabalho, Chevalier se entregou por completo ao lema: “Amado seja por toda parte o Sagrado Coração de Jesus!”

Hoje, a devoção a Nossa Senhora do Sagrado Coração ocupa um lugar de destaque nas obras dos Missionários porque o amor que Cristo revelou a ela brotou da paixão pela salvação de todos nós. Portanto, quem procura refúgio eterno no Coração de Jesus, deve entregar-se nos braços da Virgem Maria.

Faço minhas as palavras da música do Pe. Joãozinho: “Conheço um Coração tão manso, humilde e sereno, que louva ao Pai por revelar Seu nome aos pequenos, que tem o dom de amar e sabe perdoar e deu a vida para nos salvar...”.

 

 

 

PAULO R. LABEGALINI   -  Cursilhista e Ovisista. Vicentino em Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).



publicado por Luso-brasileiro às 16:59
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EUCLIDES CAVACO - ASAS DA POESIA e 7 MARAVILHAS DE PORTUGAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   O meu fraterno abraço de sincera amizade.
 
 
 

  EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

 

 

***

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

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***

 

 

 

Leitura Recomendada:

 

 

 

 

 

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Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

 

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***

 

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL


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Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confissões.



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Sexta-feira, 23 de Julho de 2021
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - NO DIA DAS AVÓS, 26 DE JULHO, REVERENCIEMOS OS IDOSOS !

 

 

 

 

 

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Em homenagem à Santa Ana, mãe de Nossa Senhora e avó de Jesus, comemora-se a 26 de julho, o Dia da Vovó. Realmente, uma justa reverência, já que avós merecem consideração e respeito, pois viveram mais tempo, possuem grande experiência e podem transmitir inúmeros ensinamentos a todos da família. Por outro lado, são pessoas ligadas a nós através de laços consangüíneos, sendo os pais dos nossos pais. A maioria se constitui num grande exemplo de trabalho, de honestidade, de paciência, de fé, de firmeza e principalmente de muito amor. Às vezes, revelam-se em força estabilizadora dentro do lar, em exemplos reais de superação humana e em arquivo imenso de bons conselhos. A importância deles na vida familiar é tão intensa que a Lei 12.398/2011 promulgada no Brasil  lhes garante o direito de visitar os netos em caso de separação, podendo, a critério do juiz, ser extensiva a eles a guarda e educação dos menores, levando em conta os interesses da criança ou do adolescente. 

         Aproveitemos a ocasião para refletir sobre a situação em que os idosos se encontram atualmente em diversos países. A questão dos direitos fundamentais,  relevante por si só, adquire uma nova e inusitada dimensão quando considerada à luz do crescimento demográfico da terceira idade em todo o mundo, pois envolve, em relação a ela, aspectos e peculiaridades que não podemos ignorar. Origina exigências de respeito, acatamento, reverência e solidariedade, tão importantes quanto os aspectos materiais e de saúde.

         Em nossa carreira profissional, tanto como advogado, como jornalista, pudemos constatar que milhares de pessoas nessas condições estão marginalizadas em todos os setores.     São tratadas em determinadas ocasiões como inúteis ou como crianças inconscientes e irresponsáveis. No mercado de trabalho quase inexiste tarefa digna que possam exercer, mesmo com toda vivência que acumularam em seus anos de atividades.

         Assim, o idoso perde os referenciais e se sente incapaz e inseguro, refugiando-se forçosamente no núcleo familiar, que o acolhe, às vezes, como um verdadeiro problema sem solução. É necessário valorizar as pessoas mais velhas e despertar na comunidade que elas mesmas ajudaram a construir, uma visão ampla das possibilidades de aproveitamento da força laborativa de que dispõem; a experiência, a criatividade e a imensa capacidade de amor e energia que podem transmitir, como meio, inclusive, de combater e prevenir problemas relacionados com sentimentos de inutilidade, solidão e infelicidade.

Cada ruga, às vezes, representa uma história. E são tantas. Vamos ouvi-las, curti-las e principalmente respeitar todos, pois poderemos aprender bastante e ainda retribuímos um pouco pelo muito que fizeram e fazem por nós, pela sociedade e pela humanidade como um todo.

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente dass Academia Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)

 

 

 

***

 

 

Sabe como surgiu o Dia dos Avós?

Em Portugal, o Dia dos Avós é comemorado hoje, 26 de julho, por ação de Ana Elisa do Couto (1926-2007) mais conhecida por “Dona Aninhas”, uma portuguesa de Penafiel, avó de quatro netas e dois netos, tendo sido esta data escolhida em razão da comemoração do dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.

Foi durante os anos 80, por considerar que os avós não eram reconhecidos e não estavam a merecer o devido valor e atenção, que Ana Elisa do Couto decidiu tornar-se uma missionária da causa. Viajou por muitos países acompanhada pelos seus argumentos e, com o objetivo de tornar o dia 26 de julho num dia importante. Andou pelos Estados Unidos da América, Brasil, Canadá, Espanha, Alemanha, África do Sul, Angola e Suíça.

É devido a Dona Aninhas que se celebra o Dia dos Avós no dia 26 de julho em Portugal e no Brasil. É também por isso, que na cidade de Penafiel está afixada uma placa em honra da avó portuguesa em praça pública.

No que respeita à data da festa de São Joaquim, esta sofreu várias alterações ao longo dos tempos. Inicialmente era celebrada no dia 20 de março, associada à de São José, tendo sido depois transferida para o dia 16 de agosto, para associar-lhe ao triunfo da filha na celebração da Assunção, no dia precedente.

Em 1879, o Papa Leão XIII, cujo nome de batismo era Gioacchino (versão italiana de Joaquim), estendeu sua festa a toda Igreja. Finalmente, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.

Conta a história que, no século I a.C., Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem batizaram de Maria.

Devido à sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. Ana morreu quando Maria tinha apenas três anos. Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida para ser mãe de seu filho Jesus Cristo. São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avôs e avós.

Trancrito de: "Bom Dia" Luxemburgo



publicado por Luso-brasileiro às 11:07
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