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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2021
PÉRICLES CAPANAMA - SANIOR PARS

 

 

 

 

 

 

 

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Setores mais sadios. De caso pensado coloquei no título expressão latina, “sanior pars” ▬ a parte mais sã. Foi dito comum durante já distantes anos, qualifica o setor mais sadio de qualquer instituição, grupo social ou situação; saiu de moda. Não inteiramente, contudo. Por vezes, é empregado o brocardo “maior et sanior pars”, a parte maior e mais sã, em especial na língua inglesa, via de regra para designar vitória eleitoral, com participação do voto qualificado. À primeira vista, pode parecer exagerado, mas, à vera, dar ouvidos à “sanior pars” ▬ as formas são diversas ▬ é assunto capital em virtualmente todos os âmbitos da vida. Assunto que merece ser posto diante dos olhos de todo mundo, e, por isso, vou dar pinceladas rápidas no quadro agora. A complementação ficará por conta dos eventuais leitores, ao longo das semanas.

 

Autoajuda. Então, complementem, pensem sobre isso. Ter tal realidade (bem entendida, ruminada sem demasias nem subestimas) no radar do pensamento areja o raciocínio, as reflexões surgem com mais vida, mordem mais a realidade, torna-se antídoto contra retrocessos. Contudo, para prejuízo de todos, referida sentença e, sobretudo a realidade à qual remete, vem sendo esquecida e enterrada; chega a ser antipatizada e perseguida. O artigo é um trabalho de limpeza e restauração, ainda que incipiente, de um quadro bonito, merece ser contemplado. Na verdade, paisagem arrebatadora e denegrida.

 

Caminhar na contramão. Ainda que levantar o tema “sanior pars” pareça para muitos trazer à baila matéria politicamente incorreta, incorreto de fato seria o silêncio a respeito, dificulta o desenvolvimento de qualidades pessoais. Para ajudar a limpar o quadro, busco auxílio em outra locução, igualmente latina, vem da espiritualidade inaciana: “agere contra”. Significa agir contra, isto é, ter conduta contrária a hábitos ruins (vícios) que nos afastam da virtude ▬ da saúde, em qualquer campo.

 

Olhar interessado em desvãos da História. Admito, não será tema fútil ao gosto de espíritos dispersivos; passa ao lado de preocupações de muita gente na onda, que só gosta de obras de superfície. Pouco importa. Reitero, o assunto da “sanior pars” tem significado enorme. E não é de agora. Um exemplo, Jean-Louis Kupper no livro “Liège et l’église impériale – XIe – XIIe siècles” trata da influência da regra de são Bento em várias ocasiões importantes da vida medieval. Vou ao que interessa aqui: “Gradualmente, a maioria ▬ noção do Direito Romano ▬ se impõe. Seu rigor quantitativo foi atenuado por um princípio qualitativo que a Regra de são Bento contribuiu para difundir: para ser eleito, necessariamente, não era suficiente reunir os votos da maioria ▬ de outro modo, da ‘major pars’ ▬, mas era ainda necessário conseguir o apoio dos mais prudentes e dos melhores. Sobretudo era preciso ser escolhido pela ‘sanior pars’. A partir de fins do século XI, cada vez mais, são usados conjuntamente o sistema da maioria e o sistema da ‘sanior pars’”. Ele destacou ponto importante ▬ é um princípio qualitativo. Por isso vai na contramão dos temas aquecidos bafejados pela grande publicidade.

 

Costumes frutíferos. O espírito beneditino bafejava regimes de vida e governo que aproveitavam qualidades presentes, em tantas ocasiões ainda latentes, na sociedade. Por exemplo, não se jogavam fora, como frutos pecos, as vantagens da ciência e da experiência; eram atitudes inclusivas, mais que atitudes, hábitos de vida inclusivos, com grande repercussão social. E assim, mesmo que minoritária, contavam às vezes decisivamente as opiniões do que se entendia ser a parte mais saudável da comunidade que assim escolhia seus dirigentes. Enfim, como tudo que é humano, é tema perpassado por luzes e sombras. De qualquer modo, sempre presente no direito temporal e no direito canônico, como defesa contra tolices, aventuras e demagogia. Minha ênfase aqui não é o aparelho legal; o foco meu são os costumes. Costumes generalizados embebidos por tal princípio. No caso, com coloração beneditina. Não nos esqueçamos, nas raízes da Europa, vivificando-as, estão são Bento, a ordem beneditina, o espírito beneditino. De outro modo, a santidade de são Bento perfumou, séculos afora, a sociedade e as instituições do Velho Continente. E um dos componentes do aroma foi tornar viva a noção da importância da “sanior pars”. Depois de perfumar costumes, embeber gradualmente instituições e moldar com peso e medida as legislações, aqui está o desenvolvimento proficiente no caso.

 

Matéria de relevo. Costume elitista, alguém poderia comentar, até com nota de censura. Devagar. Privilegia de certo modo a qualidade sobre a quantidade, certo. Bem entendido, estamos diante de reconhecimento de si saudável do mérito, da aptidão, da competência, da maestria. Sob o halo evangélico, é conduta salutar, crescentemente inclusiva, com força difusiva, embebida na compaixão; enfim, com potencial para avanços de toda ordem Como exemplo, e carregado de estímulos para avanços de toda ordem. Temos e devemos levar em conta em nossas atividades a parte mais sadia da família, da empresa, da escola; enfim, levar a todos os âmbitos, com medida e largamente, a influência da boa conduta, da boa educação, da ciência e da experiência.

 

Tirania da maioria. Com isso se evita a tirania da maioria, cada vez mais presente em nossos dias. O conceito não é novo; já os gregos falavam da oclocracia. Ecoa\ na literatura política como questão grave; tirania da maioria foi expressão utilizada, entre outros, por John Adams, depois empregada por Alexis de Tocqueville e John Stuart. A realidade, sim, tornou-a moderníssima. Em livro publicado em 2019, “Brigo pelos homens atrofiados”, observei: “A seu tempo os iluministas, crédulos seguidores da deusa Razão, supostamente para suprimir o arbítrio, enxotaram o rei, governante absoluto, e enfiaram no lugar o povo, o novo soberano absoluto. Melhorando, em antes o absolutismo monárquico; agora o absolutismo da vontade popular, volta e meia apelidada com artifício de vontade geral. É a doutrina da soberania popular, exercida via de regra mediante o sufrágio universal. Sobre tudo pode dispor o povo soberano, entidade coletiva, instável, manipulável — tanto ou mais que eram os reis —, ou representantes seus falando em nome dele. Em princípio, poder não limitado por leis. Alarma. Inafastável, aqui se aninha o totalitarismo”.

 

Atualidade. Aparentemente, em nenhum texto aludi aos lancinantes problemas contemporâneos. Engano. A todo momento pensava neles, as relações são imediatas. “Sanior pars” é tema atual, mais que atual, permanente, importância capital. Por tudo isso, merece reflexão, lucraríamos todos enormemente se a temática animasse conversas, perfumasse costumes; depois, instituições e leis.

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - 57 - AS DOZE VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI 5ªSÉRIE 7ª. A AGILIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agilidade é o substantivo feminino que que vem do latim “agilitas – atis” e  expressa a particularidade ou estado de ser ágil. Agilidade é sinonimo de : presteza, prontidão.  Desembaraço, destreza, facilidade e  ligeireza. É uma qualidade física que permite mudar a posição do corpo no menos tempo possível. Ela é  fundamental na prática de desportos e na vida de todos os dias. A agilidade é uma das modalidades  necessárias em  práticas  desportivas  como no futebol(caso dos dribles) ou das acrobacias, no caso  das lutas como o boxe tailandês e a ginástica artística. Nessa capacidade, o praticante realiza uma série de movimentos rápidos e diferentes, com a finalidade de alcançar um determinado objectivo.

A agilidade refere-se à rapidez e ao imediatismo que possui determinada pessoa. É um

Conceito que pode sr atribuído ao físico como também ao plano emocional. Uma pessoa pode ser considerada ágil fisicamente quando está em boa forma, aposta num estilo de vida activo, pratica desporto e não fica no sedentarismo. A agilidade é também uma qualidade inerente à idade, por exemplo, as crianças por natureza são mais ágeis do que uma pessoa de muita idade. Todavia, todo o ser humano deve estar em forma de acordo com a sua idade.

 

A agilidade refere-se à rapidez e ao imediatismo que possui determinada pessoa. É  um conceito que pode ser atribuído  ao  físico como também ao plano emocional. Uma pessoa pode ser considerada ágil fisicamente quando está em boa forma, aposta num estilo de vida activo, pratica desporto e não fica no sedentarismo. A agilidade é também uma qualidade inerente da idade, por exemplo, a s crianças por natureza são mais ágeis do que uma pessoa de sessenta anos. Porém, todo o ser humano deve estar em forma de acordo com a sua idade. Por esta razão, a  agilidade é um conceito que também mostra vitalidade para combater o efeito da passagem do tempo. Um dos hábitos saudáveis para estar ágil fisicamente é caminhar todos os dias. Cada pessoa  pode integrar as caminhadas  na sua rotina diária e assim aproveitar o trajecto de casa para o trabalho e vice-versa. Também pode utilizar as escadas no lugar do elevador. É essencial apostar nestes hábitos para potenciar a vida activa e diminuir o sedentarismo, levando em conta que muitas pessoas passam oito horas do seu  dia trabalhando sentadas no escritório, além daqueles que passam horas em frente da televisão, como também dos que têm o costume de passar muito tempo em frente do computador.

 

Além disso, a agilidade também se refere ao plano intelectual. Uma pessoa ágil do ponto de  vista intelectual tem rápido poder de raciocínio para realizar contas matemáticas, por exemplo. Também tem agilidade quando  é capaz de recordar os números de telefone dos contactos habituais sem necessidade de consultar a agenda. Uma pessoa é considerada ágil do ponto de vista mental quando possui genialidade e criatividade.

 

Existem certos hábitos muito positivos para reforçar a agilidade menta, por exemplo:

-Ir ao cinema para ver um filme, desfrutar de uma arte, gozar  da conversa com os amigos e aprender a escutá-los, realizar palavras cruzadas, jogos de adivinhação, entre outros, também são uma forma para reforçar a agilidade mental através  da estimulação da mente com o exercício de actividades dinâmicas.

Os planos sociais também são muito saudáveis para reforçar a agilidade mental, uma vez que uma pessoa pode isolar-se do mundo em consequência do seu individualismo.

 

Desenvolver a agilidade. É preciso  desenvolver a agilidade enquanto competência crítica e é cada vez mais evidente o caminho a seguir pelas organizações num contexto em constante evolução. Com as mudanças organizacionais a ocorrerem de forma exponencial, a agilidade dentro das organizações é crucial para os Líderes e equipas darem a melhor resposta à realidade com que se deparam, decidindo e agindo de forma célere, flexível e eficaz perante um problema ou desafio. Isto sem perder o foco nos objectivos que devem atingir. Para serem ágeis as Organizações precisam de ter nas suas equipas  pessoas proactivas que questionam o “status quo”  e a forma de trabalhar, com o objectivo de fazer diferente e melhor. Empresas consideradas ágeis são criadoras de conhecimento, gerando novas ideias e possibilidades de ver os assuntos através de múltiplas perspectivas. Algo que é garantido pela diversidade das pessoas, mas  também pela capacidade da mesma pessoa ver a realidade sob diferentes ângulos.

 

Quatro domínios do conhecimento da agilidade.

* No domínio de Negócio encontram-se  os assuntos  ligados aos produtos e objectivos da empresa: cálculos de  ROI(Return On Investment) do produto  suas  próximas funcionalidades, privatização, planejamento das próximas relerses e eventualmente contratos no contexto ágil.

* No domínio cultural, o foco está nas relações humanas. Nesse domínio encontram-se dois assuntos extremamente importantes +para a agilidade: a quebra de paradigmas e a melhorai contínua.

* O domínio organizacional  é mais ligado à forma de trabalho  do time: quais métodos o time usa, como é o ciclo de desenvolvimento, o processo iterativo e a distribiçao das pessoas nos time.

* No domínio técnico  há uma atenção para a forma como o trabalho é feito pelo time. A automação é um conhecimento fundamental nesse domínio, pois se reflecte nos demais assuntos técnicos.

 

Treino na escala da agilidade. Treinar na escada de agilidade é uma realidade cada vez mais presente nas salas de ginásio. Alem de ser um material simples, económico e replicável permite ao seu utilizador desenvolver um tipo de trabalho global,. diversificado e específico. Aliás, uma das grandes vantagens da utilização deste material nos treinos é a conjugação e um trabalho coordenativo e metabólico, capaz de potencia a perda  calórica e, simultaneamente, o desenvolvimento de capacidades motoras como o equilíbrio, 0 ritmo. A diferenciação cinestésica e a velocidade de execução/reacção.

Contudo, há que respeitar alguns critérios antes de iniciar o treino  na escala de agilidade. É fundamental seguir uma progressão lógica, do menos para o mais complexo em termos de coordenação motora, começando com exercícios unidireccionais.(para a frente, para trás e laterais).Em seguida pode passar para exercícios com maior instabilidade unidireccionais.

 

Procuremos  fazer as  tarefas do nosso dia com agilidade para  estarmos de acordo  com a verdade e a relidade.

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt

 



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VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI - TESTAMENTO

 

 

 

 

 

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Movimentos, um e outro sucedendo vêm...

Ora ao sentido, ora à razão dizem amém

os que ali se entrincheiram empunhando as penas,

com que escrevendo vão vã nova guerra apenas.

 

Minha alma sobrevoa as ferozes trincheiras,

desejando com suas asas limpar eiras...

Mas, que pode este pássaro, se é um albatroz

do qual mais querem rir do pouso que ouvir voz?

 

Lá embaixo, ao som dos tiros, a marcha se inflama

com mil palavras de ódio escritas por quem ama...

 

Vão-se os poetas... vão-se os literatos – ratos,

carcomendo a moldura dos próprios retratos;

conforta-lhes seguir o som de alguma flauta,

fazer dos lápis – armas!, dos amigos – malta!

 

Estarei eu perdendo tempo?, eu me pergunto.

Só quero andar de braços, e versejar junto,

pois mais valoroso é o conteúdo que o metro!

Alguns tomam seus versos como se ergue um cetro;

 

eu, porém, se tenho algo para oferecer

é dar a quem tem fome... os meus para comer.

 

In Testamento (2005)

Livro disponível para download – gratuito – em www.valquiriamalagoli.com.br

 

 

Valquíria Gesqui Malagoliescritora e poetisa, vmalagoli@uol.com.br



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FELIPE AQUINO - ENSINE ÀS CRIANÇAS O VALOR DAS COISAS, NÃO O PREÇO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se não somos felizes com o que temos, também não seremos com o que nos falta.

 

Ensine as crianças a serem felizes, não a serem ricas. Faça-as saber que o valor de uma pessoa não está no que ela tem ou deixa de ter do lado de fora, mas no que ela tem por dentro. Ensine-as a desenvolver boas estratégias e habilidades que as ajudem a compreender quem elas são no mundo.

Essa educação em valores e em emoções apoiará seus sucessos como pessoas e como sociedade. Assim, se uma criança sabe estabelecer limites e respeitar a si mesma, saberá fazer o mesmo com os demais.

Por isso, se quisermos colher, teremos que semear o campo e tentar evitar dar valor ou protagonismo a alguma coisa sem fazer valer princípios moralmente adequados.

Para isso poderemos aproveitar seu desconhecimento e não danificar sua inocência; por exemplo, para uma criança que ainda não compreende a administração do dinheiro, tem mais valor uma pequena moeda do que uma nota. Por quê? Porque as moedas a divertem, podem rodar, elas podem simular uma compra, etc.

Ou seja, as crianças ficam felizes com tudo aquilo que lhes proporcione carinho, diversão e apoio. Somos nós que ensinamos a elas que o valor está no preço e não nas intenções, nas possibilidades ou no carinho.

Como é evidente, geralmente fazemos isso sem querer, com o simples gesto de dar mais importância ou relevância a aquilo que julgamos mais importante, bonito ou divertido.

Em definitiva, o objetivo é que a criança compreenda que as pessoas são as que têm o protagonismo de sua vida, não seus pertences. Do mesmo modo, elas deverão entender que o importante por trás de tudo que tentam fazer é a intenção e o esforço.

Portanto, para alcançar tudo isso, temos que conseguir que entendam o que é o esforço, o que são as boas intenções.

 

 

criancas

 

 

Leia também: A fantasia pode transmitir valores

Filhos responsáveis: 5 dicas para formá-los nesta virtude

Como passar os valores cristãos para meus filhos?

Tenha sempre tempo para os seus filhos

 

Ser feliz tem pouco a ver com o material

 

É difícil não cometer erros pelo caminho quando vivemos em um mundo que se move muito bem quando se trata de dinheiro. Entretanto, partimos do princípio de que todos nós queremos que as nossas crianças sejam felizes.

Assim, como a felicidade real se consegue com carinho, com experiências compartilhadas, com amor e com compreensão, o essencial é que ajudemos as nossas crianças a dar tudo de si para que compreendam que as recompensas estão no seu interior.

Oferecemos a vocês algumas ideias simples para estimular que aprendam desde pequenos o valor das coisas:

 

 

  1. Elaborar uma caixa de tesouros das ruas

É muito importante que a criança tenha uma caixa com coisas que lhe chamam a atenção nos seus passeios pela rua, pelo parque ou pelo bosque. Ou seja, a ideia é que elas possam ter um lugar para guardar aqueles pauzinhos, pedras, pinhas, folhas, flores que tenham chamado sua atenção e que lhes parecem atraentes.

Neste sentido, isto os ajuda não só no nível sensorial, mas também no cognitivo. Elas podem fazer artesanatos, construir contos ou histórias, inventar jogos… São luxos ao alcance de suas mãos.

 

  1. Quando tiver que dar um presente, que seja manual

Estamos tão acostumados a ir à loja para comprar o que for, que já nem sequer fazemos postais ou cartões de aniversário. Os trabalhos manuais nos ajudarão a acabar com esse vício tão materialista, premiando sempre o esforço através da gratidão e da felicidade de outros.

 

  1. Personalizar nossas coisas com um selo pessoal

Elaborando um selo pessoal conseguiremos que cada coisa seja única e insubstituível. Ou seja, quando um brinquedo se quebra, o que irá substituí-lo não poderá significar o mesmo.

 

Assista também: Como explicar os valores da vida para os filhos?

 

 

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Chaves para ensinar o valor do esforço

 

– A criança deve “merecer” os prêmios. Não é adequado comprar por comprar (ou dar por dar) simplesmente porque gostamos deles, porque eles nos pedem isso ou porque gostam daquilo. Cada coisa deve adquirir um significado positivo, além do material.

– Dê o exemplo. Se as crianças virem que você se esforça e que valoriza aquilo que tem, compreenderão que isso é algo positivo e o assumirão mais facilmente.

– Recompense seu esforço; ou seja, incentive o empenho e dê importância para cada pequeno ganho. Nesse sentido, devemos enfatizar cada pequena decisão através da qual elas assumam o esforço como a via para conseguir aquilo que querem.

– Assinale aquelas situações que forem mais claras nesse sentido e faça-o diariamente. Ou seja, simplifique os valores e coloque-os como protagonistas sempre que puder. Assim, a criança poderá se identificar com eles e isso as ajuda a transportar os aprendizados para elas mesmas.

– Sempre é positivo incorporar contos e histórias, pois são ferramentas muito úteis na hora de implementar valores. Eles as fazem refletir e adequar seus sentimentos a elas mesmas e ao mundo real.

Lembre-se de que, se não somos felizes com o que temos, também não seremos com o que nos falta, pois o verdadeiro valor e a melhor recompensa estão naquilo que pertence à nossa essência e que se guarda no armário do nosso coração.

 

Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/01/20/ensine-as-criancas-o-valor-das-coisas-nao-o-preco/

 

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino



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PAULO R. LABEGALINI - PROVAÇÕES

 

 

 

 

 

 

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Um rato vivia correndo do gato da casa e, assim, lutava diariamente pela sobrevivência. Sua maior preocupação era com os filhos, pois sabia que se um ratinho caísse nas garras do felino, seria um desastre!

O gato também tinha filhotes e precisava se alimentar muito bem para tratar da família. Seu único problema era fugir do cachorro feroz. Quando o perdigueiro caçador estava por perto, os pais dos gatinhos ficavam vigilantes. Mas nem o cachorro era completamente feliz. Ele sempre perdia alguns companheiros, que eram levados pela carrocinha. Isso o magoava muito e o fazia mais bravo a cada dia.

Naquela fazenda, apenas a vaca parecia não ser ameaçada pelas provações que os outros animais experimentavam; porém, com o passar do tempo, foi sacrificada pelo dono e virou churrasco. Sua carne alimentou também o cachorro, seu leite fez falta para o gato e, ao rato, nada mudou.

Assim é a vida: lutamos pela sobrevivência, nos preocupamos com os filhos, perseguimos os inimigos, ameaçamos a liberdade dos irmãos, nos acomodamos quando a situação nos favorece, mas continuamos dependendo uns dos outros. Àqueles que julgam estar acima do bem e do mal, quando menos esperam, a provação aparece. E nem sempre as piores consequências machucam os mais fracos – como aconteceu com a vaca da história que perdeu a vida!

Então, como se preparar para sofrimentos marcantes? Rezando e se conscientizando que a felicidade completa só encontraremos no Céu. E como sermos solidários com o sofrimento alheio? Amando os irmãos a ponto de praticarmos a verdadeira caridade: sem exclusão, sem hora marcada, com partilha material e espiritual. Mas, nas provações inesperadas, o que fazer? Bem, isso merece uma reflexão maior.

Há muitas dores na vida que mal entendemos: a perda de um parente próximo, uma traição, um desemprego na família, alguma doença grave e outras mais. Cada caso é um caso e as atitudes que tomamos são distintas, mas, em primeiro lugar, devemos permanecer em oração e confiar na providência Divina.

Da mesma forma, Deus nos dá força e confia na nossa dignidade cristã. Só assim alcançaremos a graça de sermos curados da dor que sentimos. Com humildade e perdão, será ainda mais fácil.

O perdão, por exemplo, é um dom especial que deve ser praticado sempre porque agrada muito ao nosso Pai eterno. Quem não perdoa, sofre as piores consequências e mata sua própria alma. Eu admiro demais quem estende a mão a quem lhe ofendeu. Sei que é preciso muita fé para perdoar, mas somente assim estaremos em sintonia com Deus para anunciar Jesus Cristo a todos.

E ser humilde é um comportamento realmente necessário nas tribulações? Eu sempre digo que sim se a humildade vem do coração. Quem erra, precisa de humildade para se redimir; quem trai, precisa de humildade para pedir e aceitar ajuda. Ser humilde é ser inteligente e usar a sabedoria sempre.

Quem está munido dos sete dons do Espírito Santo vence com fé todas as provações. Quem não os tem, sente-se órfão do amor do Criador de vez em quando. Eis os dons: temor de Deus, piedade, ciência, fortaleza, conselho, sabedoria e inteligência. Há como negar que já praticamos todos eles em nossa vida? Eu, por exemplo, em minha pequenez, os pratico todos os dias – mesmo involuntariamente. Usando e abusando dos dons que confirmamos no Crisma, nos tornamos mais resistentes às tentações. O óleo que recebemos nos deixou mais lisos para escaparmos do pecado.

O selo de cristão nos reveste com o Espírito santificador. É a maior garantia de qualidade que existe! Então, por que temer as provações se a coragem que precisamos vem de Deus? Ele não se doa a nós todos os dias na Eucaristia? Quem não procura Jesus na igreja e no pobre, tem direito de reclamar dos problemas que enfrenta?

Conheço a história do comandante de um batalhão que vivia perseguindo um sargento, fazendo-o passar por inúmeros vexames. Certo dia, quando passava em revista à tropa, parou na frente do sargento, puxou o crucifixo que ele trazia na corrente e o jogou no chão. O subordinado, mesmo sabendo que poderia ser punido, saiu de forma, pegou o crucifixo, colocou-o no bolso e voltou à posição de sentido.

Mais tarde, o sargento foi chamado ao comando e achou que receberia uma grande advertência. Ao contrário, o comandante lhe disse: ‘Amanhã lhe darei uma promoção porque se você defende o seu Deus com tanto amor, é digno de ser um oficial do exército para defender a pátria’.

Esse é apenas um tipo de recompensa que recebemos quando enfrentamos as provações com dignidade cristã. Jesus, o Filho da Rainha, morreu por nós e isso prova que jamais nos abandonará. Portanto, coragem! O Senhor marcha à nossa frente!

 

 

 

PAULO R. LABEGALINI   -  Cursilhista e Ovisista. Vicentino em Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).



publicado por Luso-brasileiro às 11:56
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - O PATRIOTISMO E A LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ser patriota parece estar fora de moda. Confunde-se, muitas vezes, patriotismo, com nacionalismo:

Patriotismo, é amar a terra onde se nasceu e se criou. Ter orgulho na língua materna, e nas tradições e costumes da sua pátria.

Nacionalismo, exalta acerbamente o patriotismo. Pode degenerar em xenofobia, e pior ainda: em chauvinismo, provocando agressividade aos que possuam nacionalidade diferente.

A globalização, as duplas ou mais nacionalidades, o receio de ser apelidado de xenófilo, vai esbatendo o amor á pátria.

Verifica-se isso em figuras públicas – intelectuais, políticos, desportistas, – quando se encontram no estrangeiro, ao exprimirem-se, quase sempre em inglês, como se a língua portuguesa não fosse a quarta mais falada no mundo…

Francisco Moita Flores, no seu artigo: “ Uma Pátria Imensa”, na revista “Montepio” – 2015, referindo-se aos que desprezam a língua portuguesa, escreveu: “ Mesmo aqueles que são eleitos e representam Portugal, descem os degraus da grandeza que receberam como herança, para discursarem em inglês. Com todo o respeito pelo inglês, jamais ouviremos uma rainha ou um primeiro-ministro britânico fazer o mesmo”.

Sobre línguas estrangeiras, que os portugueses e brasileiros tentam exprimirem-nas o mais corretamente possível, escutemos a opinião de Eça de Queiroz, in: “ A Correspondência de Fradique Mendes”:

“ Um homem deve falar com impecável segurança e pureza a língua da sua terra: todas as outras as deve falar mal, orgulhosamente mal, com aquele acento chato e falso que denuncia logo o estrangeiro. Na língua verdadeiramente reside a nacionalidade, e quem for possuindo com crescente perfeição os idiomas da Europa vai gradualmente sofrendo uma desnacionalização. Não há para ele o exclusivo encanto de falar materno com as suas influências efetivas, que o envolvam, o isolam das outras raças e o cosmopolitismo do verbo irremediavelmente lhe dá o cosmopolitismo do carácter. Por isso o poliglota nunca é patriota. Com cada idioma alheio que assimila introduzem-se-lhe, no organismo moral modos alheios de pensar, modos alheios de sentir. O seu patriotismo desaparece diluído em estrangeirismo.”

A respeito do amor à língua, disse também António José Saraiva, numa entrevista ao: “Publico” (02/03/93): “ Um castelhano só fala castelhano em qualquer parte do mundo. A gente ouve em Paris, um castelhano falar francês duma maneira que se percebe logo que ele é castelhano. Não sabe falar francês direito. O português coitadinho, adapta-se, fala português, pretendendo falar francês, e quando chega, vem cheio de “pierres”, “à gouche”…

Queixam-se que a língua portuguesa é um túmulo. Se o é, deve-se aos que a beberam com o leite materno, envergonharem-se dela; já que são 361 milhões os que a falam, sem contar a diáspora portuguesa, brasileira e países africanos…

O complexo de inferioridade, está tão entranhado na alma dos que falam português, que disseram-me que certa figura publica, da área da ciência, quando esteve em França, falava em francês com os patrícios, para não ser reconhecido como português! …

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



publicado por Luso-brasileiro às 11:38
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EUCLIDES CAVACO - POEMA A ÁGUA FONTE DA VIDA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu fraterno abraço de sincera amizade.
 
 
 

  EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

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NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

Leitura Recomendada:

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

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HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL


https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confissões.



publicado por Luso-brasileiro às 11:22
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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2021
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - HOJE É O DIA DO NASCITURO E O DIA DO DIREITO Á VIDA NO BRASIL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por inspiração da Igreja Católica, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, comemora-se a oito de outubro no Brasil,  o Dia do Nascituro e o Dia do Direito à Vida, duas celebrações de grande relevância, que merecem ser bem preparadas e comemoradas através de realizações que visem conscientizar determinadas pessoas sobre princípios éticos de proteção à vida, divulgando aspectos científicos, morais e religiosos.

O PACTO DE SÃO JOSE DA COSTA RICA, uma das mais importantes convenções internacionais, dispôs em seu art. 4, que “TODA PESSOA TEM O DIREITO DE QUE SE RESPEITE SUA VIDA. ESSE DIREITO DEVE SER PROTEGIDO PELA LEI E, EM GERAL, DESDE O MOMENTO DA CONCEPÇÃO. NINGUÉM PODE SER PRIVADO DA VIDA ARBITRARIAMENTE” . Em nosso país, o Código Civil Brasileiro, no art. 2, “...põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro”. O Conselho da Europa, órgão legislativo que tem suas recomendações seguidas por mais de trinta países europeus, definiu o que é um ser humano: “Desde o momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, aquela diminuta célula já é uma pessoa e portanto intocável”.

Ressalte-se, no aspecto científico, texto do Jornal da Universidade de São Paulo – USP, edição de 22 de março de 2004, que relatou a opinião de seus pesquisadores no sentido de que “o embrião, mesmo com algumas horas de existência, já é um ser humano. A partir desse fundamento, as pesquisas que envolvam o sacrifício de embriões humanos, eufemisticamente denominadas de ‘clonagem terapêutica’, são inaceitáveis, pois desvirtuam o próprio sentido da investigação cientifica”. Por outro lado, “aceitar o fato de que, após a fecundação, um novo indivíduo começou a existir, já não é uma questão de gosto ou de opinião. A natureza do ser humano, desde a concepção até a velhice, não é uma hipótese metafísica, mas uma evidência experimental” (JÉROME LEJEUNE, professor da Sorbonne- Revista Veja).

Assim, a vida merece tutela legal desde a concepção. Apesar de toda a proteção que lhe é assegurada, o que vemos hoje é uma tendência muito grande à sua banalização. As pessoas não se importam mais com os outros e até a morte, transformada em mera fatalidade biológica, passou a ser um evento quase que neutro, revestido da aparência de mero espetáculo. Tanto que se assiste pela TV, a centenas de mortes por dia, numa visível demonstração de abandalhamento de princípios, que rendem exclusivamente, altos índices de audiência. Tal desprezo se prende ao fato de que grande parte da sociedade, seja por interesses de ordem política, social ou econômica, seja por manifesto egoísmo ou insensibilidade, imunizou-se em relação ao próximo.

Por outro lado, reafirmemos nossa convicção de que todos os indivíduos são criados à imagem e semelhança de Deus e que na última raiz da defesa dos direitos humanos está a dignidade e a vocação social do homem à comunhão e participação como pessoa, como ser para a comunidade, como criador de relações sociais profundamente marcadas por elas. A situação propõe que lutemos contra as injustiças, as discriminações, a pobreza e a agressividade, tentando consolidar a dignidade humana, e conseqüentemente, a paz social. De nada adianta protegermos a vida se não a dignificarmos. O nosso desafio é buscar esta conciliação, manifestamente difícil num país como o Brasil, mas não impossível. Para tanto, devemos contribuir com princípios éticos que reafirmem a primazia da pessoa humana sobre o materialismo e as questões meramente econômicas, buscando os reais valores no plano da justiça social e distribuição de renda. Quando colocarmos a pessoa no caminho de realizações sólidas e na linha da fraternidade, poderemos cantar a vitória da vida.

            A vida humana é sempre um dom gratuito para quem a possui e cada pessoa é um dom valioso para a humanidade, não obstante a variedade de suas condições sociais, de idade ou de saúde. A convicção deste preceito deve nortear nossos atos para lutarmos com obstinação por dignidade. O nosso desafio é buscar a conciliação entre a proteção da vida e as condições dignas para todos.  Precisamos assim, contribuir com princípios éticos que reafirmem a primazia do ser sobre o ter, da solidariedade e fraternidade sobre o materialismo e questões meramente econômicas, solidificando  os reais valores no plano da justiça social e distribuição de renda.

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLIé advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí). É ex-Presidentes das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com).



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - DOM LUIZ NA GRANDE GUERRA

 

 

 

 

 

 

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Estou publicando neste mês de dezembro, pela Editora Artpress, de São Paulo, um livro intitulado “Dom Luiz na Grande Guerra: aventuras, desventuras e conjecturas de um Príncipe brasileiro”.

  1. Luiz de Orleans e Bragança (1878-1920) foi sem dúvida o mais brilhante dos netos de D. Pedro II. Teve uma vida breve, mas intensa e cheia de acontecimentos marcantes. O relato de sua vida pareceria fruto da imaginação de um romancista, se não fosse apoiado, como é, por documentação histórica muito sólida.

Tinha 11 anos quando a proclamação da República determinou a partida da Família Imperial para o exílio. Recebeu formação na Academia Militar de Viena e destacou-se desde muito jovem como intelectual e autor de livros que lhe garantiram considerável prestígio nos meios cultos europeus e brasileiros. Viajou pelo mundo inteiro, escalou os Alpes, os Andes e picos nevados do Himalaia. Foi testemunha presencial da Guerra dos Boers, na África do Sul.

Entre 1908 e 1914 desenvolveu intensa campanha pela restauração monárquica no Brasil, atuando por meio de uma rede de correspondência e divulgando manifestos políticos. Enquanto viveu, a República brasileira não se sentiu segura. Somente depois de sua morte é que foi revogada a Lei do Banimento e os descendentes de D. Pedro II puderam retornar ao Brasil.

Na Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário, combatendo pelos Aliados, e foi condecorado por heroísmo, pelos governos da França, da Inglaterra e da Bélgica. O inverno de 1914-1915, passado nos campos de batalha gelados, lhe produziu uma doença gravíssima de natureza reumática. Afastado da luta ativa e impossibilitado de caminhar, passou os últimos anos de vida lutando contra a enfermidade e tentando recuperar-se, até que a morte o levou em 1920, com apenas 42 anos de idade.

Durante o período em que combateu, redigiu um diário de guerra. Depois de afastado dos combates, continuou escrevendo e analisando os acontecimentos políticos, militares e sociais. Seus escritos, que muitas vezes eram reproduzidos por órgãos da imprensa europeia e brasileira, permitem aquilatar como via e julgava a Guerra, do ponto de vista militar e político, e como previa o mundo do pós-Guerra.

No centenário do seu falecimento, pareceu-me oportuno recordar a figura histórica esquecida, mas tão cheia de lições para os nossos tempos, desse personagem fascinante que passou para a História como “o Príncipe Perfeito”. Foi por isso que me decidi a dar os retoques finais num texto já escrito há vários anos, adequando-o para publicação em forma de livro. O seu mérito, se é que o tem, resulta do fato de se basear quase exclusivamente em documentação primária, a partir de fontes documentais nunca publicadas. Além do seu diário de guerra, cerca de 800 cartas enviadas ou recebidas por D. Luiz foram consultadas, na maior parte nos arquivos da Casa Imperial do Brasil (da qual é Chefe atualmente o neto e homônimo de D. Luiz), mas também no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, na Unicamp e no Instituto D. Isabel I.

As numerosas citações que fiz, dessa abundante correspondência, permitem não somente contextualizar os fatos narrados, mas também penetrar, por assim dizer, na intimidade do Conde d´Eu, da Princesa Isabel, dos seus filhos e do círculo de suas relações sociais e políticas.

Informou-me hoje a Editora que o livro já está sendo impresso na gráfica, e os interessados em adquiri-lo podem solicitá-lo à Livraria Petrus (pelo telefone 11-3331-4522, ou pelo site www.livrariapetrus.com.br). O preço do exemplar – informou também a editora, será de R$ 46,50.

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 



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CINTHYA NUNES - FRUTO DA PAIXÃO

 

 

 

 

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            Uma de minhas frutas preferidas, nativa do Brasil, o maracujá é chamado de passion fruit em inglês. Tem esse nome porque suas flores são conhecidas como “Flor da Paixão”, a Paixão de Cristo. Assim, ele é o fruto da paixão. Em tupi, maracujá quer dizer alimento dentro da cuia. Seu nome científico é passiflora edulis. Aqui em casa é sinônimo de calmante e de comida de lagarta.

            Nem sei precisar de quando vem essa fixação, mas sou apaixonada pela flor do maracujá. Na chácara da minha infância colhíamos maracujás quase o ano inteiro. Depois disso, tentei por várias vezes, sem sucesso cultivá-los. As sementes germinavam, as plantas nasciam e cresciam, mas as folhas logo eram atacadas por implacáveis lagartas que em poucos dias deixavam só os talos.

            Em uma das vezes consegui controlar as lagartas e quase explodi de alegria quando vi duas flores abertas, lindas, apaixonantes. As abelhas e borboletas se deliciavam e eu achava lindo, até me dar conta de que as lagartas são as filhas das borboletas. Nunca consegui um mísero maracujá nas minhas tentativas de plantio em vasos, mas dei de comer a muitas lagartas.

            Descobri, recentemente, que há várias espécies de maracujá. O maracujá doce, de se comer com a colher, é um manjar dos deuses. Tem frutos imensos e outros pequenos, mais doces. O tipo mais comum é o amarelo, correspondendo a 95% do cultivo no mundo. É mais ácido e muito utilizado para doces, sucos e sorvetes.

            A propósito, um dos doces que mais gosto é mousse de maracujá. Bolo de chocolate com maracujá também é uma excelente pedida. Pensando nas calorias, em geral me contento mesmo com o suco. Além de refrescante, também tem propriedades calmantes e é rico em vitamina C e outros nutrientes importantes.

            Embora o suco seja largamente utilizado como calmante, estudiosos afirmam que essa qualidade se concentra mais nas folhas e não no fruto. Fiquei pensando que deve ser por isso que as lagartas comem tão ansiosas as folhas e depois, muito mais calmas, constroem casulos e viram lindas borboletas, símbolos do relaxamento.

            A polpa branca existente entre a casca e as sementes, a entrecasca, também possui muitas propriedades e dela se faz uma farinha rica em fibras, pectina e outras substâncias benéficas à saúde que, segundo estudos, ajudam no controle da glicemia, do colesterol e no funcionamento do intestino.  Em resumo, do maracujá tudo se aproveita.

            Quem já viu pessoalmente um maracujazeiro produzindo sabe que é algo muito bonito de ser ver. Entre os lindos frutos de aparência quase sempre arredondada ou ovalada, amarelos, verdes ou roxos, ficam as flores belíssimas e perfumadas. Planta trepadeira, precisa se apoiar em alguma outra árvore ou em algum suporte para se desenvolver de forma adequada. As folhas, muito verdes, tem formatos bem singulares, ora ligeiramente estreladas, ora lembrando corações. Como disse acima, delas se pode fazer um chá calmante, muito bom para dias difíceis.

            Atualmente estou outra vez na tentativa de produzi-los em casa, no meu quintal de vasos. Plantei as sementes de um maracujá doce que comprei na feira. O primeiro round já foi ganho pelas lagartas, mas a planta se recuperou e segue, por ora, intacta. Enquanto isso, sigo fazendo sucos bem concentrados da fruta, meu remédio caseiro para os momentos em que preciso de paciência para seguir adiante.

            Perfumes e cremes com essência de maracujá são muito benvindos aqui igualmente. Sem dúvidas, esse é, para mim também, o fruto da paixão.

 

 

CINTHYA NUNES é jornalista, advogada, professora universitária e usa e abusa do maracujá sem moderação – cinthyanunes@gmail.com/www.escriturices.com.br



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - FOLHAS E PÉTALAS CAÍDAS

 

 

 

 

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Acabo de ler o artigo “Monumento de folhas caídas” de Frei João Costa, OCD, publicado no Boletim de Espiritualidade, neste mês de outubro, da Ordem dos Carmelitas Descalços de Portugal.
Comenta, o Frei, sobre sua passagem por Roma no Outono, quando as folhas caíam lentamente e não lhe ocorreu perguntar se era por engano, desesperança ou força da lei da vida. Refletiu sobre o papel das folhas na árvore e que, cumpridas, despencam. A árvore poupa assim energia e se preserva para enfrentar os rigores do inverno até que, ao chegar a Primavera, pode reabrir de novo o coração para uma vida nova. Fica, o autor, com essa estação que lhe enche – segundo ele – até as cavernas mais secretas da alma e somente não a troca pela Eternidade. Acrescenta: “Caiam pois a folhas. As tuas e as minhas. E lembrarás, tal como lembro eu, que a sua queda gera vida e protege vida. Delas se libertando, a árvore descobre que se protege e, caindo, fertilizam as terras...”
Conta, ao final, a história de um venerável abade de um célebre mosteiro que deu profissão a um jovem monge que, em poucos meses, murchou. O velho abade não se ficou escandalizado. Respeitou sem forçar nada. Um dia, o moço, atormentado pelas dificuldades e erros, bateu à porta da cela para consultar o sábio ancião. Ele lhe disse: “Tem calma, querido irmão, todos os teus limites e defeitos apenas te instauram como um monumento à misericórdia divina!” Folhas caídas, creio eu, sobre as quais o Senhor gera renascimento.
Lembrei-me da música “Silêncio” de Flávia Wenceslau: “Silêncio, hoje eu preciso tanto ouvir o céu/ Já não é mais urgente assim falar/ Meu coração precisa repousar. /Eu venho lá dos sertões onde a saudade se perdeu/ Daquela estrada empoeirada que doeu/ Feito uma flor que resistiu, assim sou eu. / Silêncio, eu quero ouvir o que me diz a imensidão/ Quero saber se a minha alma tem razão/ Quando acredita que estas coisas vão mudar. / Silêncio, pra eu me lembrar de tantas coisas que eu já sonhei/ E encontrar todas as folhas que eu juntei/ Por esta estrada que me traz até a mim”.
Primavera... Penso nas pétalas que despencaram ao longo de meus dias. Chorei sobre muitas delas. Eram enfeites aos meus olhos e emoções. Talvez, quem sabe, sonhos sem essência maior e, por isso, não valeriam a pena. Foram ora com as intempéries e ora com a brisa porque não eram para ficar. Fizeram-se, hoje, de lembranças vagas. No entanto, quando escolhi, no silêncio, chegar ao Coração do Criador, nas varreduras das pétalas, Ele permitiu que o espaço vazio se transformasse em ninho para uma semente de Céu.

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil



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PÉRICLES CAPANEMA - OS MAIS IMPORTANTE ALIADO DOS TALIBÃS

 

 

 

 

 

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Dias atrás, Zabihullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, fez reveladoras declarações, ainda que congruentes e esperadas: “A China representa oportunidade fundamental e extraordinária para nós, porque está pronta a investir em nosso país e reconstruí-lo. É nosso mais importante parceiro”. Reconstrução, trabalho para o qual serão necessários anos, talvez décadas. E já tem patrono: Pequim.

 

Parceria açambarcadora. Avançando na mesma trilha, Zabihullah afirmou, o Afeganistão apoia a gigantesca política do “One Belt, One Road Initiative” (Iniciativa de um Cinturão e uma Rota, em tradução informal), enorme rede de infraestrutura, portos, ferrovias, estradas e parques industriais, com centro na China, envolvendo Europa, Ásia e África, destinada a consolidar o domínio sínico em toda essa enorme região. Continuou o solícito porta-voz, existem no país “importantes minas de cobre que, modernizadas, graças aos chineses, podem voltar a operar” Indicou a mais que a China será o caminho para o Afeganistão, país mediterrâneo (sem saída para o mar), atingir os mercados mundiais. Na ocasião, ressaltou ainda que o Afeganistão vê a Rússia como parceiro importante e que o país manterá boas relações com Moscou.

 

Pote de barro. Uma fábula e um axioma político apareceram naturalmente nos telões da memória. La Fontaine é o autor da fábula.  Em “pote de ferro e pote de barro”, aquele convida este para uma viagem. O pote de terra recusa, qualquer esbarrão o reduziria a pedaços. Bobagem, redarguiu o pote de ferro; ele o protegeria dos golpes, poderiam caminhar juntos sem problemas. Não deu outra, já nos primeiros cem passos, o pote de ferro se chocou com o pote de barro, que foi reduzido a cacos. Moral da história: cuidado com as alianças em que um é muito forte, o outro é muito fraco. Agora, o axioma político. Atribui-se a Bismarck o dito que em toda aliança um é o cavalo, outro a cavalgadura. Mesmo exagerada, a frase rude revela realidade comum. Quem é o pote de barro no caso acima? Quem a cavalgadura?

 

Um novo protetorado no centro da Ásia. Postas as presentes circunstâncias, o Afeganistão ▬ pouco mais de 650 mil quilômetros quadrados, na casa de 40 milhões de habitantes ▬ caminha para ser protetorado efetivo, ainda que inconfessado, da China. Um passo a mais do expansionismo chinês. Significativamente, já com hábitos de protetorado, nem uma palavra do governo afegão sobre a minoria uigur, população muçulmana de maioria sunita, uns 10 milhões, reprimida ferozmente pelas autoridades de Pequim. Estima-se que quase dois milhões de uigures vivam em campos de confinamento em Xinjiang ▬ nos eufemismos do governo chinês, campos de reeducação para limpar corações, fortalecer a retidão e eliminar o mal. A China comunista, no Ocidente, tem sido acusada de genocídio praticado contra os uigurs; entre os acusadores está o governo dos Estados Unidos. O Afeganistão vizinho e muçulmano se cala a respeito.

 

Irã, Arábia Saudita, Paquistão. Em 2001, no anterior governo talibã, os únicos países que o reconheciam eram a Arábia Saudita, Paquistão e os Emirados Árabes Unidos. O Irã xiita não o reconhecia. Como se apresentará a situação agora? Terão apoio em potências muçulmanas? Terão o controle interno do país? Há muita oposição entre confissões religiosas, etnias, tribos que constituem o tecido interno das populações afegãs. E é um povo que não teme a guerra, luta com facilidade; não sem motivo o Afeganistão foi chamado de cemitério de impérios. E para muitos afegãos o talibã é visto como o dominador estrangeiro.

 

Liberdades naturais. Há o dever moral, ademais de interesses estratégicos, de proteção às liberdades naturais no Afeganistão pelos países ocidentais. Ponto importante, apoiar e estimular a reação interna diante da repressão crescente com alegada base na sharia. Líderes tribais, que merecem sustentação, já devem estar sendo perseguidos pelo governo, tendo o respaldo de China, Rússia, algumas potências e movimentos muçulmanos. Organizações defensoras dos direitos humanos, em especial dos direitos das mulheres, têm o dever de agir com energia. O silêncio conivente delas será parecido com a posição do governo afegão diante do genocídio uigur.

 

A reconquista.  Não há como fugir ao dever, começou para os afegãos e também para o Ocidente a etapa da reconquista: É infame e suicida entregar de mão beijada a Pequim e aos talibãs enorme e promissor país no centro da Ásia

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - - AS DOZE VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI 5ªSÉRIE 6ª. A FLEXIBILIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Flexibilidade é a característica do que é flexível, ou seja, aquilo que consegue dobra-se com facilidade e  é maleável. Também pode significar algo que se move  com facilidade e agilidade, ou que possui fácil manuseio.

No sentido figurado da palavra, a flexibilidade de um indivíduo é a qualidade de compreender, aceitar ou assumir as opiniões, ideias ou pensamentos de outras pessoas. Normalmente, as pessoas flexíveis são consideradas dóceis e diplomáticas. A capacidade de um indivíduo conseguir realizar várias actividades ou ocupações ao mesmo tempo, pode ser considerada um tipo de flexibilidade. A flexibilidade do corpo humano está relacionada com a anatomia humana, com as possibilidades de movimentos das articulações. Os exercícios para a flexibilidade do corpo permitem uma maior amplitude de movimentos corpóreos.

 

Flexibilidade no trabalho. A flexibilidade no trabalho é um conceito que ganhou força no século XXI, utilizando os serviços fornecidos pelas  novas tecnologias para alterar o tradicional sistema organizacional e uma empresa.

Com  a Internet e as novas tecnologias de comunicação  e informações, a presença física do profissional no ambiente de trabalho passou a não ser um factor imprescindível. Muitas empresas contratam funcionários com “horários flexíveis”, onde estes têm liberdade de escolher a melhor hora do dia para cumprir as suas obrigações dentro da companhia para a qual trabalham.

A flexibilidade no trabalho passa por outros quesitos, como por exemplo o modo de se vestir e os ambientes de lazer disponíveis na empresa. As empresas que adotam  o conceito de flexibilidade no trabalho acreditam que oferecendo condições mais flexíveis para seus profissionais, estes terão um rendimento mais satisfatório sem eus cargos.

 

Flexibilidade cognitiva. A flexibilidade cognitiva é a capacidade de conseguir interpretar  determinadas situações ou informações a partir de vários pontos de vista  e perspectivas. Normalmente, o indivíduo tende a interpretar algo  baseado m experiências pessoas ou crenças pré-estabelecidas. A flexibilidade cognitiva é um exercício para conseguir encontrar respostas alternativas diante de uma mesma situação.

 

Existem algumas modalidades como a ginástica rítmica e a ginástica olímpica que necessitam  mais deste componente(flexibilidade) do que outros desportos, pois a sua utilização exerce grande influência no decorrer do desenvolvimento da modalidade e no decorrer do desenvolvimento do atleta. A flexibilidade deve ser encarada como uma forma de preparação do corpo devendo ser incluída nos programas de treinamento desportivo de todos os atletas, embora não seja considerada como importante ou prioritária, pois para muitos profissionais ela é tida como componente secundário do treinamento desportivo.

 

Podemos dividir a flexibilidade em três categorias.

* Flexibilidade dinâmica – é  a  habilidade de executar movimentos dinâmicos dos músculos para trazer um membro  através da sua amplitude máxima de movimento articular, e que é testada através do movimento realizado pelo próprio indivíduo.

* Flexibilidade passiva –é maior que a dinâmica  e corresponde à habilidade de assumir posições  mantê-las, usando uma força externa ao seu corpo. Como o peso do próprio corpo. A sustentação dos seus membros ou alguns outros instrumentos.(tais como uma cadeira ou uma barra), a flexibilidade passiva é testada quando outra pessoa realiza o movimento sobre a amplitude articular do paciente.

* Flexibilidade anatómica – que é maior que a passiva, representa a amplitude articular máxima, proporcionada pelas características morfológicas das superfícies articulares, sendo testada, apenas,. Quando não há presença de nenhum tecido entre as articulações.

 

A flexibilidade traz grandes benefícios à saúde, logo seria de grande valia que o professor de educação física aplicasse esse treinamento nas aulas escolares de uma forma  prazerosa, de forma que as crianças sintam prazer em praticar, assim como as crianças que dançam bale treinam a flexibilidade e gostam, esta também pode ser aplacada na escola, não que deva ser uma aula d bale, pode ser aplicada por exemplo, numa aula de ginástica ou alguns minutos antes de começar a sua aula desportiva, junto ao alongamento. A flexibilidade é uma capacidade física onde o indivíduo pode realizar movimentos com maior amplitude articular, podendo realizar movimentos com um ângulo maior, com mais conforto na realização dos mesmos e proporcionando assim um bem-estar mais elevado..

 

Flexibilidade de carácter. No caso da flexibilidade d carácter, a qualidade referir-se tanto como uma atitude positiva como negativa. Assim, a partir de uma visão negativa, a flexibilidade de carácter  envolve volubilidade e incapacidade em manter-se para cumprir os seus desejos ou projectos quando as circunstâncias são adversas, tendo como consequência o fracasso. Do ponto de vista positivo, a possibilidade de ser  flexível refere-se a uma incapacidade de adaptação às  circunstâncias vividas.

 

Flexibilidade religiosa no trabalho.  Um estudo empreendido por uma empresa  americana revela que um terço das empresas norte-americanas não oferecem horários  flexíveis para os empregados que costumam cumprir com as suas obrigações religiosas. Apenas 13% . das  companhias  abriam excepções com relação aos códios religiosos de  aparência e vestimenta.

 

Flexibilidade religiosa  no trabalho. Há grandes empresas que aplicam regras com relação aos horários de entrada e saída e até mesmo quanto ao traje dos empregados. Há empresas que são flexíveis respeitando os sentimentos religiosos dos empregados. Por exemplo, judeus podem desfrutar  de feriado durante o Rosh Hashaná(ano novo judaico) e trabalhar quando a maioria das pessoas cristãs comemoram  o ano novo, no final de Dezembro. Nenhuma empresa  deve descriminar qualquer funcionário por conta de suas práticas religiosas. Quando o funcionário  se sente respeitado nas suas crenças religiosas costuma ainda dar mais empenho em realizar bem as suas tarefas.  

Devemos praticar a flexibilidade em vários momentos da nossa vida, quer se trate no âmbito da religião, da política e da profissão quer se trate no âmbito familiar e social.

No entanto, a flexibilidade não pode  prejudicar a verdade, a justiça e a caridade.   

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt

     



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