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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2021
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - HOJE É O DIA DO NASCITURO E O DIA DO DIREITO Á VIDA NO BRASIL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por inspiração da Igreja Católica, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, comemora-se a oito de outubro no Brasil,  o Dia do Nascituro e o Dia do Direito à Vida, duas celebrações de grande relevância, que merecem ser bem preparadas e comemoradas através de realizações que visem conscientizar determinadas pessoas sobre princípios éticos de proteção à vida, divulgando aspectos científicos, morais e religiosos.

O PACTO DE SÃO JOSE DA COSTA RICA, uma das mais importantes convenções internacionais, dispôs em seu art. 4, que “TODA PESSOA TEM O DIREITO DE QUE SE RESPEITE SUA VIDA. ESSE DIREITO DEVE SER PROTEGIDO PELA LEI E, EM GERAL, DESDE O MOMENTO DA CONCEPÇÃO. NINGUÉM PODE SER PRIVADO DA VIDA ARBITRARIAMENTE” . Em nosso país, o Código Civil Brasileiro, no art. 2, “...põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro”. O Conselho da Europa, órgão legislativo que tem suas recomendações seguidas por mais de trinta países europeus, definiu o que é um ser humano: “Desde o momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, aquela diminuta célula já é uma pessoa e portanto intocável”.

Ressalte-se, no aspecto científico, texto do Jornal da Universidade de São Paulo – USP, edição de 22 de março de 2004, que relatou a opinião de seus pesquisadores no sentido de que “o embrião, mesmo com algumas horas de existência, já é um ser humano. A partir desse fundamento, as pesquisas que envolvam o sacrifício de embriões humanos, eufemisticamente denominadas de ‘clonagem terapêutica’, são inaceitáveis, pois desvirtuam o próprio sentido da investigação cientifica”. Por outro lado, “aceitar o fato de que, após a fecundação, um novo indivíduo começou a existir, já não é uma questão de gosto ou de opinião. A natureza do ser humano, desde a concepção até a velhice, não é uma hipótese metafísica, mas uma evidência experimental” (JÉROME LEJEUNE, professor da Sorbonne- Revista Veja).

Assim, a vida merece tutela legal desde a concepção. Apesar de toda a proteção que lhe é assegurada, o que vemos hoje é uma tendência muito grande à sua banalização. As pessoas não se importam mais com os outros e até a morte, transformada em mera fatalidade biológica, passou a ser um evento quase que neutro, revestido da aparência de mero espetáculo. Tanto que se assiste pela TV, a centenas de mortes por dia, numa visível demonstração de abandalhamento de princípios, que rendem exclusivamente, altos índices de audiência. Tal desprezo se prende ao fato de que grande parte da sociedade, seja por interesses de ordem política, social ou econômica, seja por manifesto egoísmo ou insensibilidade, imunizou-se em relação ao próximo.

Por outro lado, reafirmemos nossa convicção de que todos os indivíduos são criados à imagem e semelhança de Deus e que na última raiz da defesa dos direitos humanos está a dignidade e a vocação social do homem à comunhão e participação como pessoa, como ser para a comunidade, como criador de relações sociais profundamente marcadas por elas. A situação propõe que lutemos contra as injustiças, as discriminações, a pobreza e a agressividade, tentando consolidar a dignidade humana, e conseqüentemente, a paz social. De nada adianta protegermos a vida se não a dignificarmos. O nosso desafio é buscar esta conciliação, manifestamente difícil num país como o Brasil, mas não impossível. Para tanto, devemos contribuir com princípios éticos que reafirmem a primazia da pessoa humana sobre o materialismo e as questões meramente econômicas, buscando os reais valores no plano da justiça social e distribuição de renda. Quando colocarmos a pessoa no caminho de realizações sólidas e na linha da fraternidade, poderemos cantar a vitória da vida.

            A vida humana é sempre um dom gratuito para quem a possui e cada pessoa é um dom valioso para a humanidade, não obstante a variedade de suas condições sociais, de idade ou de saúde. A convicção deste preceito deve nortear nossos atos para lutarmos com obstinação por dignidade. O nosso desafio é buscar a conciliação entre a proteção da vida e as condições dignas para todos.  Precisamos assim, contribuir com princípios éticos que reafirmem a primazia do ser sobre o ter, da solidariedade e fraternidade sobre o materialismo e questões meramente econômicas, solidificando  os reais valores no plano da justiça social e distribuição de renda.

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLIé advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí). É ex-Presidentes das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com).



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - DOM LUIZ NA GRANDE GUERRA

 

 

 

 

 

 

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Estou publicando neste mês de dezembro, pela Editora Artpress, de São Paulo, um livro intitulado “Dom Luiz na Grande Guerra: aventuras, desventuras e conjecturas de um Príncipe brasileiro”.

  1. Luiz de Orleans e Bragança (1878-1920) foi sem dúvida o mais brilhante dos netos de D. Pedro II. Teve uma vida breve, mas intensa e cheia de acontecimentos marcantes. O relato de sua vida pareceria fruto da imaginação de um romancista, se não fosse apoiado, como é, por documentação histórica muito sólida.

Tinha 11 anos quando a proclamação da República determinou a partida da Família Imperial para o exílio. Recebeu formação na Academia Militar de Viena e destacou-se desde muito jovem como intelectual e autor de livros que lhe garantiram considerável prestígio nos meios cultos europeus e brasileiros. Viajou pelo mundo inteiro, escalou os Alpes, os Andes e picos nevados do Himalaia. Foi testemunha presencial da Guerra dos Boers, na África do Sul.

Entre 1908 e 1914 desenvolveu intensa campanha pela restauração monárquica no Brasil, atuando por meio de uma rede de correspondência e divulgando manifestos políticos. Enquanto viveu, a República brasileira não se sentiu segura. Somente depois de sua morte é que foi revogada a Lei do Banimento e os descendentes de D. Pedro II puderam retornar ao Brasil.

Na Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário, combatendo pelos Aliados, e foi condecorado por heroísmo, pelos governos da França, da Inglaterra e da Bélgica. O inverno de 1914-1915, passado nos campos de batalha gelados, lhe produziu uma doença gravíssima de natureza reumática. Afastado da luta ativa e impossibilitado de caminhar, passou os últimos anos de vida lutando contra a enfermidade e tentando recuperar-se, até que a morte o levou em 1920, com apenas 42 anos de idade.

Durante o período em que combateu, redigiu um diário de guerra. Depois de afastado dos combates, continuou escrevendo e analisando os acontecimentos políticos, militares e sociais. Seus escritos, que muitas vezes eram reproduzidos por órgãos da imprensa europeia e brasileira, permitem aquilatar como via e julgava a Guerra, do ponto de vista militar e político, e como previa o mundo do pós-Guerra.

No centenário do seu falecimento, pareceu-me oportuno recordar a figura histórica esquecida, mas tão cheia de lições para os nossos tempos, desse personagem fascinante que passou para a História como “o Príncipe Perfeito”. Foi por isso que me decidi a dar os retoques finais num texto já escrito há vários anos, adequando-o para publicação em forma de livro. O seu mérito, se é que o tem, resulta do fato de se basear quase exclusivamente em documentação primária, a partir de fontes documentais nunca publicadas. Além do seu diário de guerra, cerca de 800 cartas enviadas ou recebidas por D. Luiz foram consultadas, na maior parte nos arquivos da Casa Imperial do Brasil (da qual é Chefe atualmente o neto e homônimo de D. Luiz), mas também no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, na Unicamp e no Instituto D. Isabel I.

As numerosas citações que fiz, dessa abundante correspondência, permitem não somente contextualizar os fatos narrados, mas também penetrar, por assim dizer, na intimidade do Conde d´Eu, da Princesa Isabel, dos seus filhos e do círculo de suas relações sociais e políticas.

Informou-me hoje a Editora que o livro já está sendo impresso na gráfica, e os interessados em adquiri-lo podem solicitá-lo à Livraria Petrus (pelo telefone 11-3331-4522, ou pelo site www.livrariapetrus.com.br). O preço do exemplar – informou também a editora, será de R$ 46,50.

 

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 



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CINTHYA NUNES - FRUTO DA PAIXÃO

 

 

 

 

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            Uma de minhas frutas preferidas, nativa do Brasil, o maracujá é chamado de passion fruit em inglês. Tem esse nome porque suas flores são conhecidas como “Flor da Paixão”, a Paixão de Cristo. Assim, ele é o fruto da paixão. Em tupi, maracujá quer dizer alimento dentro da cuia. Seu nome científico é passiflora edulis. Aqui em casa é sinônimo de calmante e de comida de lagarta.

            Nem sei precisar de quando vem essa fixação, mas sou apaixonada pela flor do maracujá. Na chácara da minha infância colhíamos maracujás quase o ano inteiro. Depois disso, tentei por várias vezes, sem sucesso cultivá-los. As sementes germinavam, as plantas nasciam e cresciam, mas as folhas logo eram atacadas por implacáveis lagartas que em poucos dias deixavam só os talos.

            Em uma das vezes consegui controlar as lagartas e quase explodi de alegria quando vi duas flores abertas, lindas, apaixonantes. As abelhas e borboletas se deliciavam e eu achava lindo, até me dar conta de que as lagartas são as filhas das borboletas. Nunca consegui um mísero maracujá nas minhas tentativas de plantio em vasos, mas dei de comer a muitas lagartas.

            Descobri, recentemente, que há várias espécies de maracujá. O maracujá doce, de se comer com a colher, é um manjar dos deuses. Tem frutos imensos e outros pequenos, mais doces. O tipo mais comum é o amarelo, correspondendo a 95% do cultivo no mundo. É mais ácido e muito utilizado para doces, sucos e sorvetes.

            A propósito, um dos doces que mais gosto é mousse de maracujá. Bolo de chocolate com maracujá também é uma excelente pedida. Pensando nas calorias, em geral me contento mesmo com o suco. Além de refrescante, também tem propriedades calmantes e é rico em vitamina C e outros nutrientes importantes.

            Embora o suco seja largamente utilizado como calmante, estudiosos afirmam que essa qualidade se concentra mais nas folhas e não no fruto. Fiquei pensando que deve ser por isso que as lagartas comem tão ansiosas as folhas e depois, muito mais calmas, constroem casulos e viram lindas borboletas, símbolos do relaxamento.

            A polpa branca existente entre a casca e as sementes, a entrecasca, também possui muitas propriedades e dela se faz uma farinha rica em fibras, pectina e outras substâncias benéficas à saúde que, segundo estudos, ajudam no controle da glicemia, do colesterol e no funcionamento do intestino.  Em resumo, do maracujá tudo se aproveita.

            Quem já viu pessoalmente um maracujazeiro produzindo sabe que é algo muito bonito de ser ver. Entre os lindos frutos de aparência quase sempre arredondada ou ovalada, amarelos, verdes ou roxos, ficam as flores belíssimas e perfumadas. Planta trepadeira, precisa se apoiar em alguma outra árvore ou em algum suporte para se desenvolver de forma adequada. As folhas, muito verdes, tem formatos bem singulares, ora ligeiramente estreladas, ora lembrando corações. Como disse acima, delas se pode fazer um chá calmante, muito bom para dias difíceis.

            Atualmente estou outra vez na tentativa de produzi-los em casa, no meu quintal de vasos. Plantei as sementes de um maracujá doce que comprei na feira. O primeiro round já foi ganho pelas lagartas, mas a planta se recuperou e segue, por ora, intacta. Enquanto isso, sigo fazendo sucos bem concentrados da fruta, meu remédio caseiro para os momentos em que preciso de paciência para seguir adiante.

            Perfumes e cremes com essência de maracujá são muito benvindos aqui igualmente. Sem dúvidas, esse é, para mim também, o fruto da paixão.

 

 

CINTHYA NUNES é jornalista, advogada, professora universitária e usa e abusa do maracujá sem moderação – cinthyanunes@gmail.com/www.escriturices.com.br



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - FOLHAS E PÉTALAS CAÍDAS

 

 

 

 

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Acabo de ler o artigo “Monumento de folhas caídas” de Frei João Costa, OCD, publicado no Boletim de Espiritualidade, neste mês de outubro, da Ordem dos Carmelitas Descalços de Portugal.
Comenta, o Frei, sobre sua passagem por Roma no Outono, quando as folhas caíam lentamente e não lhe ocorreu perguntar se era por engano, desesperança ou força da lei da vida. Refletiu sobre o papel das folhas na árvore e que, cumpridas, despencam. A árvore poupa assim energia e se preserva para enfrentar os rigores do inverno até que, ao chegar a Primavera, pode reabrir de novo o coração para uma vida nova. Fica, o autor, com essa estação que lhe enche – segundo ele – até as cavernas mais secretas da alma e somente não a troca pela Eternidade. Acrescenta: “Caiam pois a folhas. As tuas e as minhas. E lembrarás, tal como lembro eu, que a sua queda gera vida e protege vida. Delas se libertando, a árvore descobre que se protege e, caindo, fertilizam as terras...”
Conta, ao final, a história de um venerável abade de um célebre mosteiro que deu profissão a um jovem monge que, em poucos meses, murchou. O velho abade não se ficou escandalizado. Respeitou sem forçar nada. Um dia, o moço, atormentado pelas dificuldades e erros, bateu à porta da cela para consultar o sábio ancião. Ele lhe disse: “Tem calma, querido irmão, todos os teus limites e defeitos apenas te instauram como um monumento à misericórdia divina!” Folhas caídas, creio eu, sobre as quais o Senhor gera renascimento.
Lembrei-me da música “Silêncio” de Flávia Wenceslau: “Silêncio, hoje eu preciso tanto ouvir o céu/ Já não é mais urgente assim falar/ Meu coração precisa repousar. /Eu venho lá dos sertões onde a saudade se perdeu/ Daquela estrada empoeirada que doeu/ Feito uma flor que resistiu, assim sou eu. / Silêncio, eu quero ouvir o que me diz a imensidão/ Quero saber se a minha alma tem razão/ Quando acredita que estas coisas vão mudar. / Silêncio, pra eu me lembrar de tantas coisas que eu já sonhei/ E encontrar todas as folhas que eu juntei/ Por esta estrada que me traz até a mim”.
Primavera... Penso nas pétalas que despencaram ao longo de meus dias. Chorei sobre muitas delas. Eram enfeites aos meus olhos e emoções. Talvez, quem sabe, sonhos sem essência maior e, por isso, não valeriam a pena. Foram ora com as intempéries e ora com a brisa porque não eram para ficar. Fizeram-se, hoje, de lembranças vagas. No entanto, quando escolhi, no silêncio, chegar ao Coração do Criador, nas varreduras das pétalas, Ele permitiu que o espaço vazio se transformasse em ninho para uma semente de Céu.

 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil



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PÉRICLES CAPANEMA - OS MAIS IMPORTANTE ALIADO DOS TALIBÃS

 

 

 

 

 

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Dias atrás, Zabihullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, fez reveladoras declarações, ainda que congruentes e esperadas: “A China representa oportunidade fundamental e extraordinária para nós, porque está pronta a investir em nosso país e reconstruí-lo. É nosso mais importante parceiro”. Reconstrução, trabalho para o qual serão necessários anos, talvez décadas. E já tem patrono: Pequim.

 

Parceria açambarcadora. Avançando na mesma trilha, Zabihullah afirmou, o Afeganistão apoia a gigantesca política do “One Belt, One Road Initiative” (Iniciativa de um Cinturão e uma Rota, em tradução informal), enorme rede de infraestrutura, portos, ferrovias, estradas e parques industriais, com centro na China, envolvendo Europa, Ásia e África, destinada a consolidar o domínio sínico em toda essa enorme região. Continuou o solícito porta-voz, existem no país “importantes minas de cobre que, modernizadas, graças aos chineses, podem voltar a operar” Indicou a mais que a China será o caminho para o Afeganistão, país mediterrâneo (sem saída para o mar), atingir os mercados mundiais. Na ocasião, ressaltou ainda que o Afeganistão vê a Rússia como parceiro importante e que o país manterá boas relações com Moscou.

 

Pote de barro. Uma fábula e um axioma político apareceram naturalmente nos telões da memória. La Fontaine é o autor da fábula.  Em “pote de ferro e pote de barro”, aquele convida este para uma viagem. O pote de terra recusa, qualquer esbarrão o reduziria a pedaços. Bobagem, redarguiu o pote de ferro; ele o protegeria dos golpes, poderiam caminhar juntos sem problemas. Não deu outra, já nos primeiros cem passos, o pote de ferro se chocou com o pote de barro, que foi reduzido a cacos. Moral da história: cuidado com as alianças em que um é muito forte, o outro é muito fraco. Agora, o axioma político. Atribui-se a Bismarck o dito que em toda aliança um é o cavalo, outro a cavalgadura. Mesmo exagerada, a frase rude revela realidade comum. Quem é o pote de barro no caso acima? Quem a cavalgadura?

 

Um novo protetorado no centro da Ásia. Postas as presentes circunstâncias, o Afeganistão ▬ pouco mais de 650 mil quilômetros quadrados, na casa de 40 milhões de habitantes ▬ caminha para ser protetorado efetivo, ainda que inconfessado, da China. Um passo a mais do expansionismo chinês. Significativamente, já com hábitos de protetorado, nem uma palavra do governo afegão sobre a minoria uigur, população muçulmana de maioria sunita, uns 10 milhões, reprimida ferozmente pelas autoridades de Pequim. Estima-se que quase dois milhões de uigures vivam em campos de confinamento em Xinjiang ▬ nos eufemismos do governo chinês, campos de reeducação para limpar corações, fortalecer a retidão e eliminar o mal. A China comunista, no Ocidente, tem sido acusada de genocídio praticado contra os uigurs; entre os acusadores está o governo dos Estados Unidos. O Afeganistão vizinho e muçulmano se cala a respeito.

 

Irã, Arábia Saudita, Paquistão. Em 2001, no anterior governo talibã, os únicos países que o reconheciam eram a Arábia Saudita, Paquistão e os Emirados Árabes Unidos. O Irã xiita não o reconhecia. Como se apresentará a situação agora? Terão apoio em potências muçulmanas? Terão o controle interno do país? Há muita oposição entre confissões religiosas, etnias, tribos que constituem o tecido interno das populações afegãs. E é um povo que não teme a guerra, luta com facilidade; não sem motivo o Afeganistão foi chamado de cemitério de impérios. E para muitos afegãos o talibã é visto como o dominador estrangeiro.

 

Liberdades naturais. Há o dever moral, ademais de interesses estratégicos, de proteção às liberdades naturais no Afeganistão pelos países ocidentais. Ponto importante, apoiar e estimular a reação interna diante da repressão crescente com alegada base na sharia. Líderes tribais, que merecem sustentação, já devem estar sendo perseguidos pelo governo, tendo o respaldo de China, Rússia, algumas potências e movimentos muçulmanos. Organizações defensoras dos direitos humanos, em especial dos direitos das mulheres, têm o dever de agir com energia. O silêncio conivente delas será parecido com a posição do governo afegão diante do genocídio uigur.

 

A reconquista.  Não há como fugir ao dever, começou para os afegãos e também para o Ocidente a etapa da reconquista: É infame e suicida entregar de mão beijada a Pequim e aos talibãs enorme e promissor país no centro da Ásia

 

 

 

 

PÉRICLES CAPANEMA - é engenheiro civil, UFMG, turma de 1970, autor do livro “Horizontes de Minas"



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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - - AS DOZE VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI 5ªSÉRIE 6ª. A FLEXIBILIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Flexibilidade é a característica do que é flexível, ou seja, aquilo que consegue dobra-se com facilidade e  é maleável. Também pode significar algo que se move  com facilidade e agilidade, ou que possui fácil manuseio.

No sentido figurado da palavra, a flexibilidade de um indivíduo é a qualidade de compreender, aceitar ou assumir as opiniões, ideias ou pensamentos de outras pessoas. Normalmente, as pessoas flexíveis são consideradas dóceis e diplomáticas. A capacidade de um indivíduo conseguir realizar várias actividades ou ocupações ao mesmo tempo, pode ser considerada um tipo de flexibilidade. A flexibilidade do corpo humano está relacionada com a anatomia humana, com as possibilidades de movimentos das articulações. Os exercícios para a flexibilidade do corpo permitem uma maior amplitude de movimentos corpóreos.

 

Flexibilidade no trabalho. A flexibilidade no trabalho é um conceito que ganhou força no século XXI, utilizando os serviços fornecidos pelas  novas tecnologias para alterar o tradicional sistema organizacional e uma empresa.

Com  a Internet e as novas tecnologias de comunicação  e informações, a presença física do profissional no ambiente de trabalho passou a não ser um factor imprescindível. Muitas empresas contratam funcionários com “horários flexíveis”, onde estes têm liberdade de escolher a melhor hora do dia para cumprir as suas obrigações dentro da companhia para a qual trabalham.

A flexibilidade no trabalho passa por outros quesitos, como por exemplo o modo de se vestir e os ambientes de lazer disponíveis na empresa. As empresas que adotam  o conceito de flexibilidade no trabalho acreditam que oferecendo condições mais flexíveis para seus profissionais, estes terão um rendimento mais satisfatório sem eus cargos.

 

Flexibilidade cognitiva. A flexibilidade cognitiva é a capacidade de conseguir interpretar  determinadas situações ou informações a partir de vários pontos de vista  e perspectivas. Normalmente, o indivíduo tende a interpretar algo  baseado m experiências pessoas ou crenças pré-estabelecidas. A flexibilidade cognitiva é um exercício para conseguir encontrar respostas alternativas diante de uma mesma situação.

 

Existem algumas modalidades como a ginástica rítmica e a ginástica olímpica que necessitam  mais deste componente(flexibilidade) do que outros desportos, pois a sua utilização exerce grande influência no decorrer do desenvolvimento da modalidade e no decorrer do desenvolvimento do atleta. A flexibilidade deve ser encarada como uma forma de preparação do corpo devendo ser incluída nos programas de treinamento desportivo de todos os atletas, embora não seja considerada como importante ou prioritária, pois para muitos profissionais ela é tida como componente secundário do treinamento desportivo.

 

Podemos dividir a flexibilidade em três categorias.

* Flexibilidade dinâmica – é  a  habilidade de executar movimentos dinâmicos dos músculos para trazer um membro  através da sua amplitude máxima de movimento articular, e que é testada através do movimento realizado pelo próprio indivíduo.

* Flexibilidade passiva –é maior que a dinâmica  e corresponde à habilidade de assumir posições  mantê-las, usando uma força externa ao seu corpo. Como o peso do próprio corpo. A sustentação dos seus membros ou alguns outros instrumentos.(tais como uma cadeira ou uma barra), a flexibilidade passiva é testada quando outra pessoa realiza o movimento sobre a amplitude articular do paciente.

* Flexibilidade anatómica – que é maior que a passiva, representa a amplitude articular máxima, proporcionada pelas características morfológicas das superfícies articulares, sendo testada, apenas,. Quando não há presença de nenhum tecido entre as articulações.

 

A flexibilidade traz grandes benefícios à saúde, logo seria de grande valia que o professor de educação física aplicasse esse treinamento nas aulas escolares de uma forma  prazerosa, de forma que as crianças sintam prazer em praticar, assim como as crianças que dançam bale treinam a flexibilidade e gostam, esta também pode ser aplacada na escola, não que deva ser uma aula d bale, pode ser aplicada por exemplo, numa aula de ginástica ou alguns minutos antes de começar a sua aula desportiva, junto ao alongamento. A flexibilidade é uma capacidade física onde o indivíduo pode realizar movimentos com maior amplitude articular, podendo realizar movimentos com um ângulo maior, com mais conforto na realização dos mesmos e proporcionando assim um bem-estar mais elevado..

 

Flexibilidade de carácter. No caso da flexibilidade d carácter, a qualidade referir-se tanto como uma atitude positiva como negativa. Assim, a partir de uma visão negativa, a flexibilidade de carácter  envolve volubilidade e incapacidade em manter-se para cumprir os seus desejos ou projectos quando as circunstâncias são adversas, tendo como consequência o fracasso. Do ponto de vista positivo, a possibilidade de ser  flexível refere-se a uma incapacidade de adaptação às  circunstâncias vividas.

 

Flexibilidade religiosa no trabalho.  Um estudo empreendido por uma empresa  americana revela que um terço das empresas norte-americanas não oferecem horários  flexíveis para os empregados que costumam cumprir com as suas obrigações religiosas. Apenas 13% . das  companhias  abriam excepções com relação aos códios religiosos de  aparência e vestimenta.

 

Flexibilidade religiosa  no trabalho. Há grandes empresas que aplicam regras com relação aos horários de entrada e saída e até mesmo quanto ao traje dos empregados. Há empresas que são flexíveis respeitando os sentimentos religiosos dos empregados. Por exemplo, judeus podem desfrutar  de feriado durante o Rosh Hashaná(ano novo judaico) e trabalhar quando a maioria das pessoas cristãs comemoram  o ano novo, no final de Dezembro. Nenhuma empresa  deve descriminar qualquer funcionário por conta de suas práticas religiosas. Quando o funcionário  se sente respeitado nas suas crenças religiosas costuma ainda dar mais empenho em realizar bem as suas tarefas.  

Devemos praticar a flexibilidade em vários momentos da nossa vida, quer se trate no âmbito da religião, da política e da profissão quer se trate no âmbito familiar e social.

No entanto, a flexibilidade não pode  prejudicar a verdade, a justiça e a caridade.   

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt

     



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JORGE VICENTE - SOLIDÃO

 

 

 

 

 

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Pode ser uma imagem de texto que diz "Sodidão Gosto de estar sozinho, Aprecio este silêncio. Amar tudo em meu redor, Contemplar este mistério!... Quero a minha companhia, Sou um animal pensante. Esquecido no silêncio, Revivendo todo instante!... De nada mais m'interessar. Sozinho não minto, não fujo. Nunca mais irei abandonar, Não faço como um sabujo... Vou rasgar o meu coração, Abrir as portas do meu ser. Não é melhor que a solidão, Mas, vou viver para esquecer!... Jorge Vicente Solidão SolidãooSolite? ou Solitude?"

 

 

 

 

JORGE VICENTE    -   Fribourgo, Suiça



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FELIPE AQUINO - HOJE COMEÇA A NOVENA A NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia 7 de outubro é a festa de Nossa Senhora do Rosário. Segundo a tradição, foi a própria Mãe de Deus que apareceu um dia a São Domingos de Gusmão (1170-1221), ensinou-lhe a rezar o Santo Rosário e lhe pediu que se propagasse esta prática, prometendo que muitos pecadores se converteriam e obteriam abundantes graças.

 

A poucos dias da grande celebração em honra a Nossa Senhora do Rosário, segue uma novena para pedir a sua intercessão:

 

 

 

Oração Inicial

 

Oh, Mãe e clementíssima Virgem do Rosário! Vós que plantastes na Igreja, por meio de vosso privilegiado filho Domingos, o místico remédio do Santo Rosário, fazei que abracemos todos tua santa devoção e obtenhamos seu verdadeiro espírito; De sorte que aquelas místicas rosas sejam em nossos lábios e coração, pelos pecadores, medicina, e pelos justos, aumento de graça. Amém.

Pedir aqui com confiança a graça que se deseja obter com esta novena.

 

Orações Finais

 

Rezar quatro Ave-Marias e Glórias em reverência às quatro ordens de mistérios do Santo Rosário.

Terminar com a seguinte oração:

Oh, Santíssima Virgem, Mãe de Deus, doce refúgio e esperança piedosa de todos os aflitos! Por aquela confiança e autoridade de Mãe com que podeis apresentar nossos rogos ao que é árbitro soberano de nosso bem, empenhai uma e outra em favor nosso. Consegui-nos o reformar com o Santo Rosário nossas vidas, estudando em tão doce livro a fiel imitação de vosso Filho Jesus, até que possamos adorá-Lo e amá-Lo por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

 

Leia também: 07/10 – Nossa Senhora do Rosário

Por que dia 7 de outubro é dia de Nossa Senhora do Santo Rosário?

Você conhece a história da Batalha de Lepanto?

As quinze promessas do Rosário

Nossa Senhora do Rosário

Decálogo sobre o Rosário

O Rosário na História

 

Primeiro Dia

 

“Deus vos salve”

Quanto minha alma se alegra, amabilíssima Virgem, com as doces recordações que em mim desperta esta saudação! Enche-se de alegria meu coração ao dizer o “Ave-Maria”, para acompanhar a alegria que teve vosso Espírito ao escutar da boca do anjo, alegrando-me da eleição que de Vós fez o Onipotente para dar-nos o Senhor. Amém.

 

Segundo Dia

 

“Maria” nome Santo!

Dignai-vos, amabilíssima Mãe, selar com vosso nome a memória das súplicas nossas, dai-nos a esperança de que nos atenda benignamente vosso Filho Jesus, para que alcancemos o aborrecimento a todas as vaidades do mundo, firme amor a virtude, e ânsias contínuas de nossa eterna salvação. Amém.

 

Terceiro Dia

 

“Cheia sois de graça”

Doce Mãe! Deus Vos salve, Maria, sacrário riquíssimo em que descansou corporalmente a plenitude da Divindade: A vossos pés se apresenta desnuda minha pobre alma, pedindo a graça e o amor de Deus, com o que fostes enriquecida, fazendo-te cheia de virtude, cheia de santidade e cheia de graça. Amém.

 

Quarto Dia

 

“O Senhor é contigo”

Oh, Santíssima Virgem! Aquele imenso Senhor, que por sua essência fez todas as coisas, está em Vós e convosco por modo muito superior. Mãe minha, venha a nós o Senhor através de Vós. Mas, como tende vir a um coração de tão pouca limpeza como o meu Aquele Senhor que, para fazer de Vós sua habitação, quis com tal prodígio, que não se perdesse vossa virgindade sendo Mãe? Oh! Mora em nós tanta impureza, para que habite em nossa alma o Senhor. Amém.

 

Quinto Dia

 

“Bendita sois entre todas as mulheres”

Vós sois a glória de Jerusalém! Vós, a alegria de Israel! Vós, a honra do povo Santo de Deus! Obtende por vossa intercessão a nosso espírito a mais viva fé, para considerar e adorar com vosso Santo Rosário as misericórdias que em Vós e por Vós fez o Filho de Deus. Amém.

 

Sexto Dia

 

“Bendito é o fruto do teu ventre Jesus”

Choro, oh Mãe minha, que tenho eu feito tantos pecados, sabendo que eles fizeram morrer na cruz a vosso Filho. Seja o fruto de minha oração, que não termine nunca de chorá-los, até poder bendizer eternamente aquele puríssimo fruto de vosso ventre. Amém.

 

Sétimo Dia

 

“Santa Maria, Mãe de Deus”

Não permitais que se perca minha alma comprada com o inestimável preço do sangue de Jesus. Dai-me um coração digno de Vós, para que amando-vos, sejam minhas delícias obsequiar-vos com o Santo Rosário, adorando com ele ao vosso Filho, pelo muito que fez para nossa redenção e pelo que desejou, fazendo-te sua Mãe. Amém.

 

 

 

Ouça também: Como surgiu o Rosário?

 

Oitavo Dia

 

“Rogai por nós pecadores”

Mãe de piedade! A Vós peço, Mãe do Rei soberano da glória: Vós sois minha Mãe. Alcançai-me humildade e plena confiança, pois deste modo, com o auxílio de Deus, a receber os favores da Divina misericórdia, pelos méritos de vosso Filho e Redentor nosso. Amém.

 

Nono Dia

 

“Agora, e na hora de nossa morte”

Estamos sempre prestes a perder a graça de Deus. Fazei com que não se aparte de minha memória ao último momento da vida, que haverá de ser decisivo de minha eterna sorte. Oh, Mãe de piedade! Concedei-me a esperança de morrer sob vossa proteção e no amor de meu Jesus. Amém.

 

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/hoje-comeca-a-novena-a-nossa-senhora-do-rosario-69167

 

 

FELIPE AQUINO   -      é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino



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PAULO R. LABEGALINI - VOCÊ QUER AJUDAR OU PRECISA DE AJUDA?

 

 

 

 

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Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes, Santa Clara nasceu em Assis no ano de 1193, pertencia a uma nobre família e destacou-se desde cedo pela sua caridade. Tinha muito respeito para com os pequenos e, por isso, ao se deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis, apaixonou-se por esse estilo de vida.

Quando tinha apenas dezoito anos e portava rara beleza, ela abandonou o lar para seguir Jesus mais radicalmente e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. E foi essa virgem moça que deu início à Ordem feminina da Família Franciscana – Clarissas –, onde tornou-se modelo, principalmente no longo tempo de doença.

Fervorosa à Eucaristia, pôde ainda levantar-se do leito para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os maometanos violentos que estavam para invadir o convento. Os agressores, tomados de repente por inexplicável pânico, fugiram.

Clara viveu no amor, na prática da mais estrita pobreza e morreu com sessenta anos de idade. Hoje, é aclamada como protetora da Televisão, inclusive da TV Canção Nova. São suas estas palavras:

“Bem-aventurada pobreza, que providencia riquezas eternas aos que a amam e a abraçam! Aos que a possuem e a desejam, Deus promete seguramente o Reino dos Céus e dá a glória eterna e a bem-aventurança. Querida pobreza que o Senhor Jesus Cristo se dignou preferir a qualquer outra coisa. As raposas, disse Ele, têm o seu covil e os pássaros do céu o seu ninho, mas o Filho do Homem não encontra onde repousar a sua cabeça. Quando finalmente deixou repousar a cabeça sobre a Cruz, Jesus entregou o seu Espírito!

Uma vez que tão grande Senhor quis descer ao seio da Virgem, uma vez que quis aparecer às pessoas desprezadas, indigentes e pobres, a fim de que os famintos do alimento celeste se tornem ricos n'Ele ao entrarem na posse do Reino dos Céus, exultai de alegria! Se preferirdes o desprezo às honras e a pobreza às riquezas deste mundo, se confiardes os vossos tesouros não à Terra mas ao Céu, onde a ferrugem não desgasta, a traça não destrói e os ladrões nem se podem aproximar, então a vossa recompensa será grande nos Céus.”

Grande Santa Clara de Assis! Quem me dera ter um pouco do despojamento material que a santificou! E ainda unida a São Francisco, já pensou que ‘dupla dinâmica’ formaram em favor dos pobres? Mesmo com tanta riqueza material e tecnologia avançada da atualidade, quantos famintos e doentes estariam melhor amparados se tivessem vivido naquela época, concorda? Hoje, qualquer convite profano tira muita gente do socorro aos pobres. Isso é justo?

Bem, quem vai julgar cada alma um dia não sou eu, mas é meu dever cristão ajudar na evangelização do nosso povo e alertar que a vida não acaba na Terra. Aliás, comparado com a eternidade, o tempo desta nossa passagem aqui não é nada!

Mas o mundo seria melhor se tivéssemos mais vicentinos para salvar os pobres, mais grupos de canto para animar as missas, mais casais na Pastoral Familiar, mais comunicadores na Pastoral da Comunicação, muito mais gente no Terço dos Homens, enfim, você quer nos ajudar? Servindo a Jesus, estará construindo uma morada no Céu! E isso ‘paga qualquer sacrifício’ que faça, embora eu lhe garanta que o corpo cansa, mas a alma flutua!

E se você trabalha na Igreja muito mais do que eu – Deus abençoe! –, peça ajuda também! Precisamos desenterrar milhares de talentos e nos unirmos para um mundo melhor: com mais paz, amor e fé nas famílias. Tenha certeza que quem abraça a sua missão espiritual e ajuda a carregar a cruz do irmão com dignidade cristã, trilha um caminho sem volta rumo ao Céu.

 

 

PAULO R. LABEGALINI   -  Cursilhista e Ovisista. Vicentino em Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).



publicado por Luso-brasileiro às 10:52
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - A TORTURA NA ESCOLA NO FIM DO SÉCULO XIX OU A TRISTE INFÂNCIA DE UM GRANDE ESCRITOR (4ª Parte)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foram tempos difíceis. Casara e tinha um filho, a sustentar – o Henrique. A mulher, na sua opinião, tinha a sensibilidade da mãe, e a coragem e determinação do pai.

O pai deixou-lhe dividas, que teve que pagar. Ficou ainda mais pobre do que era. Terminado o curso, advogou, mas sem sucesso.

Concorreu, então, a dois concursos públicos. Receava não ser aceite, porque não tinha " padrinho".

Inesperadamente recebeu carta de Camilo Castelo Branco. Dizia a missiva: lera nos jornais que concorrera a concurso, e resolveu escrever ao Ministro, para que fosse preferido.

Camilo fê-lo por amizade ou aliado político? Não sei responder, tanto mais que o não conhecia...só de nome, e Trindade Coelho, não era politico.

Foi colocado para: "delegado Procurador de Sabugal". Dai passou para Portalegre, onde granjeou inimigos políticos.

Ganhava, então, 11 mil reis. Muito pouco. Chegou a passar fome.

Entretanto chamaram-no a Lisboa, para oferecerem o lugar de deputado, por Portalegre; cidade onde fundou:"Gazeta de Portalegre" e "Correio de Portalegre".

Não aceitou. Para o convencer, prometeram dar-lhe o cargo de juiz, por "mérito". Mas não era – a seu pensar, – justo, receber esse favor.

Trindade Coelho nunca se filiou num partido político; preferia ser independente.

Sobre o valor das obras do escritor, nada direi. Não sou crítico literário, nem me considero competente para isso.

Adiantarei, porém, que na sua terra, só conseguiu, numas férias, escrever os contos: "Sultão" e " Edílio Rústico). Só escrevia na cidade, espicaçado pela saudade.

A propósito, recordo que meu pai, quando ia passar as férias à aldeia de minha mãe, levava pequena livraria de campanha, mas não escrevia nada, nem nunca terminou a leitura de um livro!

Escreveu Eça, em:"Cidade e as Serras": "Toda a intelectualidade nos campos se esteriliza, e só resta a bestialidade"

Assim termino, a triste infância de um grade escritor. Espero que gostassem, se tiveram a pachorra de me lerem.

O texto – síntese, muito reduzida, escrito por palavras minhas, – foi baseado na autobiografia (1902) de Trindade Coelho, publicada, em 1910. Obra esgotadíssima, oferecida e autografada por D. Maria Christina Trindade Coelho, nora do escritor.

     ( Fim)

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal.



publicado por Luso-brasileiro às 10:37
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EUCLIDES CAVACO - ADEUS A UM POETA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu fraterno abraço de sincera amizade.
 
 
 

  EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

 

***

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

Leitura Recomendada:

 

 

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Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

***

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL


https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confissões.



publicado por Luso-brasileiro às 10:27
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