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Quinta-feira, 28 de Abril de 2022
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - 30 DE ABRIL É O DIA DO FERROVIÁRIO NO BRASIL.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       Celebra-se a 30 de abril no Brasil,  o Dia do Ferroviário já que nessa data em 1854, inaugurou-se a primeira linha ferroviária do País, numa viagem que contou com a presença do imperador dom Pedro 2º e de sua mulher,  Tereza Cristina.  Era a Estrada de Ferro Petrópolis, que tinha aproximadamente quatorze quilômetros de trilhos e  ligava o Rio de Janeiro a Raiz da Serra, na direção da cidade que a batizou. Consolidou-se em cima de um projeto e do empreendimento de Irineu Evangelista de Sousa, que por sua iniciativa, recebeu o título de Barão de Mauá.

          A minha  cidade Jundiaí foi extremamente importante na área. Além da “Estrada de Ferro Santos-Jundiaí”, que conduzia exportações de diversas localidades ao maior porto brasileiro, foi aqui instalada uma sede administrativa muito grande da “Cia. Paulista de Estradas de Ferro”, de origem inglesa, empregando muita gente e influenciando sobremaneira na consolidação de inúmeros de nossos aspectos sociais, esportivos e culturais, entre os quais, o Grêmio CP (um dos clubes de manifesta projeção), o Paulista Futebol Clube e o Gabinete de Leitura Ruy Barbosa.

          Até a junção de todas as empresas do setor  nos anos 60 para formarem a FEPASA, trabalhar na “Paulista” era motivo de muito orgulho e indicava que o seu funcionário era um “bom partido” para casamento, pois subtendia que estar estável e ganhar relativamente bem. Outro ponto inesquecível: recordo-me quando criança que minha mãe às vezes acertava o relógio com a passagem do trem que víamos pelo quintal, dada precisão de horário de suas saídas e chegadas.

Dá muita saudade das viagens e passeios que fazíamos. Eram sensações incríveis e momentos prazerosos. E os empregados faziam de tudo para preservar as linhas de percurso e a segurança dos passageiros. Efetivamente a ferrovia é um dos meios de transporte mais românticos, sentimentais, bonitos, eficientes e econômicos do mundo e em nosso país, ao contrário, apesar de toda a tradição que tínhamos da tecnologia europeia que aqui foi estabelecida por seus melhores técnicos, acabamos por abandoná-la.

Há contra ela atualmente vários lobbies: o das companhias aéreas, o das transportadoras por caminhão, o das empresas de petróleo, o dos fabricantes de veículos. Apesar de não se lhe outorgar o valor merecido na atualidade em nosso país, ela tem presença significativa no progresso nacional, sendo que os ferroviários eram muito respeitados e devem ser permanentemente reverenciados, mesmo com o enfraquecimento da categoria pelo muito que fizeram pela Nação. Meu pai, saudoso Com. Hermenegildo Martinelli, vereador por seis legislaturas, foi empregado da Cia. Paulista por trinta e oito anos e assim como ele, muitos jundiaienses ilustres passaram por lá como José Renato Nalini, que foi secretário de Educação do Estado de São Paulo.

E ainda temos esperanças e torcemos para que as glórias do passado dos trens no Brasil não sejam apenas boas lembranças a cultivarem nossas memórias para se tornarem projetos concretos de reativação do transporte no País.

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas. Autor de diversos livros (martinelliadv@hotmai.com) 



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - MADEIRA: FARTURA E FOME, ESPLENDOR E DECADÊNCIA

 

 

 

 

 

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Superadas com muita “garra” as dificuldades materiais decorrentes da topografia acidentada e do clima, a Ilha da Madeira conheceu, desde o final do século XV até meados do século XVI, um período de grande riqueza e prosperidade, graças ao seu açúcar de excelente qualidade, que era vendido para a Europa inteira. Também os vinhos finos da Madeira passaram a ser consumidos na Europa, sendo muito valorizados.

Dois curiosos indícios da fama dos vinhos madeirenses: numa das peças de Shakespeare, um personagem, Sir John Falstaff, aparece vendendo sua alma ao demônio em troca de uma perna de frango e um cálice de vinho da Madeira. E quando o duque de Clarence, na Inglaterra, foi condenado à morte por se ter envolvido numa conspiração contra a coroa, teve o privilégio de escolher como seria executado. E, segundo se conta, ele teria pedido para morrer afogado num tonel de vinho Malvasia, da Ilha da Madeira... O pior é que o coitado foi realmente afogado, mas de cabeça para baixo, de modo que estragou o vinho e nem sequer pode saboreá-lo na hora da morte!

Em 1514, ainda nessa fase de grande prosperidade, foi criada a Diocese do Funchal, que foi, até 1533, a maior diocese do mundo, a maior diocese que já existiu em toda a História da Igreja Católica. O Bispo da Madeira. com sede no Funchal, tinha jurisdição, conferida pelo Papa, sobre todos os domínios ultramarinos portugueses. Até onde chegasse uma caravela portuguesa, lá chegava a autoridade espiritual desse Bispo: Brasil, África, Índia, Extremo Oriente. O Brasil português fez parte da Diocese do Funchal até 1551, quando foi criada a Diocese da Bahia.

Ora, que fez a Madeira nesse período áureo? Guardou ciosa e egoisticamente para si suas imensas riquezas, para fruí-las como merecida recompensa pelos trabalhos colossais que já tinha realizado? Não. Mas portou-se como mãe de seus irmãos menores. Sacrificou-se por eles. Ofereceu a eles seus tesouros, sem se preocupar com a concorrência que eles mesmos lhe fariam num futuro muito próximo.

O açúcar, a maior riqueza da ilha, foi levado, por madeirenses, inicialmente para os Açores, cuja primeira ilha foi atingida pelos portugueses em 1432. Aliás, a Madeira contribuiu poderosamente para o povoamento e colonização dos Açores numa fase em que ela própria lutava contra a carência de população. Em 1473, Rui Gonçalves da Câmara, filho de João Gonçalves Zarco, adquiriu os direitos sobre a capitania de São Miguel dos Açores, e para lá foi com sua gente, dando assim início à Diáspora Madeirense.

Não foi só para os Açores que a Madeira exportou o açúcar e, com ele, a tecnologia da sua fabricação. Também para Cabo Verde, Canárias, São Tomé e, sobretudo, para o Brasil. No Brasil, as condições favoráveis permitiram que o açúcar fosse produzido em muito maior escala e a preço muito mais reduzido, o que determinou a quebra da economia madeirense. Já no final do século XVI, o Brasil havia ultrapassado a Madeira na produção açucareira.

A Madeira, que havia se desgastado muito plantando quase exclusivamente cana-de-açúcar nas partes mais baixas, e uvas nos socalcos mais elevados, e que, por outro lado, ia tendo sua população cada vez mais numerosa, começou a sofrer as consequências disso.

Excetuando o período da Guerra de Pernambuco, quando caiu a produção brasileira e a madeirense teve uma relativa valorização, foi de decadência o século XVII. Em certas fases críticas, chegou a haver fome na Madeira. A base da alimentação popular era o inhame, ou cará, alimento nutritivo, mas de produção muito incerta, pois depende das chuvas e do clima. O resultado é que em períodos nos quais as condições climáticas eram desfavoráveis, houve fome, e fome terrível.

Os Açores produziam ótimo trigo, mas esse trigo era reservado para outras partes do Império luso que passavam por necessidades prementes. E na Madeira houve fome. O recurso dos madeirenses era apresarem navios carregados de mantimentos que por alguma razão entravam no Funchal. Era esse o recurso desesperado. Esses mantimentos eram pagos, não eram roubados, pois paradoxalmente não era dinheiro que faltava, era comida.

Em 1695, num momento de mais terrível aflição, os habitantes do Funchal, desesperados, resolveram recorrer a Nossa Senhora do Monte. A imagem da Virgem foi levada, do seu santuário para o centro da cidade, em procissão. A Virgem valeu aos madeirenses, e justamente nessa hora entraram no porto três navios, abarrotados de trigo e de farinha. Foi a partir daí que a devoção a Nossa Senhora do Monte, que já era tradicional na Madeira, teve grande incremento e se transformou na devoção marial por excelência, do madeirense.

Aonde chegaram os madeirenses, lá chegou a devoção a Nossa Senhora do Monte. Até no longínquo Havaí existe um santuário de Nossa Senhora do Monte, erigido por descendentes de madeirenses. E aqui na Casa da Ilha da Madeira de São Paulo, num altar, estão, lado a lado, duas imagens de Nossa Senhora, a do Monte e a de Fátima.

No século XVIII foi-se acentuando o regime de fomes periódicas. Um estudo de meados desse século revela que a alimentação que os madeirenses obtinham, ou da própria ilha, ou trazida de outros locais, era suficiente apenas para alimentar 20 mil pessoas. Ora, a população da ilha era, nessa altura, de 50 mil pessoas, do que deduz que, em média, o madeirense comia apenas 40% daquilo que precisava comer.

Sem dúvida, pode ser um pouco exagerado esse cálculo, pois as estatísticas desse tipo habitualmente ignoram outros meios paralelos ou alternativos de se obterem alimentos: hortas caseiras, pequenas criações etc. Ainda hoje, quem lê sem espírito crítico certos estudos da FAO ou certas publicações demagógicas acredita que, no Brasil atual, 30 ou 40 por cento dos habitantes são desnutridos!...

 Mas, exageros à parte, não deixa de ser uma triste realidade que houve fome na Madeira, e que, em consequência disso era elevada a taxa de mortalidade. Mas, graças à tradicional prolificidade dos madeirenses, a população continuava a crescer. E, portanto, a agravar o problema das fomes periódicas.

Foi então que a Coroa portuguesa resolveu realizar a transferência maciça de madeirenses (como também de açorianos) para o sul do Brasil. Tinha, assim, origem a diáspora madeirense, que será objeto do próximo artigo, com o qual encerraremos esta série.

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História



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CINTHYA NUNES - VIZINHOS PELO MEIO AMBIENTE

 

 

 

 

 

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            Há alguns anos venho fazendo compostagem com os resíduos orgânicos de minha cozinha. Em três caixas sobrepostas, minhas minhocas tratam de dar fim a cascas de ovos, cascas de frutas, pão seco e outras coisas, transformando tudo em humus e chorume que depois uso em meus vasos, como adubo.

            Quando eu conheci o projeto que é desenvolvido em uma praça próxima de minha casa (Praça Pablo Garcia Cantero) aqui na cidade de São Paulo, descobri que há outras formas de se fazer compostagem, sem o uso dos simpáticos nematelmintos. O processo de compostagem termofílica é  biológico e transforma resíduos cuja destinação seriam aterros sanitários, em compostos orgânicos ricos em nutrientes.

            Para saber mais sobre o projeto, capitaneado por pessoas que além de possuírem formação acadêmica ainda se qualificaram em outros países, como a Escócia, conhecendo iniciativas semelhantes, fui até o local para conversar com eles e verificar in loco o processo de compostagem ali realizado.

            Fiquei surpresa com o nível de organização, engajamento e conhecimento do pessoal envolvido. A premissa básica é que haja o envolvimento da população do entorno, o que de fato pude perceber. Semanalmente uma média de quase quarenta famílias leva seus resíduos orgânicos até a praça e muitos se envolvem no processo todo. Há uma autorização da prefeitura local, mas a logística fica ao encargo dos representantes do Programa Permanente Ecobairro e da Associação dos Moradores da Vila Mariana que atuam no CADES do mesmo bairro.

            Praticamente tudo é feito com sobras. Pedaços de madeira, restos de podas de árvores de parques, de rua ou de particulares são usados para construir as leiras, que são como pequenos cercados, canteiros, nos quais são intercaladas camadas de folhas secas, palha ou serragem e o material orgânico. Em termos simples, desde que tudo fiquei aerado, proliferam bactérias que decompõem o material, gerando calor. No interior das leiras as temperaturas passam de 60 graus Celsius e isso elimina os patógenos, higienizando a massa da compostagem.

            As pessoas que querem participar podem apenas levar o material orgânico de descarte, que será previamente pesado, sendo, em seguida, anotados o nome da pessoa e quantidade, ou podem auxiliar na construção de novas leiras, bem como na alimentação das já existentes. Quando uma leira atinge determinada altura e tempo de compostagem, ela é aberta e o material resultante é usado para adubar as árvores da própria praça.

            Depois de conhecer o projeto, resolvi eu mesma participar. Agora, todos os domingos de manhã levo tudo aquilo que minhas minhocas não dão conta e, carregando meu baldinho,

luvas e outros apetrechos, reúno-me a outros tantos moradores do bairro e ajudo a diminuir o lixo caseiro, faço amigos e me integro à comunidade do entorno.

            Aprendi ainda que mesmo na cidade de São Paulo há outros locais nos quais estão instaladas composteiras coletivas, bem como em outras cidades e países. Iniciativas como essa, além de auxiliar o meio ambiente de vários modos, ainda integram a sociedade e promovem o exercício da cidadania. Fazer parte de algo que melhora a qualidade de vida das pessoas ao mesmo tempo em que se cuida da natureza, dá uma sensação de pertencimento e um senso de propósito que faz muita falta atualmente.

            O que também faz muita falta é um auxílio financeiro, vindo de empresários e outras pessoas preocupadas com o meio ambiente, que seria muito bem-vindo para que o projeto pudesse ter ainda mais visibilidade e se expandisse. Enquanto isso, sigamos no trabalho de formiga, porque devagar também é pressa.

 

 

 CINTHYA  NUNES  é jornalista, advogada, professora universitária e descobriu que produz muito lixo orgânico semanalmente – cinthyanvs@gmail.com/www.escriturices.com.br



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - PIRAPITINGUI
 
 
 
 
 
 
 
 
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Em 18 de abril, a convite do Teólogo Edisandro de Lima Rocha, reforçado pelo Padre Enéas de Camargo Bête - Pároco - e pelo Padre Eduardo Augusto Belão – Vigário, estive na Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração em Pirapitingui, Itu, acompanhada por minhas queridas amigas Rose  Ormenesi e Michele Gomes, para falar sobre “A dignidade da mulher e a Pastoral da Mulher/ Magdala”. Encantada com o interesse e a delicadeza das pessoas que participaram. Gostei demais de estar lá.
Pirapitingui, em Itu, um dos cinco sanatórios construídos ou reformados pelo DPL – Departamento de Profilaxia da Lepra. Os demais no Estado de São Paulo: o de Aimorés, em Bauru; o de Cocais, em Casa Branca; Santo Ângelo em Mogi das Cruzes e o Padre Bento, em Guarulhos.
Vieram-me duas lembranças. Em 1963, estava com nosso saudoso pai na rua Barão de Jundiaí, quando um homem, que perdera parte do nariz como sequela da hanseníase, aproximou-se dele. Disse-lhe que, após um tempo em que se avistavam na região da Rua Bandeirantes, foi capturado e levado para Pirapitingui. Tratado com sulfona, deixou de ser transmissor. Agradeceu-lhe por, no tempo em que ficava com um bambu e a latinha amarrada na ponta, para pedir auxílio, nosso pai se aproximava e lhe entregava nas mãos.
Outra recordação foi de meu querido amigo escritor Marcos Rey – Edmundo Donato – nascido em São Paulo em 1925, que contraíra hanseníase aos dez ou onze anos. Aos 14, os sinais externos da doença apareceram. Em 1941, foi levado por guardas sanitários para o asilo-colônia Santo Ângelo e mais tarde transferido para o Padre Bento.
Tivemos muito contato a partir de meados da década de 70. Veio a nosso convite algumas vezes a Jundiaí para lançamento de livros, palestras e conversas com alunos. Autor de contos, romances, novelas, livros infantojuvenis, da série infantil “O Sítio do Picapau Amarelo” para a Globo, minisséries, cinema e outros.
Durante sua vida, jamais quis tocar no assunto da doença, por certo devido ao preconceito, mas autorizou sua esposa, Palma, que poderia ser revelada após a morte. O livro a respeito: “MALDIÇÃO E GLÓRIA A vida e o mundo do escritor Marcos Rey”, de autoria de Carlos Maranhão e com prefácio de Fernando Morais, foi lançado em 2004. Marcos Rey faleceu em 1999. Como escreve Maranhão: “...quando um doente chegava a um dos asilos sabia que estava sendo arrancado de tudo: família, amigos, casa, escola, trabalho, passo e projeto para o futuro. Na prática, virava um banido”.
Marcos Rey fugiu do sanatório Padre Bento depois de três anos e sete meses internado. A mudança de nome foi com o propósito de não ser encontrado. Dirigiu-se ao Rio de Janeiro e, para a sobrevivência, além de fazer traduções, ganhava algum dinheiro escrevendo cartas a pedido de mulheres prostituídas. Pela medicação tomada, não transmitia mais a doença.
No início da Pastoral da Mulher na Diocese, em 1982, deu-nos várias referências a partir de sua experiência existencial.
Hanseníase ou lepra, doença infectocontagiosa causada pela bactéria “Mycobacterim leprae” ou bacilo de Hansen, tem cura, mas o estigma sobre a doença não desapareceu de todo.
Estigma e enclausuramento, mesmo com superações, são sempre histórias de dor e, nos locais, permanece o lamento choroso das vítimas.


 
 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil



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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - 33. DISPENDIOSO(A)

 

 

 

 

 

 

 

 

                             

 

Dispendioso  é um adjectivo que provém do substantivo “dispêndio” com o sufixo “oso”.- formando a palavra  “dispendioso”. Tem origem do latim “dispendiosus”, é aquilo que é caro e custoso. Há vários  sinónimos: caro, custoso, oneroso, pesado.

 

Eis alguns exemplos de  frases que usam o adjectivo “dispendioso”:

 

--“A  ameaça é que,  com a desvalorização da lira, torne-se mais dispendioso para as companhias saldar os empréstimos onerosos em dólares”.

-“ Além disso, voltou a colocar em vigor, regras que tornam mais dispendioso apostar contra o yuan.

-“Isso é dispendioso e um desperdício, num grande hospital público lotado de pacientes”.

-“Muitas  dessas pessoas não têm planos de saúde, e o cuidado de que necessitam é dispendioso, intensivo, em tratamentos que muitas vezes  duram meses.

-“O processo de adequação às leis pode ser dispendioso para operações  reduzidas e tomar bastante tempo”,

 

Dicas para o Controlo  Financeiro: Saber gastar é tão importante quanto saber ganhar.

 

1.Não compre a crédito. Comprar a pronto ainda é a melhor forma de comprar.

2.Uma das melhores maneiras de “esticar” os  seus rendimentos é saber o que comprar e como fazê-lo. Nunca faça compras no  primeiro lugar onde entra. Faça uma pequena pesquisa no mercado. Vivemos numa sociedade onde  a concorrência é muito forte e pode-se  sempre conseguir algo mais barato.

3.Ezamine a qualidade do que está a adquirir. Um produto de qualidade superior pode ser mais dispendioso, mas durar mais, do que um de  qualidade inferior.”O que é barato sai caro”.

  1. Não se deixe impressionar pelas embalagens, estas só revelam aparência e não conteúdo.

5.Nunca compre  sob o impacto de uma campanha. Hoje, como nunca, o mundo está cheio de “pseudonecessidades” criadas pelo marketing. Saiba distinguir o essencial do supérfluo.

6.É importante ter uma lista de compras. Isto facilita o cálculo do orçamento e evita gastos supérfluos.

7.Evite ir às compras com fome. Nessas situações, o “estômago sobe à cabeça” e acabamos por comprar além do previsto.

8.Se optar pelo cartão de crédito, faça-o com  senso.

9.Cuidado com os cartões “cliente”. Esses cartões existem para incentivar o consumo e induzem o  consumidor a comprar além das suas necessidades e possibilidades reais.

  1. Controle as despesas com o automóvel.

 

Princípios básicos  de sucesso financeiro:

 

  1. a) A Gratidão. Um princípio básico para uma gestão financeira abençoada é uma atitude de gratidão. O reconhecimento de que Deus é o doador de todas as dádivas.”Lembra-te de que o Senhor teu Deus é quem te dá forças para adquirires  poder? (Deuteronómio 8,17).
  2. b) A Generosidade.. Jesus disse: “Pobres sempre os tereis convosco?” S. Joõo 12,8.

Uma atitude de generosidade e partilha para comos pobres, os enfermos e os necessitado revela uma relação saudável com o dinheiro, uma relação de domínio próprio e não de dependência e revela, ao mesmo tempo, um coração humano e fraterno.

 

Frases de diversos temas em que se emprega  o adjectivo “dispendioso”:

 

-“ e permite usar uma  bomba em vez de 3, no caso de ter 3 saídas, o que  torna o sistema muito compacto e menos dispendioso”.

-“A redução da carga administrativa: o novo  sistema será  mais rápido, mais preciso, menos dispendioso e permitirá o processamento automatizado dos dados”.

-“ eis uma situação onde é  praticamente obrigatório para dançar e ser incapaz de fazê-lo, pode provar dispendioso de várias  maneiras”.

-“Também trabalhamos para conservar água, reduzir o uso dispendioso e reutilizar os materiais sempre que possível”.

-“Estrangulamentos de recursos que tomam o investimento mais dispendioso, como seja a necessidade de infra-estrutura extremamente dispendiosa, quando as reservas de água se tornarem escassas ou a  sua qualidade decair”.

-“Peças moldadas complexas podem ser produzidas em curtos períodos de tempo de preparação, quase sem desperdícios e reduzindo em muito o dispendioso trabalho de eliminação e arestas”.

-“Embora dispendioso e demorado, esses estudos não têm muito desvio porque fazem menos suposições sobre o assunto do estudo”.

-“As amostras  de feses continua a ser o método de diagnóstico sugerido, mas este método consome muito tempo e é dispendioso”.

-“O aluguer desta escala eléctrica é mais dispendioso e, especialmente no caso e produtos de microsseguro, pode consumir facilmente”.

“”Realizar pesquisas múltiplas no mesmo país pode ser dispendioso e pode constituir uma sobrecarga para os programas nacionais de doenças”.

“Cabos de   derivação(cabos ABC) são especialmente usados em áreas onde o custo de redes subterrâneas é dispendioso e para electrificação de áreas rurais como aldeias”.

 

Passagens da Bíblia que  tratam da palavra “Dispendioso”:

 

-“E houve grande fome em Samaria, porque eis que a cercaram, até que  se vendeu uma cabeça e u jumento por oitenta peças e prata, e a quarta parte de um cabo de esterco de pombas, por cinco peças de prata”.  2 Reis  6, 25

-“E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho”.

Apocalipse  6,6.

-“Aproximou-se dele uma mulher  com um  vaso de alabastro, com unguento de grande  valor, e  derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa”.Mateus 26,7

-“E estando Ele em Betânia,  assentado à mesa, em casa de Simão. O leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nasrdo puro, de muito preço  e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça”.Marcos, 14,3.

-“ Disse Judas Iscariotes:  este unguento podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres”Mateus, 26,9..

-“Pois a redenção da sua alma é caríssima, e  seus recursos se esgotariam antes”.Salmos 49,8.

-“O Senhor, pois, me disse::Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata e  as arrojei na Casa do Senhor”.

-“E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a”.Mateus, 13,46.

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt



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FELIPE AQUINO - OS 5 CONSELHOS DE SANTO ESTEVÃO DA HUNGRIA QUE AJUDARAM O SEU FILHO A SER SANTO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os 5 conselhos de Santo Estevão da Hungria que ajudaram o seu filho a ser santo

terça-feira, 18 de agosto de 2020, 12h19 Modificado: segunda-feira, 10 de agosto de 2020, 7h11

 

Santo Estevão foi rei da Hungria e esposo da Beata Gisela da Baviera.

 

Do amor dos dois nasceu Santo Américo (também conhecido como Emérico ou Henrique). Em uma certa ocasião, Santo Estevão deu os seguintes conselhos ao seu filho para que ele pudesse governar com santidade.

 

 

 

  1. Conservar a fé

 “Em primeiro lugar, te peço, aconselho e te recomendo, amadíssimo filho, se desejas honrar a coroa real, que conserve a fé católica e apostólica com tal diligência de maneira que esta sirva de exemplo a todos os súditos que Deus te deu, e que todos os homens eclesiásticos possam com razão te chamar homem de autêntica vida cristã, sem a qual com certeza não mereceria ser chamado de cristão ou de filho da Igreja”.

 

  1. O dom da vigilância e proteção

“No palácio real, depois da fé, ocupa o segundo lugar a Igreja, fundada primeiro por Cristo, nossa cabeça, transplantada logo e firmemente edificada por seus membros, os apóstolos e os Santos padres da Igreja, e difundida pelo mundo todo. E, embora sucessivamente engendre novos filhos, em certos lugares já é considerada como antiga”.

“Em nosso reino, amadíssimo filho, deve considerar-se ainda jovem e recente, e, por isso, necessita uma especial vigilância e proteção; que este dom, que a divina clemência nos concedeu sem merecê-lo, não seja destruído ou aniquilado por seu descuido, preguiça ou por sua negligência”.

 

 

 

 

Leia também: 16/08 – Santo Estevão da Hungria

Rei e Santo? Pode um rei ser canonizado?

 

 

 

 

 

  1. O mesmo trato com todos

 

“Meu filho amadíssimo, ternura do meu coração, esperança de uma descendência futura, te rogo e imploro que sempre e em qualquer ocasião, baseado nos seus bons sentimentos, seja benigno não só com os homens de linhagem ou com os chefes, os ricos e os do país, mas também com os estrangeiros e com todos os que te procurem. Porque o fruto desta benignidade será o motivo de maior felicidade para ti”.

 

  1. Compassivo e misericordioso

“Sejais compassivo com todos aqueles que sofrem injustamente, recordando sempre no fundo do coração aquele ensinamento do Senhor: misericórdia quero, não sacrifícios. Sejais paciente com todos, com os capitalistas e com os que não o são”.

 

  1. Forte e honesto

“Sejais, finalmente, forte; que não vos ensoberbeça a prosperidade nem te desanime a adversidade. Sejais também humilde, para que Deus vos elogie, agora e no futuro. Sejais moderados, e não vos exceda no castigo ou a condenação. Sejais mansos, sem ir contra a justiça. Sejais honestos, de maneira que nunca seja para ninguém, voluntariamente, motivo de vergonha. Deveis ser pudico, evitando a pestilência da obscenidade como um aguilhão de morte”.

“Todas estas coisas que te indiquei brevemente são as quais compõem a coroa real; sem elas ninguém é capaz de reinar neste mundo nem de chegar ao reino eterno”.

 

Abel Camasca

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/os-5-conselhos-de-santo-estevao-da-hungria-que-ajudaram-o-seu-filho-a-ser-santo-52304/

 

 

 

FELIPE AQUINO - é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 

 

 



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ALEXANDRE ZABOT - FRITJOF CAPRA E A NOVA ERA

 

 

 

 

 

Alexandre Zabot

 
 
 
 
 
 
Escrito em 01/2009
 


Alguns cientistas adeptos dos misticismos da Nova Era (ou, do inglês, New Age) têm conseguido muito espaço na mídia para veicular suas perigosas doutrinas holísticas mascaradas com muitos jargões científicos. Um dos adeptos mais conhecidos deste grupo é o físico austríaco Fritjof Capra, que fez muito sucesso com a publicação do livro “O Tao da Física” e também “O ponto de Mutação”. Levando conceitos físicos maldosamente além de seus limites, o autor defende abertamente o fim do pensamento ocidental e o nascimento de uma “Nova Era”, quando, segundo ele, as pessoas estarão livres da mentalidade medieval e limitada de até então. Será uma era pós-cristã em termos de religião.
Para entender completamente o que é proposto por Capra, é preciso conhecer um pouco deste movimento chamado de “Nova Era”. Baseados em misticismos e religiões orientais, como budismo, hinduísmo e taoísmo, seus adeptos pregam o fim das tradições religiosas ocidentais e o início de um novo tempo (daí Nova Era), quando haverá uma religião universal que abarcará todas as crenças, num sincretismo total. Segundo eles, cada indivíduo se identifica com o todo, com o Universo e está conectado com a natureza através de energias cósmicas misteriosas. Baseados nas tradições orientais, defendem a união entre o bem e o mal. Não há certo e errado, tudo passa a ser relativo. Conceitos cristãos como “bem absoluto”, são vistos como excludentes de pessoas. Costumam dizer que ensinam uma verdadeira “ecologia cósmica” e atacam o cristianismo como fonte de mal para a natureza.
Pessoas de todas as áreas do conhecimento abraçam a filosofia da Nova Era, inclusive alguns físicos. Capra, sem dúvida, é o mais famoso deles. Ele defende que a Física Moderna, na Relatividade de Einstein, na Mecânica Quântica e na Cosmologia, “oferece, não raro, surpreendentes paralelos face às ideias expressas nas filosofias religiosas do Extremo Oriente” (O Tao da Física, pág. 21). Para ele a Igreja é a vilã responsável por alienar o mundo ocidental das visões holísticas místicas que são capazes de libertar o homem unindo a ciência com a religião. Segue, ainda, o velho discurso de que a Idade Média foi um período de ignorância graças à perversa defesa pela Igreja do modelo Aristotélico. Segunda ele, essa influência maléfica só começou a terminar no Iluminismo, quando a humanidade se libertou de Aristóteles e da Igreja.
Todo este discurso, entretanto, é completamente falso. Nada na física leva ao misticismo oriental. Suas descobertas não passam de enunciados sobre a natureza. Dizer, como ele faz, que a ininterrupta interação entre as partículas fundamentais leva a conclusão de que o mundo está todo conectado é propagandear o óbvio. Da mesma forma que é evidente que somos poeira das estrelas, ou que é preciso estudar o ciclos naturais para entender a vida na Terra. Ou, ainda, que todos os seres vivos formam uma rede. Não há nada de moderno nisso, menos ainda de contraditório em relação ao cristianismo. Essas conexões não são mágicas, são físicas.
As “novas” interpretações propostas por ele exigem uma componente externa, não científica, mas ideológica. No caso, um repúdio ao cristianismo e uma falsa noção de harmonia entre as doutrinas panteístas orientais, a gnose e mais uma centena de outras filosofias. A física, enquanto verdadeira ciência, não tem meios de fazer afirmações espirituais como querem os adeptos da Nova Era. Apesar de eventualmente reconhecerem isto, maliciosamente usam fatos científicos para tentar apoiar suas ideias. De fato, é justamente aí que se tornam muito perigosos.
Uma análise criteriosa, por exemplo, do livro “O Tao da Física” não seria capaz de apontar grandes erros de física. Pelo menos, creio, não encontraria mais do que em qualquer outro livro. A diferença é que Fritjof Capra usa a tática vil de colocar enunciados corretos de física, seguidos de pensamentos filosóficos orientais. Desta forma, alguém menos treinado cientificamente, ou desavisado quanto ao marketing doutrinário, é levado a acreditar que a física dá base ao budismo ou o hinduísmo, por exemplo. E pior, sendo conduzido pelo pensamento anti-ocidental do autor, acredita que o cristianismo está falido porque não se enquadra nas novas descobertas científicas. O que, obviamente, não faz sentido algum. Basta ver que grandes cientistas foram cristãos muito piedosos e que os filhos da Igreja sempre participaram (e continuam a participar) ativamente do desenvolvimento da ciência, inclusive da Física Moderna.
As descobertas científicas se aplicam ao mundo material. Implicações filosóficas e espirituais podem ser traçadas em perspectiva do conhecimento adquirido. Entretanto, isso deve ser feito honestamente, mantendo as pessoas conscientes quanto ao “passo além” dado. O cristianismo não é uma doutrina falida que não se adapta aos novos conhecimentos da ciência, como afirmam os defensores da Nova Era e Fritjof Capra. Antes, é a verdadeira fonte deles, já que foi a partir da civilização cristã ocidental que eles foram desenvolvidos. E estes, em especial a parte conhecida por Física Moderna, não têm qualquer incompatibilidade com a fé.
 
 
 
 

ALEXANDRE ZABOT   -    Fisico. Doutorado em Astrofisica. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina.   www.alexandrezabot.blogspot.com.br



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JOSÉ RENATO NALINI - SE QUIZER SER LEVADO A SÉRIO...

 

 

 

 

 

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            O Brasil quer ser aceito na OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, entidade com a qual tem familiaridade. Ela realiza o teste PISA, em que estamos sempre na rabeira. Nossos alunos não sabem ler, nem interpretar um texto. Embaralham-se nas operações aritméticas simples. Não têm ideia do que seja “regra de três”. Naufragam em ciências.

            Mas não é a indigência educacional que proibirá o país de pertencer a esse clube seleto de nações diferenciadas. É o maltrato à natureza. O plano organizado de exterminar com a Amazônia e os demais biomas.

            A França de Macron foi a primeira a emitir recado explícito: a entrada do Brasil na OCDE está condicionada a progressos sérios, concretos e mensuráveis na luta contra o desmatamento e mudanças climáticas.

            Os três adjetivos mereceriam atenta reflexão dos governantes. Não se fala em “compromisso” ou “promessa”. Os países sabem que o Brasil é pródigo em assinar tratados e convenções e relapso em cumprir o que assume. Basta verificar o número de documentos internacionais firmados e ratificados e sumariamente ignorados pelo governo brasileiro.

            O Ministério das Relações Exteriores da França sublinhou: “progressos”. Ou seja: alto muito além de promessa. E esses progressos devem ser “sérios”. Por que enfatizar a seriedade? Exatamente porque o Brasil não tem sido sério. Atribui-se a Charles De Gaulle, o líder reverenciado na Pátria de Montesquieu, já haver afirmado um dia: “O Brasil não é um país sério!”. Desmentiu-se o asserto. Mas quando a França fala que o progresso no desmatamento deve ser “sério”, é porque já experimentou a falta de seriedade outras vezes.

            Além de sério, o progresso tem de ser “concreto”. Ou seja: real, veraz, verdadeiro. O mundo sabe que, nessa área, costuma-se mentir. Descaradamente. Escandalosamente. Como afirmar que “a Amazônia está intocada, desde 1500”. Como se os incêndios, invasões, grilagens, expulsão de indígenas, continuidade do genocídio, fosse uma narrativa falaciosa. Sem documentação por filmes e fotos, exibidos instantaneamente por todo o planeta, assim que acontecem.

            O terceiro qualificativo é também indicativo do que a França espera. Os progressos devem ser “mensuráveis”. Ou seja: não basta dizer “da boca pra fora”, que o índice de desmatamento caiu. Nem fazer promessa para 2050, quando quase todos os personagens deletérios já estarão em outra esfera, provavelmente purgando os males perpetrados contra a humanidade.

            A França não é apenas um dos trinta e oito países que integram a OCDE. Tem o peso da sua história. É a pátria da Revolução Francesa, que legou ao mundo a tríade: liberdade, igualdade e fraternidade. A OCDE tem autoridade para exigir cumprimento de condições aos países que pretendam integrá-la. E a França é uma das nações mais respeitáveis em termos de observância de princípios ético-jurídicos caracterizadores de uma verdadeira civilização.

            Embora o comunicado do Ministério das Relações Exteriores tenha sido endereçado aos seis países postulantes – Argentina, Bulgária Croácia, Peru e Romênia – todos entenderam que o alvo é o Brasil. Afinal, é aqui que acontece a surreal destruição de um patrimônio ainda ignorado. Que tem potencialidade para resgatar o Brasil do atraso. Não há atraso? Então o que significa a cifra de vinte milhões de brasileiros passando fome diariamente, os quinze milhões de desempregados, os muitos milhões de desprovidos de saneamento básico, os milhares de jovens assassinados numa violência que só cresce, depois de estimulada a compra de armamento por qualquer pessoa?

            Por conhecer bem o Brasil é que a França também se opõe ao acordo comercial da União Europeia com o Mercosul. Aliás, o Mercosul tem sido esvaziado pelo governo federal, por motivos ideológicos, que só continuam a atrapalhar a desejável retomada de uma economia combalida e sem perspectivas.

            Dura a manifestação de Emmanuel Macron: “esse acordo, tal qual foi concebido e desenhado, não ode ser compatível com nossa agenda climática e de biodiversidade”. Para quem quiser continuar a menosprezar a postura francesa, é bom saber que em 2021, com Covid e tudo o mais, a França cresceu 7%. Foi o ritmo mais forte de crescimento, desde 1969. Por isso também, é que ela deve ser ouvida.

            Ademais, não é só da França a cobrança. A OCDE incluiu obrigações de redução de desmatamento e medidas de mitigação de mudanças climáticas nos documentos que formalizam o início das negociações. E se isso não for suficiente, não haverá investimento estrangeiro aqui neste território tão necessitado de recursos externos.

            Talvez com isso o governo federal se convença de que a proteção da Amazônia e dos demais biomas não é coisa exclusivamente nossa. Interessa ao planeta e à humanidade.

 

JOSÉ RENATO NALINI  é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2021-2022.
 
 
 
 
 
Nadador, Nadar, Estrada, Rua, Surreal, Fantasia


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JORGE VICENTE - SENHORA DA CARVALHA - Freixo de Numão

 

 

 

 

 

Jorge Vicente.jpeg

 

 

 

 

 

 

Pode ser uma imagem de 2 pessoas, ao ar livre e texto que diz "Senhora da Carvalha Freixo de Numão A Senhora da Carvalha, Merece ser visitada. Ajuda-nos na batalha, Logo pela madrugada! Com festejos em Setembro Um ícone dos freixenses. Mês dos encontros, lembro, E seus vestígios durienses! Com a capela e recintos, Duma beleza sem igual. Feita por mão de distintos, Do modo quase ancestral! É um lugar de relevo, Pois foi lá que me casei. E é por isso que eu escrevo, P'ra dizer: me apaixonei! Lugar de Freixo de Numão. Terras, sim, de boa gente; Todos com bom coração: Quem visita, sai contente! Jorge Vicente"

 

 

 

 

JORGE VICENTE - Fribourg ( Suiça)



publicado por Luso-brasileiro às 20:30
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PAULO R. LABEGALINI - O GUIZO NO GATO

 

 

 

 

 

 

Paulo Labegalini.jpg

 

 

 

 

 

Numa reunião do grupo de liturgia na comunidade, o padre nos contou esta história:

Era uma vez um gato malvado que vivia caçando os bichinhos de uma numerosa família de ratos. A cada dia, um ratinho sumia. Então, resolveram fazer uma reunião para dar fim à ameaça que os abatia e, no meio da discussão, uma rata esperta levantou-se e disse:

– Vamos pendurar um guizo no pescoço do gato! Assim, sempre que ele se aproximar, ouviremos o barulho do guizo e fugiremos rapidamente.

Todos concordaram e aplaudiram a feliz ideia. Logo após, iniciaram uma festa em comemoração à derrota do felino traiçoeiro; porém, de repente, um ratinho falou bem alto:

– Esperem um pouco! Quem é que vai colocar o guizo no pescoço do gato?

Voltando à nossa reunião de liturgia, por mais algumas vezes alguém se reportou à história e comentou: ‘Quem vai pendurar o guizo no gato?’ – referindo-se às tarefas difíceis de serem cumpridas. Além de nos divertir com as brincadeiras, aprendemos esta lição: ‘Qualquer ideia só é boa se puder ser realizada com sucesso’.

E dando continuidade aos contos com animais, conheço também aquele em que um cãozinho caçador vivia perseguindo uma lebre. Quanto mais ele treinava para alcançá-la, mais ela corria e escapava. Então, o dono do cãozinho resolveu colocá-lo numa clínica de animais, onde receberia reforço alimentar e condicionamento físico especial.

Mais algum tempo se passou e lá estava o cãozinho tentando pegar a lebre novamente, mas sem nenhum êxito. Ele estava mais rápido, porém, ela corria muito mais também. E o dono do cachorro pensou:

– Não adianta insistir. Ele a persegue para me agradar, mas ela corre para salvar a própria vida!

Portanto, eis mais uma lição: ‘Quanto maior o objetivo, maior o entusiasmo nas ações’. Isso, logicamente, acontece quando aceitamos um desafio com amor e sabemos que podemos alcançá-lo.

Juntando as duas histórias, fica fácil concluir que se aliarmos determinação às boas ideias, os resultados podem ser os melhores possíveis. Além disso, rezando e pedindo as bênçãos de Deus, os riscos de fracasso tendem a desaparecer.

É assim que eu gosto de trabalhar em comunidade: participando das decisões, rezando e trabalhando em busca do objetivo maior – construir o Reino de Deus. Isso significa: respeitar e ser respeitado; perdoar e ser perdoado; amar e ser amado; estender a mão e receber ajuda; partilhar alegrias e tristezas; excluir os pecados; celebrar a Palavra; e festejar ótimos resultados. Só coisas boas!

E se o seu objetivo é chegar ao Céu, reze mais para não lhe faltar coragem de carregar outros com você. Se estiver triste com os problemas que enfrenta, então, tenha fé na Virgem Maria, que alegrará o seu coração antes mesmo do que imagina. Quem não tentar, não saberá o que deixou de receber.

Fernando Pessoa dizia: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. E a alma de um filho de Deus nunca pode recuar diante das dificuldades do cotidiano, certo? Quem tem a Sagrada Família ao seu lado, tem tudo! Então, não se afaste da Igreja de Jesus Cristo jamais. Lembre-se que o amor que recebeu no batismo ainda mora no seu coração e pode dar muitos frutos. Só depende de você!

Não se espelhe nos comportamentos dos três macaquinhos, chamados: Não Vejo, Nada Ouço e Nunca Falo. Um dia, os bichos da floresta os convidaram para rezar na caverna. Nada Ouço não entendeu, olhou para Não Vejo e perguntou o que estavam falando. Então, Não Vejo disse que Nunca Falo lhe explicaria. E acabaram não rezando.

Seja você o próximo a colocar o guizo no gato.

 

 

PAULO R. LABEGALINI   -  Cursilhista e Ovisista. Vicentino em Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).



publicado por Luso-brasileiro às 20:19
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - INSTRUIR É O MESMO QUE EDUCAR ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No meu tempo de menino e moço, asseverava-se: a maioria dos problemas que afligem as nações, eram causados pela falta de cultura dos povos.

Os políticos, em geral, afirmavam: quando toda a juventude fosse à escola, instruída e diplomada, pensaria melhor e a geria ainda melhor.

Envelheci, a cabeça cobriu-se de finos fios de prata, mas ao dar a minha voltinha dos tristes, estupefacto, verifico: os jovens apesar de estarem mais instruídos, comportam-se tal qual, como os semianalfabetos do meu tempo: berram estridentemente nos transportes públicos, penduram-se nos varões do metro, usam vocabulário ignóbil, são violentos, desrespeitadores e perversos, igual ou pior à geração boçal de outrora.

Portanto, a instrução nada muda, nos modos, comportamentos e no carácter.

Pode, e ainda consegue, embora cada vez menos, melhorar o nível de vida das populações, mas não a educa.

Digo: cada vez menos, devido à abundância de licenciados. A lei da oferta e procura começa a trabalhar.

Em férias que passei em casa de meus sogros, em São Paulo, encontrei electricista, que consertava o chuveiro eléctrico.

Reparou o operário no meu sotaque e estabulou conversa.

Confessou-me que era engenheiro electrotécnico, mas como não encontrou melhor emprego, trabalhava numa oficina.

Em sapataria, nas cercanias do Viaduto do Chá, fui atendido por jurista!...

Em Portugal, não é raro deparar com licenciados a trabalharem em supermercados ou como balconistas

Há anos, o lixeiro, que recolhia o lixo da minha residência, dizia-se engenheiro!... Assim com o carpinteiro, de origem estrangeira, que reformou a minha cozinha.

Conversando, uma tarde, com jovem universitário, declarou-me dolorosamente: " muitas vezes é necessário omitir habilitações, para encontrar trabalho."

Se outrora bastava estudar para singrar, agora, se não for de família influente ou excepcional, o único recurso é envolver-se em política.

O antigo ministro Manuel Carrilho, em 2001, disse ao: " Diário de Notícias": " É difícil encontrar áreas onde os jovens estejam melhor instalados do que na política: aos vinte têm emprego, aos 30 já estão aposentados."

Dei tantas asas ao pensamento, que me esqueci de abordar o tema que pretendia expor: a razão dos jovens comportarem-se como os antigos analfabetos.

A razão é simples: não é a instrução que molda o carácter e o comportamento, mas sim a educação.

A escola ensina, mas não educa. Pode – o que não devia, – inculcar ideologias.

Quem educa, são: os pais, os avós e restante família, algumas vezes a Igreja, mas principalmente as mães.

Como as mães, em regra, já não foram educadas – como podem saber, o que é educar?

Antigamente conhecia-se, pela educação, as classes sociais. Agora encontram-se infelizmente quase todas niveladas, não por cima, mas pela ralé. São os sinais dos tempos.

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA

 



publicado por Luso-brasileiro às 20:15
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EUCLIDES CAVACO - AMOR FEITO POESIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu fraterno abraço de sincera amizade.
 
 
 

  EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

***

 

FADO e POESIA com Euclides CavacoCom as minhas cordiais saudaçõespartilho o link do programa difundido ontem à tardehttps://www.youtube.com/watch?v=A7kW4BEh8w0&t=37s
Euclides Cavacocavaco@sympatico.ca
 
 
 
 
***
 
 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

Leitura Recomendada:

 

 

Resultado de imagem para Jornal A Ordem

 

Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

***

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL


https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confissões

 

***



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Quinta-feira, 21 de Abril de 2022
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - 22 DE ABRIL. HOMENAGEM AO PLANETA EM QUE VIVEMOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por suas peculiares, complexas e ambíguas, contrapondo brincadeira com seriedade, o mês de abril, que começa com o “Dia da Mentira”, é um dos mais ricos do ano em datas comemorativas, muitas das quais, manifestamente importantes por traduzirem aspectos inerentes a nossa cultura, aos interesses nacionais e principalmente, por incentivar a busca de um país melhor mirando-se nos exemplos de personagens como Monteiro Lobato e Tiradentes, cujas histórias foram feitas de lutas e luto, perseguições e muita resistência.

  Ressalta-se, entre elas, uma celebração internacional, o DIA DA TERRA, aos vinte e dois de abril que surgiu nos Estados Unidos e hoje é exaltada na maioria dos países. Constitui-se numa homenagem ao lugar em que vivemos e ao mesmo tempo, oportunidade para fazermos uma reflexão sobre os diversos problemas que o homem está criando, como a intolerância entre os próprios seres humanos e as constantes injustificadas agressões ambientais.

            A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo uma distância média de cento e cinqüenta milhões de quilômetros do Sol, a estrela mais próxima. Sua massa está estimada em cinco sextilhões e oitocentos e oitenta e três quintilhões de toneladas. Sua total é de 510.100.000 quilômetros quadrados, dos quais 148.940.000 são ocupados por terra, o restante, por água. Toda a superfície está dividida em várias nações com povos de costumes e línguas diferentes, as quais infelizmente vivem marcadas por guerras étnicas, religiosas, raciais e por profundas manifestações de desigualdades sociais, tendo o desequilíbrio no consumo de recursos naturais excedido em 42,5% a capacidade de renovação  biosfera. Desta forma, para sustentar os atuais padrões de dispêndio dos mais de seis bilhões de habitantes, seria preciso “meia Terra a mais”.

Numa época marcada pelo individualismo, mas na qual a aspiração ecológica faz parte do exercício da cidadania, a preocupação nesse setor não é uma tarefa exclusiva das autoridades, mas um compromisso de toda a sociedade. Por isso, mais do que nunca, devemos despertar e cultivar o ideal de conservação, propagando a consciência de que o restante natural necessita recompor-se equilibrada e permanentemente.

Assim, com o DIA DA TERRA, faz-se necessário incitar a humanidade para uma melhoria nas condições de vida e saúde, despertando o espírito de paz e fraternidade que deveria prevalecer entre os indivíduos de todo o mundo e lutando pela defesa da natureza, causas a merecerem apoio de toda a humanidade, que deve ser motivada para tanto a partir da educação infantil nos lares e nas escolas.

 

 

 

João Carlos José Martinelli é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas. Autor de diversos livros (martinelliadv@hotmail.com)

 

 

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publicado por Luso-brasileiro às 11:24
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