PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 30 de Junho de 2022
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - QUE MUNDO É ESSE ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            A procura ambiciosa do lucro fácil; a busca ansiosa de prazeres; o consumismo exacerbado; a estima obsessiva de ter ou possuir muito e a sensualidade desenfreada pinta um quadro que tem tornado o individuo cético na perda de sua identidade e do seu real papel dentro dos grupos a que pertence. A desconsideração aos valores morais que fundamentam a dignidade e a elevação humana produz os descontentes, os inconformados e os revoltados, que se mostram incapazes de controlarem as tendências de indisciplina e agressividade que se exigem nas pessoas. Por isso, nos últimos tempos, a violência continua sendo um rastilho de pólvora que está sempre pronto a pegar fogo.     

              Realmente as pessoas não se preocupam mais com os verdadeiros princípios, ocorrendo manifesta inversão de valores, onde só pensam em seus interesses e ambições pessoais, passando por cima inclusive de preceitos éticos até no exercício da  profissão, sem medir consequências e resultados.  As novas gerações estão perdendo referências. Uma pena que tais situações persistam numa época em que os seres deveriam viver harmoniosamente e alcançarem pleno atendimento de seus direitos fundamentais.

          Ficam sérias preocupações com as ocorrências que vem marcando nossos dias e os seus reflexos para o futuro. Em todo o mudo se registram eventos os mais negativos possíveis contra a integridade física e a dignidade dos cidadãos,  às vezes por razões as mais inaceitáveis possíveis, como preconceito racial, religioso e até por agressividade gratuita e absolutamente injustificada, levando a crer que o homem está se tornando cada vez mais insensível e materialista, afastando-se de padrões espiritualistas.

          Tanto que Marinho Guzman, com brilhantismo, dispôs: "A importância que as futilidades têm na vida dos pobres de espírito é inversamente proporcional ao sentimento de felicidade vindo da compreensão do que é importante. Isso posto, quando a gente coloca cada coisa no seu lugar, há espaço para tudo, e na ordem direta, as prioridades nos dão a correta dimensão da verdadeira razão de viver...". É por isso que adaptando célebre frase de Mário Bonatti, pode-se dizer que "a vida tem a cor que nós pintamos". Por isso não  devemos acrescentar dias a nossa vida, mas vida aos nossos dias.

          No entanto, do jeito que as coisas trilham, alcançamos o ponto de não acreditarmos nem nas instituições, o que é manifestamente preocupante. É preciso, com muita ação, cobranças, luta e empenho modificarmos essa triste realidade enquanto é tempo, para prepararmos um futuro melhor para as próximas gerações, outorgando-lhes exemplos de integridade, solidariedade e fraternidade. Caso contrário, nunca entenderão nossa omissão e sempre nos questionarão: que mundo é esse?

 

 

 JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas. Autor de diversos livros. (martinelliadv@hotmail.com)



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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - TEM INICIO A " MALDITA GUERRA "

 

 

 

 

 

 

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No início de 1864, estavam sendo prejudicados, pelas conturbações internas do Uruguai, brasileiros ali residentes. Calcula-se que cerca de 20 % da população então residente no Uruguai se constituía de brasileiros. Havia violências, arbitrariedades, até mortes. Isso, não apenas no Uruguai, mas até mesmo dentro do território brasileiro, já que as fronteiras eram pouco definidas e muito permeáveis. Havia contínuas queixas ao Governo Imperial e pedidos de intervenção, para restabelecimento da ordem. A situação ficou tão insustentável que se receava que, a não tomar o governo brasileiro alguma medida mais enérgica, os gaúchos, sponte propria, o fizessem, com grave risco de secessão no Império brasileiro.

O Império, então, com apoio do governo argentino, resolveu mandar uma missão diplomática ao Uruguai, chefiada pelo Conselheiro José Antônio Saraiva, com finalidade pacificadora e tendo em vista garantir o direito e a segurança dos brasileiros ameaçados.

O Imperador, nas instruções dadas a Saraiva, frisou três pontos: 1) o Brasil devia em princípio abster-se de tomar posição na luta interna do Uruguai; 2) devia fazer uma reclamação enérgica, em favor dos brasileiros domiciliados naquele país; 3) somente em caso de ser desprezada essa reclamação, como última razão, seria empregada a força militar.

Saraiva se entendeu com o argentino Mitre, que à distância e discretamente lhe dava apoio; entendeu-se também com representantes britânicos sediados em Buenos Aires (extra-oficialmente, já que o Brasil, em decorrência da Questão Christie, tinha rompido relações diplomáticas e comerciais com o Reino Unido) e, depois de bem assentada a sua posição, propôs, como meio para acabar com a agitação interna do Uruguai, a convocação de eleições livres no país. Mas o governo de Aguirre recusou, porque não queria correr o risco de ser apeado do poder. À distância, Solano López dava total apoio a Aguirre e o açulava, prometendo sustentá-lo.

Aguirre endureceu cada vez mais sua posição e tornou impossível o diálogo. Seguiu-se um ultimato de Saraiva, que foi devolvido de modo pouco educado pelo governo de Aguirre. Solano López teve, então, a imprudência de mandar um ultimato ao governo do Império, dizendo que consideraria casus belli qualquer interferência brasileira no Uruguai. Ao que parece, Solano López não imaginava que o Brasil de D. Pedro II ousasse desafiar o Paraguai, que era sabidamente a primeira potência militar de toda a América do Sul e estava armado até os dentes. Era um país pequeno e dependente da navegação do Rio da Prata para comunicar-se com o exterior, mas mantinha perto de 80 mil homens em armas e possuía armamento moderno, comprado na Europa. O Brasil tinha, em seu exército, menos de 20 mil homens, dispersos por todo o Império e seu armamento um tanto envelhecido nem de longe podia equiparar-se ao dos paraguaios. Somente a Marinha de Guerra brasileira estava mais bem preparada para um conflito e tinha nítida vantagem sobre a paraguaia. Segundo o Visconde do Rio Branco, López esperava que o Brasil recuasse, que Aguirre se mantivesse no poder no Uruguai, que seu aliado Justo José de Urquiza (blanco argentino que fazia oposição a Mitre e “flertava” com López) o apoiasse e ele saísse prestigiado da troca de ultimatos.

Mas D. Pedro II não transigia com a honra nacional. A Marinha Brasileira, comandada pelo Almirante Barão de Tamandaré, a 11 de agosto de 1864 iniciou a execução de algumas represálias contra o Uruguai, cumprindo os termos do ultimato anterior. Aguirre, a 3 de setembro, rompeu relações com o Império e despediu a representação diplomática brasileira. A 7 de setembro, as tropas brasileiras entraram em território uruguaio. Era um corpo de 5 mil homens, comandados pelo General João Propício de Mena Barreto, auxiliado pelos colorados locais, chefiados pelo General Venâncio Flores. Após algumas semanas de luta, com Montevidéu bloqueada pela Marinha brasileira e cercada pelas tropas brasileiras e pelas de Flores, Aguirre caiu nos primeiros dias de 1865, subindo ao poder o governo colorado de Flores, aliado a Mitre e ao Império.

A essa altura, a guerra com o Paraguai já estava em curso.

López, na lógica do seu imprudente ultimato, tinha apresado, antes mesmo de declarar guerra formal, o vapor Marquês de Olinda, que conduzia à Província de Mato Grosso o seu governador, invadindo poucos dias depois o território matogrossense. Ao mesmo tempo, para invadir o Rio Grande do Sul, cometeu a imprudência de penetrar em território argentino, nas províncias de Entre-Ríos e Corrientes, onde seu amigo Urquiza tinha forte base política. Eram províncias que o Paraguai de longa data cobiçava.

Até esse momento, a República Argentina se mantivera simpática ao Brasil e aos colorados uruguaios, mas não parecia disposta a se envolver diretamente no conflito. Uma vez invadido seu território, viu-se envolvida nele, de modo que impôs-se a consolidação da Tríplice Aliança. O Paraguai se viu isolado e cercado. A “Maldita Guerra” estava apenas começando...

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.

 



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CINTHYA NUNES - A CORRETORA

 

 

 

 

 

 

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A corretora estava na porta da casa de dois andares, encravada no meio de um bairro antigo da cidade. Era baixinha e estava toda vestida de preto, uniforme das corretoras de residências mágicas. Exigência do sindicato, para passar credibilidade aos futuros compradores ou inquilinos. A sociedade mágica estava cada dia mais exigente.

A família interessada naquela residência era composta de um casal e uma criança de uns cem anos de idade. Eram meio duendes e pela primeira vez naquele século, depois de passarem pela rigorosa análise documental, tinham conquistado o direito de morar na cidade grande, em meio aos humanos comuns.

—O preço está ótimo! Nós gostamos bastante da casa. E acho que ela gostou da gente também, pois aceitou a proposta de aluguel e só fez poucas exigências. Não quer ser pintada de vermelho e pediu para plantarmos coentro ao redor dela.

—Ah que bom! Nós, bruxas corretoras, ficamos felizes em poder ajudar. Nossas casas são as melhores do mercado. Todas descendentes dos mais famosos clãs de casas ancestrais. Como vocês devem saber, são raras hoje em dia. São casas com tradição, bons modos, embora algumas, às vezes, possam ser um tantinho temperamentais.

—Como assim? Pensamos que todas fossem domesticadas e inofensivas.

Engolindo em seco, a bruxa enxugou o suor que escorria pela testa, tentando se explicar:

—Digamos que certas casas conservam hábitos meio selvagens, não se desvinculando do passado, quando estavam em locais de caça abundante. Então, preciso lhes dizer que algumas gostam demais de animais de estimação. Mais do que deveriam, inclusive.

­            A mãe duende, meio transtornada, começou a olhar em volta, aflita.      

—Desculpe-me, não estou entendendo. Esta casa aqui é feral?  Onde está o Nino? Ninooooo, cadê você?

Puxando a filha pelas mãos, pediu a ela que fosse procurar pelo gato da família.

—A senhora trouxe um gato para cá? Mesmo sem antes checar os protocolos? Bem, preciso verificar uma coisa imediatamente e acho recomendável procurarem o gato enquanto isso.

Enquanto caminhava apressada para fazer algumas ligações, a bruxa torcia para que nada desse errado em seu primeiro dia de trabalho como corretora de imóveis mágicos. Não queria ter que voltar a fazer poções de amor baratas no caldeirão velho herdado das tias.

Minutos depois, mais calma, a mulher garante que não haverá problemas e que a família de duendes e o gato deles poderiam se mudar para o local em pouquíssimas luas.

—Podem ficar tranquilos. Essa não come animais de estimação, por sorte. Gatos, em especial, são especialmente indigestos para ela. Na última vez que engoliu um, por acaso, expeliu fumaça por mais de um mês seguindo.

            —Então é seguro? Tem certeza? Ela não gosta de gatos mesmo?

            —Perfeitamente seguro. Minha supervisora me garantiu. Nada de gatos.

            Assinado o contrato de aluguel para trinta anos, com pagamento adiantado, a corretora foi para casa comemorar. Foi quando leu, nas letras miúdas, sobre as preferências alimentares daquela casa. Ao menos em pouco tempo teria novamente uma casa ancestral para oferecer aos clientes e, como bônus, incluiria um gato malhado.

 

 

CINTHYA NUNES é jornalista, advogada, professora universitária e nunca mataria um gato em seus textoscinthyanvs@gmail.com/ www.escriturices.com.br



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MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE - MURMÚRIOS TERNOS SAUDADE

 

 

 

 

 

 

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No último dia 23 de junho, na Casa da Fonte – projeto idealizado e mantido pela Companhia Saneamento de Jundiaí – CSJ, aconteceu o descerramento de placa que lembra o legado de nossa mãe.
Desde que o Rafael Vettori, me disse que, com apoio dos irmãos Camila e Lucas Gianella, os três do grupo econômico da CSJ, pretendiam colocar uma placa na sala de artesanato, como homenagem a ela, que fez parte do projeto desde 2005, deixei-me invadir por uma emoção bonita, ora com lágrimas, ora com murmúrios ternos.
Fiz memória, a partir da abertura do espaço, com ela presente e feliz, na experiência de seu envelhecer, junto ao povo adorável do Jardim Novo Horizonte e entorno. Assim que deu seu último suspiro para receber o sopro de vida eterna de Deus, a Ana Paula Fernandes Abrahão – Gerente Ambiental, Social e de Governança da CSJ, como homenagem, me enviou o seguinte: “A história da Casa da Fonte está entrelaçada ao acolhimento e carinho da Da. Irene. Com sua ternura, transformou o futuro de famílias inteiras através do bordado e das conversas. Da. Irene foi uma figura marcante e abrilhantou a Casa da Fonte com sua presença sempre tão leve e alegre. Sentiremos saudades do seu sorriso que acalmava, inspirava e motivava todos ao seu redor”.
Emocionada recebi as mensagens do Rafael Vettori – moço sensível, idealista e capacitado – desde o layout da placa, do convite e da programação para o dia. Abracei os olhos com brilho da Camila e do Lucas sobre o acontecimento, sinal de gente de alma boa, capaz de se alegrar com a alegria do outro. Acolhi o apoio do presidente da CSJ, Luiz Panutti Carra, da inteligência e da objetividade, e dos funcionários da empresa, cuidando para que tudo ficasse bonito para o dia.
Feliz, recebi as pessoas que desejaram, conosco, rememorar acontecimentos da vida de nossa mãe ou saber sobre eles. Pessoas de longe, daqui, das escolas parceiras, da CSJ, da Tera Ambiental, do convívio de antes, alunos e equipe da Casa da Fonte. E como a equipe da Casa da Fonte se dedicou para que o dia fosse de claridade!
Comovida, dos que usaram a palavra, ouvi a Thayná Mikaelli dos Santos, de 14 anos, dizer que ainda sonha que ela desça do carro e venha em direção a eles; a artesã Marina Gonçalves Neto, emocionada, expôs que até os adultos entravam na fila para receber o pirulito que ela distribuía, junto com um abraço, e meu irmão testemunhou o bem que a Casa da Fonte fez a ela, modificando-a em muitas coisas. Segundo ele, onde ela se reencontrou. Padre Márcio Felipe de Souza Alves, seu neto por afinidade, descreveu o perfil dela de firmeza e que a Casa da Fonte é terra santa, por ser um lugar onde, a partir da CSJ, existe a oportunidade de recomeçar. O Gestor de Governo e Finanças, José Antonio Parimoschi, que a conhecia desde 1995, enfatizou sua bondade, seu alto astral, sua dedicação como professora e a importância de projetos com investimento de empresa, como o da CSJ, que chega a lugares mais distantes.
Tudo passou como se fosse um momento. Como escreveu Cecília Meireles (1901-1964): “Se num instante se nasce e num instante se morre, um instante é o bastante pra vida inteira”. Que nesse instante, de cada um, haja motivo para belas lembranças que permanecem no coração.
 
 
 

 

MARIA CRISTINA CASTILHO DE ANDRADE -

 Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/ Magdala. Jundiaí, Brasil.

 



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ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - 42. FASTIDIOSO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A  palavra “fastidioso” vem do substantivo “fastídio ou fastio com o sufixo “oso” formando o adjectivo “fastidioso.  Provém também do latim fastisiosus, a,um. É um adjectivo que causa  fastio, ou aborrecimento e tem como sinónimos: aborrecido, enfadonho, enfastioso, entedante, maçado. É o que  mostra mau humor= infortunio e rabugento.Há  Palavras relacionadas com fastidioso: lengalenha, enfastioso. maçante, enfadonho, fatigante, monótono, tedioso, fastidiosamente, monotónico,  falação, palhada e  vácuo.

 

Frases que incluem  o termo “fastidioso”:

 

-“ O processo da paz irá ser um processo demorado e fastidioso. Continuo, porém, convencido de que é possível,  com a necessária confiança”.

-“ Essa crença, num círculo  fastidioso e  monótono de repetidas transmigrações, roubou dos mortais em luta, a sua esperança”.

-“A fim  de evitar aos conselhos de cooperação ou de associação o trabalho fastidioso de elaboração de um grande número de decisões para estabelecer, caso a  caso, as modalidades e condições humanas técnicas específicas da participação de cada país em cada programa, a presente comunicação propõe, em contrapartida, uma abordagem em duas fases inspirada nas experiências anteriores”.

-“-Como saberão, actualmente, na Unia Europeia, quando ocorre um divórcio e existem crianças é frequentemente difícil e fastidioso garantir pagamento das pensões alimentares, quando um dos cônjuges foi viver para outro país”.

-“Se fossem espíritos. forçoso seria convir em estarem eles adstritos a um papel por demais mecânico para seres inteligentes e livres, papel bem fastidioso, mesmo para Espíritos inferiores e, pois, com mais forte razão, incompatível com a ideia que fazemos dos Espíritos  superiores”.

 

Que diz a Bíblia sobre o fastídio e portanto sobre o ser fastidioso?

 

A palavra “fastidioso” ´ é o termo que utilizamos para descrever uma constante moléstia Podemos ter uma dor de cabeça fastidiosa ou uma  tosse  fastidiosa. fstidiar significa também Rebanhar” repreender ou pressionar contantemente. As crianças que não aprenderam bons costumes podem fastidiar os pais sobre as  regras e os desejos. Os chefes podem podem fastidiar os seus empregados pelas tarefas que não fizeram.os cônjuges podem fastidiar-se mutuamente pelas tarefas domésticas. O fastídio pode tornar-se em hábito, inclusivamente como um rasgo do carácter que faz que os outros não os queiram ver. O fastídio é um  comportamento negativo e ´+e algo que a Bíblia nosn diz que   devemos evitar. Os exemplos mais famosos do fastídio encontram-se na  história de Sansão. Embora que estivesse destinado à grandeza((Juizes 13, 1-5, Sansão foi néscio com respeito às mulheres. Deixou-se  vencer pelos seus inimigos em duas ocasiões diferentes pelo fastídio das mulheres. Com  as  quais   se relacionacva. Em Juízes 14, se narra a história de Sansão casando-se com uma mulher filisteia e caiu numa cilada que fizeram o malvados”porque ela o estava fastidiando com tanta insistência.”. Depois, Sansão conhece Dalila, outra filisteia. Ela também foi utilizada plos seus inimigos compatriotas para enganar Sansão. Sansão cedeu à petição  de Dalila sobre o segredo da sua força e  em Juízes, 16,16, diz-nos como ela prevaleceu; dia após dia esteve a fastidiá-lo até que Sansão se fartou de tanta insistência O fastídio levou o homem a um final trágico, já que tinha um grande potencial para que Deus o utilizasse.

O Livro dos Provérbios tem muito que dizer sobre a convivência co uma   esposa fastidiosa, por exemplo em Provérbios 119,13 e 21,19: Em provérbios 25,24 diz-se “ ´+E melhor viver só debaixo e uma árvore do que numa casa preciosa com uma esposa que só busca fastídio. Uma esposa que fastidiosa é tão molesta como uma  goteira contínua num dia de chuva. Uma das razões pelas quais o fastídio normalmente se associa com as  esposas  tem que ver com a forma em que os homens e as mulheres estão  designados. As mulheres tendem a ser  mais verbais que os homens e resolvem os problemas, solucionam, os conflitos e encontram soluções ao falar delas. Os homens costumam sr menos verbais, a mais orientados às tarefas, e não respondem quando as mulheres intentam  dar-lhes instruções. Quando as esposas pedem que eles façam uma tarefa, os maridos às vezes entendem como  uma atitude mandona ou um desejo de control, de maneira que  contestam nem se propõem fazer as coisas à sua maneira. A esposa ao ser verbal. Insiste uma e outra vez sobre esse erro,  o cenário está preparado para uma relação fastidiosa. O fastidiar-se pode  converter-se num hábito antes que se dar conta, tanto para o que fastidia como para o fastidioso. O cenário está preparado para uma relação fastídio/ resistência. O fastiador  pode converter-se num hábito antes de  dar-se conta. O fastiador e o fastiado  têm certa responsabilidade para  cambiar essa prática.No caso de Snsão em vez de expor claramente as suas intensões e  as razões das meas, permitiu que as mulheres da sua vida seguiram fastidiando-lo. O fastídio delas fpi favorecido pela sua falta de limites claros,o que as levou a crer que se persistiam, ele cederia,E tinham razão. Os meninos aprendem a fastidiar-se pelas mesmas razões. Um pai pode acabar facilmente com o hábito de  fastidiar estabelecendo limites e cumprindo sempre com as consequências anunciadas Provérbios 13,24;  19.18,  23,13 )- Os cônjuges podem romper o ciclo do fastídio  reconhecendo o que não funciona e  estabelecendo melhores padrões de comunicação.

Como diz S. Paulo aos Efésios  4,29 –“Devemos  cuidar as nossas palavras e falar”Nenhuma palavra corrompida saia da vossa boca, se não que seja boa para a necessária edificação, a fim de dar graça aos ouvintes” O fastídio não é proveitoso, não edifica e não brinda nenhum benefício aos que  escutam”.

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt



publicado por Luso-brasileiro às 12:05
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JOSÉ RENATO NALINI - TEM DE SER PARA VALER

 

 

 

 

 

 

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            Qual a razão de se inserir no tema dos negócios a cultura ESG? Não pode ser modismo, nem subterfúgio para a continuidade nas práticas lesivas da natureza e, portanto, causadoras da potencialidade – não remota – de interrupção definitiva da experiência humana sobre o planeta.

            A ciência enxerga com lupa aquilo que acontecerá para esta humanidade tão impiedosa para com o único ambiente de que dispõe para viver. Há tempos anuncia o exaurimento dos recursos naturais e os sombrios horizontes que se avizinham mais rapidamente do que se poderia supor. Só que existe o malefício da política profissional: aquilo que deveria servir para coordenar a convivência, tornou-se um território exclusivo dos interesseiros, daqueles que se propõem a defender o bem comum, mas perseguem a satisfação da própria cobiça.

            Quando se verifica a falência da Democracia Representativa, incapaz de responder às aspirações comunitárias, é hora de protagonismo por atores diversos. Universidade, empresariado, Terceiro Setor, sociedade civil e lideranças individuais têm de assumir o compromisso de levar a sério as ameaças que rondam o mundo.

            Uma das fórmulas encontradas foi elaborar o conceito ESG, da sigla em inglês, que para nós seria ASG. Ambiente, Social e Governança. Reverter a sanha assassina do verde e da biodiversidade, cuidar de ao menos reduzir a profunda desigualdade social existente entre os incluídos e os excluídos do banquete capitalista e adotar uma governança corporativa capaz de atender, simultaneamente, ao tríplice objetivo.

            Um bom sinal foi o estabelecimento do ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores. Em fevereiro de 2022, pela primeira vez, foram divulgadas as notas obtidas pelas companhias que formam essa carteira. Dentre as setenta e três empresas inscritas, quarenta e seis tiveram avaliação suficiente para ingressar na carteira neste 2022. O primeiro lugar no ranking coube à EDP – Energia do Brasil, seguida pelas Lojas Renner, Telefônica do Brasil, CPFL Energia, Natura, Klabin, Itaú, Ambipar, Suzano e Engle Brasil Energia.

            Empresas que também ostentam tal “selo” em sua publicidade não lograram acesso ao fechado clube dos que atendem completamente às exigências no tríplice eixo de avaliação. Assim, quem poluiu, ainda que por acidente, não poderia mesmo estar entre as eleitas. Ou quem sucede a grupos envolvidos em esquemas de corrupção, da mesma forma.

            Causa estranheza que negócios conhecidos por considerável emissão de gases causadores do efeito estufa possam disputar o ingresso na relação dos que preservam a natureza em lugar de agredi-la. Talvez fosse o caso de exigir de tais empresas, enquanto não alcançarem o grau ótimo de descarbonização, que investissem maciçamente em projetos de reflorestamento, pois o Brasil tem uma carência de mais de um bilhão de árvores.

            Também precisa ser corrigida a insuficiência dos critérios de aferição da observância dos requisitos propiciadores da figuração na lista. Tudo ainda é um pouco formal, depende de informações fornecidas pelo próprio interessado. Seria interessante estabelecer um esquema de auditorias e de inspeção a cargo do Terceiro Setor, ou das ONGs ligadas à tutela ambiental. Quando o ISE aceita corporações com evidentes e conhecidos problemas ecológicos, ela desvaloriza a estratégia e desestimula as boas práticas, equiparadas aos detratores da natureza.

            É óbvio que a iniciativa é um primeiro passo, que existe exatamente para fazer com que haja compromisso de aprimoramento nas condutas e redução dos entraves postos no caminho de uma empresa amiga da natureza, das pessoas e ainda seja lucrativa, para atrair investimento.

            Um bom exemplo é a vinculação dos dividendos à observância dos mandamentos ESG. O bolso é aquilo que mais motiva os homens. Se eles perceberem que só receberão bônus das empresas em que investem se elas se comportarem de maneira adequada às exigências contemporâneas, de certo serão o motor de aceleração da boa conduta.

            O importante é fazer com que essa mentalidade se espraie, contamine a população, porque o melhor fiscal da empresa é o consumidor. Quando o consumidor vier a se educar adequadamente, sabendo que o futuro de sua prole se condiciona à responsabilidade do produtor, ele será um bom avaliador. E expelirá do mercado quem continuar a perpetrar tais infrações ambientais, aumentando o nível de desigualdade e se descuidando da governança inteligente.

            ESG não é retórica: tem de ser para valer. Não há alternativa.

 

 

JOSÉ RENATO NALINI é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2021-2022.

 

 

 

     

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:52
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ALEXANDRE ZABOT - QUAL TAMANHO DO UNIVERSO ? COMO ELE SE EXPANDE ?

 

 

 

 

 

 

Alexandre Zabot

 

 

 

 

 
Escrito em 07/2015


Não sabemos qual o tamanho do Universo e talvez nunca possamos saber. O que sabemos é que o universo está se expandindo, mas essa expansão não é como um crescimento em volume, é antes, uma expansão do próprio espaço. É um conceito complicado, podemos usar analogias, mas elas são limitadas e por isso é preciso ficar atento aos pontos mais centrais da ideia.
Uma analogia frequentemente empregada é a do balão (ou bexiga) de festa. Quando está vazio, ele tem uma certa área de superfíciel. A medida que você vai soprando, ele vai enchendo e a superfície dele vai ficando maior. Vamos fazer uma analogia de que o Universo seria a superfície deste balão. A limitação da analogia já está clara: o nosso Universo tem três dimensões (para frente, para o lado e para cima), enquanto a superfície do balão de festa só tem duas dimensões (para frente e para o lado). Vamos precisar aprender a conviver com as limitações da analogia.
Imagine que você tivesse desenhos de galáxias na superfície do balão, como na figura abaixo.
 
 
 
 
 
O que você observa é que à medida que o balão é enchido, as galáxias afastam-se umas das outras. A distância entre cada uma delas aumenta, simultaneamente. É a isso que chamamos de expansão do Universo. Veja, que o próprio espaço está aumentando, não é que o Universo esteja se expandindo em direção à alguma coisa, tomando um espaço que estava desocupado. Nada disso, na realidade, é ele mesmo que fica maior. Aqui a analogia do balão de festas falha porque você pode ser tentando a dizer que a superfície do balão está se expandindo e tomando o espaço que estava a sua volta. Mas no caso do Universo, simplesmente não há espaço à sua volta.
Por causa da expansão do Universo, não é bom falarmos de distâncias diretamente, pois elas dependem da idade, da taxa de expansão e da geometria do Universo. Geometria se refere à forma, porque o Universo não precisaria ser esférico como um balão, mas pode ser plano como uma pizza ou curvado como a sela de um cavalo.
Assim, os astrônomos costumam franzir as sombrancelhas quando são perguntados sobre o tamanho do universo, porque a reposta é muito mais complicada do que um simples número. Afinal, se o Univeso está se expandindo, ao tentarmos medir a distância até um objeto temos um problema: vamos usar a luz que este objeto emitiu, mas depois que essa partícula de luz (chamada de fóton) foi emitida, o objeto continuou a se afastar de nós, e portanto podemos falar ao menos de duas distâncias: a distância a que o objeto estava quando emitiu a luz e a distância que ele está agora. Por exemplo, se uma galáxia emitiu um fóton quando estava há 3.4 bilhões de anos luz de nós, hoje essa mesma galáxia estará a 29 bilhões de anos luz de nós. O fóton que ela emitiu, entretanto, viajou por 13 bilhões de anos até nos atingir. Os números parecem não fechar porque é preciso levar em conta a taxa de expansão do Universo. Complicado, não? Na verdade é pior, porque a resposta depende de fatores da teoria que podem variar e nem discuti aqui.
Entretanto, a luz mais longínqua que podemos detectar hoje vem de um lugar que está a 46 bilhões de anos luz de nós hoje, mas foi emitida quando o universo tinha um tamanho mil vezes menor do que o atual. Este local pode ser chamado de limite observável do universo. É quase certo que o Universo seja muito maior do que isso. Na verdade, não sabemos, porque não podemos ver além desta distância, que chamamos de limite observável do universo.
Entretanto, temos indícios claros de que o Universo não deve acabar no nosso limite observável. Observando as galáxias mais distantes não encontramos nenhuma indicação de que haja um fim ou uma barreira, muito pelo contrário, tudo indica que devem continuar a distribuir-se além do nosso limite observável.
Alguns cientistas defendem uma teoria chamada de Multiverso, que diz que há infinitos Universos além do nosso. Se esta teoria estiver correta (eu acho que não, e mais ainda, que ela nem mesmo é uma teoria científica, mas isso fica para outro artigo …) então a vastidão da criação é mais infinita do que o possível tamanho infinito do nosso Universo!
 
 
 
 

ALEXANDRE ZABOT   -    Fisico. Doutorado em Astrofisica. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina.   www.alexandrezabot.blogspot.com.br



publicado por Luso-brasileiro às 11:47
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JORGE VICENTE - S. PEDRO.

 

 

 

 

 

 

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Pode ser uma imagem de 2 pessoas e texto

 

 

 

 

JORGE VICENTE - Fribourg ( Suiça)



publicado por Luso-brasileiro às 11:41
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FELIPE AQUINO - CURIIOSIDADES SOBRE A CONSTUÇÃO DA BASILICA DE SANTA MARIA MAIOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo a tradição, no ano 352, vivia em Roma, o representante do imperador que tinha se transferido para Constantinopla, um certo João, fidalgo riquíssimo que não sabia como gastar toda sua fortuna. Não tinha filhos e queria construir obras pias para a Igreja, mas não sabia quais escolher.

 

 

Na noite de 5 de agosto, lhe apareceu em sonho a Virgem Maria, que lhe ordenou construir uma igreja no lugar onde estivesse com neve pela manhã.

O rico senhor acordou e se pôs a pensar que a neve em Roma era uma coisa estranha, pois agosto era a estação de verão. Porém o mais interessante foi que a Virgem, na mesma noite apareceu ao papa Libério e lhe disse que, logo ao raiar do dia, subisse a colina do monte Esquilino, que encontraria o local cheio de neve e lá deveria erguer uma igreja. Pela manhã aquele fato inédito, foi constatado e enquanto a notícia se espalhava por toda Roma, o papa e João, caminhando por estradas diferentes, seguidos por uma multidão se encontraram: lá em cima do monte Esquilino comprovaram que havia neve. Com um bastão o papa traçou a área para erguer a igreja que o patrício construiu apenas com o seu dinheiro. Nascia a basílica de Santa Maria da Neve. Alguns pesquisadores dizem que João procurou o Papa Libério para lhe contar seu sonho e que teve uma surpresa ao saber que também o pontífice havia tido a mesma visão.

 

 

 

Leia também: 05/08 – Consagração da Basílica de Santa Maria Maior

 

Depois, juntos com a população foram ao alto ao monte Esquilino, e demarcaram sobre a neve o terreno onde a igreja foi construída. Desta maneira, notou-se que as tradições se mesclaram por obra da alma popular que sempre uniu poesia à história. Aquelas colinas do monte Esquilino, durante a Antiguidade, tinham sido um lugar de despejo de lixo, cheio de imundices; posteriormente se tornou o lugar onde os escravos eram sepultados. Na época do Império, ao contrário, as colinas eram ocupadas por imensas vilas de nobres. Entretanto continuava sendo um lugar de estranhas lembranças e que a comunidade evitava frequentar.

 

 

Com a construção da igreja da Santa Maria da Neve, o local reconquistou a visitação popular. Tanto é verdade que cerca de um século depois, para celebrar os resultados do Concílio de Efeso, que proclamou a “maternidade divina da Virgem Maria”, o Papa Xisto III em 440, mandou construir uma igreja. Mas queria que fosse grande, muito grande, daí o nome “Maior”, e escolheu o mesmo local onde fora construída a igreja indicada pela Virgem em sonho ao papa Libério.

No dia 5 de agosto de 431, a nova igreja, que substituiu a anterior, foi consagrada, com o nome de basílica de “Santa Maria Maior”. Nela foi realizado o primeiro presépio que se tem notícia na Igreja, por isto também ficou conhecida como basílica de “Santa Maria do Presépio”. Na basílica se encontram os primeiros e mais ricos mosaicos alusivos a Nossa Senhora e é, de fato, um dos maiores e mais belo santuário mariano de toda a cristandade. A festa litúrgica da “Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior” que acontece em 5 de agosto entrou no calendário romano em 1568.

 

 

 

FELIPE AQUINO - é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:30
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HUMBERTO PINHO DA SILVA - OS MALEFÍCIOS DA NOVELA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

" Na Carta de Guia", escreve D. Francisco Manuel de Melo, que viajando por terras de Espanha, foi parar a hospedaria, onde a dona e suas filhas, tão elevadas estavam numa novela, que não foram capazes de o receber.

Não encontrou melhor remédio, se não procurar outra estalagem.

De regresso de viagem, perguntou pela leitora e ouvintes. Disseram-lhe: " Que poucos dias depois, a novela foi tanto adiante, que cada uma das filhas daquela estalajadeira fizeram sua novela, fugindo com seu mancebo do lugar, como boa aprendizes da doutrina, que tão bem estudaram."

O mesmo vai acontecendo com as telenovelas – versão moderna das novelas de outrora, – imbuídas das mesmas peçonhas, que incutem, na juventude, o desejo de passarem da ficção à realidade.

Os enredos, em geral, não são planeados, apenas para divertir; mas, no firme propósito de inculcar: ideologias ou condutas perversas.

O nosso genial Eça, costumava – talvez a pedido do editor, – " apimentar" a prosa, para aumentar as vendas. Todavia conhecedor da perversidade, não queria que os filhos lessem os textos, mormente a querida Maria.

Asseveram – não sei se é com sinceridade, – cineastas e produtores da TV, que somente mostram a sociedade, tal qual é.

Para eles, o cinema e novelas, apresentadas pela TV, são o espelho da sociedade. Mas – digo eu, – não será a comunidade, o espelho da TV e do Cinema?

O que se passa na má fadada TV, ocorre, igualmente, com obras literárias – algumas de soberbo estilo, – mas abordando temas asquerosos e torpes, rebaixando a dignidade humana, ofendendo a mulher – mãe, irmã e esposa.

Refiro-me a obras de valor, porque escritas em elevado estilo, tornam-se ainda mais perigosas do que as outras.

Bem avisa o bom Heitor Pinto in: " Imagem de Vida Cristã: " Como a espada, quanto mais excelente, tanto é mais perigosa na mão do furioso; assim a linguagem quanto mais elegante, tanto mais perigo traz consigo."

Não é de admirar, portanto, com tantas imundices, tanta telenovela e livros perversos, convidando à voluptuosidade, a nossa terra seja infestada de - estupros, violações e porca pornografia, vendida sem o menor pejo.

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA



publicado por Luso-brasileiro às 10:59
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PINHO DA SILVA - A CAMINHO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltas costas à luz: à frente é sombra

- a sombra projectada sobre a "rua"-.

Tu, és somente o que fores

na tua dimensão; a sombra..., é tua!

 

Lembre-te Platão:

- a realidade, é bem diferente disto!

Não digas nunca: " existo!...",

pois tu não pensas, não:

voltas costas à Luz, és incerteza!

 

A Filosofia, não é grega nem francesa,

- é só de Cristo!...

 

 

 

 

PINHO DA SILVA (1915-1987) – Nasceu em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia. Frequentou o Colégio da Formiga, Ermesinde, e a Escola de Belas Artes, do Porto. Discípulo de Acácio Lino, Joaquim Lopes e do Mestre Teixeira Lopes. Primo do escultor Francisco da Silva Gouveia. Vilaflorense adotivo, por deliberação da Câmara Municipal de Vila Flor.
Tem textos  dispersos por várias publicações, entre elas: “O Comércio do Porto”, onde mantinha a coluna “ Apontamentos”, e o “Mundo Português”, do Rio de Janeiro, onde publicou as “ Crônicas Lusíadas”. Foi redator do “Jornal de Turismo”, membro da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, e secretário-geral da ACAP. Está representado na selecta escolar: " Vamos Ler", da: Livraria Didáctica Editora, com o texto : " Bacos e redes".


publicado por Luso-brasileiro às 10:24
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PAULO R. LABEGALINI - SORTE OU GRAÇA ?

 

 

 

 

 

 

Paulo Labegalini.jpg

 

 

 

 

 

 

Um homem esperava para atravessar uma avenida quando um brilho na grama chamou sua atenção. Deu uma olhada, imaginou ser um caco de vidro e foi embora. Mais tarde, outro homem percebeu o brilho, abaixou-se, pegou a pedra suja e viu que era diferente, enviando raios luminosos quando iluminada pelo sol. Olhou, olhou e disse a si mesmo:

– Imagina se isto é uma pedra preciosa! Deve ter caído de algum anel de bijuteria. Se levar a um joalheiro, ainda terei que aguentar a gozação por ter achado que poderia ser valiosa. Logo eu iria achar uma joia perdida na grama?

Então, jogou a pedra no chão e atravessou a avenida, meio triste pela sua pouca sorte; porém, em seguida, outro homem percebeu o brilho na grama e, atraído pela beleza da pedra, pensou:

– Parece um diamante, mas também pode ser apenas um pedaço de vidro colorido. Preciso levá-la ao joalheiro e pedir uma avaliação. Quem sabe é a resposta às minhas orações?

Colocou-a no bolso e, à tarde, descobriu ser um diamante de muitos quilates e lapidação especial. Assim, devido ao valor da pedra, o homem de sorte pode saldar muitas dívidas e estruturou sua vida. Mas, será que foi somente sorte mesmo?

Quando alguém especial aparece em nossa vida e nos ajuda nas aflições, é sorte? Se ganharmos na loteria, é sorte? E quando um tratamento de saúde nos leva à cura, também é sorte ou é mais competência médica? O que dizer então do ar que respiramos, dos alimentos que comemos, da fé que temos, da família que nos cerca... Na verdade, tudo é graça!

Como na história que contei, algumas pessoas aproveitam as oportunidades que aparecem para melhorarem de vida. Isso acontece principalmente porque acreditam na providência Divina, que tarda, mas não falta! Outros seres humanos preferem desprezar a mão de Deus e nem agradecem as graças que recebem!

Li um livro que ganhei de um ex-aluno: ‘Diário - A Misericórdia Divina na minha alma’, escrito por Santa Faustina no século passado. O valor espiritual do livro não tem preço e nos leva a entender o significado das provações, mesmo considerando todo amor que Jesus tem por nós. Somente às almas simples, Deus revela as verdades ocultas aos sábios e doutores deste mundo.

Em 22 de fevereiro de 1931, no quarto de um convento na Polônia, Irmã Faustina viu Nosso Senhor vestido de branco e, da túnica entreaberta sobre o peito, saíam dois grandes raios: um vermelho e outro pálido. Jesus lhe disse: “Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: ‘Jesus, eu confio em Vós’. Por meio dessa imagem, concederei muitas graças às almas”.

Eis as promessas a quem confiar na Sua misericórdia: salvação eterna, grandes progressos no caminho da perfeição, graça de uma morte feliz e outros dons que a Ele suplicarem. Para ter direito a isto, Jesus ressaltou que precisamos confiar na Sua bondade, dedicar amor ativo ao próximo e perseverar no estado de graça santificante – confissão e comunhão. Em especial, na Festa da Misericórdia – primeiro domingo depois da Páscoa –, Ele citou a última tábua de salvação aos pecadores: “Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade”.

E as promessas vão além: “Quando recitam o Terço da Misericórdia junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus e a misericórdia insondável envolve a alma. Pela recitação desse Terço, aproximas a humanidade de Mim”. Confesso que, mesmo quando fiquei limitado na compreensão da leitura, encontrei estas palavras de Jesus: “Como Deus é na sua essência, ninguém compreenderá, nem a inteligência dos anjos, nem a humana; mas o Meu amor não engana ninguém”.

Nas 500 páginas do livro, percebi que pelas graças concedidas à alma, pode-se conhecer o grau da sua intimidade com o Senhor. E a Irmã confessou como conseguiu isso: “Foi Nossa Senhora que me ensinou a amar Deus interiormente e em tudo cumprir a Sua santa vontade. O amor suporta tudo, o amor vencerá a morte, o amor não teme nada. Sois alegria, ó Maria, porque por Vós Deus desceu à Terra e ao meu coração”.

E que lindo este ensinamento de Jesus: “Procura fazer com que todo aquele que se encontrar contigo se despeça feliz. Cria à tua volta uma atmosfera de felicidade, porque tu recebeste muito de Deus, e por isso dá muito aos outros”. A isto também a santa cumpriu fielmente, mesmo tendo sofrido muito nos 33 anos que viveu. Deixou esta certeza: “O sofrimento é uma graça. Pelo sofrimento, a alma assemelha-se ao Salvador; no sofrimento, cristaliza-se o amor. Quanto maior o sofrimento, tanto mais puro torna-se o amor”.

E voltando à história do início, concluo que nada é puramente sorte. Santa Faustina escreveu: “A graça que é destinada para mim nesta hora, não se repetirá na hora seguinte”. E foi uma tamanha graça que recebi quando o meu ex-aluno me disse: “Labegalini, estou com um livro para presentear uma pessoa e vi você chegando...”. Ele leu o Diário e sabe de mais esta promessa:

“As almas que divulgam o culto da Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende seu filhinho e, na hora da morte, não serei Juiz para elas, mas sim o Salvador Misericordioso” (Jesus Cristo).

 

 

PAULO R. LABEGALINI   -  Cursilhista e Ovisista. Vicentino em Itajubá. Engenheiro civil e professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas (Pouso Alegre - MG).

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:21
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EUCLIDES CAVACO - MARGENS DA VIDA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu fraterno abraço de sincera amizade.
 
 
 

  EUCLIDES CAVACO  -   Director da Rádio Voz da Amizade , Canadá.

 

***

 
 
 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DO PORTO

 

 http://www.diocese-porto.pt/

 

 

NOTICIAS DA DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP

 

 

 https://dj.org.br/

 

***

 

Leitura Recomendada:

 

 

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Jornal católico da cidade do Porto   -    Portugal

 

Opinião   -   Religião   -   Estrangeiro   -   Liturgia   -   Area Metropolitana   -   Igreja em Noticias   -   Nacional

 

https://www.jornalaordem.pt/

 

***

HORÁRIOS DAS MISSAS NO BRASIL


https://www.horariodemissa.com.br/#cidade_opcoes 

 

Site com horários de Missa, confissões, telefones e informações de Igrejas Católicas em todo o Brasil. O Portal Horário de Missas é um trabalho colaborativo onde você pode informar dados de sua paróquia, completar informações sobre Igrejas, corrigir horários de Missas e confissões

 

***



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Quinta-feira, 23 de Junho de 2022
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - MANIFESTAÇÕES DE BOA EDUCAÇÃO, SOLIDARIEDADE E CARINHO NUNCA SÃO DEMAIS.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No último 21 de junho, quando se iniciou oficialmente a estação do inverno comemorou-se o Dia Internacional do Aperto de Mão, cumprimento usado como expressão de sentimento, de amizade, afinidade e confiança; também para consolidar um acordo entre pessoas ou no desporto, como “fair play”. Pouco se sabe sobre a origem da data, mas em alguns países ela é celebrada com ênfase e objetiva destacar a importância desse gesto às relações sociais. 

Efetivamente é uma das saudações mais antigas da história da humanidade, sendo que o seu primeiro registro foi encontrado nos hieróglifos egípcios. Os povos do Egito Antigo acreditavam que o faraó adquiria seu poder quando as divindades estendiam as mãos para ele. Em uma época em que praticamente todos os homens carregavam alguma arma, essa reverência representava um sinal de paz, já que agiam dessa maneira para mostrar que não estavam armados. Por isso, nasceu como um hábito tipicamente masculino, que com o tempo se generalizou entre os sexos.

Alguns o entendem como regra de etiqueta, mas na realidade, traduz gratidão, ligações amistosas e de respeito. Por isso, essa celebração é tão importante como o Dia do Beijo ou do Abraço, pois são eventos que simbolizam a união da humanidade e suas formas de demonstrar afeto.

Portanto, não economizemos apreço e simpatia. Devemos sempre que possível, estendermos as mãos, cumprimentando nossos amigos, vizinhos, colegas e os indivíduos em geral. Manifestações de boa educação, solidariedade e carinho nunca são demais. Ao contrário, aprimoram a convivência e a tornam mais afável. Ultimamente no entanto, com a pandemia em razão do Covid 19, por questões sanitárias, devemos tomar muito cuidado para não exagerarmos nos cumprimentos.

 

A ORIGEM DA FESTA DE SÃO JOÃO

 

Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, a primeira foi à casa da segunda e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista. Esta então lhe perguntou: - “Como poderei saber do nascimento do garoto?” – “Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu”. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele. E cumpriu a promessa. Nossa Senhora viu, ao longe, uma “fumacinha” e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para o local e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.
Começou, assim, a ser festejado o Dia de São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, danças etc.…

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas. Autor de diversos livros (martinelliadv@hotmail.com)



publicado por Luso-brasileiro às 14:36
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ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS - OS ANTECEDENTES DA GUERRA DO PARAGUAI

 

 

 

 

 

 

Armando Alexandre dos Santos.jpg

 

 

 

 

 

Ainda designo como “Guerra do Paraguai” o grande conflito armado que, de dezembro de 1864 a março de 1870, ensanguentou a América do Sul, envolvendo quatro nações. É difícil, depois de velho, mudar um hábito entranhado... Não sei bem por qual motivo, atualmente a historiografia brasileira prefere adotar a designação de “Guerra da Tríplice Aliança”, como tradicionalmente usavam nossos vizinhos argentinos. Seja como for, é ponto pacífico que o estopim desse conflito foi a chamada “questão uruguaia”.

O Uruguai tinha, na segunda metade do século XIX (e em alguma medida conserva ainda hoje) grande importância para a manutenção da paz na América do Sul, como “estado-tampão”. Representava, na América do Sul, papel análogo ao da Confederação Helvética, na Europa. Teoricamente, era um Estado neutro, situado entre duas potências muito maiores e mais fortes, o Império do Brasil e a República Argentina.

A solução da independência uruguaia, assentada ao final da Guerra da Cisplatina, foi inteligente e adequada às necessidades de todos os envolvidos. Nessa guerra, o Brasil perdeu a antiga Província Cisplatina, mas ganhou condições de paz muito mais convenientes ao seu futuro.

Do ponto de vista geográfico, o Uruguai era o prolongamento natural do Brasil, sem solução alguma de continuidade, enquanto do ponto de vista cultural estava muito mais próximo da Argentina, sendo, porém, separado dela pelo caudaloso Rio da Prata. A Geografia unia o Uruguai ao Brasil e o separava da Argentina. A Cultura (incluindo-se nessa designação o idioma e a formação tradicional) aproximava o Uruguai da Argentina e o afastava do Brasil.

Como Brasil e Argentina eram as duas grandes potências rivais, na América do Sul, qualquer uma delas que dominasse o Uruguai teria grandes vantagens sobre a outra, mas teria também que conviver com um contínuo foco de conflitos e tensões. Para complicar a situação, o Uruguai, embora pequeno, era movido por um forte sentimento nacionalista e autonomista, contrapondo-se a brasileiros e argentinos e pretendendo a plena independência. Para complicar mais ainda, numerosas famílias de estancieros uruguaios eram aparentadas com famílias argentinas e também com famílias gaúchas. Muitas possuíam extensas propriedades em território brasileiro, sendo também muito considerável o número de brasileiros que possuíam terras no Uruguai. Era comum grandes famílias atuarem política e militarmente, ao mesmo tempo, nos dois países. Apenas à guisa de exemplo, lembre-se que o grande caudilho gaúcho Gumercindo Saraiva, “o Napoleão dos Pampas”, o genial chefe militar na Revolução Federalista de 1893, era irmão de Aparicio Saravia, que também nasceu em território gaúcho, mas fez toda a sua carreira como chefe militar e político importante no Uruguai.

Nessas circunstâncias tão confusas, e com fronteiras ainda não precisamente delimitadas, os conflitos fronteiriços eram constantes. A solução de ficar o Uruguai independente, como estado-tampão, foi a mais indicada. Era o que melhor podia assegurar o equilíbrio estratégico geral, para toda a região que hoje chamamos Cone Sul.

Teria sido mais ajuizado, para o Uruguai, manter sempre estrita neutralidade e total equidistância entre os dois grandes vizinhos, mas isso não ocorreu em meados do século XIX. Na Argentina, no Uruguai e em vários outros países da Hispano-América, disputavam o poder Blancos e Colorados, que equivaliam, um tanto simplificadamente, a conservadores e liberais. No Brasil, também, os dois partidos dominantes eram o Partido Conservador e o Partido Liberal. Por afinidade político-ideológica, mas, sobretudo, por jogo de interesses, era frequente que as alianças entre grupos políticos dos vários países provocassem distúrbios diplomáticos que, algumas vezes, chegaram a guerras.

Entre 1862 e 1868, estiveram no poder sucessivos gabinetes do Partido Liberal, no Brasil. Na Argentina, desde 1862 estava no poder o Presidente Bartolomé Mitre, liberal e simpático aos colorados. No Uruguai, sempre dividido e em lutas internas, de 1860 a 1864 governou o blanco Bernardo Berro, sendo sucedido em 1864 por Atanásio Aguirre, do Partido Nacional e favorecedor dos blancos. O Paraguai era uma ditadura; depois de Carlos Antonio López ter sido presidente vitalício, em 1862 assumiu a presidência (teoricamente, por 10 anos) seu filho Solano López.

O Uruguai era, como disse, profundamente dividido internamente por grupos e facções de caudilhos, com exércitos próprios, em contínuo enfrentamento, reunidos em torno dos dois grupos (ou tendências) principais, blancos e colorados. Sua disputa interna era tão acirrada que o historiador brasileiro Francisco Doratioto chega a considerar que em 1864 a república vizinha estava vivendo uma verdadeira guerra civil (Revista de História da Biblioteca Nacional, outubro de 2013).

Essa a situação geral no Cone Sul - designação que, obviamente, não se usava na época - às vésperas da Guerra do Paraguai. Continuaremos na próxima semana.

 

 

ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS  -  é licenciado em História e em Filosofia, doutor na área de Filosofia e Letras, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Portuguesa da História.



publicado por Luso-brasileiro às 14:22
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