PAZ - Blogue luso-brasileiro
Terça-feira, 20 de Junho de 2023
PINHO DA SILVA - CÂNTICO DO FIM DA TARDE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sentado,à tardinha, sobre um banco,

Lânguidamente, o olhar magoado e doce,

vejo vogar as núvens, como fosse

um bando de asas brancas, puro e branco.

 

Por ser um cisne ferido no flanco,

um pobre e triste cisne que se roce

num lago emporcalhado, e que alguém troce,

deixai-me ver as núvens, do meu banco.

 

Deixai-me ver as núvens, lá no alto,

focos de algodão no azul cobalto,

com suas franjas de oiro e cor-de-rosa;

 

porque, vendo-as límpidas e puras,

eu julgo que me acenam com brancuras,

a mim (pobre de mim!), coisas horrorosas!...

 

 

PINHO DA SILVA – (1915-1987) – Nasceu em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia. Frequentou o Colégio da Formiga, Ermesinde, e a Escola de Belas Artes, do Porto. Discípulo de Acácio Lino, Joaquim Lopes , e do Mestre Teixeira Lopes. Primo do escultor Francisco da Silva Gouveia. Vilaflorense adotivo, por deliberação da Câmara Municipal de Vila Flor.
Tem textos dispersos por várias publicações, entre elas: “O Comércio do Porto”, onde mantinha a coluna “ Apontamentos”, e o “Mundo Português”, do Rio de Janeiro, onde publicou as “ Crônicas Lusíadas”. Foi redator do “Jornal de Turismo”, membro da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, e secretário-geral da ACAP. Está representado na selecta escolar: " Vamos Ler", da: Livraria Didáctica Editora, com o texto : " Barcos e Redes"



publicado por Luso-brasileiro às 11:23
link do post | comentar | favorito

PINHO DA SILVA - SIMULACRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estendo-me na cama, bem direito;

cerro os olhos e penso, cá comigo:

um dia pararei; é fado antigo

a que todo o vivente está sujeito.

 

Com este pensamento, ergue-se o peito

como vivo protesto, e não consigo

simular mais a morte, pois me obrigo,

sem o querer, a deitar-me de outro geito.

 

Mas que coisa insensata, esta, Senhor!

Morrer?!... Ninguém o quer!... Nem por amor

de ter, na vida eterna, eterno gozo1...

 

E não vale de nada este receio:

pois, a morte, trazê-mo-la no seio!...

Não se pode fugir!... É horroroso!...

 

 

PINHO DA SILVA – (1915-1987) – Nasceu em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia. Frequentou o Colégio da Formiga, Ermesinde, e a Escola de Belas Artes, do Porto. Discípulo de Acácio Lino, Joaquim Lopes , e do Mestre Teixeira Lopes. Primo do escultor Francisco da Silva Gouveia. Vilaflorense adotivo, por deliberação da Câmara Municipal de Vila Flor.
Tem textos dispersos por várias publicações, entre elas: “O Comércio do Porto”, onde mantinha a coluna “ Apontamentos”, e o “Mundo Português”, do Rio de Janeiro, onde publicou as “ Crônicas Lusíadas”. Foi redator do “Jornal de Turismo”, membro da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, e secretário-geral da ACAP. Está representado na selecta escolar: " Vamos Ler", da: Livraria Didáctica Editora, com o texto : " Barcos e Redes"



publicado por Luso-brasileiro às 11:09
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 15 de Junho de 2023
HUMBERTO PINHO DA SILVA - NÃO SÃO SÓ OS CÉREBROS QUE EMIGRAM...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não passaram muitos anos que reformei a minha casa. Nessa ocasião contactei vários construtores; confrontei preços e assentei entregar a obra a empresa que me pareceu ser a melhor opção – em preço e qualidade.

No dia aprazado, compareceu o encarregado com mancebo de vinte anos. Era o aprendiz.

Como estava reformado, presenciei durante dois longos meses, a reparação, e fui metendo conversa com operários, mormente o encarregado, homem simpático e afável.

Conheci que trabalhava desde os catorze anos; mas de catraio ajudava o pai na lida, em biscates, nos fins-de-semana.

Revelou-me, ainda: como amigo de saber, observara os oficiais, e aos poucos conheceu os segredos da canalização, carpintaria e pintura:

- "Hoje não é assim (continuou). O Moço que trago iniciou-se aos dezoito anos no comercio, e só dois anos depois é que entrou na arte. Nada conhece... nem massa sabe fazer! Ganha quase tanto como eu!...Sobem o salário mínimo, mas esquecem-se de aumentar aos mestres. É bom moço: sabe línguas e lê como um professor... – Concluiu.

Noutra ocasião desabafou: "pretendo estabelecer-me, mas preciso de capital!...Com o que ganho é difícil..."

A obra foi dada por concluída, mas fiquei com o número do seu telefone, para futuros biscates.

Durante anos foi-me utilíssimo. Por tudo e por nada, chamava o Júlio. Não era pontual, mas tudo consertava.

Certa vez ao telefonar-lhe para reparar a persiana do quarto, respondeu-me da Bélgica. Emigrara para poder realizar seu sonho.

Não são só os cérebros que emigram. São os bons operários, os mestres, que trabalharam desde criança, e por não terem sido reconhecidos, partem em busca de melhor vida e esperança de velhice confortável e digna.



publicado por Luso-brasileiro às 14:30
link do post | comentar | favorito

HUMBERTO PINHO DA SILVA - QUE GENIAL!...QUE TALENTO!...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A velha e revelha história do: " Rei Vai Nu", está sempre atual. Foi recontada genialmente por Ramalho, e por outros conhecidos escritores:

Um dia apareceu ao Rei, não sei se era do Oriente ou Ocidente, alfaiate espertalhão, que tinha um tecido precioso. Tão especial, que só os inteligentes podiam ver.

O Rei e os cortesãos não queriam passar por ineptos, e não se cansavam, copiosamente, louvar a fazenda.

Sua Majestade mandou-lhe, então, confecionar vestidura, para deslumbrar a plebe.

Mas certa vez, quando o monarca andava a passear, um rapazinho inocente, vendo o rei em trajos menores, clamou: "O Rei vai Nu!..."

Por encanto, como S. Paulo, em Damasco, caíram as escamas dos olhos, que não deixavam o rei ver a verdade, por estupidez ou vaidade.

Envergonhado, recolheu-se ao palácio e vestiu-se dignamente.

Francisco Rodrigues Lobo, na " Corte na Aldeia", conta caso semelhante:

Foi contactado El-rei D. João III por importante mercador, que lhe disse – que na sua loja tinha tecido precioso, e que lho daria de graça, se lhe desse a honra de o aceitar.

El-rei recebeu o presente e mandou fazer vestimenta. Logo que apareceu em publico, todos correram ao estabelecimento do mercador, em busca de igual fazenda.

O referido pano era um mono, e não havia quem o comprasse.

Quantas vezes não se vê senhores carregados de condecorações ou de elevado grau académico, pasmados diante mamarracho, com a boca e. "Oh!" – " Que maravilha!...Que talento!...Que genial!..."

No íntimo todos sabem que nada vale, mas não têm a coragem de o afirmar, em publico, para não passarem por néscios, perante os "entendidos".

Assim acontece na Literatura, e em tudo. Ninguém quer ser o garotinho que bradou: " O Rei Vai Nu!..."

E não o diz, porque a coletividade pensaria, com soberba: "Como é estúpido!...Ignorante!...Néscio!..."



publicado por Luso-brasileiro às 14:26
link do post | comentar | favorito

HUMBERTO PINHO DA SILVA - D, PEDRO V: O REI DA CAIXINHA VERDE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é a primeira vez que me refiro à figura de D. Pedro V, Rei cultíssimo e de elevada sensibilidade.

Mas só depois de se ter descoberto, na livraria do Paço Ducal de Vila Viçosa, o famoso " Livro Negro", que se pensava ter sido destruído pelo seu irmão, o Rei D. Luís I, é que se conheceu, verdadeiramente, o carácter desse jovem Rei, semelhante a D. Pedro II, Imperador do Brasil, ambos amigos e admiradores de Alexandre Herculano.

                Durante os curtos anos que dirigiu a Nação, inaugurou-se os primeiros quilómetros da linha-férrea do Norte – 1856 (Lisboa - Porto); fundou-se o Curso Superior de Letras (1859); lançaram-se as primeiras linhas telegráficas (1855); e deu-se início ao primeiro cabo submarino, entre Lisboa, Açores e Estados Unidos.

                Mas, a meu ver, o que é merecedor e de se exaltar, foi o cuidado de se manter sempre atualizado, e principalmente, o esforço que realizou em defesa da liberdade, que para ele, era:

                 "O sentimento mais nobre do homem."

                         (Escritos de el-rei D. Pedro V, vol 2º. pág.170)

                 A 24 de março de 1856, D. Pedro V escreveu no seu diário:

"...Não sou tão tolo que goste de meu ofício, mas hei de trabalhar por ele com zelo e com perseverança, e fazer bem e florescer um pouco a moralidade."

                                        (Lembranças, fól.141 v) 

                  Os escrúpulos extremados, e o amor à verdade, levaram-no a tomar atitude inédita na política.

Diz Oliveira Martins, que: " Tinha em tanta conta os que o rodeavam, cria tanto neles, que mandou pôr à porta do seu palácio, uma caixa verde, cuja chave guardava, para que o seu povo pudesse falar-lhe com franqueza, queixasse e acusar os crimes dos governantes."

Dizem que foi obrigado a retirá-la, porque o povo ou os políticos (?) lançavam em lugar de pedidos e queixas, insultos e palavras incongruentes.

É bem verdade – quando se pretende dar voz a quem a não tem, os "democratas" não gostam...

Aos dez anos D. Pedro V teve como mestre D. Maria Carolina Mishisch,, seguiu-se Martins Basto. Aprende latim e com seis meses de estudo, traduz: Eutrópio e Fedro; aos doze, consegue verter para língua pátria, textos de: Virgílio, Tito Lívio e Cícero.

Aprende, também música, pintura, filosofia e línguas vivas. Era admirador de Alexandre Herculano, que foi seu preceptor.

" O Papá deu-me conta duma interessante conversa que tivera com A.                                

Herculano."

                              (10 de outubro de 1856 -Volume VI, fól. 65)

Aos dezassete anos (1854) viaja para Inglaterra, Bélgica, Alemanha, França, e no ano seguinte, Itália e Suíça.

Não viaja para se divertir, mas para aprender e contactar políticos e homens da cultura.

Lê imenso: livros e revistas generalistas, mas mormente, de economia, para se manter sempre atual.

Era de sensibilidade delicada. Quando o pai (Papá - como escreveu no diário) adoecia, ficava grande parte do dia junto do leito, lendo-lhe artigos publicados nos jornais:

" Estive no quarto do Papá, que está doente. Estive conversando com ele, e lendo-lhe artigos da Revue des Deux Mondes."

                    (Diário de D. Pedro V. - 28 de novembro de 1855)

 

Durante a epidemia de Cólera (1855-56) que se espalhou em Lisboa, seguido da Febre-amarela (esta iniciou-se no Porto,) parte da população da cidade foge para a província. D. Pedro V não só não recusa abandonar a Capital, como visita hospitais, entra nas enfermarias, e conversa, afetuosamente, com doentes.

Fiz Damião Peres: " Quando deixavam Lisboa, aos cardumes, todos quantos fazê-lo podiam, o Rei não desertou, como é sabido. Podia, porém, e já não era pouco, limitar-se a permanecer na capital, dando exemplo de indefetível civismo; mas não, pois inúmeras vezes afrontando corajosamente os riscos de contágio, visitou os hospitais, detendo-se à cabeceira dos doentes e levando-lhes com o consolo da sua presença, o doce alívio duma animadora palavra."

Sabendo que muitas crianças ficavam órfãs, auxilia-as, correndo as despesas do seu próprio bolso.

Alves Mendes, em: "Orações e Discursos", na "Oração Fúnebre". Proferido nas exéquias do Rei D. Pedro V, a 11 de dezembro de 1861. Mandada celebrar pela Câmara Municipal da Figueira da Foz", afirma a determinado passo:

“(...) E em balde alguém o aconselha para que mudasse de sistema. Não! Dizia ele a seus ministros: diante da crise que dizima meus povos, não será meu coração que descansa, nem meu braço que deixe de trabalhar!..."

A 29 de Setembro de 1861, o rei desloca-se a Vila Viçosa, com os infantes D. Fernando e D. Augusto. Após curtíssima estadia percorre várias localidades, sendo recebido acaloradamente pelo povo.

Chega a Lisboa, senta-se mal, vindo a falecer decorridos dias (11 de novembro de 1861, pelas 19H00).

Existe no Porto, na Praça da Batalha, estátua de bronze, com três metros de altura, e peso de noventa arrobas. O monumento tem a legenda, em bronze: " Os artistas portuenses por gratidão a D. Pedro V, em 1862.

Foi oferecido á Sociedade Portuguesa de Beneficência do Rio de Janeiro, réplica do monumento, em prata, com o peso de nove quilos.



publicado por Luso-brasileiro às 14:20
link do post | comentar | favorito

HUMBERTO PINHO DA SILVA - A ESTATUETA CÉLEBRE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem não conhece a famosa caricatura de Eça, que no início do século XX foi apelidada de: " Estatueta Célebre"?

Por certo já a viram em revistas de arte ou na capa das obras de Eça, editadas pelos: " Livros do Brasil".

Mas aposto que poucos são os que conhecem, como e porquê, Gouveia, a modelou.

A estatueta permaneceu, durante semanas, recoberta por pano preto, no atelier de Francisco da Silva Gouveia, em Paris.

Qual a razão de tanto recato? Por ser a genial caricatura do nosso embaixador, em Paris. Ridicularizar o representante de Portugal, sendo ele Eça, não era nada fácil, para singelo plebeu, filho de armazenista da Rua de S. João, no Porto.

Eça era muito conhecido e respeitado, figura de destaque na literatura do nosso país, bem aparentado, e amigo de gente ilustre.

Conta-se a verídica história, em duas palavras:

A embaixada de Portugal ia dar receção, em Paris. Foram convidados artistas lusos, residentes na capital da Luz, e entre eles, Gouveia.

Desconhecendo que era receção de gala, Gouveia apresentou-se de rabona.

Eça, quando o viu rodeado de "senhores de casaca", acercou-se, e disse em alta e bom-tom: " Quem é este gigante que parece ter engolido um touro e deixado os cornos de fora?"

Fraseado nada elegante para um escritor, e menos ainda para político educado.

Ouve-se gargalhada escangalhada, e sussurros chocantes.

Humilhado, Gouveia, regressa ao atelier e nervosamente modela o Eça, na mesmíssima posição ridícula, quanto pronunciou o chiste.

Depois, receoso, escondeu o gesso. Decorrido dias, mostrou-o a compatriotas seus que o aconselharam a partir a estatueta. Prometeu..., mas não o fez.

A obra chegou ao conhecimento do Conde Paçô – Vieira, através de Caetano Pinho da Silva, tio de Gouveia.

Depois, a nova foi conhecida pelo Conde de Sousa Rosa. A Duquesa de Palmela, quis adquirir um exemplar, e por aí adiante, chegou aos reais ouvidos de D. Carlos…

Esperem; ainda não cheguei ao fim:

Ao visitar Dona Emília Cabral, neta do Eça, para a entrevistar, vi pousado numa mesinha, a Célebre Estatueta. Virando-se para ela, disse-me: " Nunca conheci o avô, mas ao perguntarmos, eu e minha mana, à avó: Como era o avô? Apontava e dizia-nos: " Olhem para esta estatueta, era tal qual assim."

Junto, não foto da estatueta, mas precioso desenho (quase desconhecido,) feito pelo Gouveia.

Por ele, pode-se avaliar, perfeitamente, como é a " Estatueta Célebre".

 

Gouveia.jpeg



publicado por Luso-brasileiro às 14:17
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 14 de Junho de 2023
PINHO DA SILVA - LNHAGEM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avós analfabetos deram filhos

que já foram à escola, a saber ler;

a alinhar umas contas; a escrever;

a seguir, deste modo, novos trilhos.

 

Usavam velhas sacas, com atilhos.

p'ra meter os livrinhos de aprender;

tiravam os tamancos, p'ra correr;

vestiam blusinhas com vidrilhos.

 

Depois, estes tais filhos, deram netos

que se foram a Coimbra, ser doutores;

chegaram a ministros, muitas vezes;

 

esqueceram avós analfabetos;

desprezaram seus pais: - Já são SENHORES,

descendentres de condes, e marqueses!!! (?!...)

 

 

 

PINHO DA SILVA – (1915-1987) – Nasceu em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia. Frequentou o Colégio da Formiga, Ermesinde, e a Escola de Belas Artes, do Porto. Discípulo de Acácio Lino, Joaquim Lopes , e do Mestre Teixeira Lopes. Primo do escultor Francisco da Silva Gouveia. Vilaflorense adotivo, por deliberação da Câmara Municipal de Vila Flor.
Tem textos dispersos por várias publicações, entre elas: “O Comércio do Porto”, onde mantinha a coluna “ Apontamentos”, e o “Mundo Português”, do Rio de Janeiro, onde publicou as “ Crônicas Lusíadas”. Foi redator do “Jornal de Turismo”, membro da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, e secretário-geral da ACAP. Está representado na selecta escolar: " Vamos Ler", da: Livraria Didáctica Editora, com o texto : " Barcos e Redes"



publicado por Luso-brasileiro às 10:14
link do post | comentar | favorito (1)

Quinta-feira, 8 de Junho de 2023
PINHO DA SILVA - FELIZ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estou nesta janela a ver o céu,

a paisagem de núvens do poente,

preciosa aguarela refulgente

e, da cama do sol, fúlgido véu.

 

Gritam as cores em lúcido escarcéu,

num choro, numa luta aurifulgente;

desenham-se montanhas, bichos, gente

no revolto lavrado do mantéu.

 

Feliz és tu, ó sol, que te permites

morrer, assim, em luz, no horizonte

coberto de mil cores e de alegria;

 

e, depois dessa morte com limites,

renascer por detrás de qualquer monte

morrer uma outra vez, num outro dia.

 

 

PINHO DA SILVA – (1915-1987) – Nasceu em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia. Frequentou o Colégio da Formiga, Ermesinde, e a Escola de Belas Artes, do Porto. Discípulo de Acácio Lino, Joaquim Lopes , e do Mestre Teixeira Lopes. Primo do escultor Francisco da Silva Gouveia. Vilaflorense adotivo, por deliberação da Câmara Municipal de Vila Flor.
Tem textos dispersos por várias publicações, entre elas: “O Comércio do Porto”, onde mantinha a coluna “ Apontamentos”, e o “Mundo Português”, do Rio de Janeiro, onde publicou as “ Crônicas Lusíadas”. Foi redator do “Jornal de Turismo”, membro da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, e secretário-geral da ACAP. Está representado na selecta escolar: " Vamos Ler", da: Livraria Didáctica Editora, com o texto : " Barcos e Redes"



publicado por Luso-brasileiro às 17:27
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Julho 2024

Maio 2024

Março 2024

Fevereiro 2024

Janeiro 2024

Dezembro 2023

Novembro 2023

Outubro 2023

Setembro 2023

Agosto 2023

Julho 2023

Junho 2023

Maio 2023

Abril 2023

Março 2023

Fevereiro 2023

Janeiro 2023

Dezembro 2022

Novembro 2022

Outubro 2022

Setembro 2022

Julho 2022

Junho 2022

Maio 2022

Abril 2022

Março 2022

Fevereiro 2022

Janeiro 2022

Dezembro 2021

Novembro 2021

Outubro 2021

Setembro 2021

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

favoritos

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINEL...

pesquisar
 
links