PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 30 de Janeiro de 2010
Cfd. ALUIZIO DA MATA - POR QUE MUDAR DE IGREJA ?

 

       

 

 Ouvi, em uma palestra, uma explicação interessante sobre a diferença  de significados dos termos “religião” e “igreja”. Costumamos dizer que uma pessoa mudou de “religião”, quando na verdade ela mudou de igreja. Todas as religiões que acreditam em Jesus Cristo são cristãs, mas verdadeira só existe a Religião Católica, que foi fundada por Jesus Cristo, Filho único de Deus e que tinha poder para criá-la. Esta é a verdadeira Igreja.

As demais igrejas, embora cristãs porque acreditam em Cristo, foram fundadas por homens comuns, nem sempre com bons intuitos. A maioria foi fundada baseada em interesse próprio e em  interpretações  de trechos do Evangelho que lhes interessavam. Vejam os casos, por exemplo, do anglicanismo e dos luteranos.  

No Brasil, principalmente,  fundar igreja virou negócio.  É impressionante o número de novas igrejas fundadas em cada cidade. E elas prosperam pois usam bem a psicologia de massa.

As  “novas igrejas” investem no treinamento dos seus “pastores”, estudam e praticam a psicologia de massa. Com poucos meses de treinamento, eles conseguem atingir mais a população do que os padres que estudam  quatorze anos.

Alguma coisa está errada. E não é a Doutrina Católica.

A nossa timidez fica patente até na divulgação via rádio, televisão e até nos serviços de sons motorizados que encontramos pela cidade. Parece que temos vergonha de falar sobre Deus em praça pública. Aliás, quase não falamos nem em particular.

Onde já se viu católicos se reunirem em praça pública para falar sobre Jesus? Onde vemos católicos ir de casa em casa, que seja apenas em sua rua,  convidando para celebrações?  Exemplo disto tive dias atrás: Na celebração de uma novena preparatória para o dia de Pentecostes, as reuniões em cada casa se restringiam aos seus moradores e aos coordenadores. As pessoas vizinhas não apareciam.  

Os evangélicos não se perturbam em reunir muitas pessoas prometendo até milagres. E eles têm estratégias para “pegar”  um público específico.       

Vejam por exemplo o que dizem para chamar pessoas para as suas reuniões: “você tem problemas financeiros? Problemas de saúde? problemas no seu casamento? Sua empresa está endividada”?

Quem não tem problemas financeiros, de saúde, ou no casamento? Quais firmas não estão endividadas?

Quem não quer resolver tais problemas?

Acontece que o que elas querem é a presença das pessoas nas reuniões.

E lá, com psicologia de massa, induzem a todos que ali é o lugar certo. Claro que dizem que tudo leva um tempo para se ajeitar, mas que só conseguirão se forem assíduos às reuniões e fiéis dizimistas. E dizem que Deus só dará se o fiel contribuir com até o que não pode. As reportagens de jornais e revistas atuais provam tudo isto.

E elas ainda usam outros  meios para impressionar.

Os templos delas são espaçosos, com cadeiras confortáveis, show de luzes, falam apenas em coisas boas, que Deus quer que sejamos ricos e felizes aqui na terra, sem termos que sofrer, etc.

Olha, em minha opinião, alguns até conseguem sair da situação em que estavam, mas  não pela ação dos pastores

Quem não se impressiona com tudo isso?

“Milagres” nessas reuniões “acontecem” às dezenas, e tudo registrado por câmaras de TV e testemunhos pessoais... Milagre virou comércio. A fé virou negócio, em muitas igrejas.

Deus, na sua bondade, olha o coração de quem precisa de ajuda. Como muitas dessas pessoas passam a orar com real fé, Deus concede a ajuda. Mas isto Ele faz até para as pessoas que não freqüentam religião alguma e não pelos shows e exigências dos seus pastores.

Voltemos ao meio católico.

Sem que seja uma crítica a quem quer que seja, até o Vaticano já percebeu que se precisa investir mais na formação do clero. 

A cultura dos novos padres não pode ser comparada a do clero mais antigo. A “modernidade” que alguns novos querem implantar na Igreja, só faz prejudicá-la.

Vejam o caso dos padres que querem introduzir cultos  diferentes em suas missas! Veja o caso dos padres que se dizem favoráveis ao aborto ( mesmo que sejam em apenas alguns casos)! Vejam os casos dos sacerdotes que se dizem favoráveis à união homossexual! Vejam o caso dos padres que aceitam críticas á Igreja, ao Papa, sem nada fazer para defendê-los?

Sei que o número de fiéis a serem atendidos é maior na nossa Igreja, mas vejo também certo comodismo em muitos padres e bispos. Isto inclui Ordens religiosas também e muitos leigos consagrados ou vocacionados. A maioria de nós não se espelha nos exemplos que nos dão os Papas, principalmente os últimos, que não se cansaram e não se cansam de sair para pregar o Evangelho em terras até  perigosas para suas vidas. Dá  gosto ver cristãos e mulçumanos se irmanando nas reuniões e nas celebrações das quais o Papa atual  participou. De João Paulo II, nem preciso falar.

Em se olhando muito pelo aspecto financeiro e material, que é necessário, pouco se tem feito pelo verdadeiro trabalho árduo de evangelização em terras distantes. As agruras dos nossos missionários são grandes, e eles não desanimam.

Claro, existem exceções, embora Jesus já tivesse alertado que  seus discípulos  iriam ter dificuldades, mas disse também que não deveriam se preocupar tanto com o que iriam comer ou vestir. Mas, de maneira geral,  os católicos ajudam pouco, não se lembrando que tudo que temos recebemos de Deus. E Jesus também ensinou: “Dai de graça o que de graça recebestes”.

Não quero que a Igreja Católica copie as coisas negativas de outras igrejas, mas precisamos aprender com elas a atingir o público, como os papas têm feito, mas que não são acompanhados por muitos do clero e dos católicos.

E  o que me preocupa mais é uma frase dita por Jesus: “Será que quando o Filho do Homem voltar encontrará fé sobre a Terra?”

Parece que estamos caminhando rapidamente para esse dia. E tudo porque muitos de nós somos comodistas e acomodados.

 

ALUIZIO DA MATA - Vicentino, Sete Lagoas, Brasil

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:40
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