PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
UM PRÍNCIPE DEVE DAR O EXEMPLO

 

 

Influenciado pelas histórias que escutei em criança, simpatizo com príncipes e princesas encantadas ou não, que afirmam ser: graciosas, delicadas e ricas.

E não havia história de amor – daquele amor verdadeiro, – em que não aparecesse a formosa “ princesa”, mesmo que não tivesse sangue azul.

Penso que ao leitor o mesmo sucedeu.

É pois perfeitamente natural, que esteja também curioso em saber o que aconteceu a D. António de Orleans e Bragança, o caçulinho de Dona Maria Elisabeth, irmão de D. Luiz, actual chefe da Casa Imperial do Brasil.

Em abono da verdade, devo esclarecer, que há outros pretendentes a tal lugar, mas são contas que não me diz respeito.

Andava, naquele tempo, D. António, no Colégio de Cristo Rei, na cidade de Jacarezinho. A escola era rigorosa e a mais inocente traquinice era severamente reprimida e punida com os tradicionais meios de educação.

O “algoz” da irrequieta pequenada era padre palotino, de descendência alemã. Só a sinistra presença fazia tremer e temer os mocinhos mais sapecas.

Aconteceu que o nosso D. António infringiu o regulamento, durante o recreio, e a infracção grave, merecedora de reprimenda exemplar.

Contudo o temível sacerdote dissimulou, fingindo que não vira.

Acabaram as aulas. Pelo perfeito, foi alertado D. António, para se apresentar no gabinete do religioso.

Temeroso e encolhido, compareceu. Cerrada a porta, cautelosamente, disse o temível padre:

- “Não pense que não vi a maroteira. Não o repreendi, como seria meu dever, porque é príncipe e como tal deve ser exemplo para os outros. Se o castigasse estava a , reconhecer que o Príncipe é um garoto como os demais. Agora será punido, em duplicado, porque um príncipe deve ser exemplo de educação e honestidade.

Dizem que D. António de Orleans e Bragança jamais olvidou a lição, assim como a valente sova que recebeu.

Punição abençoada, porque asseveram, os que o conhecem, que sempre que toma atitude inadequada, recorda-se que é Príncipe, e o príncipe só é nobre e digno, se a conduta também o for.

 

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 17:11
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