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Quinta-feira, 21 de Maio de 2020
ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES - AS VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI - 1ª Série - 2º. A IGUALDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

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AS D0ZE  VIRTUDES CAPITAIS DO SÉCULO XXI

 

1ª. Série

 

                                                   2ª.  A  IGUALDADE                                           (2A)

 

 

 

Igualdade é  a ausência de diferença. A igualdade ocorre quando todas as partes estão nas mesmas condições, possuem o mesmo valor ou são interpretadas a partir do mesmo ponto de vista, seja na comparação entre coisas ou pessoas.

A palavra igualdade está relacionada com o conceito de uniformidade, de continuidade, ou seja, quando há um padrão entre todos os sujeitos ou objectos envolvidos.

A igualdade na justiça parte da premissa que todos os indivíduos, de uma determinada nação, por exemplo, estão sujeitos às mesmas leis que regem o país, devendo obedecer

Aos mesmos direitos e deveres.

Etimologicamente, a palavra igualdade tem origem do latim”aequalitas”, que quer dizer “aquilo que  é igual”, “semelhante”.

Liberdade, Igualdade e Fraternidade, são  os direitos que foram exigidos pela população da França durante a Revolução Francesa. Esta viria a sintetizar toda a natureza da revolução e do espírito do novo cidadão francês. Este grito  de ordem passaria a ser modelo para muitas outras revoluções em várias partes da Europa incluindo Portugal.

Três conceitos de igualdade.

1.Um tipo de igualdade é a chamada igualdade formal, diante da lei. Esse tipo de igualdade pressupõe que a  lei (e, consequentemente, o governo) deve tratar todos de forma igual, sem qualquer discriminação, simplesmente em função do facto de serem humanos – mesmo que sejam totalmente desiguais em quase todos os aspectos particulares da sua vida, sejam eles naturais(biológicos e psicológicos) ou desenvolvidos  na vida em sociedade.

2. Outro tipo de igualdade é a chamada igualdade de resultados. Aqui não se espera simplesmente que a lei(e, consequentemente o governo) trate de forma igual, mas  que todos, a despeito de suas diferenças(genéticas ou desenvolvidas na vida em sociedade), alcancem resultados iguais, do ponto de vista social e económico, com o  que  resolverem fazer com a sua vida.

3.Igualdae de oportunidades. A igualdade de oportunidades é um meio termo. O que se espera é que as pessoas tenham todas as oportunidades iguais na vida – o que fazem dessas oportunidades, através de suas escolhas e decisões, é um problema delas. O que é preciso é que as “condições iniciais” da “ corrida pela vida” sejam idênticas. O que cada um faz na corrida é problema seu.

Parece bonito, quando dito assim. Mas como é que se consegue igualizar as condições  iniciais de quem nasce em São Paulo, no Brasil, de quem nasce na Madeira, e quem nasce  na África? Ou de quem nasce numa família de milionários na Suiça e quem nasce  uma pobre mãe solteira? Ou de quem nasce com o talento  e oportunidades de um Cristiano Ronaldo e quem nasce  onde não consegue chutar uma bola? Ou  de quem consegue estudar competentemente os grandes  mistérios da vida, da mente ou do universo, como Darwin, Freud e Einstein,  e digamos, alguém que não consegue sequer aprender a ler, escrever e contar na escola, depois de anos de tentativa?

 

 

                                                                                  (continua no próximo número)

 

 

 

ANTÓNIO FRANCISCO GONÇALVES SIMÕES   -   Sacerdote Católico. Coronel Capelão das Frorças Armadas Portuguesas. Funchal, Madeira.  -    Email   goncalves.simoes@sapo.pt



publicado por Luso-brasileiro às 12:16
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