
Neste ano de 2019, em que a Igreja Luterana comemora os 502 anos da Reforma do século XVI, iniciada pelo Doutor Martinho Lutero, lembramos este símbolo que se tornou identitário do Luteranismo em todo o mundo: a Rosa de Lutero.
A sua origem remonta a 1520, quando o Reformador foi instado pelos seus editores a criar um símbolo que fosse uma chancela das suas obras. Uma década depois, Lutero esclareceu o significado desse brasão, originalmente a preto e branco, com as devidas cores que o Reformador sugeriu. Rapidamente tal Rosa se tornou o símbolo de toda a doutrina cristocêntrica do Luteranismo. Em carta a Lazarus Spengler, de Nürnberg, Lutero explicou:

“A cruz no centro do coração lembra-nos que a fé no crucificado nos salva. Porque os que creem de coração serão justificados. Embora seja uma cruz preta, que lembra morte e sofrimento, ela está sobre um coração na sua cor natural. Não corrompe a natureza, o que significa que não nos mata, mas nos mantém vivos. O justo viverá pela fé, mas pela fé no crucificado.
Tal coração deverá ficar no centro de uma rosa branca, para mostrar que a fé traz alegria, conforto e paz. Noutras palavras, ela coloca o crente no meio de uma rosa branca e alegre, porque essa fé não dá paz e alegria como o mundo dá. Por isso, a rosa deve ser branca e não vermelha, porque branco é a cor do Espírito e dos anjos.
A tal rosa está sobre um fundo azul celeste, simbolizando que tal alegria no Espírito e tal fé é o começo da alegria futura celeste, que começa agora, mas está alicerçada numa esperança ainda não revelada.
E ao redor desse espaço está um anel dourado simbolizando que tais bênçãos celestes não têm fim. Essa bênção é preciosa no meio de toda a alegria e bondade, assim como o ouro é o mais valioso e precioso metal.”
ARTUR VILLARES - Prof. Doutor do Ensino Superior. Pastor da Igreja Luterana de Portugal - Porto.
OS MEUS LINKS