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Sábado, 12 de Maio de 2018
HUMBERTO PINHO DA SILVA - UM PLAGIO DESCARADO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dizia Cruz Malpique, que todos nós nascemos demasiadamente tarde para sermos originais.

Voluntariamente ou involuntariamente, plagiamos: expressões, frases e até usurpamos ideias.

Assim fazemos, porque somos influenciados: pelos livros que lemos, pelos amigos que temos e até pela revista ou periódico que assinamos ou compramos ao ardina. Os consagrados, os grandes escritores, como: Molière, Shakespeare, Anatole France, e também os nossos: Eça, Junqueiro, Camilo e Fernando Pessoa, plagiaram ou colheram ideias, imagens, argumentos, de escritores anteriores.

Mas nenhum plagiou – penso eu, – como Santa-Rita Durão, Professor de Teologia, na Universidade de Coimbra.

Nasceu em Cata Preta, Nossa senhora da Nazaré do Inficionado (Brasil), em 1722. Ainda crianças levaram-no para Portugal.

Estudou na Congregação do Oratório, e professou no Convento da Graça, dos eremitas de Santo Agostinho.

Em 1759, a pedido do Bispo de Leiria, lançou violenta verrina contra os jesuítas, para agradar ao Marquês de Pombal.

Arrependeu-se; ausentou-se do país, e foi viver em Espanha.

Decorria a guerra dos Sete anos. Portugal era aliado da Inglaterra, e o nosso frade foi considerado espião.

Foge para França, em 1763. É novamente suspeito, mas obtêm autorização para deslocar-se a Roma, sendo recebido pelo Papa Clemente XII.

Regressa a Portugal e, 1777, e leciona Teologia, na Universidade de Coimbra

Faleceu, em Lisboa, em 1784.

O que me levou abordar a figura polémica de Frei José de Santa- Rita Durão, não é a sua biografia, mas por haver escrito o “ Caramurú”, publicado em Lisboa, no ano de 1781

O “ Caramurú” não passa de grosseira imitação de: “ Os Lusíadas”

O decalque é descarado.

Vejamos:

 

“OS LUSÍADAS”                                                     “CARAMURÚ”

                                                                       .                                                  

Descobrimento do caminho                           Descobrimento da Baia. Diogo Alvares

Marítimo para a Índia                                     Correia.                                                  

Vasco da Gama

 

Vasco da Gama Apresenta ao                        Diogo expõe ao comandante da nau

Rei de Melinde a História de Portugal           francesa a geografia e História do

                                                                        Brasil

 

 

Paulo da Gama apresenta ao Catual os             Paraguaçu vaticina a História do

                                                                           Brasil e exulta os heróis contra                                                                                                           

Heróis da História de Portugal                         Holandeses                                                                          

 

 

Fernão Veloso narra aos companheiros              Fernando narra aos companheiros

O episódio dos Doze de Inglaterra                       a lenda da Ilha de Corvo.

 

 

 

A morte de Inês                                                    A morte de Iracema

 

 

                                                  “OS LUSÍADAS”

 

“Não fiquei homem, não, mas mudo e quedo

   E junto dum penedo outro penedo”

 

                                               “CARAMURÚ”

 

“Pára um, vendo o outro, mudo e quedo,

Qual junto dum penedo outro penedo”

 

 

                   Pela amostra, não há duvida que plagiou Camões, mas apesar disso, o “Caramurú”, merece ser lido.

                   Aliás, quem nunca plagiou?

                   Cruz Malpique, disse: que todos nascemos demasiado tarde para sermos originais; e o Eclesiástico já asseverava: “ Que nada de novo há debaixo do Sol.”

 

 

 

 

HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal

 



publicado por Luso-brasileiro às 16:14
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