PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 30 de Junho de 2018
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DATAS ESPECIAIS NO BRASIL: DIAS DO HOSPITAL E DO PANIFICADOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Dia do Hospital é comemorado a 02 de julho, data da fundação da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Santos, um dos maiores hospitais do Brasil, no ano de 1945, pelo governo do presidente Getúlio Vargas. É uma forma de homenagear os profissionais que trabalham dentro dos hospitais, como nutricionistas, médicos, enfermeiros, radiologistas, terapeutas, psicólogos, secretárias, faxineiras, cozinheiras, dentre outros.

No decorrer de todos esses anos, a comemoração se transformou, em escala nacional, numa excelente oportunidade de conscientização e realização de promoções que enfatizam a importância do cuidado com a saúde humana. Principalmente em nosso país no qual ela é quase que permanentemente desleixada por nossas autoridades, provocando uma situação caótica e vergonhosa na área em todo o território.

Com efeito, reitero aqui que os reflexos dessa situação são evidenciados todos os dias: filas em postos de saúde e hospitais;  marcação de consultas e de cirurgias com longos períodos de espera; hospitais com tecnologia desatualizada e sucateada; profissionais nem sempre atualizados, muitas vezes em decorrência do excesso de horas de trabalho mal remunerado, que impede disponibilidade de tempo e recursos econômicos para sua imprescindível reciclagem e atendimento precário de portadores de moléstias graves; doentes praticamente largados em corredores das instituições e muitos outros exemplos desoladores.

         Também podemos apontar inúmeras tentativas de se utilizar deste importante setor para fins políticos. No entanto, o conceito moderno  de saúde indica que ela se constitui no bem-estar do indivíduo nos aspectos físico, mental e social. Por isso, o DIA DO HOSPITAL serve para lembrar a todos que a saúde é coisa séria e como tal, deveria ser tratada, pois ao contrário, revela-se em fiel depositária de muitas das mazelas sociais, como constantemente podemos verificar em todos os rincões brasileiros.

 

 

             Santa Isabel e o Dia do Panificador

 

 

         08 de julho é consagrado à Santa Isabel, padroeira dos padeiros, razão pela qual nesse ocasião se comemora o Dia do Panificador. A história dessa santa é de Portugal, registrando-se  no ano de 1333 uma fome terrível, durante a qual nem os ricos eram poupados. Para aliviar a situação ela empenhou suas joias e mandou vir trigo de lugares distantes para abastecer o celeiro real e assim, manter seu costume de distribuir pão aos pobres durante as crises.

       Numa dessas entregas, apareceu inesperadamente o rei Diniz. Com receio de repreensão severa, ela os escondeu. Questionada sobre o que carregava, ela disse que levava rosas. O monarca não acreditou, pois não era época dessas flores. No entanto, ao levantar os braços, caíram inúmeras pétalas, tendo muitas pessoas presenciado o milagre. Por essa razão passou a ser a patrona dos panificadores.

 

 

                   Pão, símbolo da vida,

                   alimento do corpo e da alma.

 

 

 

         A panificação é uma atividade muito antiga. Os primeiros pães foram assados sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas nos primórdios da civilização. No Brasil, com a chegada dos imigrantes italianos a atividade começou se expandir. Assim, a história do pão e, consequentemente, a do padeiro, permeia toda a história da humanidade, principalmente no âmbito religioso. O pão se tornou o símbolo da vida, alimento do corpo e da alma. Até hoje simboliza a fé, na missa católica, pois a hóstia consagrada representa o corpo de Cristo.

 

 

                   Versos reverenciam os padeiros

 

 

         Homenageamos todos os padeiros, responsáveis pela produção de pães e outros derivados e que se constituem quase sempre em nossa primeira refeição, citando uma poesia simples e popular: “Antes do galo cantar/ele já está no batente/ preparando com carinho/uma massa consistente// Faz bolo, biscoito e pão/ utiliza trigo, fermento e/ muito amor no coração”

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 15:11
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