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Sexta-feira, 29 de Março de 2019
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - FAMÍLIA, UMA ENTIDADE JURÍDICA QUE NÃO PODE SER VISTO COMO ALGO DESCARTÁVEL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muito se tem falado da importância da família nos dias de hoje diante de tantas questões em todo o mundo envolvendo violência, distância de princípios e consumismo exacerbado. A sua relevância é nítida como grupo social do qual desde o nascimento a pessoa toma parte e como o mais antigo agrupamento humano, constitui-se no núcleo vital da coletividade.

É ela que providencia para o indivíduo o sentido da sua identidade, da sua singularidade e particularidade no corpo social, inserindo-se numa realidade muito concreta, na qual cabe o papel de participação na formação de indivíduos aptos a viverem em comunidade e contribuírem para seu aperfeiçoamento.

Efetivamente, o ser humano necessita se conhecer, gostar de si mesmo, respeitar-se para ser respeitado. Ele faz parte de um grupo e para sua sobrevivência, tem que integrá-lo, já que este é integrado por pessoas com características comuns, mas cada uma com sua identidade.

Através da herança genética, que determina as feições, a cor dos olhos e dos cabelos, altura (que pode ser alterada por fatores do meio externo, como por exemplo, alguma doença, alimentação deficiente), é que se constrói o conjunto de caracteres próprios e exclusivos de cada um. A influência do meio externo também vai ser notada nos aspectos psicológicos e no desenvolvimento da personalidade, portanto a identidade é única e deve ser respeitada.  O meio em que o indivíduo vive é que vai fornecer modelos, bons ou não como referências para que ocorra uma identificação. A importância de um auto-conhecimento vai levá-la a desenvolver a auto-estima e construir seus próprios valores.

O ambiente social, formado por aqueles que convivem com a pessoa, torna-se importante para que ela, em qualquer momento da vida, mantenha um bom conceito de si mesma.

Os pais, geralmente moldam seus filhos como gostariam que fossem, sem se preocuparem com a circunstância de que cada um tem sua identidade, seus anseios, suas angústias e nem sempre são o ideal que projetaram, mas é de suma importância que se sintam queridos mesmo que diferentes. Aqueles que imaginam um filho mesmo antes do nascimento, como o mais perfeito, idealizando coisas suas ou até mesmo o que não tiveram para si mesmos, muitas vezes sufocam essa criança, e com isso, evitam que ela se desenvolva.

Criar um filho para o mundo é orientá-lo nas suas dificuldades, com amor e carinho, com limites e regras, e muitas vezes, “um não” pode ser doloroso para um pai, mas o filho precisa saber como lidar com as frustrações. É importante que ele estabeleça crie seus conceitos, acredite em seus princípios e em seus pensamentos, constituindo um equilíbrio interno, para se desenvolver saudável, e ficar menos sensível às críticas de terceiro.

Vale reiterar que, partindo da concepção de que se situa na    origem não só da existência, como também do desenvolvimento pessoal, estamos diante de uma entidade jurídica que não pode ser vista como algo descartável ou ultrapassado. Ao contrário, ela se insere numa realidade muito concreta, na qual lhe cabe o importante papel de participação na formação de indivíduos aptos a viverem em agremiação e contribuírem para seu aperfeiçoamento.

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

 

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:26
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