
Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho antes da pandemia são chamadas de "Festas Joaninas", especialmente em homenagem a São João. Tanto que o nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
O mais tradicional destes festejos é o que se comemora a 24 de junho, quinta-feira próxima e surgiu porque diziam que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam se visitar. Uma tarde, ela foi à casa da mãe de Jesus e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista. Nossa Senhora, então, perguntou-lhe: - Como poderei saber do nascimento do garoto? - Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele. Santa Isabel cumpriu a promessa.
Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho. Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões (hoje proibidos), comidas especiais (típicas), danças, etc…
Embora escassas, as festas juninas, com maior ou menor destaque, ainda são realizadas em todas as regiões do Brasil, embora nesse ano, com a pandemia do corona vírus estão sendo comemoradas on line ou de forma bem discreta. Mesmo assim, essas comemorações representam uma das manifestações culturais brasileiras mais expressivas. Somam hoje, contribuições tradicionais de vários povos que aqui se estabeleceram com o passar do tempo, embora cada vez mais escassas.
Por isso, o momento se mostra bastante oportuno para refletirmos: o Brasil é um país muito rico em acervo cultural, mas é de fundamental importância conhecê-lo, para poder compor a identidade de nosso povo. É através destas manifestações folclóricas como os festejos de junho que mantemos vivas as tradições e costumes do povo brasileiro, preservando deste modo, sua história para futuras gerações. Devemos assim festejá-las mesmo com a pandemia, de forma possível, precavida e valorizá-las.
JOÃO CARLOS JOSÉMARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academais Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)
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