PAZ - Blogue luso-brasileiro
Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - ALGUMAS REFLEXÕES PRÉ-NATAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A época natalina se constitui num momento de poesia e ternura para uns; de reflexão e fraternidade para outros. Há os que não  encontram nenhum sentido na data e àqueles que, presos aos aspectos dominantes impostos pelo “marketing” consumista, só se preocupam com suas satisfações pessoais. Entretanto, o Natal nos convoca a assumir o mundo como Jesus o avocou. Ele se fez homem para libertar a humanidade e revelar a todos o amor do Pai. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos, e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4,18).

         Como reflexão à ocasião, podemos dizer que o ser humano ainda não percebeu o quanto a vida é curta e principalmente, a rapidez com que o tempo passa. Influenciado pelo sistema, que só valoriza os que têm dinheiro e poder, vive competindo com os outros e procurando angariar cada vez mais recursos para talvez se sentir maior ou melhor que as demais pessoas.Age apenas em função de suas próprias vantagens.    Esquece-se das pequenas coisas, dos gestos simples e se afasta daqueles que não tem as mesmas ou menores condições. E o pior, esnoba-os ou os ignora.

Pratica constante e nitidamente atos de desigualdade, prepotência, empáfia e egoísmo, acreditando que é soberano, melhor que qualquer um e por isso mesmo, tendo “o rei na barriga”, tudo pode.Ledo engano. Próximo do fim da vida verificará que as suas verdades não passam de mentiras veladas; remonta o passado e surgem remorsos;

descobre que os amigos só se aproximaram por interesse;       procura, mas não acha qualquer relacionamento consistente e    descobre que a falsidade encobriu o manto de todos os que os cercaram.

Aprende muito tarde a maior de todas as lições: valorizou só a matéria e deixou a espiritualidade de lado.   Assim, o seu legado é manifestamente frágil, vazio e inócuo, pois não prezou quaisquer dos valores reais: amizade sincera, simplicidade, solidariedade, amor ao próximo e respeito irrestrito aos indivíduos indistintamente.O seu passaporte para o outro lado acaba se vencendo e provavelmente não irá a lugar nenhum. Sua nova trajetória será de desencontros, infortúnio e absoluta solidão.

Vamos pensar muito nestes aspectos e circunstâncias. Talvez assim, trataremos os seres igualmente, sem quaisquer diferenças, lembrando que

todos são idênticos perante Deus e que a nossa Constituição Federal dispõe que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

 

DIA DA LEMBRANÇA

 

            No dia seguinte ao Natal, vinte e seis de dezembro, celebra-se o Dia da Lembrança. A data faz parte do calendário formal, inexistindo, todavia, uma explicação formal. Alguns historiadores afirmam que a celebração foi criada justamente nessa ocasião pós festa natalina para fazermos uma reflexão. E nessa trilha, invocamos  Jeremy Irons :- “Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias. Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos”.

 

 

 

 

 JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. Autor do livro “O Direito de Envelhecer num País ainda Jovem” em 4ª. Edição- Ed. In Ho

 

 

 

 

        

        

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:54
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