PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 12 de Maio de 2018
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA DAS MÃES, GRANDE SIGNIFICADO DE RECONHECIMENTO,GRATIDÃO E TERNURA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dentre as inúmeras versões sobre a criação do Dia das Mães, a mais conhecida e divulgada é a que indica maio de 1905, numa pequena cidade do Estado da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, onde Anna Jarvis, filha de pastores e que tinha perdido sua mãe, junto com algumas amigas iniciaram um movimento para se estabelecer uma data em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. Em 1914, o presidente Thomas Woodrow instituiu o Dia Nacional das Mães a ser celebrado no segundo domingo de maio enquanto no Brasil, a promoção foi da Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, a partir do dia 12 de maio de 1914, tendo o presidente Getúlio Vargas oficializado a celebração em 1932.

         Trata-se de uma festividade que apesar de seus inúmeros apelos comerciais, carrega um grande significado de reconhecimento, gratidão e ternura pela  maternidade que é um dom natural de vida,  fortalecedor da união dos casais e  da estrutura da instituição familiar e que se firma como o aspecto principal da dignidade feminina. Nessa trilha, invoquemos Simone Regina Paccanaro: “E Deus criou os céus, a Terra, os rios, os mares, os peixes, as aves, os animais, o homem e por fim criou a mulher: a obra prima de sua criação. A missão da mulher é nobre, suprema e divina, pois em comunhão com Deus, ela recebeu o dom sagrado da maternidade. Não há dom maior no mundo que este. A influência da mãe sobre os filhos não pode ser calculada, mensurada ou concebida. Pois, além de prover as necessidades básicas de subsistência de seus filhos, ela gera a segurança emocional e espiritual, tão necessárias ao bem estar familiar” (Correio Popular, 09/05/20101- p.A3).

Com efeito, já se disse que se todo ato humano deve ser regido pela responsabilidade de quem o pratica, muito mais isto é válido em se tratando da riqueza que é o ato de gerar uma nova vida, um ser que significa poder garantir-lhe tudo de que ele necessita para tornar-se uma pessoa digna, nas condições normais do ambiente em que vive. Daí as normas jurídicas protetoras da concepção e dos filhos. No entanto, há muito ainda a se concretizar nesse amparo legal, devendo-se cobrar de nossos legisladores a edição de diplomas que valorizem de modo irrestrito a maternidade, para o próprio bem das comunidades em geral, sem nunca lhes negar direitos básicos.

Por outro lado, nada mais justo do que homenagear as mães exaltando seus permanentes atributos, mostrando-lhes quanto representam ao equilíbrio da ordem social, oferecendo-lhes ainda as mais variadas manifestações de afeto e de respeito. Reitere-se que cada uma possui sua própria vivência pessoal, mas são semelhantes nos objetivos que as movem e nos desafios que enfrentam: são elas quem mais sofrem no físico e na alma as dores dos rebentos desempregados, marginalizados, injustiçados, viciados ou afastados por quais motivos. São elas também que estão aos seus lados em todos os momentos, tristes ou alegres, agasalhando em si mesmas, os percalços e os êxitos daqueles que conduziram ao mundo após aninha-los em seus ventres. Constituem-se em apoio para a vida e em fonte de transformação.

            Por ocasião deste domingo que lhes é dedicado, reverenciamos as mães em geral, de diferentes povos, raças e culturas, não só pela constante eloquência de gestos autênticos, como pela imensa sensibilidade e permanente devotamento, inerentes ao poder materno que naturalmente traduz uma história de habilidade insuperável de desprendimento e profunda compreensão do ser humano como obra-prima do Criador.

              Ao celebrarmos data tão especial, reproduzimos o poeta Mário Quintana: “Mãe. São três letras apenas desse nome bendito. Também o céu tem três letras e nelas cabe o infinito. Para louvar a nossa, todo bem que se disser, nunca há de ser tão grande, como o bem que ela nos quer”. E no dizer de Simone Regina Paccanaro, “sejamos sempre gratos por aquelas que nos trouxeram a vida, que com sacrifício nos criaram e nos deram o melhor que podiam nos dar dentro de sua compreensão, capacidades e limitações próprias”.

E finalizamos com Carlos Drummond de Andrade: “Porque Deus permite/ que as mães vão se embora?/ Mãe não tem limite,/ é tempo sem hora,/ luz que não se apaga/ quando sopra o vento/ e a chuva desaba,/ veludo escondido,/ na pele enrugada,/ água pura, ar puro,/ puro pensamento./ Morrer acontece/ com o que é breve/ e passa/ sem deixar vestígio./  Mãe, na sua graça,/ é eternidade./ Por que Deus Se lembra/ - mistério profundo –/ de tirá-la um dia?/ Fosse eu rei do mundo/ baixava uma lei:/ Mãe não morre nunca,/ mãe ficará sempre/ Junto do seu filho/ e ele, velho embora,/ com a mãe ao lado,/ será pequenino/ feito um grão de milho” (Carlos Drummond de Andrade).

 

 

 

 

JOÂO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)



publicado por Luso-brasileiro às 18:58
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Outubro 2018

Setembro 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
links