PAZ - Blogue luso-brasileiro
Domingo, 10 de Junho de 2018
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA INTERNACIONAL CONTRA A AGRESSÃO INFANTIL, DATA DE REFLEXÃO, NÃO DE COMEMORAÇÃO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ONU instituiu 04 de junho como o Dia Internacional das Vítimas de Agressão ou o Dia Internacional contra a Agressão Infantil. Trata-se de uma data de reflexão e não de comemoração, já que é preciso entender e extinguir as razões da agressividade contras as crianças em todo o mundo. Infelizmente a data passou despercebida em 2018 em nosso país, diante dos inúmeros transtornos causados pela paralisação dos caminhoneiros na ocasião. No entanto, deve suscitar reflexões.

No Brasil, além de estarem integralmente protegidas pelo ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição Federal em seu art. 227 dispõe que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar-lhes “todos seus direitos e colocá-las a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

No entanto, em média, dezoito mil são vítimas de violência doméstica por dia em nosso país. Os dados, apresentados pela Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância (Sipani), representam 12% das 55,6 milhões de menores de 14 anos. Frente a esta realidade, não há o que celebrar. Ao contrário, a situação é manifestamente preocupante. E o quadro é geral, com constatações em todo o mundo. Conforme dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 80% das agressões físicas foram causadas por parentes próximos e de hora em hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos próprios pais.

O certo é que o estado de abandono em que se encontram a infância e a adolescência brasileiras é manifestamente nítido. Assim está mais do que na hora de se colocar em prática a progressista lei de que dispomos para ao menos, minimizar os índices alarmantes nessa área. Tanto o Poder Público como a sociedade em geral, têm feito pouco para modificá-lo. Espera-se por isso que, deixando de lado o costumeiro comodismo, comecemos a dar uma resposta ao problema, promovendo uma ampla mobilização no sentido de alcançarmos uma inclusão de convivência maior, mais justa e humana.

Trata-se de circunstância notória que o retrato melhor traduz o destino de uma Nação é a situação atual de suas crianças. Evidentemente, a qualidade de vida, o amparo e a atenção dedicados na atualidade aos menores que revela o berço no qual se embala o futuro prodigioso de uma nação. E as necessárias mudanças só se estruturarão definitivamente se for dada maior atenção à educação, saúde e a um modelo econômico que resulte num desenvolvimento baseado em correta distribuição de rendas.

 

                         

Preservação do meio ambiente

 

 

Comemorou-se a 05 de junho, o DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE, pois nesta data, em 1972, a ONU - Organização das Nações Unidas promoveu em Estocolmo, capital da Suécia, a Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. A data, que também praticamente foi ignorada no Brasil em 2018, objetiva conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação dos recursos naturais e do ambiente como um todo, correndo o risco de se tornarem inviáveis, em pouco tempo, à própria sobrevivência humana. A palavra ecologia foi criada em 1869 pelo biólogo alemão  Ernest Haeckel, que reuniu duas palavras do grego: “oikós”, que significa casa, ou, em sentido mais amplo, ambiente, local onde se vive; e “logos”, que pode ser traduzido por ciência, estudo.

Dessa maneira, ECOLOGIA É A CIÊNCIA QUE ESTUDA AS RELAÇÕERS ENTRE SERES VIVOS E OS AMBIENTES EM QUE VIVEM. Nessa trilha, ressalte-se, surgiu a Consciência Ecológica, ou seja, a preocupação em se lutar para manter, nesses ambientes, o equilíbrio natural, que garante a continuação da vida sobre a Terra. Em muitos países, tal atributo passou a ser objeto de uma política governamental e, neles, existem leis que procuram preservar a natureza, além do que, incitou o surgimento de organizações representativas que pressionam as autoridades e as pessoas a manterem o equilíbrio ecológico, tais como a Fundação SOS Atlântica no Brasil.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

 



publicado por Luso-brasileiro às 16:07
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