PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 12 de Julho de 2018
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - DIA INTERNACIONAL DE NELSON MANDELA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após um trabalho em nível mundial para que o dia de seu aniversário, 18 de julho, fosse anualmente dedicado ao voluntariado, desde 2012 é celebrada nesta data o Dia Internacional de Nelson Mandela, outorgado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Um ótimo momento para mobilizar no mundo a cidadania, através de ações efetivas, pressionando políticos e governo para enfrentarem concretamente a questão do racismo, já que a Justiça exige a igualdade, um de seus elementos intrínsecos. Com efeito, ela concebe que não se venham a tratar desigualmente pessoas ou situações entre si iguais.

No Brasil, a luta por isonomia parte de um pressuposto legítimo: de acordo com a Constituição Federal, preconceito contra um indivíduo ou um grupo social pela sua raça, ou seja, cor de pele, país ou cultura é crime inafiançável, sendo que a legislação penal prevê pena de um a seis anos de reclusão àqueles que o praticarem sobre quaisquer formas. Contudo, as estatísticas constatam que a desigualdade racial persiste, a despeito dos diplomas legais vigentes.

Por isso, vale a pena reverenciarmos a vida e obra desse grande líder mundial, marcadas pela decisão de libertar não só a si mesmo, mas a todos os negros oprimidos sob o “apartheid” - regime institucionalizado de segregação racial por supremacia branca, extremamente opressor e que prevaleceu durante longo período na África do Sul, sua pátria. Nascido em 1918 em Mvezo, com o nome de Rolihlahla (“criador de problemas”), passou a ser chamado de Nelson por sua professora em 1925.

Sua trajetória começou em 1943, quando aderiu ao partido Congresso Nacional Africano (CNA) cujos propósitos tomaram grandes proporções, com enfrentamentos e mortes. Em 1960, uma passeata de 10 mil manifestantes que entoavam canções de liberdade terminou com a morte de 69 pessoas e mais de 200 feridas. O CNA passou então para a clandestinidade em 1964 e milhares de militantes foram presos, inclusive ele, sendo condenado à prisão perpétua por sabotagem e conspiração contra o Estado sul-africano. E mesmo preso, continuou a fazer apelos pela continuidade das realizações  a favor do completo equilíbrio entre raças.

 Durante quase 27 anos, foi o detento 466/64 do presídio da Ilha de Robben, número esse que hoje dá nome à campanha contra a AIDS que ele promoveu durante muito tempo. O grito de seus partidários “Libertem Mandela”, com campanhas em inúmeros países e shows com a participação de consagrados artistas internacionais, fez eco por todo o mundo, até que, aos 72 anos, ele foi libertado. O maior evento foi o festival “Free Mandela” (Liberdade para Mandela), realizado em Londres em 1988, comemorando seus 70 anos.

 Ganhou incontáveis prêmios pela defesa dos direitos humanos, sendo o mais notório, o Nobel da Paz de 1993. Em 1994, pela primeira vez na história da África do Sul, os negros puderam votar – e o elegeram para governar o País. Honrando a palavra, ele foi presidente por apenas um mandato. Veio a falecer no dia 5 de dezembro de 2013, continuando a ser um dos homens mais admiráveis de todos os tempos.

 Por ocasião da data que avizinha e a qual o reverencia mundialmente, transcrevemos alguns de seus pensamentos, reveladores de suas firmes convicções: “Ninguém nasce odiando outro por cor, origem ou religião. Precisa aprender e pode ser ensinado a amar.” - "Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão foram feitos para viverem como irmãos." - "Uma boa cabeça e um bom coração formam uma formidável combinação."- "A queda da opressão foi sancionada pela humanidade, e é a maior aspiração de cada homem livre." - "A educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo".

         Que seus gestos e suas palavras sirvam de inspiração e de exemplos para milhares de atividades positivas em todo o mundo, principalmente o Brasil, para extinguirmos definitivamente as manifestações discriminatórias, persistindo no firme propósito de alcançarmos o triunfo da igualdade!

        

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

 



publicado por Luso-brasileiro às 11:22
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