
São tantas as datas festivas desse mês e uma das mais importantes é a de 28 de junho, o Dia da Renovação Espiritual, comemorado em nosso país há alguns anos e que ganha cada vez mais, caráter ecumênico. Já se disse que em tempos de fortes mudanças sociais e espirituais esta celebração se torna um princípio simbólico para inserirmos mais um hábito positivo em nosso cotidiano.
Foi criada para louvarmos a vida e agradecer a Deus pela nossa existência, trabalho e dedicação ao próximo. Seu principal objetivo é que todos, independente de crença ou religião, se conectem com energias e conceitos positivos e edificantes para as suas almas. Incentiva-nos ainda ao culto de familiares e amigos, que estão sempre ao nosso lado dando força para seguirmos em frente, em nossa jornada terrena, nem sempre muito fácil.
Desperta para uma reflexão sobre o que é realmente importante: será que estamos usando nosso tempo da melhor maneira possível? Devemos lembrar que o apego exclusivo as coisas materiais é um sinal notório de inferioridade, porque quanto mais o homem se prende aos bens do mundo, menos compreende sua destinação. Esquecemo-nos muitas vezes de que deste mundo nada se leva, a não ser bons momentos com aqueles que nos rodeiam e os atos de carinho, amor, afeto e respeito praticados em nossa convivência. Não se pode ter guia mais seguro do que tomar como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo. Convida ainda a buscarmos uma renovação de nossa consciência, abrirmos nossas mentes e positivarmos nossos sentimentos.
Mais do que nunca precisamos entender que independentemente do que acreditamos e seguimos, somos todos iguais, compreendendo que o respeito e o amor são as bases para uma convivência social pacífica e ideal. Por outro lado, a vida é bem mais que “coisas”. Temos que tentar levá-la com espiritualidade relativa, para que os bens materiais não deixem de lado os preceitos e princípios reais. O famoso poeta português Fernando Pessoa, já dizia: “Sinto-me nascido a cada momento / para a eterna novidade do mundo”.
Precisamos entender que o milagre da perfeição é obra de esforço, conhecimento, disciplina, elevação, serviço e aprimoramento no templo do próprio “eu”, pois a grandeza humana não consiste apenas em ter sabedoria e sim em sabermos usá-la. Ter fé em Deus e aceitar os percalços da vida tornam as dificuldades mais suportáveis. Ele nos concedeu a oportunidade de nos renovarmos todos os dias. Que tal começarmos imediatamente? Quem sabe assim não alcançaremos a verdadeira felicidade.
A VITÓRIA DA VIDA
A vida humana é sempre um dom gratuito para quem a possui e cada pessoa é um dom valioso para a humanidade, não obstante a variedade de suas condições sociais, de idade ou de saúde. A situação de nossos dias propõe que lutemos contra as injustiças, as discriminações, a pobreza e a agressividade, tentando consolidar a dignidade humana, e consequentemente, a paz social.
De nada adianta protegermos a vida, inclusive por preceito constitucional, se não a dignificarmos. O nosso desafio é buscar esta conciliação, manifestamente difícil num país como o Brasil, mas não impossível. Para tanto, devemos contribuir com princípios éticos que reafirmem a primazia do indivíduo sobre o materialismo e as questões meramente econômicas, buscando os reais valores no plano da justiça social e distribuição de renda. Quando colocarmos o cidadão no caminho de realizações sólidas, na linha da fraternidade e o respeitarmos absolutamente como pessoa, poderemos finalmente propagar a vitória da existência humana.
SÃO PEDRO E SÃO PAULO
A Igreja Católica comemora a 29 de junho, o Dia de São Pedro e São Paulo, dois dos mais importantes seguidores de Jesus Cristo. O primeiro foi um dos doze apóstolos escolhidos, sendo considerado o primeiro papa, razão pela qual nessa data, também se celebra o “Dia do Papa”. A sua festa encerra o ciclo das celebrações juninas, tão tradicionais em nosso país. São Paulo, de perseguidor, transformou-se num dos principais pregadores da fé cristã. Ambos fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro.
BREVE REFLEXÃO
“Muitas vezes estamos tão mal acostumados que não percebemos a importância de quem está conosco, e esquecemos que a vida não é eterna” (Hideki Anagusko)
JOÃO CARLOS JOSÉMARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academais Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)
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