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Sábado, 2 de Junho de 2018
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - NÃO PARA DE CRESCER A DEVOÇÃO EM SANTO ANTÓNIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Dia de Santo Antônio, que se comemora a 13 de junho, terça-feira da próxima semana, persiste com grande repercussão e a distribuição de pães na data - um hábito de oito séculos que se mantêm anualmente -, responsabiliza-se por recordes nas paróquias em geral, principalmente nas que lhe são dedicadas. Efetivamente, tornou-se um dos santos mais populares do Brasil e a devoção nele não para de crescer.

Milhares de pessoas procuram alcançar graças, principalmente em relação ao matrimônio, o que o torna até parte de nosso folclore, além de ser reverenciado nas festas juninas: “Eu pedi numa oração! Ao querido São João/ que me desse um matrimônio/ São João disse que não/ São João disse que não/ Matrimônio, matrimônio/ Isso é lá com Santo Antonio...”

         Santo Antônio nasceu em 15 de agosto de 1195, em Lisboa e foi batizado como Fernando de Bulhões. Aos 15 anos, entrou para um convento agostiniano, adotando o nome com o qual ficaria conhecido. Mudou-se para a Itália e lecionou em várias universidades. A fama de casamenteiro começou quando, na cidade onde morava, foi baixado um decreto que exigia que, tanto o homem quanto a mulher, para se unirem em núpcias, deveriam ter o mesmo nível social. Ele teria então organizado um protesto contra essa determinação. Outras biografias também informam que ele ajudou moças a completarem o valor do dote para o casamento.

Durante toda a sua vida, foi responsável por ajudar muitos pobres, além de ter fama de milagreiro. A distribuição dos pães nas igrejas  tenta reproduzir duas das características mais fortes de sua história: o desprendimento e a caridade. Conta-se que ele os tirava do refeitório do mosteiro em que vivia para dar aos necessitados, sem que seus superiores soubessem. E hoje, reza a lenda, os benzidos nos templos, devem ser colocados em recipientes onde são guardados alimentos, para que esteja garantida a fartura durante todo o ano.

Morreu em 13 de junho em 1231 e foi canonizado já no ano seguinte, pelo papa Gregório IX. Nosso desejo, portanto, é que ele sempre proteja e ilumine os casais, desde o namoro - algo extremamente importante, especialmente na vida dos jovens, que estão começando a trilhar os caminhos do amor e a descobrir os encantos e as decepções dessa tão antiga e sempre maravilhosa forma de entrosamento entre dois seres. Efetivamente, uma relação a dois necessita se embasar num encontro de pessoas abraçadas sobre o mesmo compromisso, para o bem da espécie humana e entrelaçada, para um aperfeiçoamento recíproco, com o auxílio físico, moral e espiritual.

 

         Um dia para trocar juras de amor

 

         O DIA DOS NAMORADOS, 12 de junho, surgiu no Brasil inspirado por comemoração dos Estados Unidos em 14 de fevereiro, o Dia de São Valentim. E nada tem haver com outra figura santificada, Santo Antonio, celebrado no dia 13 e cuja fama de casamenteiro é bastante divulgada, embora com o tempo, em nosso país, consolidou-se sua figura à às graças de um possível namoro ou matrimônio.  O que efetivamente contribuiu à concepção brasileira foi o empenho dos comerciantes, que tinham nessa época do ano um período de baixas vendas e acreditaram que seria  lucrativa a ideia de estimular a troca de presentes entre os que se amam. E deu certo, já que se revela no terceiro momento mais rentável, superado apenas pelo Natal e pelo Dia das Mães.

         E devemos destacar um aspecto salutar, apesar dessa onda consumista. São comuns na época momentos de grande romantismo revelados em encontros festivos e até íntimos entre casais e que tendem a beneficiar qualquer relacionamento entre homem e mulher, mesmo unidos há vários anos. As juras de amor traduzem os sentimentos que nutrem uns pelos outros, renovando seus propósitos de vida comum, provocando declarações de todas as formas, até poéticas, sobre suas paixões.  Além do mais, também ressalta a importância do namoro como fase de preparação que os levem ao casamento e que se constitui numa opção extremamente séria e que possam concretizá-lo cientes de sua relevância como instituição legal e como sacramento religioso.

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

          



publicado por Luso-brasileiro às 16:11
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