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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2019
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - QUEM SE APEGA EXCLUSIVAMENTE A QUESTÃO COMERCIAL DO NATAL ACABA SE FRUSTRANDO

 

 

 

 

 

 

 

 

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Na composição “Anoiteceu” de Assis Valente, clássico natalino da música popular brasileira, os dois últimos versos, nos convidam a uma reflexão: “Eu pensei que todo mundo/ Fosse filho de Papai Noel/ Bem assim felicidade/ Eu pensei que fosse uma/ Brincadeira de papel//Já faz tempo que eu pedi/ Mas o meu Papai Noel não vem/ Com certeza já morreu/ Ou então felicidade/ É brinquedo que não tem”.

Eles mostram, ainda que de forma indireta, mas poética, que muita gente ao se apegar exclusivamente a questão comercial da época, acaba se frustrando, principalmente crianças ou adultos que sem condições financeiras, são incapazes de adquirirem eventuais bens que desejam. Por isso, para evitar tais chateações, é preciso deixar de lado o aspecto exclusivamente materialista. Devemos nos desviar da agressiva cultura consumista, onde acumular bens é mais importante que se realizar espiritualmente, sendo tal preceito mantido a qualquer custo, mesmo que se destrua o meio ambiente e se agrave o desequilíbrio social.

 Assim, mais do que só comprar presentes e encher a geladeira de comes e bebes, cultivemos a sublimidade e a prática social da solidariedade que ajuda a transformar a sociedade. Tentemos fazer do Natal, uma festa permanente, capaz de renovar para todos, sem quaisquer distinções, a esperança de tempos melhores e dias mais felizes. Entender que ele representa a renovação da aliança selada entre Deus e os seres vivos em geral, traduzida na certeza de que as aspirações básicas de todo indivíduo serão atendidas e os direitos fundamentais protegidos, como exigência prioritária do exercício da cidadania.

Com efeito, louvá-lo é comemorar a vida, reafirmando na família e na comunidade, os valores do Evangelho libertador de Jesus, pois a encarnação é um ato que nasce da liberdade e do amor. Por isso, todos os anos, a sua celebração deveria se transformar em momento de meditação e nessa trilha, enquanto forem furtados ao povo, em especial à criança, os direitos de acesso à educação, à saúde, à moradia digna não haverá festejo natalino, porque falta libertação.

A humildade de um Deus que, através de seu filho, solidariza-se com a humanidade e assume a sua dor para estabelecer conosco uma nova aliança, apontando o caminho da comunhão, da doação e da fraternidade como um ideal de vida possível, é revelado no Natal. Assim, os votos sinceros de que a humanidade assuma uma vida pacífica, fazendo da convivência,  a grande escola de harmonia e igualdade entre os indivíduos.

Vale lembrar um trecho da poesia “Natal” de Olavo Bilac, que indica o nascimento de Jesus: Não nasceu entre pompas reluzentes:/ Na humildade e na paz desse luar,/ Assim que abriu os olhos inocentes, / Foi para os pobres seu primeiro olhar”.

 

 

                       

 

            BREVE REFLEXÃO

 

 

 “Se o Natal é o mistério do amor, e Deus vem e se faz homem por amor a resposta do homem só poderá ser o amor”.

         “POESIA DE NATAL” (CORA CORALINA)

 

            “Enfeite a árvore de sua vida/ com guirlandas de gratidão!/ Coloque no coração laços de cetim/ rosa, amarelo, azul, carmim,/ Decore seu olhar com luzes brilhantes/ estendendo as cores em seu semblante/  Em sua lista de presentes/ em cada caixinha embrulhe/ um pedacinho de amor,/ carinho,/ ternura,/ reconciliação,/ perdão!/ Tem presente de montão/ no estoque do nosso coração/ e não custa um tostão!/ A hora é agora!/ Enfeite seu interior!/ Sejas diferente!/ Sejas reluzente!”.

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas



publicado por Luso-brasileiro às 13:17
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