PAZ - Blogue luso-brasileiro
Sábado, 28 de Setembro de 2019
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - SÃO FRANCISCO DE ASSIS e sua veneração pela natureza

 

 

 

 

 

 

 

 

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Comemora-se a quatro de outubro o DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, que viveu apenas 44 anos (1182-1226) e, no entanto, deixou em nossos corações marcas indeléveis, entre as quais, a de amor e de veneração pela natureza, tanto que é considerado o “Santo da Ecologia”, pois conversava com pássaros e lobos, vivia numa cabana silvestre nas cercanias da cidade de Assis, tendo criado a expressiva oração que leva o seu nome. Também foi dele a idéia de comemorar o Natal em torno do presépio, no qual introduziu inúmeros bichos ao redor do Menino Jesus, além de ter sido o autor dos hinos ao “irmão Sol” e à “irmã Lua”. Por isso, nesta data, também se celebra o DIA DOS ANIMAIS, o que nos motiva a refletir sobre a situação dos mesmos, merecedores de respeito e bons tratos.

A interação entre pessoas e animais, na troca de carinho, confiança e cuidados, tem se tornado um excelente remédio contra ansiedade, depressão, estresse e baixa auto-estima. Revela-se num tratamento indicado até mesmo para casos de deficiência física e psíquica. É cada vez mais comum, portanto, que cachorros, gatos, cavalos, coelhos, etc, sejam reconhecidos por seus surpreendentes poderes terapêuticos.

De acordo com matéria publicada pelo jornal “Correio Popular” de Campinas (18.10.2007- p. A7), “os primeiros relatos históricos do uso de animais na terapia em humanos são da Bélgica, quando ainda no século IX uma instituição para deficientes mentais descobriu que o convívio entre pacientes e animais exercia  efeitos benéficos no comportamento. No século XX, na década de 60, um psiquiatra americano relatou o caso de um adolescente que refutava qualquer processo de comunicação iniciado pelo médico. O dilema foi resolvido por acaso depois que este paciente demonstrou interesse em “conversar” enquanto o terapeuta alimentava seu cão”.

Infelizmente, muitas pessoas, desrespeitando não só aos ditames naturais, mas às leis especificas de preservação, promovem agressões gratuitas aos seres vivos organizados, dotados de sensibilidade e movimento. Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas no dia 27 de janeiro de 1978, a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, além de desconhecida, permanece desprezada, levando os homens a continuarem cometendo crimes.

O que se espera agora, é o que o mundo acorde para a causa destes seres vivos, distinguindo o uso do abuso e buscando outras formas de lazer que não às custas da dor, como rinhas, rodeios, espetáculos circenses e outras atividades recreativas que os utilizam, impondo-lhes quase sempre, os mais diversos tipos de maus tratos. É preciso garantir-lhes vida e respeito.  De uma forma geral, estas espécies de seres vivos concorrem com as vegetais para manter o equilíbrio ecológico indispensável à sobrevivência dos homens na Terra.

A título reflexivo, citemos trecho de artigo publicado por Maria Helena Brito Izzo “Tudo o que existe no universo deve ser preservado. Deus criou um mundo lindo, perfeito e harmônico e ordenou ao ser humano que cuidasse dele, preservando a natureza, os animais, as plantas, a harmonia dos cosmos e a própria humanidade. Então, a vontade de Deus, que fez tudo com amor, é que as pessoas também amem e defendam sua obra” ( revista “Família Cristã”- p. 28 – 03/1999).

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AVES, representação

           viva da liberdade

 

 

               “A vivência com os pássaros nos dá uma formação de paz, amor e respeito ao próximo”. Esta afirmação foi feita pelo ornitólogo Johan Dalgas Frisch e dá uma idéia clara da razão dos pássaros serem a representação viva da liberdade. O “Dia da Ave” é comemorado a 05 de outubro, no próximo domingo e foi criado, por inspiração da Associação da Vida Selvagem e da Sociedade Ornitológica Bandeirante, em 1965. A data foi oficializada pelo Governo Federal em 1968. O pássaro símbolo é o sabiá, que chega a cantar quatro melodias durante sessenta segundo

 

 

 

 

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DIA INTERNACIONAL DO IDOSO

 

 

 

A Organização das Nações Unidas decretou que 1º de outubro é o Dia Internacional do Idoso e a celebração se baseia na Declaração dos Princípios para os Idosos, estabelecida na reunião geral da entidade de 03 de dezembro de 1982. Em homenagem a data, que ocorre quarta-feira próxima, novamente publicamos aqui os cinco princípios básicos que norteiam o texto composto de dezoito itens: INDEPENDÊNCIA – Idosos devem ter acesso a comida, água, abrigo, roupas e cuidados médicos; devem ter oportunidade de trabalho e estudo e devem morar em sua própria casa o maior tempo possível; PARTICIPAÇÃO – Idosos devem permanecer integrados à sociedade, participando da elaboração e da implementação de políticas que afetem diretamente o seu bem-estar; devem desenvolver maneiras de servir à comunidade e dividir seus conhecimentos com os jovens; BEM-ESTAR – Idosos devem ser beneficiados pela proteção dos familiares ou da comunidade, por serviços legais e de assistência social, por planos de saúde; devem ter seus direitos humanos respeitados;            DESENVOLVIMENTO – Idosos devem estar aptos a buscar oportunidade para desenvolver seus potenciais e ter acesso aos recursos educacionais, culturais, religiosos e de recreação oferecidos pela sociedade e DIGNIDADE – Idosos devem viver com dignidade e segurança, livres de explorações e maus-tratos; devem ser tratados com justiça, independentemente de idade, sexo ou raça.

 

 

 

 

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e Letras Acadêmicas (martinelliadv@hotmail.com)

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:32
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