PAZ - Blogue luso-brasileiro
Terça-feira, 27 de Junho de 2017
PAULO R. LABEGALINI - O ESCAPULÁRIO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Foi na madrugada do dia 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora apareceu ao inglês Simão e entregou-lhe o miraculoso Escapulário do Carmo. São Simão Stock era Superior Geral dos Carmelitas, e se encontrava aflito, pois sua Ordem passava por dificuldades muito sérias, sendo desprezada, perseguida e até ameaçada de extinção.

Homem de fé viva, Simão não cessava de implorar socorro à Santíssima Virgem e pedia também um sinal sensível de que seria atendido. Comovida pelas súplicas angustiantes do seu fervoroso filho, Nossa Senhora lhe trouxe do Céu o santo escapulário e dirigiu-lhe estas palavras:

“Recebe, filho diletíssimo, o escapulário de tua Ordem, sinal de minha confraternidade, privilégio para ti e para os carmelitas. Todos os que morrerem revestidos deste escapulário, não padecerão no fogo do inferno. É um sinal de salvação, refúgio nos perigos, aliança de paz e pacto para sempre”.

A partir dessa misericordiosa intervenção da Mãe de Deus, a Ordem carmelitana refloresceu em todo o mundo! E o escapulário passou a percorrer sua milagrosa trajetória, como sinal de aliança de Nossa Senhora com toda a humanidade.

Setenta anos mais tarde, a Virgem Maria apareceu ao Papa João XXII e lhe fez nova promessa, considerada como complemento da primeira: “Eu, como Mãe dos carmelitas, descerei ao purgatório no primeiro sábado depois de suas mortes, os livrarei e os conduzirei ao Monte Santo da vida eterna”.

Essa segunda promessa deu origem à célebre Bula Sabatina do Papa João XXII, publicada em 03 de março de 1322, confirmada posteriormente por vários Sumos Pontífices, como Alexandre V, Clemente VII e Paulo III.

De início, o escapulário era de uso exclusivo dos religiosos carmelitas. Mais tarde, querendo estender os privilégios e benefícios espirituais desse uso a todos os católicos, a Igreja simplificou seu tamanho e autorizou que sua recepção ficasse ao alcance de todos.

Somente o primeiro escapulário precisa ser bento e imposto por um sacerdote. Tanto essa bênção como a imposição valem para todos os outros que substituírem o primeiro. Uma vez tendo-o recebido, devemos usá-lo sempre e continuamente.

Entre os Papas devotos do escapulário, destacam-se: Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII – que com bulas apostólicas aprovaram os seus privilégios.

As declarações dos Papas são expressões autorizadas do autêntico pensar da Igreja. Eles não deram apenas o exemplo usando o hábito do Carmo, mas estimularam e aconselharam a usá-lo e premiaram a devoção.

E eis os santos que usaram o escapulário: Santo Afonso, São Pedro Claver, São Carlos Borromeu, São Francisco de Salles, São João Vianney, São João Bosco, Santa Teresa de Ávila, Santa Terezinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santa Maria de Jesus etc.

Bem, de forma resumida, um dia eu contei esta história a mais de 100 cursistas em Piranguinho. Em seguida, os presenteei com escapulários, que foram bentos e impostos pelo sorridente Pe. Catarino na missa.

Na Celebração da Eucaristia da noite seguinte, eu transbordei de felicidade ao ver tanta gente com o escapulário no pescoço, mostrando que aceitaram a Virgem Maria como protetora até a hora da morte. Lindo isso, não? Com certeza, não se arrependeram nem por um minuto da decisão que tomaram, porque o poder da Mãe de Deus é inquestionável!

Da mesma forma que Jesus disse: “Se alguém quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 15, 24), Nossa Senhora também falou que estará protegido quem seguir seu Filho de escapulário no pescoço.

É por isso que eu não tiro o meu. E que assim seja para sempre!

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas

 



publicado por Luso-brasileiro às 14:51
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