PAZ - Blogue luso-brasileiro
Quinta-feira, 12 de Julho de 2018
PAULO R. LABEGALINI - SOBRE O AMOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Labegalini.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos da face da terra: a Alegria, a Vaidade, a Tristeza, o Amor, entre outros. Um dia, percebendo que a ilha estava sendo invadida pelo mar, todos pegaram os seus barcos e começaram a fugir, porém, o Amor teve a embarcação roubada e saiu pedindo ajuda.

A Riqueza logo gritou avisando que não poderia levá-lo porque havia muito ouro em seu barco. A Vaidade recusou ajudá-lo por ele estar todo molhado e causar estrago no carpete do seu lindíssimo barco. Da mesma forma, negando levá-lo, passaram a Tristeza e a Alegria. A primeira, preferiu ir sozinha chorando e, a Alegria, sorria e cantava tanto que nem prestou atenção no pedido de socorro.

Enfim, quando já estava quase se afogando, o Amor foi pego por um velhinho e deixado a salvo numa outra ilha distante. Recuperado do susto, o Amor agradeceu ao velho Tempo pelo resgate e foi saber com a dona Sabedoria porque somente aquele senhor idoso o ajudou. E a Sabedoria lhe respondeu: ‘Somente o Tempo é capaz de mostrar aos outros sentimentos a importância de resgatar o Amor.’ E ele, o Amor, passou então a entender a incompreensão dos ‘amigos’.

Poderiam fazer parte da história vários outros personagens que sempre destroem o amor, como: o ódio, a inveja, o egoísmo, a mentira e a covardia; mas, aliados ao amor, também poderiam estar: a solidariedade, o perdão, a verdade, a bondade e a justiça. Se esses aliados predominassem no mundo de hoje, não haveria necessidade de esperarmos o tempo provar a importância do amor entre os homens.

E o mais espantoso é que nenhum de nós confessa que mente, ou que tem inveja, ou que é egoísta, covarde etc. Por que será que agimos assim? Dois mil anos após Jesus Cristo ter pregado com tanta sabedoria a necessidade do amor fraterno na humanidade e, ainda, ter morrido demonstrando o seu Amor por nós, é preciso mais tempo para entendermos que não nos salvaremos sem isso?

Na Romênia, um homem sempre dizia ao filho: ‘Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado.’ E, naquela época, houve um grande terremoto no lugar onde viviam, separando pai e filho. Um estava na estrada – voltando do trabalho para casa – e, o outro, ficou debaixo dos escombros da escola onde estudava.

Logo que o pai desesperado chegou na escola destruída, foi avisado que não haviam mais sobreviventes, contudo, tomado de grande tristeza e de muita fé, passou a procurar o filho gritando: ‘Sempre estarei ao seu lado, meu filho!’ Muitos olhavam desolados para aquele senhor escavando com as próprias mãos e pedindo ao filho que o esperasse, pois iria achá-lo.

Quando algumas pessoas se aproximavam dizendo a ele que fosse para casa, ele retrucava: ‘Você vai me ajudar?’ E elas se afastavam, porque não viam chance de haver sobreviventes. Mas, o homem pensava na promessa que havia feito ao filho e continuava a incansável procura.

Alguns policiais e bombeiros também tentavam tirá-lo do local dizendo que corriam riscos de explosões e mais desabamentos, mas ele sempre repetia: ‘Vocês vão me ajudar?’ E, assim, trabalhou quase sem descanso por trinta horas, até que ouviu o filho responder: ‘Pai, estou aqui. Eu sabia que você viria!’

Em seguida, os bombeiros resgataram quinze dos trinta e quatro alunos daquela classe – graças à confiança daquele pai em cumprir a promessa que fizera ao filho. E, antes das crianças saírem dos escombros por um pequeno buraco aberto pelos bombeiros, o filho que tanto confiava no pai disse aos amigos: ‘Podem ir primeiro. Haja o que houver, o meu pai estará me esperando!’

E você, leitor(a), em nome de Jesus – que é Deus, com o Pai e o Espírito Santo –, promete amar e ajudar o irmão necessitado e sofredor? Se você já aprendeu que o pobre merece a mesma oportunidade de sobrevivência que damos aos nossos filhos, comece a procurá-lo com mais amor sobre os escombros, porque o barco do tempo continua passando!

 

 

 

 

 

PAULO ROBERTO LABEGALINI - Escritor católico. Vicentino de Itajubá - Minas Gerais - Brasil. Professor Doutor do Instituto Federal Sul de Minas - Pouso Alegre.‘Autor do livro ‘Mensagens Infantis Educativas’ – Editora Cleofas.

 



publicado por Luso-brasileiro às 10:33
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
arquivos

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

pesquisar
 
links